Já são mais de 1043 classes fechadas, indica levantamento parcial da APEOESP

A APEOESP continua realizando levantamento junto a suas 93 subsedes sobre fechamento de classes, séries/anos e turnos, transferências compulsórias de estudantes, negativas de matrículas e outras ocorrências que, no entender do sindicato, configuram uma “reorganização disfarçada” das escolas estaduais.

Relembramos que o Governo Estadual está impedido pela justiça de realizar a reorganização da rede estadual de ensino e deve promover em 2016 debates sobre a educação pública com participação popular. Esta decisão atendeu ação impetrada pelo Ministério Público do Estado, em conjunto com a Defensoria Pública estadual, no contexto do movimento contra a reorganização realizado por professores, estudantes, pais, funcionários e movimentos sociais e que já havia levado o Governador a suspender o projeto em 04/12/2015.

Entendemos que as alterações que as Diretorias de Ensino vêm realizando visam “driblar” esta decisão judicial. Até o momento, como pode ser verificado na tabela anexa, já foi registrado o fechamento de pelo menos 1043 classes, em 44 regiões. Ainda não recebemos as informações de outras 54 regiões, o que indica que este número pode ser consideravelmente maior. Além disso, algumas regiões informaram o fechamento de turnos, sem quantificar o número de classes fechadas.

Também é preciso considerar que em 2015 contabilizamos o fechamento de 3.390 classes (levantamento parcial) que somadas às que já foram fechadas até o momento, dão a dimensão do enxugamento que o Governo vem fazendo, provocando, ao mesmo tempo, a superlotação das salas de aulas, como poderá ser constatado na semana que vem, com o início do ano letivo. Lembramos ainda que a Resolução SE nº 2/2016 oficializa esta superlotação, ao autorizar, “em casos excepcionais”, que as classes possam ter até 10% mais estudantes do que o previsto no “módulo” da Secretaria da Educação.

Fechamento de classes e superlotação de salas de aula não combinam com qualidade da educação, mas esta não parece ser a preocupação do Governo do Estado de São Paulo.

12/02/2016 at 15:57 Deixe um comentário

O regime escravagista dos professores temporários na rede estadual de ensino

Em 2009 o então Governador José Serra encaminhou à Assembleia Legislativa o projeto de lei que viria a se tornar a lei complementar 1093/2009, dispondo sobre a contratação por tempo determinado no serviço público estadual.

De imediato, lutamos contra o projeto, pois percebemos que ele estabeleceria um regime de trabalho praticamente escravagista no serviço público estadual, particularmente na rede estadual de ensino.

Entre outros absurdos, a lei estabeleceu que o(a) professor(a) contratado(a) por tempo determinado deveria permanecer 200 dias fora da rede estadual de ensino ao final de cada contratação, que inicialmente era de apenas 1 ano. Com nossa luta, conseguimos ampliar a contratação para que se encerrasse apenas ao final de cada ano letivo (o que para muitos professores significou a ampliação de seus contratos para até 22 meses). Conseguimos também reduzir o tempo de afastamento para 40 dias, porém o Governo limitou essa redução como medida apenas transitória, voltando depois a vigorar o prazo de 200 dias (que a categoria passou a denominar de “duzentena”).

Baixos salários e direitos reduzidos

Além de não ter jornada de trabalho definida, ficando na dependência da obtenção de aulas livres (o que pode resultar em baixíssimos salários), esses professores tem direitos bastante reduzidos, a saber:

– licença para casamento: apenas dois dias;

– licença em razão do falecimento de pais, irmãos, cônjuge, companheiro ou filhos: até 2 (dois) dias consecutivos.

Além disso, o Governo Estadual só permite a esses professores, durante o contrato, 2 faltas abonadas (ou seja, sem desconto na remuneração), sendo uma por mês e 3 faltas justificadas, com perda da remuneração referente ao dia.

Os professores temporários não estão recebendo férias

Esses professores não recebem o pagamento de férias após completarem 12 meses de exercício, como prevê a própria lei, mas apenas quando se encerram seus contratos, como verbas rescisórias. Como até 2015 a duração dos contratos chegava a no máximo 22 meses, esse problema não era tão sentido pelos professores. Entretanto, a situação mudou.

