Considerações a respeito da Matriz Curricular do Ensino Médio elaborada pela CENP

04/10/2011 at 20:57 15 comentários

Considerações preliminares:

A explicitação do entendimento a respeito de currículo é essencial em processos de reforma educacional, uma vez que é esse entendimento que permeia as opções, as diretrizes e as propostas efetivas que dão corpo e identidade ao movimento de reforma.

Dentre nós, cinco aspectos críticos referentes ao currículo escolar podem ser considerados consensuais entre analistas educacionais, formuladores de políticas, gestores, professores e alunos: i) a fragmentação do currículo, ii) o tratamento escolar que considera o conhecimento como somatório de conteúdos, iii) a desarticulação entre os conhecimentos escolares e a dinâmica da vida social, iv) a sobrevalorização de algumas disciplinas em detrimento de outras, v) a ausência de preocupação com temáticas que vêm sendo gradativamente instituídas no ambiente escolar pelos movimentos sociais, como as questões referentes à violência e aos direitos humanos,  ao gênero, à origem étnica dentre outras.

Superar esses grandes obstáculos no âmbito do currículo é essencial para que a escola possa dar conta de sua principal atribuição, que é de ensinar o aluno a pensar, a desenvolver a capacidade de raciocínio, a ser capaz de realizar descobertas, a estabelecer articulações entre os conhecimentos de distintas naturezas e deles com a vida social.

Para isso, um ponto importante reside na compreensão de que o currículo precisa atender as necessidades tanto dos sujeitos como da sociedade, e que no percurso do seu desenvolvimento ao longo da vida escolar é fundamental levar em conta os processos vividos pelos alunos e prestar atenção às estruturas das áreas de conhecimento, num movimento de síntese dialética, como defende Nereide Saviani.

Outro ponto é reconhecer a importância de se romper com as barreiras rígidas entre as disciplinas, o que pode ser alcançado por meio da abordagem interdisciplinar, de modo a respeitar a verdade e a relatividade de cada disciplina do currículo, tendo em vista o “objetivo de conhecer melhor”, como defende Ivani Fazenda. Isso significa, sem desconhecer o lugar e a importância das disciplinas, trabalhar para a superação de um ensino exclusivamente disciplinar e buscar as articulações possíveis entre os campos disciplinares e desses com os problemas presentes na vida social.

Uma abordagem que articule os campos disciplinares, especialmente dos que se comunicam em áreas mais amplas de conhecimento, é essencial para se passar de um saber fragmentado e setorizado para uma compreensão articulada, dinâmica e dialética. Isso requer um cuidadoso esforço de integração das disciplinas sem, no entanto, diluir suas especificidades. Uma formação que permita compreender a dinâmica social em toda a sua complexidade sedimenta-se com a apropriação dos conceitos fundantes, das metodologias e dos procedimentos de cada disciplina e delas com as experiência de vida dos alunos. É nessa apropriação que se desenvolve a capacidade de aprender, de raciocinar, de relacionar os conhecimentos entre si e com os problemas do mundo contemporâneo. E isso não se faz no abstrato ou de modo diluído, sem a base do rigor pressuposto à produção do conhecimento. Para tanto, há que se sinalizar claramente como se dará a (re)organização do seu projeto pedagógico, do tempo e do espaço da escola,.

Outro aspecto essencial refere-se às necessárias mudanças, que devem ocorrer no âmbito mais profundo do processo escolar – o preparo da equipe escolar, o que envolve a dimensão coletiva do trabalho pedagógico e as condições de jornada e trabalho dos professores e da equipe escolar. Sem isso, as alterações nos modos de se relacionar com o conhecimento, com o trabalho de ensinar e favorecer as aprendizagens e as vivências dos alunos e com o próprio desenvolvimento profissional da equipe fica paralisado.

