Estadão defende o Governo do PSDB contra os professores

O jornal O Estado de S. Paulo publica hoje, 25 de abril, mais um editorial para atacar a APEOESP.

Como boa parte dos meios de comunicação, este jornal esmera-se em condenar todo e qualquer movimento reivindicatório dos professores da rede estadual de ensino. Não é a primeira vez e, infelizmente, não será a última.

O Estado de S. Paulo se notabiliza por defender teses conservadoras de direita e seu editorial repete automaticamente o que diz a Secretaria Estadual da Educação (como se dela fosse porta-voz), ignorando as informações que já lhe foram enviadas pelo sindicato, assim como foram enviadas para toda a mídia.

Classifica nossa reivindicação de 75,33% como irrealista, deixando de dizer que estamos reivindicando um plano de composição salarial para atingir este índice, que é necessário para que se alcance a equiparação com as demais categorias com formação de nível superior no Estado de São Paulo, como está determinado pela meta 17 do Plano Nacional de Educação. O PNE é uma lei aprovada pelo Congresso Nacional. Está em vigor. O Governo Estadual terá que cumpri-la.

O editorial também repete que o governo deu reajustes de 45% em 4 anos. Também já desmontamos esta farsa. Foram 29,9% em quatro anos, pois o restante diz respeito à incorporação de gratificações que já recebíamos; não é dinheiro novo. Aliás, a incorporação da GAM já havia sido negociada e transformada em lei no governo anterior.

Nós não queremos bônus; queremos salário. Em todo o caso, o Governo Estadual também falta com a verdade ao dizer que pagou R$ 1 bilhão em bônus aos professores (e nem todos recebem). Gastou R$ 606 milhões em abril e gastará R$ 305 milhões em setembro. São dados da própria Secretaria da Educação.

O Governo do Estado despreza os professores em greve e milhões de estudantes sem aulas, porque está havendo nas escolas um teatro destinado a demonstrar que está tudo “normal”, com alunos empilhados em salas superlotadas, turmas agrupada, professores eventuais que não seguem os planos de aula, mas apenas ficam com os estudantes esperando o tempo passar. O Estadão defende esse tipo de coisa?

O jornal não fala das pelo menos 3.390 classes fechadas pela SEE; da falta de condições de trabalho; da falta de materiais básicos como papel sulfite e papel higiênico nas unidades escolares; do assédio moral sobre os professores; da violência nas escolas; da falta de manutenção; da falta de equipamentos, bibliotecas e laboratórios; nada fala daquilo que vem tornado cada vez mais as escolas estaduais em “depósitos” de crianças e jovens e não em espaços educativos.

O jornal não fica indignado que o Governador e o Secretário da Educação empurrem a situação com a barriga, de forma inteiramente irresponsável, mas corre para condenar um grupo de professores que tentou ocupar a sede da Secretaria da Educação. Essa ação não foi deliberada pelo nosso sindicato, mas compreendemos, sim, que professores estejam nervosos, estressados e cansados de tantos desmandos e tanto desprezo por parte do Governo do Estado de São Paulo.

Vamos continuar lutando. Nossa greve é de resistência, uma trincheira de luta por uma escola pública de qualidade. Nenhum editorial vai nos desviar desse caminho.

25/04/2015 at 13:55 Deixe um comentário

Nota de falecimento

Tomei conhecimento de que ontem, dia 24/04/2015, no retorno da assembléia dos Professores para cidade de Diadema, em ônibus fretado, o professor Paulo Daniel passou mal, sendo socorrido pelo Samu no Ipiranga. Infelizmente não resistiu e faleceu. Quero, em nome da APEOESP, manifestar nossos sentimentos e toda a solidariedade à família e aos amigos deste professor que morreu lutando por uma educação pública de qualidade.

