A construção do currículo escolar e a qualidade do ensino

16/02/2012 at 12:18 25 comentários

Em entrevistas veiculadas nos últimos dias, o Ministro da Educação, Aloizio Mercadante, apresentou algumas ideias que pretende desenvolver em sua gestão, algumas delas voltadas à atualização profissional dos professores.

Considerando a época em que vivemos, a chamada era do conhecimento, com alto desenvolvimento da informática, da comunicação e de avançadas tecnologias, o ministro propõe que os professores sejam integrados a este estágio da sociedade do conhecimento, inclusive com a distribuição de tablets e do acesso a outros instrumentos tecnológicos. Considero que esta é uma medida importante e necessária, pois os professores precisam estar sintonizados com o seu tempo, ou estarão em desvantagem, em muitos aspectos, em relação aos próprios estudantes.

Outro aspecto abordado nas entrevistas do Ministro é a organização curricular da educação básico. No meu ponto de vista, debater o currículo escolar é uma necessidade permanente, hoje e sempre, não apenas em um momento determinado, frente a uma questão pontual.

Neste momento, fala-se em estabelecer um currículo mínimo nacional para a educação básica. O termo não é bom. Não há que adjetivar o currículo. Precisamos de uma organização curricular que seja capaz de atender aos anseios e necessidades de formação de nossas crianças e jovens, assegurando a qualidade do ensino. Tampouco devemos pensar um currículo nacional como uma camisa de força imposta aos sistemas e às escolas.

Quando se fala em qualidade do ensino, é preciso ter em conta que se trata de uma concepção mutável, de acordo com cada época. Lembro-me que no passado a qualidade do ensino era aferida por fatores como, por exemplo, a boa caligrafia do estudante. Havia aulas de caligrafia. Um bom aluno tinha letra bonita, era avaliado e recebia nota por isso. Poderia, inclusive, ser reprovado. Também a qualidade do ensino era associada ao bom comportamento dos estudantes, a que se atribuíam notas. Esta nota não reprovava, mas podia baixar a média. Já naquela época muitos de nós não nos enquadrávamos naquele “padrão de qualidade.”

Debater currículo e qualidade do ensino, portanto, significa pensar e repensar o conceito de qualidade na época atual e os pilares de uma organização curricular afinada com este conceito. Neste sentido, concordo que a leitura e a escrita permanecem sendo a base do currículo, o alicerce do processo educativo, pois sem a leitura e a escrita o menino não consegue sequer acompanhar as demais disciplinas.

Entretanto, a leitura e a escrita têm que ser pensadas em sua omnilateralidade, não como mera decodificação e simples alfabetização no seu sentido mais básico, qual seja, o de simplesmente conhecer e utilizar as letras do alfabeto. Devemos pensar a leitura e a escrita de acordo com a concepção freiriana, qual seja, a de que a leitura deve dar sentido às palavras, deve ser uma ferramenta para ler o mundo, para (re)interpretar a realidade, inserir-se nela.

Este é desafio de construir o currículo com o qual sonhamos. É preciso atualizar o conceito de leitura de acordo com o mundo atual, não desconectada da era da informática, da biotecnologia, dos avanços da comunicação e tantos outros. Neste sentido, Paulo Freire é mais que atual. Ele antecipou essa idéia da leitura como ferramenta para compreender o mundo, para compreender o tempo em que se vive, entender as coisas em sua natureza, sua diversidade e sua singularidade.

No debate curricular é preciso, portanto, atualizar as palavras de Paulo Freire; é preciso ler e reler seus ensinamentos para que possamos construir uma estrutura curricular e conteúdos que correspondam às necessidades dos nossos estudantes e da sociedade.

Alguns falam que é preciso formular um currículo que atenda às expectativas de aprendizagem dos estudantes. Mas quando se fala em expectativa, estamos falando de algo que se espera. Não se constrói um currículo a partir de expectativas. De um currículo não se espera; é mais do que isso. O currículo é dinâmico. Devemos estar no processo, construí-lo junto com nossos alunos, com a equipe escolar, por meio do conselho de escola, levando em conta os parâmetros nacionais, as normas do sistema, mas, sobretudo, a realidade concreta daquela comunidade e daqueles estudantes. A meta é a formação plena das crianças e jovens, para a continuidade dos estudos, para a cidadania, para a vida.