 

O contexto em que surge a atual proposta de reforma curricular no EM paulista:

Internacionalmente, os movimentos de reorganização curricular, especialmente no EM, tem buscado dar atenção às demandas decorrentes das transformações que vêm se processando nos modos de produção e de gestão do trabalho, decorrentes do desenvolvimento científico e tecnológico, com efetiva repercussão nas relações sociais e na esfera política e cultural da sociedade. Críticas têm sido feitas ao ensino médio propedêutico, voltado à preparação dos jovens que darão continuidade dos estudos superiores, bem como ao ensino médio profissionalizante, voltado ao preparo de outros segmentos juvenis para o exercício de ocupações específicas no mercado de trabalho, respondem às expectativas atuais postas aos estudantes pela dinâmica social. Por isso, o ensino médio vem sendo reestruturado para possibilitar uma formação mais ampla, geral e equilibrada dos jovens, com atenção mais voltada para o desenvolvimento das múltiplas dimensões sociais, cognitivas e afetivas, bem como de valores de inclusão, tolerância e responsabilidade social, de modo a prepará-los para participarem ativamente de um projeto de transformação e democratização da sociedade.

No caso do Brasil, nos defrontamos ainda com o desafio da universalização da escolarização para todos os que estão em idade escolar. A Emenda Constitucional nº 59, de novembro de 2009, estabelece que “a educação básica [será] obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos os que a ela não tiveram acesso na idade própria” , e estabelece também que essa disposição deverá ser implementado progressivamente, até 2016, nos termos do Plano Nacional de Educação”. Essa alteração constitucional passa, portanto, a incluir o EM como obrigatório e extensivo a todos os jovens até o ano de 2016. Vale ainda destacar que a oferta do EM é de responsabilidade da esfera pública estadual e que o atendimento é feito especialmente no período noturno, quer pela existência de espaços ociosos nas escolas de ensino fundamental, quer pelo fato de que os jovens, em geral, já estão inseridos no mundo do trabalho ou estão em busca de uma oportunidade de trabalho.

Como a oferta do EF está mais plenamente atendida, o EM é o nível de ensino que tem apresentado a maior taxa de crescimento no sistema educacional brasileiro nos últimos anos. Esse crescimento decorre principalmente da ampliação da oferta e da melhoria do fluxo do EF, resultando na queda dos índices de abandono e repetência e na elevação das taxas de conclusão do curso; mas decorre também do retorno aos bancos escolares de um grande número de pessoas que haviam interrompido seus estudos e que voltam motivados pelas novas exigências do âmbito do trabalho. Esse novo quadro cobra a superação das condições de precariedade das escolas e das fragilidades e dificuldades que afetam seus professores, o que exige novos compromissos no âmbito do projeto político-pedagógico da unidade escolar, do seu currículo, das condições de funcionamento das escolas, da incompletude de suas equipes, bem como das condições de trabalho dos seus profissionais.

Ao mesmo tempo em que o EM é o segmento escolar que mais cresce no momento, ele se mostra como a etapa mais frágil de todo o sistema educativo brasileiro, o que tem se evidenciado pelos resultados das avaliações externas desses estudantes, como o ENEM. Por ser considerado desinteressante e desmotivador para os jovens, e inadequado para a sua preparação com vistas ao mundo do trabalho e mesmo para o ensino superior, o MEC deu início em 2009 a um processo de reestruturação curricular com o objetivo de incentivar as secretarias de educação a promoverem mudanças no currículo e na organização dessa etapa, já que o ensino médio é responsabilidade das redes estaduais de ensino. Esse processo apresenta-se ainda inconcluso nesse momento, mas é inegável sua influência no movimento desencadeado em várias Secretarias Estaduais de Educação, que estão promovendo reorganizações nesse nível de ensino.

Portanto, é no âmbito dessas tendências internacionais, da história recente da educação brasileira e do movimento desencadeado pelo MEC em 2009 que a Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo deu início ao movimento de reorganização curricular do EM.

 

A reestruturação da matriz curricular do EM proposta pela CENP:

O ponto de partida dessa reestruturação é o diagnóstico inegável de que o EM paulista padece de inúmeros problemas quanto à qualidade e à atualidade da formação oferecida.  Porém, ficam de fora desse balanço os reais problemas que afetam a escola paulista: a falta de autonomia para o estabelecimento do seu projeto político pedagógico; a precariedade de sua infraestrutura e de suas condições materiais; a fragilidade de sua equipe pedagógica, constituída por professores aulistas e que em grande parte não são concursados, e sem a contribuição dos pedagogos como profissionais especializados no trabalho pedagógico escolar; a imposição de um currículo engessado por meio de apostilas; a precariedade das condições de trabalho e de salário dos seus profissionais, dentre outros tantos.

No entanto, frente a esse grave quadro, a iniciativa política formalizada por meio da nova proposta de matriz curricular para o EM, produzida pela CENP, traz apenas os seguintes pontos:

  • aponta a preocupação de que o currículo tenha como eixos estruturantes: Identidade, Diversidade e Autonomia, Interdisciplinaridade e Contextualização;
  • apresenta duas preocupações centrais: 1) a redistribuição mais equitativa da carga horária entre as áreas de conhecimento que compõem o currículo formal, 2) a concentração da carga horária por área, no 3º ano;
  • o aluno passa a fazer a opção por um percurso com ênfase, mantido o núcleo básico: em humanas, natureza ou linguagem;
  • há a criação da “orientação de estudos”, com a finalidade aparente de que o aluno tenha uma orientação durante e ao final do curso, a ser ministrada preferencialmente por pedagogos ou professores de filosofia;
  • firma-se a presença do espanhol como segunda língua estrangeira;
  • aponta o retorno do coordenador de área, sem no entanto explicitar seu papel e suas atribuições;
  • há uma matriz de transição para os alunos em andamento, enquanto os ingressantes no ensino médio 2012 já estudarão segundo o que está estabelecido pelas novas matrizes curriculares;
  • deixam de existir as disciplinas do atual “apoio curricular”, que eram aulas adicionais para disciplinas como português, matemática e história, com a perspectiva de trabalhar temas transversais, o que se espera ocorrer nas disciplinas “fortalecidas no currículo” no último ano das novas matrizes;
  • existe a previsão de que as disciplinas da matriz curricular lancem mão da utilização das tecnologias de EAD, porém, não se explicita como isso poderá ocorrer ou como o trabalho adicional delas decorrentes entrará na vida dos professores.

 

 

Algumas perguntas que se fazem necessárias:

Considerando a importância que uma mudança curricular como essa tem para a vida das escolas e de todos que a freqüentam, bem como a inexistência de uma explicitação dos percursos e dos tempos destinados à sua discussão em todas as escolas da Rede Estadual de Ensino, a APEOESP aponta algumas preocupações, que certamente serão acrescidas de outras tantas que os professores levantarão em suas análises e debates. Vamos a elas:

1) Quais são as mudanças que as escolas vêm produzindo ao longo de suas trajetórias? Quais as interpretações que elas têm feito das orientações legais vigentes e como estas se refletem em suas práticas? Quais as possibilidades de que os saberes e conhecimentos produzidos por estas experiências sejam considerados nesse momento de mudança curricular? Quais as possibilidades de que essa mudança de currículo seja discutida e apropriada pelas escolas?

2) As mudanças na grade curricular do EM são para quem? Permanecerá existindo duas escolas, com currículos e percursos diferenciados no Estado de São Paulo? Uma para a grande maioria dos jovens, que interromperão seus estudos no EM, se chegarem a concluí-lo, e outra para aqueles que já têm como projeto de vida, cursar uma boa universidade?

3) A escolha por uma das três áreas [Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologia; Ciências Humanas e suas Tecnologias] será feita por cada um dos alunos em função dos seus interesses pessoais? Nesse caso, como ficarão ou alunos que fizerem a opção por alguma área, mas não forem em número considerado adequado para abrir uma turma específica?  Ou a opção será feita pela escola em função da disponibilidade de professores para as distintas disciplinas?

4) Será que essa reestruturação, pautada na diminuição de algumas disciplinas em função dos distintos percursos disponíveis, assegurará a todos os alunos, indistintamente, o mesmo domínio de conhecimentos e o preparo para a vida profissional ou  a continuidade dos estudos? Como fica o preparo dos alunos para a feitura do ENEM, que não apresenta provas distintas para cada uma das ênfases?

5) Será que a nova proposta dará conta de estimular a leitura, o domínio das noções científicas e matemáticas, a capacidade de reflexão e uma atitude social ativa dos alunos perante o mundo social e do trabalho? Ou será que essa mudança presta-se a equacionar problemas como a falta de professores em algumas áreas disciplinares?

6) Se a nova matriz curricular tem realmente a intenção de melhorar a qualidade da educação oferecida no EM, por que ficou ausente do texto oficial a necessária idéia de que a atividade docente precisa ser realizada em regime de dedicação exclusiva, com o professor fixo numa escola e dedicado às múltiplas atividades pedagógicas, que vão muito além de dar aulas? E como e quando se dará a necessária organização coletiva do trabalho pedagógico? Por que não se menciona também o imprescindível papel das condições materiais da escola para o desenvolvimento do ensino com qualidade social?

7) Quais os fundamentos que se tem para orientar o projeto político pedagógico das áreas e como se dará a necessária articulação das disciplinas com este e entre si?

8) O que se espera do pedagogo para além de ministrar uma disciplina de orientação de estudos? As preocupações dessa disciplina não deveriam estar sendo trabalhadas com os professores nos HTPCs para que eles insiram essas orientações nas disciplinas que ensinam?

9) Com a introdução das figuras do pedagogo e do coordenador de área pode-se entender que está presente a intenção de  criar a “equipe pedagógica” da escola?

10) Como se pretende estimular as escolas a estudarem e proporem diferentes formas curriculares de melhor distribuição das horas das áreas/disciplinas de forma a que os alunos com diferentes perfis possam ter mais tempo de contato/apropriação dos conhecimentos (por ex.: currículo modular). 

11) Como fica a possibilidade de opção do aluno que deseje ter participação no curso técnico? Em que momento essa participação ocorrerá? Ele será feito após a conclusão do EM regular ou será concomitante e feito em uma escola técnica? Pública ou privada?

12) E como fica o EM para os alunos de EJA? O atendimento desse grupo específico não requer tratamento específico? Trata-se apenas de um agrupamento diferenciado que pode receber o mesmo tipo de propostas e abordagens pedagógicas?

Para finalizar…

As sociedades contemporâneas atribuem à escola o importante papel de participar ativamente da formação seus filhos para viverem em um mundo que está em permanente mudança. Essa é uma tarefa de enorme responsabilidade e pressupõe um projeto pedagógico capaz de dar conta da problemática global e também local, uma vez que as particularidades da vida comunitária precisam necessariamente ser levadasem conta.  Alémde dar conta do ensino dos conhecimentos e saberes culturais histórica e socialmente produzidos, sua atuação também se expressa por meio de concepções de mundo, da percepção do outro e de seus direitos, do entendimento da dinâmica social e do mundo do trabalho, dos valores e das capacidades de ação que cada estudante desenvolve em sua vida escolar. Por isso, a dimensão do currículo escolar é central para que a escola cumpra seu papel social, pois é nele que se delineiam os inúmeros caminhos que a escola pode disponibilizar aos estudantes para a efetivação das suas aprendizagens.

Para que a escola tenha uma prática pedagógica favorecedora de aprendizagens significativas, é preciso que todos que dela participam sejam ativamente responsáveis e autores. Parâmetros, diretrizes, normas, matrizes ou qualquer outro tipo de referência curricular tem uma grande importância, especialmente num país com as proporções e diversidades do nosso. São esses instrumentos que asseguram uma base comum que deverá ser cumprida em todas as escolas. Porém, é atribuição de cada escola, de seus profissionais e dos alunos que nela estudam, fazer as mediações e os detalhamentos, bem como as aproximações com a realidade, as possibilidades e as necessidades específicas presentes nesse imenso país.

O que não se pode mais aceitar é o desperdício de recursos e esforços investidos em processos de reformas que desconsideram a importância de se ter os professores como parceiros efetivos na definição e implantação dos novos rumos curriculares. Inúmeras experiências nacionais e internacionais demonstram que reformas curriculares impostas de modo vertical e autoritário não são efetivadas e caem no vazio assim que os dirigentes de plantão saem da cena política. É inconcebível que se incorra novamente no erro de subtrair dos alunos e professores que estão hoje nas escolas, a possibilidade de terem uma vivência democrática, participativa e criativa em seus percursos de estudo e de trabalho.

Centro de Estudos e Pesquisas Educacionais e Sindicais da APEOESP

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15 Comentários Add your own

  • 1. RENATO  |  05/10/2011 às 07:19

    O mais relevante e realista no texto, os problemas concretos que indiscutivelmente afetam a escola, eu agora reproduzo aqui:
    “Esse novo quadro cobra a superação das CONDIÇÕES de precariedade das escolas e das fragilidades e dificuldades que afetam seus professores, o que exige novos compromissos no âmbito do projeto político-pedagógico da unidade escolar, do seu currículo, das condições de funcionamento das escolas, da incompletude de suas equipes, bem como das CONDIÇÕES de trabalho dos seus profissionais.” E mais:”a falta de autonomia para o estabelecimento do seu projeto político pedagógico; a precariedade de sua infraestrutura e de suas condições materiais; a fragilidade de sua equipe pedagógica”(…)”a imposição de um currículo engessado por meio de apostilas; a PRECARIEDADE das condições de trabalho e de salário dos seus profissionais, dentre outros tantos.” Isso que está aí em cima, é a evidente causa disso: o EM ser considerado “desinteressante e desmotivador para os jovens”. Devemos destacar nessa frase aos jovens…que querem estudar; porque os que não querem nada com nada, ADORAM o sistema atual. Inclusive os que ali estão só para vender drogas.
    O mesmo raciocínio vale para os pais responsáveis, e para os que só querem delegar, transferir o problema aos professores, respectivamente.

    Resposta
  • 2. walkiria  |  07/10/2011 às 02:09

    E sobre a disciplina de Inglês? Os professores estão esperando uma atitude! O que será feito, tira-se e pronto.

    Resposta
    • 3. apeoesp  |  07/10/2011 às 13:44

      Prezada professora Walkíria,
      Essa mudança não se concretizou ainda. Haverá assembleia estadual em 21/10 e podemos evitar. Defender o currículo que nos interessa e rejeitar as mudanças que o governo quer fezer depende de todos nós. Compareça à assembleia, mobilize os colegas, vamos mostrar nossa força e união ao Secretário da Educação.
      Bebel

      Resposta
  • 4. Celso G. Pontes, Eldorado, SP  |  08/10/2011 às 15:41

    Não é possível uma mudança de rumo tão radical.
    As coisas devem acontecer de forma gradativa, melhorando-se a grade que aí está e caminhando para uma escola de tempo integral que realmente atenda os nossos objetivos. Escola integral necessita de infraestrutura própria, ou seja, se contrói. Não é possível adaptar as estruturas que aí estão. A necessidade de mudançã que todo mundo almeja não pode ser a toque de caixa apenas para satisfazer empresários que estão de boca aberta nos recursos da educação. Os recursos existem e necessitam ser bem empregados e aproveitados, evitando que o salário dos que realmente trabalham continue da forma que está. Professor hoje não tem salário e nem condições psicológicas para desenvolver um trabalho dígno que o torne reconhecido como importante para a sociedade. FORA ABUTRES!!!!!!!!!!!!! EDUCAÇÃO É COISA SÉRIA!!!!!!!!!!!!!!!!! É O ALICERCE DE TODA A SOCIEDADE E DA UNIÃO!!!!!!!!!!!!!
    o RECURSO PRECISA CHEGAR EM QUEM ESTÁ NA FRENTE DE COMANDO, “OS PROFESSORES”.

    Resposta
  • 5. coordenador EM  |  12/10/2011 às 03:58

    É realmente assustadora a análise destas novas grades do EM, porque sempre temos que receber e acatar o que nos é imposto? Dizem que ainda está para discussão com os professores mas já é para início no ano que vem, que discussão é essa? Totalmente despropositada e precipitada, esta ação do governo novamente nos pega de surpresa e nos deixa cada dia mais desmotivados com os rumos da Educação em São Paulo, que pena que as pessoas que preparam estas mudanças não passam por um “estágio” de um ano em escolas de suburbio, em que os alunos querem fazer apenas uma “social” na escola, pois não existem clubes para irem.

    Resposta
  • 6. Josivan jose de oliveira silva  |  12/10/2011 às 19:01

    O que a Apeoesp está fazendo pelos professores categoria O,estamos sendo abandonados pelo sindicato,muitos professores fazem a maema pergunta, vamos mesmo ficar sem sriço o ano que vêm???????????

    Resposta
    • 7. apeoesp  |  15/10/2011 às 16:05

      Prezado professor Josivan,
      Vocês não estão sendo abandonados pelo sindicato, que lutou desde o primeiro momento para que essa lei não existisse e que, em 2009, conseguiu a extensão dos contratos e a suspensão da quarentena. Nesse momento, estamos lutando junto ao governo pela revogação da lei ou, no mínimo, para que os contratos sejam novamente prorrogados, pois faltam professores na rede. Entretanto, o governo é intransigente, inclusive porque a lei abrange outras categorias, além de professores.
      Esperamos poder contar com todos na assembleia do dia 21/10.
      Bebel

      Resposta
  • 8. Informação divulgue  |  19/10/2011 às 00:13

    Bebel

    A APEOESP é sempre contra tudo… e não põe a sua cara a tapa… ok , vc afirma que a matriz proposta pelo governo não presta… e fica em cima do muro… pergunto: qual é a matriz boa na sua opinião??? Me conte estou curioso pra saber. Descreva em detalhes qual é a matriz ideal segundo o nosso sindicato? Aguardo resposta.

    Resposta
    • 9. apeoesp  |  19/10/2011 às 14:06

      Prezado(a) senhor(a) anônimo(a),
      Curiosamente quem diz que eu não ponho minha cara a tapa (uma expressão de extremo mau gosto) esconde sua própria identidade. Nossa lógica, na discussão do ensino médio, não é entrar na disputa do “perde-ganha” da matriz curricular. Queremos discutir concepção de ensino médio, sua identidade, sua estrutura e tudo o mais que envolve a qualidade nesse nível de ensino. O mais é decorrência necessária.
      Bebel

      Resposta
  • 10. Fernanda Aguiar  |  31/10/2011 às 02:20

    Boa noite Bebel
    Gostaria de saber se houve algum avanço nas discussões com o governo acerca dos professores categoria “o”? Os professores que tiveram o contrato estendido em 2011 ficarão impedidos de participar da atribuição para o início do ano letivo?

    Resposta
    • 11. apeoesp  |  01/11/2011 às 17:06

      Prezada professora Fernanda,
      Nossa posição é a de que a quarentena deveria ser extinta. Estamos discutindo o assunto com a SEE. Pela atual legislação ela entra em vigor, novamente, para a próxima atribuição (2012).
      Bebel

      Resposta
      • 12. Fernanda Aguiar  |  02/11/2011 às 00:23

        Ok
        Agradeço o posicionamento.
        Fernanda

  • 13. walkiria  |  12/11/2011 às 17:28

    Gostaria de saber se é verdade que com respeito a grade curricular, irão manter o mesmo número de aulas de português e matemática e vão acabar com aulas de inglês no noturno, deixando muitos professores efetivos sem aulas. Alguns comentários como: se não aprenderam inglês até agora….poderíamos dizer se não aprenderam português e matemática até agora… com tantas aulas por semana, porque deveriam estar fluentes em inglês com apenas duas aulas. Damos nosso melhor, precisamos sim de mudanças, diminuição de alunos em sala para aprendizagem da língua estrangeira, assim como em qualquer outra disciplina. Nada é comentado por parte de nosso sindicato, partece que inglês é irrelevante. Por que lutar pela não divisão das férias, se temos outras prioridades como;
    categorias Ls e Os e
    eliminação do inglês do período noturno, quantos professores estarão desempregados só contando com os efetivos de inglês. Se pelos menos cumprissem 1/3 pode ser que alguns professores conseguissem se manter. Grata.

    Resposta
    • 14. apeoesp  |  13/11/2011 às 12:17

      Prezada professora Walkíria,
      A informação que temos, no momento, é que a matriz curricular não será alterada.
      Quanto às lutas do sindicato, creio que você deve ler com mais calma os materiais da entidade e acompanhar as lutas que fazemos. Estamos lutando contra a divisão das nossas férias, mas sem abvandonar nenhum dos pontos que você citou.

      Resposta
  • […] Izabel, presidenta da Apeoesp, publicou em seu blog considerações sobre as alterações no Ensino Médio Paulista,  e nele cita a importância da participação […]

    Resposta

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