Reportagem da Folha de S. Paulo confirma pesquisa da APEOESP sobre saúde dos professores

24/05/2010 at 14:18 21 comentários

Publico abaixo matéria do jornal Folha de S. Paulo, de 23 de maio, sobre a saúde dos professores da rede estadual de ensino de São Paulo.

Longe de abordar um problema “novo”, a reportagem confirma o que vimos denunciando há anos, inclusive com base em pesquisa que realizamos em 2003 sobre as condições de trabalho e as conseqüências à saúde dos professores.

A pesquisa da APEOESP

Aquela pesquisa mostrou que 75% dos professores ministram aulas para classes com mais de 36 alunos, sendo 32% com mais de 41 alunos (73% apontaram a superlotação das salas de aula como um dos fatores que interferem no seu desempenho). Mostrou também que 45% dos professores precisam manter outra atividade fora da rede estadual de ensino para complementar o salário; 63% consideraram regulares ou péssimas as condições de suas salas de aula.

A pesquisa mostrou ainda a falta de materiais pedagógicos adequados, violência nas escolas, situação social e dificuldades de aprendizagem dos alunos, jornada de trabalho excessiva e sobrecarga de atividades como principais motivos de sofrimento no trabalho.

São fatores como esses que levam os professores a adoecer. Quase 40% responderam que já precisaram afastar-se do trabalho por motivos de saúde e as doenças relacionadas ao trabalho mais citadas foram, pela ordem: estresse, problemas na voz, tendinite e, também, bursite e depressão. A incidência dessas doenças foi confirmada por diagnósticos médicos. Entre as manifestações e sintomas que os professores disseram sentir no momento da pesquisa estão cansaço, nervosismo, problemas com a voz, dores nas pernas, ansiedade, dores de cabeça, dores na coluna, além de 11 outras manifestações.

Pelo direito à vida

Nossa pesquisa foi, à época, solenemente ignorada pelo governo estadual e também pela grande mídia. Agora a matéria da Folha de S. Paulo, baseada em pesquisa realizada pela professora readaptada Maria de Lourdes de Moraes Pezzuol, com financiamento da Secretaria Estadual da Educação, reafirma os mesmos dados: o magistério paulista sofre com a falta de condições de trabalho, a falta de uma política de prevenção e tratamento de saúde e com a desqualificação de seu trabalho, promovida justamente por quem deveria tomar as providências para equacionar os problemas apontados, ou seja, o próprio Estado.

Isto ocorreu, por exemplo, em 2008, quando o governo Serra/Goldman utilizou sua folgada maioria parlamentar na Assembleia Legislativa para aprovar a lei 1041, que restringiu as faltas por motivos médicos a apenas seis por ano! Ou seja, além de adoecer por falta de condições de trabalho, os professores são proibidos de cuidar da própria saúde e ainda ficaram com a imagem de faltosos contumazes.  

Notem a contradição na declaração do chefe de gabinete da SE na reportagem da Folha de S. Paulo: “Havia muito abuso, por isso mudamos a legislação. Mas verificamos também que era preciso olhar para a qualidade de vida dos servidores”. Ora, tirar de todos os professores o direito elementar de se manterem saudáveis é a forma correta de coibir “abusos”?

Por isto a APEOESP lançou a campanha pela revogação da lei 1041/2008, sob o lema “Serra, por decreto, tira o direito à vida!” e incluímos este ponto entre os eixos da nossa greve.

A luta da APEOESP

A APEOESP tem lutado contra o conjunto de fatores que levam os professores ao estresse e ao adoecimento. Não fosse a atuação do sindicato a situação seria ainda mais grave. O Estado, por exemplo, pretendia simplesmente impedir qualquer possibilidade de que os professores categoria F que não atingiram a nota mínima na prova dos temporários obtivessem aulas em 2010. Ao conseguir a alteração do caráter da prova, de eliminatório para classificatório, a APEOESP também conseguiu que muitos desses professores voltassem às salas de aula. Não fosse isso e teríamos hoje uma legião de professores ainda mais desmotivados e sujeitos a adoecimento.

Também temos sido ativos nas lutas nacionais para fazer valer outros direitos, entre os quais se destaca a recomposição da jornada de trabalho prevista na lei 11.738/08 (Piso Salarial Profissional Nacional), que prevê 1/3 para atividades extra-classes, objeto de ação direta de inconstitucionalidade no STF articulada e incentivada pelo governo de São Paulo.