Tanto na greve que realizamos em 2013, quanto na greve de 92 dias que realizamos em 2015, colocamos como questão importante o estabelecimento de uma nova forma de contratação para os professores temporários (denominados na rede estadual de ensino como “categoria O”). Nossa reivindicação é que esses professores tenham os direitos dos demais professores e que não haja “quarentena” nem “duzentena” entre as contratações.

Conseguimos obter um avanço parcial neste sentido, a partir da aprovação na Assembleia Legislativa da lei complementar 1277/2015, que estendeu a duração dos contratos de 1 para 3 anos, podendo ser estendidos até o final do ano letivo. Podem, portanto, ter a duração total de até 46 meses. Com base nessa lei, os contratos em vigor foram prorrogados. Entretanto, esses professores continuam sem receber suas férias. Pela absurda prática do Governo Estadual, só as receberão ao final de seus contratos!

A APEOESP exige tratamento digno a todos os professores

Ora, é inaceitável essa restrição aos direitos dos professores. Desde dezembro temos levado esta situação à Secretaria da Educação, no sentido de que sejam expedidas novas normas que adequem tais direitos ao texto da nova lei, o que, no nosso entendimento, deve ser feito por meio de decreto. Entretanto, nada foi feito. Assim, estamos estudando as medidas judiciais cabíveis.

Também vimos cobrando do Governo Estadual que cumpra seu compromisso, assumido desde a nossa greve de 2013, de estender aos professores da “categoria O” o direito a atendimento médico pelo Instituto de Assistência Médica do Servidor Público Estadual (IAMSPE), mas até o momento nada foi encaminhado neste sentido.

Os professores da chamada “categoria O” cumprem um papel importante na rede estadual de ensino, suprindo a falta de professores efetivos nas escolas e suas ausências por motivo de licenças. Deles é exigida formação compatível com suas atribuições e o mesmo desempenho profissional dos demais professores. Por que, então, trabalham nessas condições?

A APEOESP continua atuando e trabalhando em defesa de toda a categoria e, neste caso em particular, não descansará enquanto não conseguir obter do Estado e tratamento respeitoso e digno para com os professores contratados por tempo determinado.

Maria Izabel Azevedo Noronha
Presidenta da APEOESP

12/02/2016 at 15:54 Deixe um comentário

SEE altera resolução de Coordenadores Pedagógicos

A Secretaria da Educação publicou no sábado, 06 de fevereiro, a Resolução SE Nº 15, que estabelece “3 (três) Professores Coordenadores, para as unidades escolares que ofereçam os anos/séries finais do ensino fundamental e do ensino médio, independentemente do número de turnos de funcionamento, desde que o somatório de classes seja igual ou superior a 45 (quarenta e cinco)”.
Vamos analisar esta Resolução mas ela ainda não atende à reivindicação da APEOESP, no sentido de que não haja perda de PCs em relação à situação que vigorou em 2015. Ao contrário, nossa reivindicação foi a de que houvesse,no mínimo, 1 PC em cada escola, independente do número de classes. A Resolução SE 12/2016, agora modificada pela Resolução SE 15/2016 garante que haja 1 PC, no mínimo, em cada escola, mas há casos de escolas que ainda perdem PCs. Vamos continuar insistindo junto à SEE para resolver esta situação.resolução 15

09/02/2016 at 15:25 Deixe um comentário

APEOESP vai ingressar com medida judicial contra ilegalidades relativas às licenças-saúde.

Passou a circular a partir da última sexta feira (05/02) correio eletrônico segundo o qual a Unidade Central de Recursos Humanos do Estado de SP determinou as providências que devem ser adotadas no tocante à licença para tratamento de saúde, contendo ilegalidades.
Nos termos da nova orientação dada pela administração, devem ser consignadas faltas injustificadas e descontados os dias correspondentes ao período de licença até que o parecer final do DPME seja publicado no diário oficial.
Entretanto, o novo posicionamento da administração é ilegal, pois o DPME demora para realizar a inspeção médica e, não raras vezes, a perícia é realizada após os dias necessários ao tratamento de saúde do professor.
Não é possível aguardar em exercício o parecer final do DPME para iniciar o gozo da licença, quando o professor que requereu o licenciamento está doente e necessita ficar afastado do trabalho para fins do tratamento.
A APEOESP impetrará mandado de segurança coletivo para impedir que sejam consignadas faltas injustificadas e descontados os dias referentes à licença pleiteada pelo professor antes do parecer final do DPME.
Como sempre, a APEOESP está atenta a toda e qualquer medida que fira direitos da categoria e não ficará inerte diante deste novo ataque.
Maria Izabel Azevedo Noronha – Presidenta da APEOESP

08/02/2016 at 16:48 3 comentários

Reorganizar para que?

querem fecharA divulgação dos resultados das provas do SARESP (Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo) nesta sexta-feira, 5/2, suscita algumas reflexões.