A construção e implementação de um currículo que seja instrumento para um ensino de qualidade devem se dar num ambiente dotado de tecnologia, de fácil acesso às informações e às fontes de pesquisa, de condições adequadas de trabalho, bibliotecas, salas adequadas com número de alunos de acordo com os padrões internacionais, jornada de trabalho correta, gestão democrática e outros elementos fundamentais ao processo educativo. É preciso, enfim, assegurar o padrão de qualidade a que se referem os artigos 206, 211 e 214 da Constituição Federal. Desta forma poderemos avançar. Do contrário, mais uma vez estaremos chovendo no molhado.

Anúncios

Entry filed under: Artigos.

Audiência pública: deputados podem interceder junto ao governo Secretaria da Educação manipula para não aplicar jornada do piso

25 Comentários Add your own

  • 1. fabio nobre  |  16/02/2012 às 23:34

    Alguns professores já ganharam ações individuais com relação ao piso, já se passaram os prazos de 10 dias dados pelos juizes para que se cumpra a lei. Alguém já conseguiu reduzir a jornada na pratica?

    Responder
  • 2. JONES MARTINS DE FREITAS  |  17/02/2012 às 09:35

    PROFESSORES FIQUEM ATENTOS, VAMOS APRENDER A VOTAR DA PRÓXIMA VEZ!!!

    Responder
  • 3. rosângela  |  17/02/2012 às 18:06

    Bebel, só existe um pequeno problema…
    A maioria dessas propostas realizadas por ministros e governos ficam só no nome (propostas) ou até mesmo na elaboração teórica e quando vão aplicar a pratica nas escolas a realidade é bem diferente do que eles falam, vejamos por um projeto que dizem que temos na escola o ”Acessa Escola”, na grande maioria das escolas, mas na grande maioria mesmo, NÃO FUNCIONA, por n problemas, por falta de manutenção dos computadores, por falta de estrutura das escolas, e principalmente por falta da rede, pois nunca tem acesso a internet, e quando a escola manda oficios para a equipe responsavel da SEE fazer a manutenção, ela ocorre depois de anos e não dura nada.
    Acredito que o problema da educação não esta muito na questão dos professores não estarem antenados com o uso de tecnologias, por falta de tables e tudo mais, o problema é bem mais embaixo, e isso pelo que tenho acompanhado o Sr Mercadante não falou absolutamente nada, o problema da nossa educação esta na FALTA DE INVESTIMENTOS NA MESMA, ou seja, de que adianta o professor ter Tablet se não pode usar a tecnologia na escola pois a mesma não possui, como levar os alunos para as salas de informática se os computadores nunca estão disponiveis por problemas, a maioria das escolas não tem nem sala disponivel para bibliotecas por que tiveram que usar a mesma para abrir sala de aula com alunos, pois a demanda é enorme, e o projeto das salas de leitura, nem existe, as quadras não tem coberturas, não tem material de educação fisica para o professor trabalhar com os alunos, ou seja, que motivação temos para utilizar os Tablets, se nossos alunos não tem absolutamente nada que os motivem a estudarem a não ser por nossa insistencia em mantelos dentro da escola.
    Não estou falando que sou contra os projetos, mas pelo amor de Deus, esta na hora da educação começar a mudar da onde a ferida é mais dolorida, não adianta tentar mascarar os problemas, isso só faz com que eles crescam mais e mais, e não são poucos, e o pior é que nunca tem ninguem para falar que não adianta…
    Se houvesse investimento nas escolas com estrutura, material, espaço adequado para receber os alunos, dignidade na profissão de professor, reconhecimento, meu Deus, 80% dos problemas da educação seriam resolvidos, mas isso é muito complicado, sabe porque, porque requer roubar menos, e devolver mais para a sociedade, haja visto todos os escandalos de roubo que ouvimos na midia e não fazemos nada….
    Posso estar enganada, mas, não sei se esse é o momento certo de exaltar os projetos que vierem a ser executados pelo Sr mercadante, temos que lembrar que por mais que ele ja foi ou é professor, não acredito que ele conheça a nossa realidade DENTRO DA SALA DE AULA DE UMA ESCOLA PUBLICA DO ESTADO DE SP…

    Responder
    • 4. apeoesp  |  18/02/2012 às 13:22

      Prezada professora Rosangela,Pricur
      Meu texto concorda com a sua afirmação de que o problema da educação não se resume à questão da tecnologia. Procurei mostrar, justamente, que é preciso, justamente, trabalhar as diversas questões que afetam a qualidade do ensino e que precisamos de uma organização curricular que dialogue com os problemas reais da escola pública e com as necessidades dos nossos alunos. Para isto, diz o texto, precisamos de considções adequadas de trabalho e isto, no estado de São Paulo, é atribuição da Secretaria Estadual da Educação.
      Bebel