Pela revogação da lei 1041/2008

Assim como faz com o ranking nacional dos salários dos professores, a Folha de S. Paulo presta um relevante serviço público ao jogar luz sobre o problema da saúde dos professores. Achamos importante que existam nas escolas equipes com médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, nutricionistas e enfermeiros, mas são necessárias soluções preventivas e estruturais, como o fim da superlotação das salas de aula; redução da jornada de trabalho sem redução salarial; ampliação do espaço e melhoria da acústica nas salas de aula e disponibilização de microfone aos professores; substituição das lousas a giz e outras.

Além disso, o Estado deve instituir um serviço decente de atendimento aos servidores públicos, considerando que o Departamento de Perícias Médicas do Estado de São Paulo maltrata e humilha o funcionalismo público e o Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual está longe de prestar um atendimento de qualidade.

Diante disto a lei 1041/2008 deve ser revogada e esperamos que as soluções a serem apresentadas pela Secretaria da Educação não se restrinjam à capital, como anunciado, pois a situação é a mesma em todas as regiões do estado.

A cada dia, um professor se licencia por dois anos

Folha de S. Paulo – 23/05/2010

Desde janeiro, 194 se afastaram da rede estadual por problemas de saúde

Índice é o maior entre os servidores; problemas nas cordas vocais, na coluna e psicológicos são os mais recorrentes

FÁBIO TAKAHASHI
DE SÃO PAULO

O professor de história Carlos, 42, fala sozinho às vezes. Seu coração, conta, dispara sem motivo aparente. “Não conseguia controlar os alunos. Queria passar o conteúdo, poucos me ouviam. Foi me dando uma angústia. Fiquei nervoso.”

Não era assim. “Eu era bem calmo”, afirma, referindo-se ao período anterior a 2004, quando entrou como docente temporário na rede de ensino paulista.
Aprovado um ano depois em concurso, foi considerado apto a dar aulas, na zona sul da capital. Passados três anos, obteve uma licença médica, que se renova até hoje, sob o diagnóstico de disforia -ansiedade, depressão e inquietude.
Carlos espera nova perícia. Quer se tornar readaptado -situação de servidores com graves problemas de saúde, que ficam ao menos dois anos afastados da sala de aula. Fazem atividades administrativas na secretaria e na biblioteca, por exemplo.
De janeiro até a última sexta-feira, 194 docentes (mais de um por dia) da rede paulista foram readaptados, aponta levantamento da Folha no “Diário Oficial”. Pelos cálculos da professora Maria de Lourdes de Moraes Pezzuol, que fez uma pesquisa financiada pela Secretaria da Educação, 8% de todos os professores da rede estão readaptados.
Os casos mais recorrentes são problemas nas cordas vocais, na coluna e psicológicos. A autora do estudo é ela própria uma professora readaptada.
Entre os servidores da Educação, o índice desse tipo de afastamento é maior que dos demais: 79% dos readaptados trabalham nas escolas, categoria que soma 53% do funcionalismo.

POR QUE ADOECEM
Pesquisadores apontam duas razões para tantas licenças. A primeira é a concepção da escola, que requer para as aulas estudantes quietos e enfileirados. “Isso não existe mais. Esta geração é muito ativa. O professor se vê frustrado dia a dia por não conseguir a atenção deles”, diz o sociólogo Rudá Ricci, que faz pesquisas com educadores de redes públicas do país, inclusive no município de São Paulo.
A outra razão são as condições de trabalho. Em geral, os professores dão aulas em classes com mais de 35 alunos, possuem muitas turmas e poucos recursos (não há, por exemplo, microfone). Estudo divulgado na semana passada pelo Instituto Braudel e pelo programa Fulbright mostra que os docentes paulistas têm condições piores que os de Nova York.
Têm carga maior (33 horas semanais em sala, ante 25) e possuem mais alunos por sala (35 e 26, respectivamente).