Devemos lembrar que a justificativa do Governador Geraldo Alckmin e do então Secretário Estadual da Educação, Herman Voorwald, para a reorganização das escolas estaduais (que fecharia 93 escolas e segmentaria outras 754 unidades em prédios específicos para as séries iniciais do ensino fundamental, séries finais e ensino médio) era melhorar a qualidade do ensino.
Pois bem, de acordo com os dados divulgados, o ensino na rede estadual melhorou no último ano. Pouco, é verdade, ainda distante das metas, mas melhorou. Por que, então, reorganizar?

Na verdade, sabemos que a preocupação do Governo Estadual não é com a qualidade do ensino. Antes de tudo, o PSDB tem uma preocupação gerencial, financeira. Fiel a sua concepção de estado mínimo, quer cortar gastos. Para este partido, educação pública é gasto e não investimento no futuro de nossas crianças e jovens e no desenvolvimento do país.

Há muitas perguntas sem respostas. Qual teria sido o impacto do boicote ao SARESP proposto pela APEOESP e abraçado pelos estudantes durante a luta contra a reorganização escolar nos resultados do exame? A Secretaria apenas diz que foi feito um “estudo estatístico” que concluiu que o impacto foi inexistente, mas não dá detalhes sobre este estudo. Quais foram os resultados de cada escola? A Secretaria diz que não divulga para não se formar um ranking. Ora, como será feito, então, o pagamento de bônus, política instituída pelo PSDB? Todos deverão simplesmente confiar no Governo, sem a apresentação dos dados. Como poderá ser feito, assim, um estudo dos resultados das políticas educacionais do Estado do ponto de vista global e regional, se os dados não forem divulgados?

Apesar de nossas restrições a esse tipo de avaliação padronizada, como o SARESP, e de essas dúvidas, há uma conclusão relevante: o trabalho dos professores da rede estadual de ensino, em interação com seus estudantes, produz resultados, apesar de todas as dificuldades, da falta de apoio, dos baixos salários, das precárias condições de trabalho e de toda a opressão e autoritarismo deste Governo. Se houvesse real interesse das autoridades deste estado, apoiando e valorizando o trabalho dos professores, os resultados poderiam ser muito melhores.

Por força de medida judicial, o Governo Estadual não pode implementar a reorganização das escolas, mas informações que temos recebido de diversas regiões do estado indicam que muitas classes estão sendo fechadas. Até o momento, este número já ultrapassa 800 classes. Ou seja, como vimos denunciando, está fazendo uma reorganização velada, procurando ludibriar professores, estudantes, pais, a sociedade e a própria justiça.

Pelos resultados do rendimento escolar que foram divulgados, o Governo deveria desistir definitivamente desta reorganização e investir em políticas que possam melhorar ainda mais a qualidade de ensino nas escolas públicas estaduais, pois ficou demonstrando que o magistério paulista é valoroso e tem muito potencial. Em vez disso, se recusa a reajustar os nossos salários, não aplica a jornada do piso (no mínimo 33% da jornada de trabalho dos professores para atividades extraclasses, como determina a lei 11.738/2008), mantém um plano de carreira que não valoriza os profissionais da educação, entre tantas outras políticas que depreciam a nossa categoria. Isto precisa mudar. Urgente.

06/02/2016 at 13:29 5 comentários

A luta contra a superlotação das classes significa mais qualidade de ensino

Embora alguns governantes e autoridades educacionais neguem, para justificar seu pouco empenho em realizar mais investimentos em educação, uma análise de estudos internacionais realizada pela pesquisadora Cristine Pinto, da Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas, de São Paulo (jornal O Estado de S. Paulo, 14/11/2015), demonstra que uma redução média de 30% no tamanho da turma aumenta a proficiência do aluno em 44%. Esses estudos foram aplicados em escolas estrangeiras com até 30 alunos por classe no ensino fundamental.