      Responder
  • 5. Marcos Rogerio Muniz (Penápolis)  |  17/02/2012 às 19:49

    Olá querida Bebel, muito embora o momento não seja de comemoração, gostaria de deixar um comentário: O governo federal nos mandou pela primeira vez na história da educação do País livros da disciplina de Filosofia, nos os escolhemos no final do ano passado. Estou muito satisfeito; nossos alunos têm em mãos, no caso de nossa escolha, um livro de filosofia elaborado por Marilena de Souza Chaui. É possível supor que estamos entrando em um momento histórico que vai varrer todo e qualquer político que se posicione em contrário a melhora real da educação brasileira. Parabéns a Presidente Dilma e a todo povo brasileiro e principalmente a todos aqueles que estão trabalhando para a melhora da educação em nosso País.

    Responder
    • 6. ana  |  18/02/2012 às 20:00

      Quanto tempo levou para acontecer isso ? Vai ficar na historia do país .Abraços

      Responder
  • 7. Regina  |  17/02/2012 às 22:37

    A comparação entre os salários oferecidos em um concurso público da prefeitura de Vila Rica, no Mato Grosso, para professores e operadores de máquinas teve repercussão negativa nas redes sociais. Enquanto a remuneração inicial oferecida para um operador de escavadeira hidráulica, com ensino fundamental incompleto, é de R$ 1.291,98, o salário para um professor com ensino superior é de R$ 1.246,32.

    A jornada de trabalho dos professores aprovados no concurso será de 30 horas semanais, já os operadores de máquina trabalharão 40 horas semanais.

    Um perfil do Facebook divulgou uma montagem com a imagem do edital e, até o momento da publicação dessa matéria, a foto foi compartilhada por mais de 3 mil pessoas. Um dos usuários da rede social comentou: “É necessário uma mudança e valorização do ensino, assim como ampliar a possibilidade para todos terem acesso à qualificação, tanto profissional como acesso ao ensino publico superior de qualidade”.

    Outros internautas se perguntam “se essa situação é possível”, enquanto alguns afirmam que “isso é Brasil”.

    Responder
  • 8. Fernanda  |  18/02/2012 às 00:21

    Professora Maria Isabel,
    já escrevi em alguns posts, mas não obtive esta resposta sobre este assunto.
    Irei casar mês que vem, mas minha diretora veio com um discurso um pouco repressivo em relação a minha hipotética “licença gala”.
    Disse que se eu a tirasse, isso iria prejudicar meu período probatório.
    Queria saber o que há de real nessa “quase ameaça” e se realmente posso me prejudicar.
    E já aproveitando o assunto queria saber se é verdade que se tirar qualquer tipo de licença, médica , ou faltas abonadas isso também pode fazer eu reprovar no período probatório.

    Estou me resguardando por questões obvias , por isso usei um nome fantasia.

    Mas faz tempo que acompanho esse blog todos os dias. Abs

    Responder
    • 9. apeoesp  |  18/02/2012 às 13:15

      Prezada professora Fernanda,
      Infelizmente, isto é fato. Toda licença é computada como falta no estágio probatório. Para melhor informação, procure o departamento jurídico na sua subsede ou pelo telefone 11.33506214, para verificar se legalmente algo pode ser feito.
      Bebel