25/04/2015 at 12:56 Deixe um comentário

Assembleia dia 30/04, 14 horas, na Avenida Paulista

Informa urgente 240415Informa urgente 2404151Informa urgente 2404152Informa urgente 2404153Informa urgente 2404154

25/04/2015 at 12:55 Deixe um comentário

A resposta à Intransigência do Secretário da Educação é a continuidade da nossa greve

24/04/2015 at 03:03 11 comentários

Todos à assembleia estadual – 24/04/15 – 14 horas – Vão Livre do MASP

Informa urgente 240415informa urgente 2404151

23/04/2015 at 20:13 4 comentários

NOTA PÚBLICA EM APOIO À GREVE DOS/AS PROFESSORES/AS DO ESTADO DE SÃO PAULO E À PRESIDENTA DA APEOESP, MARIA IZABEL AZEVEDO NORONHA

A notícia de que certo “jornalista” do jornal Diário de São Paulo está preparando matéria contra a greve dos professores comandada pela Apeoesp, sob o pretexto de que a mesma atende a interesses do Partido dos Trabalhadores – uma vez que a presidenta do Sindicato, a professora Maria Izabel Azevedo Noronha, é filiada ao PT –, além de mal informar os leitores desse jornal, segue a linha editorial difamatória da grande imprensa, que tenta tornar suspeito tudo e a todos que não rezam na sua cartilha ideológica. Para essa mídia, o “único partido corrupto no país é o PT”. Mas perguntamos ao jornal: como anda o escândalo do metrô em SP, os desvios em Furnas/MG, a lista do HSBC e a Operação Zelote, que sonegou bilhões da Receita Federal, deixando no chinelo as denúncias de desvios na Petrobrás?

 

Ao agir dessa maneira, tentando desqualificar a mobilização de uma categoria profissional de vanguarda no Estado de SP e com ataques pessoais à principal liderança do movimento – passando ao largo do compromisso de informar com isenção os motivos da greve dos professores –, o Diário de SP mostra-se, ele próprio, uma instituição partidarizada dada a sanha em defender abertamente o governo estadual – prática, infelizmente, não exclusiva desse jornal.

 

A greve da Apeoesp ganhou dimensão nacional, e o país, em especial os trabalhadores em educação de outros estados, acompanha com atenção pelos blogs e sites independentes na Internet – além do próprio site da Apeoesp –, os desdobramentos da greve.

 

A indisposição do governador Alckmin em dialogar com a Apeoesp e de atender a pauta de reivindicação da categoria, demonstra a pouca preocupação do Governo em oferecer à população escola pública de qualidade. Como pode o Estado mais rico da federação pagar seus professores abaixo de Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Maranhão, Ceará, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Piauí? O jornal não tem nada a dizer sobre isso? E sobre as horas de trabalho extraclasse dos professores, que na rede estadual de SP é uma das menores do país (17%), muito abaixo do que determina a Lei Federal do Piso do Magistério? Também nada a declarar sobre essa ilegalidade do governo paulista?

 

Lamentamos esse tipo de situação, que expõe a fragilidade do Estado Democrático em ter que conviver com organismos de mídia deliberadamente aparelhados pelas classes dominantes – econômica e política.

 

Temos a convicção de que a Apeoesp dará sequência a sua greve, direito assegurado pela Constituição Federal, e esperamos que o Governo Alckmin atente-se para os prejuízos que têm causado à população ao não dialogar uma pauta que visa elevar a qualidade da educação por meio de melhores condições de vida e trabalho aos educadores.

 

Brasília, 22 de abril de 2015

Roberto Franklin de Leão

Presidente

 

23/04/2015 at 02:07 5 comentários

Ao atacar lideranças da greve dos professores, Diário de S. Paulo blinda Governo do PSDB

Fui procurada hoje, 21 de abril, por um jornalista chamado Eduardo, do jornal Diário de S. Paulo, que está preparando uma matéria para partidarizar a nossa greve. Não me recordo de ter sido entrevistada anteriormente por este repórter.

Diz ele que pesquisou na direção executiva da APEOESP, composta de 35 membros, a existência de 23 filiados do Partido dos Trabalhadores. Citou também outros partidos. Confesso que nunca fiz essa verificação, pois isto não tem absolutamente nada a ver com a nossa luta.
Estranhamento, o repórter não me fez qualquer pergunta sobre a nossa pauta de reivindicações ou sobre a recusa do Governador em negociar com a nossa categoria.

No meu caso ele não precisaria realizar nenhuma pesquisa policialesca, pois nunca escondi minha preferência partidária, já que isso não constitui nenhum crime. Da mesma forma, muitos outros companheiros e companheiras do PT e de outros partidos não escondem suas preferências. O que isto significa? Uma caça às bruxas?

Na APEOESP não exigimos atestados de filiação partidária para que um professor ou uma professora se associe ou para que sejam representantes de escolas, membros dos conselhos regionais, do Conselho Estadual de Representantes ou, ainda, integrantes de sua diretoria.