Ainda de acordo com a reportagem do jornal, a análise dos dados do IDESP (índice de Desenvolvimento Educacional do Estado de São Paulo) indicou que a aprendizagem dos estudantes que frequentam salas superlotadas no ensino médio da rede estadual de ensino é 22% menor que a média do estado, que já é baixa.

Problemas para o professor, problemas para os estudantes

Quem exerce a profissão docente sabe da enorme dificuldade em ministrar aulas para uma classe com excesso de alunos. Quem estuda em classe superlotada também sabe que é muito difícil estudar nessas condições, sobretudo nas nossas escolas públicas, a grande maioria com projetos arquitetônicos ultrapassados, espaços exíguos, problemas de manutenção, pouca luminosidade e ventilação e problemas acústicos que fazem com que professores e estudantes precisem se desdobrar para se fazerem entender.

Ora, a Educação pressupõe uma relação entre professor e aluno. Como qualquer um pode facilmente imaginar, quanto mais estudantes estiverem em uma mesma sala de aula, mais difícil será para o professor estabelecer essa boa relação professor-aluno.

Para melhorar sua aprendizagem, o estudante requer atenção, acompanhamento e, muitas vezes, auxílio individualizado de seus professores. Classes com 40, 45 e até 50 alunos ou mais, como vemos na rede estadual de ensino de São Paulo, inviabilizam completamente esse tipo de relação.

Para o professor, o problema já começa na hora da chamada. O excessivo número de estudantes na sala faz com que um tempo precioso seja utilizado na verificação de presença. Depois, o burburinho, que não raro se transforma em verdadeira bagunça, dificulta totalmente a tarefa de ensinar. Obviamente, quanto mais estudantes na sala, maior a dificuldade do professor em manter algum controle sobre a turma.

O Governo de São Paulo não investe na qualidade do ensino

Por qualquer aspecto que se analise a questão, salas com grande número de alunos não beneficiam o processo ensino-aprendizagem. A razão pela qual o Governo do Estado de São Paulo mantém módulos tão elevados (30 alunos nos anos iniciais do ensino fundamental; 35 nos anos finais; e 40 no ensino médio) é econômica e não pedagógica. Ainda assim, esses limites não são respeitados e, em 2016, esses números poderão subir ainda mais, pois uma resolução da Secretaria Estadual da Educação oficializa a permissão para que sejam acrescentados mais 10% de estudantes em cada classe em “caráter excepcional”. Além disso, centenas de classes estão sendo fechadas, induzindo a superlotação das demais. Ou seja, o que é ruim vai piorar.

Educação requer condições adequadas

Não há na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional um limite máximo para o número de estudantes por classe. Existe atualmente em tramitação no Congresso Nacional o projeto de lei 597/2007, que prevê que o máximo de estudantes será de 25 por professor, nas turmas das séries iniciais do Ensino Fundamental, e de 35, em turmas das séries finais do Ensino Fundamental e ensino médio. Sua aprovação seria um avanço, mas não consideramos, ainda, o limite ideal. Em São Paulo, lutamos para que o número máximo de estudantes por classe seja de 25 em todos os níveis e etapas da educação básica, exceto a educação infantil, que deve possuir limites específicos.

É importante que se estabeleça este limite para corrigir a desproporção existente entre o trabalho do professor que ministra aulas nos anos iniciais do ensino fundamental e do que ministra aulas nas séries finais deste nível de ensino. Se, nos anos iniciais, o professor tem a regência de poucas turmas, pelos critérios atuais os professores que assumem as aulas dos anos finais do ensino fundamental chegam a trabalhar com até 700 estudantes de diversas classes. No caso de disciplinas como Física e Química, por exemplo, que têm menor número de aulas, pode-se chegar a até mil alunos para cada professor. Limitando-se em 25 o número de estudantes por classe em todos os níveis da educação básica criam-se condições para que esses professores fiquem menos sobrecarregados de trabalho, melhorando a qualidade do ensino.

Educação de qualidade não se faz com métodos gerenciais próprios de empresas privadas. Escolas formam pessoas, não produzem coisas. O estudante não é um elemento a mais; ele a própria razão de existência da escola. Por isso, o processo ensino-aprendizagem tem que ser desenvolvido em condições adequadas e uma dessas condições é a limitação do número de estudantes por classe.