      Responder
  • 10. Renato  |  18/02/2012 às 01:07

    Essa proposta é mais uma PSEUDO SOLUÇÃO JOGADA COM O OBJETIVO DE ILUDIR A SOCIEDADE COM O FAMOSO: “AGORA VAI!”. O ensino só é possível de pessoa para pessoa, ou seja, o lado humano, portanto imperfeito, é fundamental. Ali reside outro ponto chave do sucesso educacional: a empatia, o carisma e o humor. A interface humana do ensino é básica, nunca poderá desaparecer. E ao fim e ao cabo é o que realmente interessa. O suporte para exercer essa interface não importa muito: voz, papel, lousa, tela de cristal líquido, tela de LCD, PowerPoint, internet, etc.. As demandas de curiosidade nas pessoas independem do suporte técnico, desde que contemple um amplo leque de interesses e escolhas disponíveis, além de REGRAS E CONDIÇÕES DE TRABALHO ADEQUADAS AO ENSINO. O importante é poder trocar experiências e vivências culturais juntos, professor e aluno. O caminho capaz de enriquecer é aquele que gera entusiasmo, debates, polêmicas, críticas, controvérsias, enfim conhecimento; é claro que a tecnologia pode ser mais opção de ferramenta, mas NUNCA o único recurso. E COM ABSOLUTA CERTEZA NÃO RESOLVE O PROBLEMA DA MOTIVAÇÃO (TANTO DE PROFS. QUANTO DE ALUNOS) NO ATUAL ESTÁGIO DE ANARQUIA E LIBERDADE SEM LIMITES QUE SE TORNOU A EDUCAÇÃO. A tendência será a convivência de vários e múltiplos recursos que enriqueçam a biodiversidade mental. Aqui estou de pleno acordo com aqueles que enfatizam NÃO a tecnologia como panacéia para os problemas da educação (o que é mais uma hipocrisia), mas SIM um ambiente pedagógico propício ao exercício da docência com condições de trabalho apropriadas e estimulantes. E isso NÃO tem NADA a ver com recursos técnicos, ou algo que o valha. Conheço MUITO BEM uma escola particular que conta com uma farta parafernália tecnológica disponível aos professores; e nem por isso os alunos aprendem melhor: vemos muitos e muitos alunos sem a menor capacidade de concentração, que se entediam facilmente mesmo com os muitos e variados estímulos visuais-digitais (vira depois de um tempo “carne de vaca”) e que não apresentam a maturidade mínima compatível com um clima de aprendizado (indisciplina). O aprendizado é como fazer uma terapia: se o “paciente” não quer passar por aquilo, o resultado final será uma grande perda de tempo tanto do analista quanto do analisado. O discurso da tecnologia serve aos governantes para desviar o foco (culpando o professor!) daquilo que é um problema social (omissão das famílias na educação), e daquilo que é um problema de incompetência administrativa (vontade de agradar o eleitorado com discursos SÓ DE IMPACTO). O resultado final, com tecnologia ou sem tecnologia, SE NÃO HOUVER CURIOSIDADE INTELECTUAL POR PARTE DOS ESTUDANTES E, PRINCIPALMENTE, CONDIÇÕES DE TRABALHO, SERÁ UM FIASCO TOTAL…SEMPRE; COMO ALIÁS TEM SIDO APESAR DAS CONTÍNUAS INVENCIONICES CADA VEZ MAIS BIZARRAS E TÃO COMUNS NOS DISCURSOS (ELEITOREIROS E OPORTUNISTAS) DA ÁREA DA EDUCAÇÃO. Parece não haver limites na criação de baboseiras pedagógicas que já se sabe por antecipação: NADA RESOLVERÁ. O principal (o feijão com arroz) quase ninguém quer garantir. Com professores motivados e alunos educados se ensina (muito bem, obrigado!) até debaixo de uma árvore sem qualquer recurso físico-material. O raciocínio contrário também é válido.
    Parece-me que esse discurso não passa de mais um que desvia a atenção dos problemas centrais, criando “soluções” mirabolantes e fadadas ao fracasso; vemos que essa característica não é exclusiva do PSDB.
    Alguém precisa avisar o Sr. Mercadante (que nunca lecinou em escolas públicas) que O BURACO É MAIS EMBAIXO…MESMO!
    É PRECISO POR ABAIXO ESSAS “VERDADES SAGRADAS”.

    Responder
    • 11. Benedito  |  19/02/2012 às 11:09

      Muito bom seu texto.

      Responder
      • 12. apeoesp  |  21/02/2012 às 11:04

        Prezado professor Benedito,
        Muito obrigada.
        Bebel

  • 13. Fernanda  |  19/02/2012 às 18:43

    Bebel,
    gostaria de lhe agradecer por responder a todos os professores e de antemão já peço-lhe perdão pela insistencia no tema mas creio que seja a dúvida de muitos ingressantes.
    Em um post acima lhe perguntei sobre a ‘licença gala” que irei tirar mês que vem em virtude de meu casamento.
    Concomitantemente eu ter lhe feito a pergunta, enviei um email para a diretoria de ensino em que trabalho e fui informada que se tirasse a licença , a mesma , não prejudicaria , em hipótese alguma , meu período probatório a título de aprovação. A única ressalva que me foi passada é quanto aos dias que estiver de licença terão que ser acrescidos em meu periodo para ser cumprido.
    Afinal , eu posso ou não , casar ? (viajar) ? isso é um direito ? gostaria que a sra me respondesse com certeza, porque confio mais no sindicato do que na supervisão de minha diretoria.
    Lutei muito para tomar posse desse cargo e não quero nem pensar em me prejudicar.
    agradeço pela atenção , e estarei no agurdo.
    recolho o sindicato desde 2007 , tentei ligar ,mas não consegui falar com um advogado, só assistentes , por isso decidi perguntar a sra novamente , por entender que também seja a dúvida de muitos ingressantes” as licenças no peródo probatório”
    Bjhs