Nosso sindicato possui uma diretoria plena composta de 120 membros, pois somos uma entidade muito grande, com 93 subsedes em todas as regiões do estado. Curiosamente, o citado jornalista não se preocupa em investigar as preferências partidárias dos demais diretores, talvez porque os resultados não corroborem sua tese.

Dentro do sindicato, eu, particularmente, pertenço a uma corrente de opinião, denominada Articulação Sindical. Tal corrente é plural e congrega membros de muitos partidos e uma grande parcela que não é filiada a partido algum. Há nesta corrente de opinião integrantes do PSDB e outros partidos que compõem a base aliada do governo Alckmin na Assembleia Legislativa. O que nos une é a luta pela valorização dos profissionais da educação e pela melhoria da escola pública.

O querem fazer certos órgãos de comunicação? Além de não noticiarem corretamente nossa greve querem cercear nosso direito de organização, de manifestação de lutar pelos nossos direitos e reivindicações.

O que estamos assistindo é um ataque frontal e sistemático contra a democracia no nosso país. O povo brasileiro derrubou uma ditadura, mas ela está voltando de outra forma. Um único partido, o PSDB, com apoio de parte da mídia, quer mandar sozinho no nosso país, não reconhecendo o processo eleitoral de 2014, cujo resultado lhe foi adverso; “caçando” lideranças sindicais; pagando com dinheiro público blogueiros para atacar partidos progressistas e organizações sociais, como no caso dos R$ 70 mil mensais destinados ao senhor Fernando Gouveia, do site implicante.

Este partido agora utiliza “fora” para tudo. Isto não faz parte da nossa prática. Respeitamos o processo democrático, os resultados eleitorais legítimos e estamos há mais de vinte anos suportando sucessivos governos do PSDB no estado de S. Paulo. Não aceitamos golpes contra a democracia.

É preciso respeitar as escolhas de cada cidadão. Se o Governador Alckmin pode pertencer ao PSDB, por que cada um de nós não pode filiar-se ao partido de sua preferência?

O que está ocorrendo, na verdade, é que nossa greve está firme, forte e conta com o apoio da opinião pública, dos pais e dos estudantes. A “novela” à qual o Governador Alckmin se referiu não está saindo como ele imaginava, uma greve fraca e esvaziada. Por isso ele nos ataca falando de uma suposta “partidarização” do movimento. Nós já assistimos a essa novela várias vezes. Sempre que nos mobilizamos para reivindicar nossos direitos, logo aparecem tucanos e aliados para dizer que nossa luta é “partidária”, “eleitoral” e outros adjetivos deste tipo.

O ex-Governador José Serra dizia a mesma coisa em 2010, mas nos processou e perdeu. Parte da sentença do TSE diz que “A manifestação realizada por trabalhadores do sistema oficial de ensino do Estado de São Paulo, reunidos no exercício do direito de greve, ainda que resulte em críticas de natureza política, está respaldada pela liberdade de manifestação garantida pelo art. 5º, IV, da Constituição da República Federativa do Brasil e não atrai a incidência da penalidade prevista no art. 36, § 3º, da Lei nº 9.504/97.” E que “Acordam os ministros do Tribunal Superior Eleitoral, por maioria, em prover os recursos do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo APEOESP, e de Maria Izabel Azevedo Noronha.”

Nossas discussões e deliberações são realizadas em assembleias com 60 mil pessoas ao ar livre, com acompanhamento de todos os meios de comunicação. Nossa pauta é conhecida de todos. Queremos a melhoria da escola pública estadual de São Paulo, algo que o Governo do Estado, comandado pelo PSDB, se recusa a atender. Prefere o jogo baixo, encomendando matérias para nos atacar e criminalizar. Não vai conseguir.

Termino com um ditado popular: “quem está na chuva tem que se molhar”. O Governador não escolheu a reeleição? Pois agora, tem que cumprir a vontade da maioria. E a maioria da população paulista quer que ele negocie com os professores e apresente propostas que possam conduzir a uma solução positiva para o movimento.
Nossa luta é justa, nossa greve está forte e vamos até o fim.

Maria Izabel Azevedo Noronha
Presidenta da APEOESP

21/04/2015 at 17:23 5 comentários

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