Lutar contra a superlotação das classes é uma das prioridades da APEOESP e entidades de professores, funcionários, estudantes, trabalhadores e movimentos sociais que integram o Grito pela Educação Pública de Qualidade no Estado de São Paulo. Lutar por educação pública inclusiva e de qualidade é tarefa de toda a sociedade.

Maria Izabel Azevedo Noronha
Presidenta da APEOESP

06/02/2016 at 13:24 Deixe um comentário

APEOESP APRESENTA REIVINDICAÇÕES AO NOVO SECRETÁRIO DA EDUCAÇÃO

Sindicato deixa claro que os professores não admitem mais um ano sem reajuste e sem uma política salarial como forma de valorização dos profissionais do magistério.
 
1. Política Salarial
Ocorreu na tarde do dia 02/02 a primeira reunião da APEOESP com o novo Secretário da Educação, José Renato Nalini,. Nesta reunião presidenta da APEOESP, professora Maria Izabel Noronha, Bebel, junto com outros membros da diretoria, esclareceu ao novo Secretário que é fundamental, para que possamos iniciar um processo de diálogo, que o governo recomponha imediatamente a inflação do ano anterior e tenha uma política salarial que estabeleça uma mesa de negociação permanente, bem como uma política de valorização dos profissionais da educação, que tenha como base a Meta 17 do Plano Nacional de Educação, legitimada, portanto, na legislação.
 
O Secretário expressou seu interesse em buscar dentro dos próprios recursos da educação, em especial na parte de custeio, o dinheiro que seria acrescentado ao salário dos profissionais do magistério. No entendimento do novo Secretário, seria possível economizar recursos da própria pasta, que poderiam ser direcionados à valorização dos profissionais. Mesmo entendendo que há problemas de gestão, como nas ações terceirizadas, a diretoria da APEOESP lembrou que a carência de recursos e precariedade é muito grande, faltando inclusive giz e materiais básicos nas escolas e que portanto, é preciso que qualquer decisão que tenha como objetivo o corte de despesas não venha a prejudicar a qualidade do ensino.
 
A APEOESP cobrou outras fontes de financiamento, lembrando que já apresentou propostas, como as que constam na proposta do Fórum Estadual de Educação ao Plano Estadual de Educação, como a cobrança do IPVA dos veículos aéreos e aquáticos, helicópteros, jatinhos, lanchas e iates, bem como contabilizar a renúncia de receita decorrente de isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza financeira e tributária para efeito da aplicação dos recursos vinculados à manutenção e desenvolvime¬nto do ensino.
Frente à urgência e importância deste tema, o Secretário deverá conversar nos próximos dias com os Secretários da Fazenda e do Planejamento e depois com o Governador antes de uma nova reunião.
 
 
2. Jornada de Trabalho
A APEOESP explicou ao novo Secretário que o limite máximo da composição da jornada de trabalho do professor com atividades de interação com os educandos é de 2/3 da carga horária total e que esta jornada é definida na Lei do Piso Salarial Profissional Nacional (Lei nº 11.738/2008). Portanto, deve ser cumprida. Explicou que a composição da jornada do professor interfere diretamente nas condições de trabalho deste profissional e na qualidade da educação.
O Secretário da Educação ficou de analisar, tendo em vista de ter assumido o cargo recentemente e que esta medida, apesar de justa, terá impacto nos gastos.
 
3. Reorganização da Rede
A APEOESP informou que apesar da decisão da justiça de suspender a reorganização da rede de ensino estadual, bem como do Governador ter assumido o compromisso de suspensão, esta teve continuidade. Nesta reunião, a diretoria informou, ainda, que os órgãos da Secretaria da Educação, em especial as Diretorias de Ensino, estão sonegando as informações solicitadas pela APEOESP.
O Secretário alegou desconhecer esta informação e ficou de apresentar resposta até a próxima sexta-feira.
 
4. Formação de Classes
Tendo em vista o impacto de aumentar, ainda mais, a superlotação das classes a partir da Resolução SE 2, de 8/01/2016, a APEOESP reivindicou a alteração desta Resolução, pois a mesma prejudica ainda mais as condições de trabalho dos professores e aumenta a evasão escolar.
 