    Responder
    • 14. apeoesp  |  21/02/2012 às 02:07

      Prezada professora Fernanda,
      Já postei a resposta. As licenças, no caso do estágio probatório, contam como faltas. Sugeri também que procure o departamento jurídico para verificar se algo pode ser feito neste caso.
      Bebel

      Responder
  • 15. Hugo  |  19/02/2012 às 20:01

    QUANTOS INOCENTES ACHANDO QUE VAI MUDAR ALGUMA COISA, NÃO É INTERESSANTE UM ENSINO DE QUALIDADE PARA NINGUEM DA POLITICA, NAO IMPORTA O PARTIDO, EDUCAÇÃO NÃO DÁ VOTO

    Responder
  • 16. prof sandra  |  20/02/2012 às 11:45

    Muito bom Renato! Parabéns, seu texto exprime minha opinião, e a de todos os profissionais lúcidos deste Brasil.
    Obrigada. Sandra

    Responder
    • 17. Renato  |  22/02/2012 às 23:06

      Prezada prof. Sandra,
      Agradeço humildemente o seu retorno de incentivo.
      Sinceramente,
      Renato.

      Responder
  • 18. Roseli  |  21/02/2012 às 03:35

    Boa noite

    Se as licenças no caso do estagio probatório conta como falta, e as abonadas?

    Obrigada

    Responder
    • 19. apeoesp  |  21/02/2012 às 10:39

      Prezada professora Roseli,
      Todas contam como faltas.
      Bebel

      Responder
  • 20. Thiago  |  21/02/2012 às 23:50

    Professora Bebel ,
    também estou de período probatório, e minha diretora me orientou que as abonadas não prejudicam meu período.
    Realmente o sindicato deveria orientar , de forma clara , os milhares de professores que estão nessa situação.
    Concordo com a professora Fernanda , cada um fala uma coisa !
    Meu nome é Thiago, pago o sindicato a quatro anos e também acredito que devemos ser orientados, quanto a este assunto.
    Quer dizer que professor em período probatório não pode ficar doente(tirar licença?), e se a professora ficar grávida tem que abortar ou perder o emprego?
    Essas faltas das licenças , neste período implicam em demissão?, quem nos avalia neste período?
    São questões que nos deixam preocupados.

    Obrigado.

