Bônus não melhora a educação

31/03/2012 at 03:47 32 comentários

Por: * Maria Izabel Azevedo Noronha é presidenta da APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), membro do Conselho Nacional de Educação e do Fórum Nacional de Educação.

     Nesta sexta-feira, 30/03, o Governo Estadual realizou o pagamento do “bônus resultado” aos profissionais do Magistério da rede estadual de ensino. Estranhamente, não divulgou os resultados do IDESP (Índice do Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo) como havia prometido.

     Desde que o bônus foi implementado, ainda na gestão do ex-Governador Mário Covas, a APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo) tem manifestado e reafirmado sua posição contrária a esse tipo de política. No nosso entendimento, os professores e demais profissionais do Magistério devem receber salários compatíveis com a importância social da profissão e com a sua formação e não bônus ou gratificações, que não se incorporam ao salário e não se refletem na aposentadoria e nos benefícios da carreira, calculados sobre o salário base.

     Entretanto, no caso do bônus, há um agravante que se reflete nos resultados e traz prejuízos para expressiva parcela da categoria. Calculado sobre o resultado do exame do SARESP – Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (que gera o IDESP) o bônus reflete situação desigual das diferentes unidades escolares, sem considerar esta desigualdade no cálculo dos valores a serem pagos. Assim, os profissionais que trabalham em escolas com pior infraestrutura, localizadas em regiões mais carentes ou que concentrem maior número de alunos com maiores dificuldades de aprendizagem, obtêm piores resultados no SARESP, gerando, consequentemente, menor IDESP e valores menores a serem pagos como bônus.

     Não é aceitável que a pobreza seja apontada, em si mesma, como um fator gerador de piores resultados educacionais, pois a educação é, justamente, um dos mais importantes instrumentos de superação da pobreza e da desigualdade. É necessário, entretanto, que haja políticas educacionais para isto. É preciso que a escola esteja equipada, em todos os sentidos, para oferecer ensino de qualidade às comunidades mais pobres, sem deixar de considerar as especificidades daquela comunidade; ao contrário, trabalhando-as no contexto de seu projeto político pedagógico.

      A política de bônus não contribui para a melhoria da qualidade do ensino e para a valorização dos profissionais do Magistério, equalizando diferenças regionais. Essa política, na verdade, tende a produzir efeito contrário, aprofundando as diferenças entre as escolas, pois aquelas com melhores condições de trabalho e de ensino-aprendizagem são mais bem avaliadas e geram o pagamento de bônus de maior valor, em detrimento das escolas das periferias, notadamente as que possuem piores condições estruturais e enfrentam contextos sociais mais complexos.

     Existem escolas na Capital, na Grande São Paulo e em muitas cidades do interior que não dispõem de banheiros separados para meninos e meninas em número suficiente, por exemplo.  As salas superlotadas são outro fator que prejudica a qualidade de ensino e ocorre com maior frequência nas escolas da periferia ou as localizadas em bairros com populações mais numerosas, pois não há escolas suficientes ou há falta de professores. A violência nas escolas, outro fator de stress e prejuízos à qualidade do ensino, também ocorre de forma mais acentuada na periferia. Como, então, esperar um melhor rendimento dos alunos nessas condições? Como esperar melhores resultados nas avaliações, se a escola não oferece atrativos para melhorar o desempenho de seus alunos?

     Na assembleia estadual que realizamos em 16 de março os professores aprovaram, mais uma vez, reivindicar a transformação dos valores do bônus em salário, por meio de reajuste salarial que contemple toda a categoria, inclusive aposentados. A melhoria da qualidade da educação não se dará com medidas discricionárias como o bônus e “provas de mérito” e sim com políticas educacionais consistentes, que valorizem o trabalho do professor na sala de aula, por meio de salários dignos, carreira justa, jornada de trabalho adequada e melhores condições de trabalho. Nossa assembleia também decidiu cobrar do Governo do Estado um plano de reformas e construção de unidades escolares.

     Nós, da APEOESP, temos lutado, sempre, por uma escola pública estadual melhor, que corresponda às necessidades dos nossos alunos e de suas famílias, para que possamos formar cidadãos cada vez mais comprometidos com as transformações que o nosso país precisa para se desenvolver plenamente, em todas as suas dimensões. Um projeto como este não se realizará sem os professores, ou contra eles. Medidas transpostas das empresas privadas para as escolas públicas, como o “bônus resultado”, vão na direção oposta a este caminho.

 

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Juíza profere sentença inconstitucional contra a APEOESP Emenda Constitucional beneficia professores aposentados por invalidez

32 Comentários Add your own

  • 1. josé  |  31/03/2012 às 14:07

    .Bebel
    .Gostaria de dividir com voce , a minha tristeza e decepção com o famigerado Bônus.Sou professor de Física e dou aulas de Matemática ao mesmo tempo, pois nossoa alunos chegam no segundo grau ,crus, e eu preciso que eles entendam a matematica para modelar os fenômenos em fisica.
    Em 2011 dei aulas, sem faltar nenhum dia, sequer, numa escola bem situada geograficamente, mas com o alunado de periferia, com todas as suas car frustaencias por nós conhecidas……Sabe, Bebel, quanto ganhei de Bônus?R$ 113,00. Sei de minha dedicação ao trabalho de professor ao longo de todo o ano, me frusta e me tira a vontade de dar aulas de Física para o Estado, matéria esta que domino e possuo mestrado.Se for possível, Bebel, faça com que este desabafo chegue até o Sr. secretário de educação, pois o Sr. governador está mais preocupado com a candidatura do Serra.Nestes Senhores, eu, minha família e meus alunos não votamos, daremos nosso recado, democraticamente , nas urnas.
    Abraços, Bebel, continuemos na luta!

    Responder
    • 2. apeoesp  |  31/03/2012 às 19:30

      Prezado professor José,
      Realmente, é lamentável que pretendam “medir” nossa capacidade profissional com provinhas e políticas como a do bôuns. Temos que lutar mesmo para derrubar essas políticas.
      Bebel

      Responder
  • 3. Fátima  |  31/03/2012 às 14:51

    Bom dia, Bebel.
    Concordo plenamente com você. Esse governo não nos ouve. O secretário deveria fazer uma enquete on line para conhecer a nossa opinião sobre essa meritocracia, com certeza iríamos optar com um salário justo e não essa vergonha que é injusta e desestimula ainda mais a nossa classe que está decepcionada com esse tipo de política. Eu trabalhei muito, mas não recebi um centavo de bônus e, o mais triste é ver nossos colegas desanimados. Triste, triste.
    Obrigada pelo empenho em nos defender.
    Fátima

    Responder
  • 4. claudia noronha  |  31/03/2012 às 18:43

    Bonus??? haha, dizem que mede a qualidade da educação e do profissional (professor). Ai eu pergunto quem faz essa prova? Se a resposta certa é o aluno, então o que se esta medindo é a qualidade da sociedade e do próprio governo, ja que este é que é o comandante da nação, o professor só faz o seu papel, se o governo transformou a escola em depósito de gente, não paga com respeito seus profissionais, não cumpre com suas obrigações, isso está claramente refletido no famigerado índice do idesp, então esse índice deveria ser a “prova de mérito do governo” e o salário dos políticos deveria ser pago de acordo com isso!!!!! Será que eles concordariam com isso? kkkk Pimenta nos olhos do professor é refresco né!!!!! E ai governador, topas se nivelar pelos resultado dos outros?

    Responder
  • 5. tais  |  31/03/2012 às 20:27

    queria saber como faço pra devolver os 61 reais,pois se ele tem essa mediocridade de depositar eu queria devolver…e agradecer,pois não preciso de esmola…acho que ele sim precisa desse dinheiro o ano que vem quando ele tiver que obedecer a lei do piso e faltar professores…terá que desembolsar mais que essa merreca…RIDICULO ESSE GOVERNO AUTORITÁRIO TBM NÃO CONCORDO COM ESSE BÔNUS QUERO UM SALÁRIO DIGNO COM A NOSSA POSIÇÃO NA SOCIEDADE…DAQUI A POUCO NÃO VAMOS NEM GANHAR 2 SALÁRIOS MÍNIMOS…VERGONHA

    Responder
  • 6. ENIO ROMEU DOS SANTOS  |  31/03/2012 às 21:27

    prezada MARIA Izabel, que chegue aos ouvidos de Herman e do GERALDINHO QUE 40% DOS PROFESSORES estão decepcionados com o BONUS, INCLUSIVE eu que me dediquei tanto.

    Responder
  • 7. Denner  |  01/04/2012 às 16:15

    É preciso mostrar pra sociedade que o bônus reflete exatamente a clientela que a escola tem.
    Bônus bom, clientela boa – Bônus ruim, clientela ruim!

    Responder
    • 8. apeoesp  |  01/04/2012 às 16:22

      Prezado professor Denner,
      Permito-me discordar. Não é a “clientela” (não gosto deste termo, que remete a relações comerciais e não educacionais) somente que determina a qualidade do ensino, mas a forma como a escola lida com esta realidade, sua estrutura, suas condições de trabalho, a forma como o Estado trata e valoriza os profissionais da educação. Por isto o idesp e o bônus, sem políticas para melhorar as escolas com maior dificuldade, não reflete a realidade e a pontecialidade dos professores e dos alunos.
      Bebel

      Responder
  • 9. Sidnei Ribeiro de Moraes  |  01/04/2012 às 18:04

    Sou professor de Física. Em 2010 foram as ciências da natureza as disciplinas avaliadas juntamente com português e matemática. Os professores não faltaram. Tivemos 120% de bônus. Em 2011, por diversas razões, os professores das disciplinas avaliadas (Geografia e História)tiraram licença médica, prêmio e outros direitos. Resultado: bônus zero. Na realidade nossa nota havia passado de 1,73 para 2,29 (já é ridícula) e agora conseguiu baixar para 1,77. Estava no fundo do póço e não poderia cair mais. Na realidade eu noto um rodízio. Todos recebem bônus a cada 2 anos. É como um “cala-boca” para aliciar os incautos. Se esse bônus fosse dividido por todos os professores, inclusive aposentados (dinheiro do governo federal, bem entendido), daria para dar um aumento de R$ 300,00 no salário. Mas desse jeito, só é dividido por 70% dos profissionais da ativa. Fácil entender porque, não é mesmo?
    Outro fato: por que o aluno se interessaria por essa prova? Por que ele daria boas notas aos professores se o estado nos coloca como inimigos desse aluno, aquele que reprova e atrapalha a vida dele, enquanto o estado, bonzinho, aprova com nota 4,1? Bem, se o estado arredonda 4,1 para 5, como exigir conhecimento de matemática dos alunos?
    Até quando suportar essa nefasta política que pretende transformar educação em mercadoria?

    Responder
    • 10. Jogeo  |  02/04/2012 às 13:41

      Dizer que os profissionais de humanas são os culpados é uma tremenda burrice. O aluno para estar preparado deve obter conhecimento em todo o ensino médio, três anos, portanto, não é somente o terceiro ano que vai salvá-lo na prova e enfiar troco nos bolsos dos demais profissionais, a preparação deveria vir desde 2009. Os professores colegas de trabalho estiveram afastados estes anos também?

      Outra coisa, retenção e evasão também refletem nos índices.

      É ridículo atribuir culpa e responsabilidades aos colegas de trabalho, atitude mesquinha!!!

      Responder
      • 11. Sidnei Ribeiro de Moraes  |  03/04/2012 às 01:59

        Caro Jogeo, não sei se o colega se refere ao meu comentário, mas em nenhum momento disse que a culpa do bônus é de algum colega. Apenas comentei que foram as faltas (justificadas no caso) que afetaram esse nefasto bônus. Mas vejo que o colega caiu no jogo do governo que quer colocar um professor contra o outro. Uma pena. Apenas relatei um fato para explicar como o bônus pode ter sido calculado. Se fossem professores de exatas (como aconteceu em outra escola) a faltar então o bônus seria zero naquele ano em que eram avaliados, mas o peso maior é Português e Matemática e foram nessas disciplinas que se concentraram as faltas, além de Geografia. NÃO TEM NADA A VER COM A DISCIPLINA LECIONADA, MAS COM AS FALTAS DOS PROFESSORES DAS DISCIPLINAS AVALIADAS – INDEPENDENTEMENTE SE ERAM JUSTIFICADAS OU NÃO. Mas o colega quis levar para o lado pessoal. Ponto para o governo. Conseguiu o que queria: dividir a categoria.

  • 12. Sidnei Ribeiro de Moraes  |  01/04/2012 às 18:30

    Outro fato: sempre somos criticados (especialmente nós, professores de exatas) por fazermos avaliações numéricas. Como dizem os pedagogos de gabinete: tem de se avaliar o contexto do aluno, o seu esforço, e coisa e tal. Mas na hora de sermos avaliados o que vale são os números e nosso esforço e contexto em que somos obrigados a trabalhar não são levados em conta. Professores de Física são criticados por usarem muitas fórmulas e muita matemática, mas a escola é criticada e tem seu IDESP diminuído porque os alunos não sabem matemática (se bem que nem o estado sabe…). Nós, professores, temos de ser subjetivos em nossas avaliações, mas o estado só vê os números, não é uma tremenda contradição?
    Outra questão: o que foi feito DE CONCRETO para melhorar a situação das escolas “nota zero”? Trocaram os professores? Diretores? Coordenadores Pedagógicos? Dirigentes de Ensino? Talvez o Secretário de Educação (já é o terceiro em 3 anos…)? Qual medida foi tomada além de se fazer estatística?

    Responder
    • 13. apeoesp  |  01/04/2012 às 19:41

      Prezado professor Sidnei,
      Você tem razão em todos os seus argumentos. Este tipo de avaliação, vinculada a bônus e outras medidas que trazem para a escola público critérios de gestão da iniciativa privada não se sustenta. Já há uma tendência mundial de reversão. Aqui, temos que intensificar nossas denúncias e nossa pressão para que este tipo de política acabe.
      Bebel

      Responder
  • 14. flavio eduardo mazetto  |  01/04/2012 às 19:12

    Gostaria de saber sobre a reunião para discussão do 1/3 de aulas sem alunos. Não deveria já ter acontecido? Se ainda não aconteceu, quando se realizará? Algo já foi encaminhado por escrito da SEE?
    obrigado
    flavio

    Responder
    • 15. apeoesp  |  01/04/2012 às 19:38

      Prezado professor Flávio,
      Segundo a SEE deve se realizar antes do dia 20/04.
      Bebel

      Responder
  • 16. suraya caram  |  01/04/2012 às 22:10

    Prezados colegas ,

    Acho que a política do bônus vai além do imaginamos…o bônus não chega aos que trabalharam mais , mas aos que foram “babás” em tempo integral !!! Digo isso , pois fiquei seriamente enferma , passando , inclusive por cirurgia da grande porte …Por causa disso fui obrigada a ficar 105 dias em licença…24 ANOS DE MAGISTÉRIO !!! AMO MINHA PROFISSÃO E MEUS ALUNOS! ADORO MEU TRABALHO… MEU BÔNUS? R$ 00,00 !!! Triste , não…

    Responder
  • 17. Maria Luiza dos Santos  |  01/04/2012 às 22:43

    E quem recebeu BÔnus?? Deveriam dividir o valor entre todos os professores!!

    Responder
    • 18. apeoesp  |  03/04/2012 às 01:16

      Prezada professora Maria Luiza,
      Somos contra este bônus injusto. Defendemos reajuste salarial para todos.
      Bebel

      Responder
  • 19. Fátima  |  02/04/2012 às 16:25

    Bebel.
    Gostaria de saber se há um site para reclamar sobre essas políticas e que as reclamações cheguem ao secretário, pois acho que nesse blog ele não vai ficar lendo os posts.
    Obrigada
    Fátima

    Responder
    • 20. apeoesp  |  03/04/2012 às 01:05

      Prezada professora Fátima,
      O secretário não deixa de resolver os problemas por falta de conhecê-los. Muitos problemas são criados pela própria Secretaria da Educação e pelas políticas do governo. Os problemas aqui relatados são levados ao conhecimento da SEE pela diretoria da APEOESP e alguns deles são resolvidos. Somente nossa pressão e nossa luta poderão mudar a situação da educação no nosso Estado.
      Em todo caso, pode tentar registrar suas queixas em http://www.educacao.sp.gov.br.
      Bebel

      Responder
  • 21. matéria desastre na educação  |  03/04/2012 às 10:34

    Bônus, está para o professor assim como o futebol e as bolsas de ajuda governo a está para o povão, ou seja, pão e circo.
    Benedito

    Responder
    • 22. apeoesp  |  04/04/2012 às 01:46

      Prezado professor Benedito,
      Não sei se podemos igualar tudo, desta forma, mas vale pelo protesto, pois o bônus é um verdadeiro atentado contra nossos direitos e contra a qualidade da educação.
      Bebel

      Responder
      • 23. jane  |  04/04/2012 às 07:36

        Somos cobrados para que avaliemos globalmente o alunado e no final nós é que pagamos pela avaliação conteudista e que considera indices de evasão e repetencia que são resultados da política governista que mascara as diferenças sociais propagandeando o dinheiro gasto com educação.
        Pode o professor ou o gestor evitar realmente a evasão ou a repetencia advinda de anos de exclusão intelectual?
        Que país é esse que tem tanto para solucionar e fica nessa queda de braço com o professor? Não tem lógica

  • 24. José Roberto  |  04/04/2012 às 03:49

    Deixo aqui minha indignação, primeiro que nosso Secretário da Educação, naquelas maçantes reuniões de grupos prometeu mudar a política do Bonùs, inclusive que a prova do Saresp serviria apenas para verificar as condições do aprendizado e com seus resultados faríamos um trabalho para melhorias e que tal resultado não influenciaria ao bonus e que tal prova seria aplicada talvez de dois em dois anos.Aliás onde anda nosso Secretário??????????..
    Eu realmente sou consciente e profisional e nunca contei com bonus, mas fico indignado e acho que deveria existir sindicancias quanto aos resultados. Minha escola conseguiu atringir a meta no Ensino Fundamental II e “zerou no Ensino Médio” ora, os alunos do Ensino Médio, são aqueles que vêen do Fundamental ( na sua maioria ruins ) só que , em nossa escola, não há retenção no Ensino Fundamental, aliás não fazemos nem conselho, pois segundo a equipe gestora, a “progressão é continuada” e então é claro que sem retenção e sem evasão a probabilidade de atingirmos a meta é maior do que o Ensino Médio. Acho que devemos fazer Progressão continuada no Ensino Médio também.
    Nosso Secretário precissa cumnprir com suas palavras e verificar se realmente as escolas que atingiram o IDESP são realmente scolas de qualidade de ensino!!!!!!!!!!!!!!

    Responder
  • 25. NIL  |  04/04/2012 às 23:23

    Olá Bebel,
    Parabéns pelo trabalho desenvolvido.
    O que o Governo mais gosta de fazer é chegar no inicio do ano e fazer esse sensacionalismo em cima dos professores e da mídia sobre o bônus e os números do IDESP, O governo adora tudo isso(é a menina dos olhos da SEE). penso que deveria se fazer uma pressão junto ao governo caso as reivindicações dos professores (férias, aumento, incorporar o bônus ao salário, jornada, etc) não fosse atendidos a mobilização seria por boicotar essa prova do SARESP. Para o governo isso seria pior do que uma greve e teria o apoio da maioria dos professores, haja visto que grande parte é contra esse e outros método da SEE. inclusive a APEOESP.
    Poderia começar com um abaixo assinado de todos os professores dizendo ser contra a má aplicação do bônus e depois discutir nas reuniões da APEOESP.
    outra coisa, será que esses 550 milhões foram realmente revertidos aos professores? Tenho dúvidas. Tem como saber se foi?
    São apenas sugestões.
    Bebel a SEE ja tem alguma data marcada para dialogar com a APEOESP sobre a reivindicações da categoria?
    fico no aguardo
    fica com Deus

    Responder
    • 26. apeoesp  |  05/04/2012 às 15:37

      Prezado professor Nil.
      Obrigada pelas suas palavras.
      Obrigada pelas sugestões.
      Estamos aguardando agendamento de reunião com o secretário, talvez na próxima semana.
      Bebel

      Responder
  • 27. Rosana  |  07/04/2012 às 21:36

    Bebel
    gostaria de saber qual a data de entrada no estado para receber o bonus pois nunca recebi nem um centavo e faz 3 anos que leciono e todas as escolas que eu estou recebem, o 1 ano me disseram que tinha que estar ate dia 05 de maio e o ano passado foi a mesma data ?
    Se puder me esclarecer.
    Obrigada

    Responder
    • 28. apeoesp  |  10/04/2012 às 03:02

      Prezada professora Rosana,
      Se você teve efetivo exercício na mesma escola 2/3 do ano e a escola atingiu a meta, você tem direito a receber. Se é o caso, solicite esclarecimentos por escrito á CGRH (ex-DRHU).
      Bebel

      Responder
  • 29. rô belia  |  09/04/2012 às 14:19

    OLá Bebel, em relação ao aumento vergonhoso de quase 12% em 4 anos, o primeiro foi em 2010, a partir de agosto.
    Muitos professores estão falando que não haverá mais aumento, pois ele incorporou algumas gratificações ao salario, isso é verdade?
    Pois a reinvindicação salarial de 42% ele dividiu em ”parcelinhas” de 4 ANOS, e agora será que não vai ter?
    Por favor nos tire essa divida.
    Atenciosamente

    Responder
    • 30. apeoesp  |  10/04/2012 às 02:53

      Prezada professora Rô,
      Há um engano na sua mensagem. O governo parcelou reajuste de 42,02% em quatro anos. Porém, como incluiu a incorporação da GAM (março de 2012), na realidade são 37,02%. Estamos pressionando a SEE a repor esses 5%. Os reajustes anuais estão previstos em lei para todo mês de julho até 2014 e vão ocorrer, mas queremos reajustes maiores. Por isso, conseguimos que a lei previsse negociação anual com o governo e é o estamos fazendo.
      Bebel

      Responder
  • 31. samara  |  12/04/2012 às 13:31

    Bebel, bom dia!

    Parabenizo-a pela persistente luta em nosso favor!

    Bebel, concordo em dizer que bônus não melhora a educação, mas no meu caso, cat. “O”, que fiquei sem salário até abril, caiu do céu para eu quitar algumas dívidas…Claro que melhor seria se tivéssemos um salário mais digno. A escola que me encontro este ano não recebeu nada.
    Achei estranha a atitude por parte da direção ao atribuir aulas a uma colega Cat. “F” reprovada, mas com aquelas 12 aulas. Gostaria de saber se após a atribuição da DE vigora a pontuação do professor ou ainda a classificação do GDAE? Como tenho apenas 12 aulas, e haverá outras atribuições em escolas, gostaria de saber o que vigora.

    Responder
    • 32. apeoesp  |  12/04/2012 às 20:08

      Prezada professora Samara,
      Muito obrigada pelo elogio. A luta é de todos nós.
      O que vigora é sempre a mesma classificação. As aulas devem ser atribuidas para os que não conseguiram a nota mínima na prova apenas após todos os que conseguiram a nota receberem suas aulas. Se for o caso, procure a subsede da região e peça para intercederem no processo.
      Bebel

      Responder

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