Para a APEOESP a constituição de classes com um número mais compatível com um projeto pedagógico adequado é fundamental dentro de uma proposta de escola pública de qualidade. A presidenta da APEOESP esclareceu que se deve apontar para uma política de redução do número de alunos por classe, vinculada ao debate em torno do projeto pedagógico da escola, do espaço escolar como um todo e, portanto, também da gestão democrática.
 
5. Atribuição de Aulas
 
a) Resolução SE 12/2016 – PCP
A diretoria da APEOESP informou ao novo Secretário que na última reunião realizada com a Secretaria da Educação houve o entendimento de que não apenas deveria ser garantido pelo menos um Professor Coordenador Pedagógico (PCP) por escola, mas que não haveria redução do número de PCPs. Entretanto, a Resolução SE 12/2016 provocou a redução de cerca de 500 PCPs em todo estado, o que irá impactar as condições de trabalho e o resultado pedagógico nestas escolas. O que o governo deu com uma mão retirou com outra.
 
Para resolver este problema, a APEOESP apresentou uma proposta de alteração contemplando as escolas com anos finais do ensino fundamental e médio ao inciso III do Artigo 3º desta Resolução.
 
O Secretário da Educação ficou de responder a esta demanda até a próxima sexta-feira, 05/02.
 
b) Atribuição de aulas para remanescentes de concursos (PEB I e PEB II) e professores da Categoria O que cumpriram a duzentena
 
A APEOESP solicitou ao governo que abra uma exceção, com base no artigo 2º do Decreto nº 41.466/2015, para inscrição dos professores remanescentes dos últimos concursos de PEB I e PEB II que não possuem vínculo com a rede, mesmo sendo habilitados que não poderiam participar do processo de atribuição de aulas, da mesma forma os professores da categoria O que já cumpriram a duzentena.
 
O Secretário da Educação ficou de analisar a possibilidade de alterar este aspecto previsto na Resolução de atribuição de aulas.
 
6. Professores da categoria O
A APEOESP informou ao Secretário que professores categoria O de todo o estado, que tiveram seus contratos ampliados de 1 para 3 anos conforme prevê a Lei Complementar nº 1.277/2015 (que ampliou o tempo de contrato previsto na LC 1093/09) estão enfrentando problemas, pois está sendo negado a estes profissionais o direito às férias – anuais – pois a prática atual é que as férias são pagas apenas ao final do contrato. Também há prejuízos em relação a outros direitos, como faltas e licenças. Na verdade, não houve adequação no texto legal para que fosse evitado este problema.
A Secretaria da Educação ficou de analisar esta situação e apresentar uma resposta o mais breve possível.
 
7. Pagamento da Promoção por Mérito
A APEOESP solicitou informação sobre a previsão da Secretaria da Educação para pagamento da promoção por mérito aos professores aprovados no ano passado. O Secretário da Educação ficou de se inteirar do assunto e apresentar uma resposta.
 
8. Direito à reposição das aulas
Apesar da decisão judicial que determinou o não desconto dos dias da greve e da intenção dos professores em repor os dias parados do ano letivo de 2015, assim como da orientação expedida pela própria Secretaria da Educação, algumas Diretorias de Ensino e direções escolares procuraram de todas as formas inviabilizar a reposição das aulas, levantando inúmeras dificuldades. A APEOESP solicitou que a Secretaria da Educação expeça nova orientação garantindo que os profissionais que ainda não conseguiram repor todos os dias parados dentro do mesmo ano letivo tenham este direito garantido e que ao final da reposição estas faltas sejam retiradas de seu prontuário.
A Secretaria da Educação ficou de analisar e apresentar uma resposta em breve.
 
9. Professores aposentados
A diretoria da APEOESP informou o novo Secretário sobre o atraso no processo de aposentadoria dos professores da rede pública estadual paulista, descumprindo a própria legislação que define o prazo de 3 meses a partir do momento que o servidor protocola a aposentadoria, após a liquidação do tempo do serviço. Entretanto, os professores da rede pública estadual paulista estão aguardando até 1 ano para poderem se afastar definitivamente. A Secretaria de Educação ficou de se inteirar da situação e apresentar uma resposta.
 
10. Reunião do CER
A reunião do Conselho Estadual de Representantes da APEOESP que seria realizada no dia 06/02 foi transferida para o dia 13/02, na Quadra dos Bancários.

03/02/2016 at 00:13 9 comentários

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