    Responder
    • 21. apeoesp  |  22/02/2012 às 17:11

      Prezado professor Thiago,
      Peço desculpas pela informação equivocada. Na realidade, de acordo com o Decreto Nº 52.344, de 9 de novembro de 2007, em seu artigo 5º diz:
      Artigo 5° – O período do estágio probatório será contado a partir do primeiro dia de exercício no cargo, ficando suspensa e prorrogada a contagem de tempo e a avaliação para efeito de homologação do estágio probatório, nos seguintes casos:
      I – licença para tratamento de saúde;
      II – licença por motivo de doença em pessoa da família;
      III – licença gestante;
      IV – afastamento para concorrer a cargo eletivo;
      V – licença para exercer mandato eletivo;
      VI – licença por acidente em serviço;
      VII – licença especial para atender menor adotado;
      VIII – readaptação funcional;
      IX – designado ou afastado para o exercício de funções com atribuições diversas de seu cargo.
      Parágrafo único – A atuação em atividades com as mesmas atribuições do cargo de provimento efetivo, em local diverso daquele de sua classificação, não acarretará a suspensão ou prorrogação da contagem de tempo.
      Por outro lado, a Resolução SE 66, de 2/9/2008, determina:
      Artigo 7º – A Avaliação Especial de Desempenho processar-se-á de acordo com os princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, eficiência, contraditório e de ampla defesa e deverá obedecer aos requisitos estabelecidos no artigo 3º do Decreto nº 52.344, de 09 de novembro de 2007, avaliados pelos indicadores abaixo relacionados e constantes das Fichas anexas à presente Resolução:
      I – Assiduidade: Índice de freqüência anual do servidor ao trabalho, excetuando-se as faltas abonadas, na seguinte conformidade:
      a) 0 faltas = 10 pontos.
      b) 1 falta = 9 pontos.
      c) 2 faltas = 8 pontos.
      d) 3 faltas = 7 pontos.
      e) 4 faltas = 6 pontos.
      f) 5 faltas = 5 pontos.
      g) 6 faltas = 4 pontos.
      h) 7 faltas = 3 pontos.
      i) 8 faltas = 2 pontos.
      j) 9 faltas = 1 ponto.
      k) acima de 10 faltas = zero pontos.
      Finalmente, quanto a quem avalia, a Resolução SE 66 especifica:
      Artigo 2º – O integrante do Quadro do Magistério, no decorrer do Estágio Probatório, será submetido a 3 (três) etapas de avaliações, de acordo com a classe a qual pertence, a serem realizadas por Comissões de Avaliação Especial de Desempenho.
      Artigo 3º – O Dirigente Regional de Ensino deverá instituir as seguintes comissões para fins de implementação do sistema de Avaliação Especial de Desempenho, cuja constituição deve ser publicada em Diário Oficial do Estado:
      I – Comissão de Avaliação Especial de Desempenho em cada Unidade Escolar jurisdicionada à respectiva Diretoria de Ensino, que será responsável por avaliar o desempenho dos integrantes do Quadro do Magistério composta por 3 (três) servidores, definidos pelo Diretor da unidade, de nível hierárquico não inferior ao do avaliado, sendo que pelo menos dois devem ser titulares de cargo de provimento efetivo em exercício no mesmo órgão de exercício do avaliado.
      II – Comissão Central de Avaliação Especial de Desempenho, de caráter permanente, composta por no mínimo 3 (três) membros da própria Diretoria, definidos pelo Dirigente Regional de Ensino sendo que pelo menos 2 (dois) devem ser titulares de cargo de provimento efetivo, e que será responsável por avaliar o desempenho dos integrantes do Quadro do Magistério da Classe de Suporte Pedagógico classificados na mesma Diretoria de Ensino, bem como analisar todos os processos de Avaliação Especial de Desempenho encaminhados pelas Unidades Escolares,
      Bebel

      Responder
  • 22. nadya  |  22/02/2012 às 13:32

    ola bebel
    gostaria de saber se há algum impedimento legal para se abonar a quarta feira de cinzas, pois a diretora da minha escola disse que eu poderia abonar, depois mudou de ideia dizendo que na volta do feriado nao pode. na escola ha um quadro para os professores colocarem os nomes qdo pretendem abonar, colocamos os nomes eu e mais uma professora, e ela disse que vai abonar falta de apenas um prof por periodo, isso é correto?
    obrigada

    Responder
    • 23. apeoesp  |  22/02/2012 às 16:14

      Prezada professora Nadya,
      Cabe à diretora da escola zelar pelo funcionamento da unidade, podendo usar sua prerrogativa para os casos de abono. Sentindo-se prejudicada, você deve recorrer, solicitando resposta por escrito. Em caso de negativa ou não havendo resposta escrita, deve recorrer ao departamento jurídico na subsede para eventuais providências.
      Bebel

      Responder
  • 24. Thiago  |  23/02/2012 às 19:52

    Cara presidenta,

    faz mais de uma semana que estou querendo obter, informações claras, sobre meus direitos no período probatório.
    Agradeço pela atenção e por postar o decreto lei e a instrução normativa da SEE.
    O que acontece é que não fui capaz de interpretá-las de forma clara, quero saber se algum advogado , no sindicato pode me passar essa informação.
    Liguei na subsede Itaquera e não consegui falar com um advogado, liguei na central e não passei da secretária.
    Se a sra quiser passo meu rg via email para comprovar minha filiação, por favor, encarecidamente eu quero saber se posso ou não abonar minhas 6 , e se um dia precisar tirar quaqluer tipo de licença se estarei amparado. Só isso.
    Obrigado.

    Responder
    • 25. apeoesp  |  24/02/2012 às 01:49

      Prezado professor Thiago,
      Por favor, ligue para 11.33506214.
      Bebel

      Responder

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Trackback this post  |  Subscribe to the comments via RSS Feed


Mensagem da Presidenta da APEOESP às professoras

Clique no play para ouvir.

Blog Stats

  • 4,858,351 hits

Comentários

apeoesp em
apeoesp em

%d blogueiros gostam disto: