SEE envia comunicado sobre reposição de aulas

A SEE enviou nesta terça-feira, 23/06, o Comunicado CGRH/CGEB de 23/06/2015, que estabelece e complementa procedimentos para a reposição de aulas, conforme Instrução Conjunta CGRH/CGEB de 16/06/2015, alterada em 19/06/2015.

Entre outros pontos o comunicado assegura a retirada das faltas dos prontuários, a devolução dos valores descontados mediante a reposição das aulas, a reposição para docentes readaptados, professores coordenadores pedagógicos, vice-diretores e demais servidores não docentes, mediante plano individualizado de reposição.

Reafirmamos as orientações anteriores para que sejam assegurados os conteúdos não ministrados durante a greve, devendo ser verificados pelos conselhos de escola os diários de classe para que esta reposição seja garantida.

Mediante uma análise mais detalhada do comunicado, novas orientações poderão ser publicadas pela entidade.

(clique nas imagens para abrir)COMUNICADO 1COMUNICADO 2COMUNICADO 3

23/06/2015 at 22:34 16 comentários

Por que a Secretaria Estadual da Educação não quer a reposição das aulas?

Durante 92 dias, os professores estaduais fizeram uma greve difícil pelo atendimento de uma pauta de reivindicações que vai muito além de questões profissionais.

Lutamos, sim, por um plano de composição para que nossos salários se equiparem aos dos demais profissionais de nível superior, como determina a meta 17 do Plano Nacional de Educação. Assim, os 75% que reivindicamos, como não nos cansamos de explicar, podem ser parcelados para que o Estado de São Paulo cumpra a lei do PNE no prazo legal. O Governador prometeu anunciar uma política salarial para quatro anos e até agora, nada.

Mas nossa pauta contém questões como o desmembramento das salas superlotadas, as condições estruturais das escolas, as condições de trabalho do professor e de aprendizagem dos estudantes, ou seja, questões que juntamente com a valorização profissional dos professores dizem respeito diretamente à qualidade do ensino.

O Governo Estadual, além de não estabelecer negociações com a APEOESP, cortou salários e realizou todo tipo de pressão contra os professores, gerando uma situação que levou à suspensão da greve, não porque nossa categoria não mais quisesse lutar, mas porque estava em jogo a sobrevivência dos professores e de suas famílias. O movimento, porém, continua.

Durante a greve, o governo contratou professores eventuais, que foram colocados em salas que chegaram a agrupar duas ou três turmas ou para ministrarem aulas de disciplinas diferentes das suas, para dar uma falsa aparência de normalidade às escolas. Em grande parte das aulas, porém, os conteúdos dos planos de ensino não foram ministrados. Em grande parte dos casos, os alunos copiaram textos ou realizaram atividades que nada tinham a ver com os conteúdos a serem ministrados. Conforme denúncias de professores, em muitas escolas chegou-se ao cúmulo de as equipes escolares atribuírem notas aos estudantes em lugar dos professores, havendo muitos casos em que foi atribuída a todos os alunos a mesma nota.

Terminada a greve, a APEOESP procurou o Secretário da Educação para tratar da reposição das aulas. Os estudantes têm direito aos conteúdos que não foram ministrados durante a greve, os professores querem repor, mas o Secretário da Educação não parece levar muito a sério o assunto.

Primeiro, desmarcou a reunião que estava prevista para o dia 15 de junho. Apenas com a minha ida à Secretaria da Educação e depois à Coordenadoria Geral de Recursos Humanos, no dia 16 de junho, foi reagendada a reunião, que se realizou no dia 17.  Ali ficou acertado que todos os professores que participaram da greve poderiam repor e que seria publicado um comunicado definindo a forma de pagamento das aulas repostas (no mesmo mês da reposição) e sobre a retirada das faltas dos prontuários dos professores. Mas até o momento, nada!

Os professores estão enfrentando grandes dificuldades para fazerem seus planos de reposição. Supervisores de ensino estão impedindo que reponham todas as horas de trabalho que não cumpriram. Há casos de professores que não estão sendo autorizados a repor nenhuma das aulas.  Assim como não esteve “nem aí” para a greve dos professores e para o fato de milhares de alunos estarem sem aulas, parece que a Secretaria da Educação “não está nem aí” para o fato de os estudantes não estarem aprendendo, criando todo tipo de dificuldades para que os professores reponham as aulas e para a aprendizagem dos estudantes.

De nossa parte, temos buscando o diálogo com os pais e com os estudantes, para que exijam a convocação dos conselhos de escola, formulando os planos de reposição e garantindo a reposição das aulas, para que sejam repostos aos estudantes os conteúdos não ministrados. Isto não é o mais importante? Para nós, professores, sim. Mas para a Secretaria da Educação parece ser mais importante continuar a queda de braço com os professores, desrespeitando-os e tentando impedir que exerçam a sua função, que é a de ensinar a seus alunos.