Colaborou ELISANGELA BEZERRA

Frases

“Em 2002, precisei me ausentar por problemas nas cordas vocais. Ficava muito rouca, no final da semana mal conseguia falar”
MARIA DE LOURDES PEZZUOL
Professora readaptada

“Esta geração [de estudantes] é muito ativa. O professor se vê frustrado dia a dia por não conseguir atenção deles”
RUDÁ RICCI
sociologo

SP anuncia plano para saúde do docente

Programa terá equipes com médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, nutricionistas e enfermeiros

Especialidades são das áreas em que servidores mais têm problemas e são as maiores causas de absenteísmo

Bruno Fernandes/Folha Imagem
 

Maria de Lourdes de Moraes Pezzuol, docente que está afastada das aulas desde 2002 por problemas nas cordas vocais

DE SÃO PAULO

O governo Alberto Goldman (PSDB) reconhece que é preciso melhorar as condições de saúde dos professores de sua rede.
Tanto que deve anunciar, em um mês, um programa de prevenção e eventual tratamento para os 65 mil servidores da educação da capital paulista.
Segundo o chefe de gabinete da Secretaria da Educação, Fernando Padula, a ideia surgiu há três anos, por conta das inúmeras faltas dos docentes. À época, a cada dia, 12,8% deles não compareciam às aulas.
“Havia muito abuso, por isso mudamos a legislação. Mas verificamos também que era preciso olhar para a qualidade de vida dos servidores”, afirmou.
O governo limitou a seis o número de faltas para exames médicos. Até então, o servidor podia faltar metade do ano sem desconto do salário desde que apresentasse atestado médico.
Segundo o governo antecipou à Folha, o novo programa, chamado SP Educação com Saúde, formará equipes com médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, nutricionistas e enfermeiros, que circularão pelas escolas estaduais.
Algumas equipes ficarão fixas nas diretorias de ensino. As especialidades escolhidas coincidem com as áreas em que os docentes mais têm problemas -como lesões nas cordas vocais, dores na coluna e distúrbios psicológicos- e são as maiores causas de absenteísmo.
Os profissionais das equipes serão da entidade filantrópica Santa Marcelina. O servidor que tiver algum problema de saúde diagnosticado será encaminhado ao Hospital do Servidor Público para tratamento.

PREVENÇÃO
Segundo a Secretaria da Educação, o programa é inédito no país. “Vamos atuar na prevenção de agravos, para que os professores faltem menos e estejam mais dispostos, o que impactará na qualidade de ensino”, afirma Fernando Padula.
Sobre o número de docentes readaptados, o governo estadual afirma que o índice vem caindo, tomando como base os dados fechados por ano. Em 2007, foram 902; no ano passado, 341.
(FÁBIO TAKAHASHI)

ANÁLISE

É necessário intervir de forma mais intensiva em prevenção

LUIZ CARLOS MORRONE
ESPECIAL PARA A FOLHA

Estudos com professores da rede estadual da Baixada Santista e Botucatu, de 2000 a 2006, trouxeram importantes informações sobre a saúde de professores, relatadas por equipe do Programa de Saúde do Trabalhador, do Hospital do Servidor Público.
Na região de Botucatu, verificou-se que a frequência de licenças médicas na rede estadual é maior. Para cada cem horas de aulas, os professores da rede privada tiravam em média 1,3 hora em licenças; da municipal 3,1; e da estadual 7,3 horas.
É presumível que o nível excessivamente centralizado das decisões sobre as licenças, tomadas na capital do Estado, seja uma das importantes causas da diferença. Na Baixada Santista, de um total de 735 servidores examinados (mais de 80% professores), 18,8% tinham hipertensão, 4,3%, rinite alérgica, 5,8%, disfonia, e 3%, depressão.
Também foram analisadas 105 licenças médicas, na mesma região, de servidores afastados por mais de 90 dias. Transtornos mentais e comportamentais figuravam entre 51 casos (51,4%), seguidos de doenças osteomusculares, com 13 casos (12,4%).
A análise de 1.272 professores mostrou que os fatores para a ocorrência de doenças vocais são: A) hábitos como falar muito e gritar; B) fatores como ruído e excesso de poeira; C) cargas horárias mais longas e trabalho com alunos no nível médio.
É necessário intervir de forma mais efetiva na prevenção. Para tanto, necessário se faz a criação de uma estrutura que, a exemplo dos serviços especializados em segurança e saúde no trabalho, obrigatórios nas empresas privadas, também sejam estendidos para os servidores públicos estatutários.

LUIZ CARLOS MORRONE é professor da Santa Casa de São Paulo

DEPOIMENTO

“O processo de readaptação foi um período deprimente”

MARIA DE LOURDES DE MORAES PEZZUOL
ESPECIAL PARA A FOLHA

O magistério para mim sempre esteve relacionado a se doar à formação de outras pessoas. Em 2002, infelizmente, precisei me ausentar por problemas nas cordas vocais. Ficava muito rouca, no final da semana mal conseguia falar. À época, tinha jornada de 36 horas semanais.
Fiquei um ano em licença médica. Em 2003, voltei para a escola estadual Vereador Narciso Yague Guimarães como professora readaptada. A sensação foi de perda total da identidade profissional.
Muitas vezes, quando chegava ao estacionamento da escola, me via chorando. Meus ex- alunos me perguntavam: “Professora, quando a senhora volta a dar aulas?”. O processo de readaptação sugerido inicialmente foi de dois anos. Foi um período deprimente. Realizava preenchimento de fichas, atendia telefone, guichê etc.
Resolvi agir. Observei que a sala de informática da escola não funcionava. Em 2004, criei com alunos um projeto para ela. No final daquele ano, fui coordenar a biblioteca, e o projeto parou. Mas voltamos em 2005, com a chegada da nova gestora.
Em 2006, na procura de saber quem é o professor readaptado, pleiteei a bolsa de mestrado da Secretaria da Educação, com a proposta de pesquisa “Identidade docente: A situação do professor readaptado em escolas públicas do Estado de SP”. Verifiquei que o não reaproveitamento do profissional como educador gera acomodação ou insatisfação, com prejuízos pessoais e profissionais para professores. Atualmente, tento voltar.
Estou readaptada há sete anos. Fiz novos exames. O laudo médico foi favorável ao retorno. Minha escola protocolou o pedido para cessação da readaptação em setembro de 2009, mas até agora não pude voltar.

MARIA DE LOURDES DE MORAES PEZZUOL é professora da rede estadual há 19 anos

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CER da APEOESP faz avaliação da greve, define atividades e aponta calendário Secretário da Educação reafirma que pagamento da reposição é “cheio”

21 Comentários Add your own

  • 1. cassiano  |  25/05/2010 às 19:42

    Prezada Bebel,
    Sou readaptado e gostaria de uma informação, fazem dois anos que solicitei nova perícia para prorrogação da readaptação, mas, até hoje não fui convocado, como devo proceder? é só ficar aguardando?
    Na Prefeitura também sou readaptado, mas sou convocado sempre um mês antes de vencer, para nova perícia para prorrogação ou não da readaptação.
    No aguardo, e agradeço a APEOESP, que nunca me abandonou quando precisei.
    Atte

    Resposta
    • 2. apeoesp  |  25/05/2010 às 21:04

      Prezado professor Cassiano,
      Solicito que procure o departamento jurídico para verificar os procedimentos necessários ao caso.
      Bebel

      Resposta
  • 3. Renato  |  26/05/2010 às 03:21

    Reportagem contundente e imparcial que mostra sem compaixão, com os poderes políticos no poder, a situação CRUEL E REAL do magistério paulista sob a DITADURA PSDB (acho que é bem pior ainda, mas foi feita com profissionalismo !). Parabéns ao repórter Fábio Takahashi pela coragem de POR EM DÚVIDA a propaganda cor-de-rosa do governo quanto à educação pública em SP, que como se pode imaginar é uma CATÁSTROFE LAMENTÁVEL PARA OS PROFISSIONAIS QUE NELA ESTÃO ATUANDO. PRECISAMOS DE MAIS REPORTAGENS COM A CORAGEM (VERDADE CRUA) QUE ESSA DEMONSTROU.

    Resposta
  • 4. Ericles  |  12/06/2010 às 02:54

    Prezada presidenta:

    Após ter tido meu laudo negado no DPME para ingresso em 2008, ajuizei na Apeoesp uma ação(tutlela antecipada).No início do ano o juiz solicitou ao Imesc que fosse protocolado um pedido para a primeira perícia médica.De acordo com o próprio Imesc, até a presente data nunca foi feito nenhum protocolo pedindo para agendar o ato pericial. a minha advogada, Dr. Fernanda LInge, se não me engano não perece estar muito a par do que acontece nos autos nem mesmo os atendentes aí do jurídico.São tantas informaçoes desencontradas que dá a impressão de que ninguèm está nem aí com nada.Sou sócio do sindicato a quase 18 anos, mas estou seriamente pensando em trocar de advogada e procurar um outro sindicato e trocar de advogado mais interessado no andamento dos autos.Meu nome é Éricles Pereira Leal. O que você poderia fazer por mim para que eu pudesse ficar mais a par das coisas que estão acontecendo com meu processo. Abraços!

    Resposta
    • 5. apeoesp  |  13/06/2010 às 14:57

      Prezado professor èricles,
      Por favor, passe os dados do seu processo e seu nome completo para que eu possaobter informações junto ao departamento jurídico.
      Bebel

      Resposta
  • 6. Sebastião Severino Neto  |  14/06/2010 às 18:20

    Bebel
    Gostaria de saber se o jurídico do Sindicato ja sabe da causa nossa ganha em relação aos quinquenios (atualização pelo salario total) e como e quando vai ser efetivado o pagamento para os professores. Tem uma data? O sindicato já enterviu junto ao DRH e secretario sobre o pagamento?
    Tem muitos professores pergantando sobre o assunto e não tenho respostas. Mando para o jurídico?
    Sem mais, fico no aguardo.

    Resposta
    • 7. apeoesp  |  17/06/2010 às 14:08

      Prezado professor Sebastião,
      Ganhamos a causa em primeira instância. O Estado recorreu. Aguardamos o julgamento em segunda instância. Como é ação coletiva, não são necessárias providências individuais quando a sentença for definitiva.
      Bebel

      Resposta
  • 8. margarete nogueira  |  24/06/2010 às 23:12

    Prezada Bebel,
    estou afastada ha tres anos, pois fui agredida e jurada de morte por um aluno. Desde então faço tratamento psiquiatrico e passo muito mal a cada perícia, onde somos destratadas e humilhadas pelos “profissionais competentes”. Resolvi me aposentar pois completo 50 anos no final desse ano, mas o meu prontuário foi perdido ao transitar da DE de miracatu para a DE centro sul, uma diz que enviou a outra que não recebeu. Ja faz 3 anos que esta perdido e não consigo resolver com os dirigentes. O que devo fazer? A quem posso recorrer?

    Resposta
    • 9. apeoesp  |  25/06/2010 às 01:40

      Prezada professora Margarete,
      Por favor, envie um relato completo para presiden@apeoesp.org.br e também procure o departamento jurídico.
      Bebel

      Resposta
  • 10. celia hidequia  |  01/02/2011 às 17:08

    sou professora há 12 anos, estou de licença saude faz um ano tenho depressao e nao consigo voltar a dar aula sou categoria f e nao consegui passar na provinha em decorrencia da depressao.no final do ano se eu nao passar na prova estou fora e ai como vou fazer para tirar licença se eu não melhorar?aguardo respostas.

    Resposta
    • 11. apeoesp  |  01/02/2011 às 17:30

      Prezada professora Célia,
      O professor categoria F não perde a estabilidade. A perda da estabilidade se não passar na prova na terceira tentativa não está prevista em lei; é só boato. Não se preocupe com isso.
      Bebel

      Resposta
  • 12. laura padua  |  07/02/2011 às 18:21

    sou categoria f reprovada tenho 12 horas de permanencia posso tirar licença saude.

    Resposta
    • 13. apeoesp  |  08/02/2011 às 20:27

      Prezada professora laura,
      Pode, sim.
      Bebel

      Resposta
  • 14. Joana Darc  |  04/03/2011 às 15:53

    Bom dia!
    Fui readaptada em 21.05.2005.Em 17.10.2008 passei por perícia (onde o perito não olhou os meus exames nem o relatório da médica).Em 17.04.2010 tive cessada a minha readaptação no diário oficial.Entrei com recurso no dia 22.04.2010 e com licença médica.Fui chamada para junta médica (perícia) nos dias 01 e 15 de junho onde levei os exames que relatam sulco vocal bilateral com alteração de cordas vocais.No dia 23 de junho saiu no diário oficial: 23/06/2010 2 GESTÃO PÚBLICA Página: 3 Parecer das Pericias Medicas para Fins de Avaliacao de Capacidade Laborativa JOANA D ARC DA SILVA CUSTODIO – 15843212 – Capacidade laborativa parcialmente prejudicada, sendo indicada estudo de readaptacao funcional, processo em andamento.
    E encontro-me em licença médica até então.Gostaria de saber se existe alguma forma para agilizar o processo. Se posso voltar a trabalhar. E se com essa publicação qual a possibilidade de me readaptarem novamente.Se puderem me responder ficarei muito grata.
    Joana D Arc

    Resposta
    • 15. apeoesp  |  04/03/2011 às 19:11

      Prezada professora Joana,
      Para uma resposta adequada, você precisa agendar com o(a) advogado(a) da APEOESP na sua subsede, levando todos os documentos.
      Bebel

      Resposta
  • 16. Selma de jesus de Miranda de Souza  |  31/03/2011 às 17:46

    Estou afastada da sala de aula por motivo de depressão.Muitas vezes sinto -me impossibilitada de resolver meus problemas.E por isso estou sem pagamento desde dez./2010.sou efetiva , não sei o que fazer. Me ajude. Faço tratamento psquiátrico,tomo 3 fluoxetinas por dia.Nem sempre tenho condições de sair de casa devido ao sono intenso que sinto,pois não tenho motivação pra mais nada.Não aguento mais.Meus colegas de trabalho sumiram todos.Minha filha e meu marido só fazem me criticar porque não corro atrás de minhas coisas,mas não percebem que não estou bem.além disso preciso do meu salário pois tenho prestação de casa pra pagar,além de outras coisas.Sempre fomos Deus e eu em minha vida.Como vou pagar minhas contas?

    Resposta
    • 17. apeoesp  |  01/04/2011 às 15:40

      Prezada professora Selma,
      Seu desabado e seu apelo me tocaram muito. É uma situação que, infelizmente, afeta muitos professores e professoras, mas também, infelizmente, não tenho meios de ajudá-la a resolver esse problema, a não ser continuar lutando juntamente como todos para que essa situação mude e para que tenhamos condições dignas de trabalho, remuneração adequada, jornada de trabalho justa e salários que nos valorizem.
      Sei, por outro lado, que você precisa buscar dentro de si forças para continuar e espero que você consiga. Lute por si e pelos que a amam. Acredite sempre que você conta, e muito, para os que gostam de você e, tenho certeza, muitas pessoas torcem para que você supere essa fase difícil.
      Bebel

      Resposta
  • 18. Celia  |  15/03/2012 às 00:44

    Prezada Bebel!
    Sou profª categ. F estou com problema de saúde,nódulo nas cordas vocais,gostaria de saber se tenho direito a licença profissional. Que perdas que eu teria? Como ficaria minha classificação ou melhor minha situação? Os pontos contam normalmente? Por favor , necessito dessa informação, pois a minha voz está cada dia mais comprometida.
    Obrigada pela atenção, aguardo retorno!!!
    Tenha um bom dia!!!

    Resposta
    • 19. apeoesp  |  15/03/2012 às 01:28

      Prezada professora Célia,
      Por favor, procure o departamento jurídico da APEOESP na sua subsede ou contate pelo telefone 11 33506214 para obter informações.
      Bebel

      Resposta
  • 20. Simone  |  31/07/2012 às 15:00

    Olá estou desesperada, sou Prof. Readaptada há 4 anos em licença saúde 2 anos não consecutivos, fiz a pericia para continuar readaptada que foi favorável dizendo retorno as atividades de acordo com o Rol de Atividades, tinha agendado uma perícia há alguns meses atrás antes dessa convocação de licença saúde na qual foi favorável, no fina do ano passado não tinham peritos e estava de licença médica, a escola me ligou dizendo para levar o Laudo que enviariam através dele para perícia, não precisaria ir, a publicação realmente saiu favorável por 60 dias, sendo que, o período ultrapassou os 60 dias por que não tinha perito para avaliar, resumindo estou descoberta 26 dias, secretário me informou que como entrei com recurso e reconsideração foi negada ambas terão que descontar esses dias e o pior poderei perder o cargo, não sou concursada o que faço a Apeoesp não nos ajuda, nos ignora, e ainda na minha região pediram para eu ir na Apeoesp onde é a Sede da Escola que fica em outra cidade! Não sei o que faço já pensei em abandonar tudo, tomo tantos remédios é meu médico já disse minha doença se chama Estado fico com crises nervosas, ou seja o próprio perito disse que se tivesse idade me aposentava.O que podem me auxiliar por favor, fico no aguardo onde recorrer com advogado particular ?

    Resposta
    • 21. apeoesp  |  02/08/2012 às 02:23

      Prezada professora Simone,
      Infelizmente a APEOESP não tem condições de disponibilizar um advogado em cada um dos 645 municípios do Estado. Nossos advogados estão presentes nas nossas 93 subsedes para atender os associados e prestar toda a assistência necessáeria. Você deve dirigir-se à subsede da sua região, munida de todos os documentos pertinentes, para que seja estudado seu caso. Se possível, ligue antes e agende horário. Veja o telefone e endereço em http://www.apeoesp.org.br.
      Bebel

      Resposta

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