Ao dificultar, quando não inviabilizar, a reposição das aulas, o Governo Alckmin torna o ambiente escolar mais tenso e prejudica, mais uma vez, a possibilidade dos profissionais da educação realizarem seu trabalho com tranquilidade, transparência e responsabilidade.

É preciso que o Secretário Estadual da Educação e sua equipe entendam de uma vez por todas que exercem funções públicas e que sua tarefa é assegurar aos milhões de crianças e jovens matriculados na rede estadual de ensino o direito de aprender, como determina a Constituição Federal. Nenhuma razão administrativa ou financeira pode se sobrepor a isto.

Nós, professores e professoras, estamos a postos para fazer a reposição das aulas. Cabe às autoridades educacionais do Estado de São Paulo explicar à sociedade porque não querem permitir que façamos o nosso trabalho.

Maria Izabel Azevedo Noronha
Presidenta da APEOESP

23/06/2015 at 16:19 5 comentários

NÃO À REDUÇÃO

23/06/2015 at 16:19 5 comentários

SEE altera Instrução sobre reposição e promete publicar comunicado sobre pagamento e retirada das faltas

Reproduzimos, abaixo, a Instrução Conjunta CGRH/CGEB, de 19-6-2015, que altera Instrução Conjunta anterior, no que diz respeito às possibilidades de datas para reposição de aulas, abrangendo inclusive os cursos semestrais e a compensação das férias do mês de julho.

A Secretaria da Educação reafirmou que emitirá comunicado na segunda-feira sobre o pagamento da reposição (que incorpora os finais de semana e será feito na medida em que as reposições vão acontecendo), sobre a retirada das faltas (que também ocorrerá na medida em que as reposições sejam feitas) e outros pontos sobre esses procedimentos. Receberemos cópia deste comunicado e o divulgaremos, para que todos possam assegurar seus direitos.

A APEOESP está em contato permanente com a SEE para garantir reposição de aulas justa para todos e todas e para garantir aos estudantes a reposição dos conteúdos que não foram ministrados durante a greve, conforme aponta o item III da Instrução de 16/06. Os problemas devem ser comunicados por meio das subsedes ou diretamente à sede central.Alguns casos que não possam ser resolvidos dentro das normais gerais poderão ser levados à esfera judicial, quando couber.

Não estamos desistindo de nenhum ponto e fazemos toda a pressão possível para que tudo seja contemplado. Lembramos, porém, que o papel dos conselhos de escola é fundamental. Ali, devemos nos mobilizar junto com pais e estudantes para que todas as aulas de professores que participaram da greve sejam colocadas no plano de reposição, pois a presença de eventual não significa que o conteúdo foi ministrado. Isto tem que ser constatado no Diário de Classe e registrado na ata da reunião do Conselho.

Esta aliança com pais e estudantes iniciou-se durante a greve, deve ser fortalecida no processo de reposição de aulas e tem que prosseguir depois, ainda mais forte, pois é a única forma de dobrar um governo intransigente e autoritário.

intruções modificadas

21/06/2015 at 12:43 17 comentários

cartaz reposição

21/06/2015 at 12:42 1 comentário


informa urgente 180615Informa urgente 1806151

18/06/2015 at 15:39 10 comentários

Um jornal de mentiras

O editorial do jornal O Estado de S. Paulo desta quinta-feira, 18/06. sobre a greve dos professores é uma impressionante coleção de mentiras que atesta a total decadência deste jornal, mergulhado na defesa incondicional do governo estadual do PSDB, que lhe concede generoso apoio financeiro ao manter milhares de assinaturas para distribuição do periódico a escolas e repartições públicas.

É uma atitude criminosa do jornal comemorar e apoiar a truculência e a intransigência do governo em não negociar com os professores salários e outras questões fundamentais para a melhoria da qualidade do ensino.

Enganam-se o Estadão e o governo. Os professores não estão derrotados
Voltaram ao trabalho não por discordarem da greve, mas devido aos descontos nos salários feitos pelo governo. Não desistiram da luta, que será ampliada com pais, estudantes e outros segmentos sociais.. Estamos altivos e orgulhosos, porque estamos lutando e não aceitamos de cabeça baixa desmandos, desrespeito, desvalorização, desmonte da escola pública.

Quem perde com a truculência do Governador não é a APEOESP, mas sim os estudantes, suas famílias e o conjunto da sociedade. Mas perdem também o governo e jornal.A realidade cobrará de ambos o devido preço pela postura que estão adotando contra a educação pública.

Quero, finalmente, fazer uma reflexão: se nos consideram derrotados, aniquilados, por que tanta preocupação conosco? Agradeço, inclusive, por nós manterem em evidência, pois como diz um ditado popular, somos como massa de pão, quanto mais batem, mais crescemos.

18/06/2015 at 15:25 2 comentários

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