Mais de 50% dos professores que participaram da enquete no site da APEOESP afirmam que não receberam o bônus

09/04/2012 at 01:53 9 comentários

Além disso, cerca de 10% receberam valores abaixo de R$ 100. Ou seja, a grande maioria da categoria não foi contemplada com esta política discricionária e ineficiente.

Conforme vimos divulgando desde a instituição desta política, o bônus não contribui com a melhoria da qualidade da educação e tampouco com a valorização dos profissionais. Nossa luta continua pela conversão do montante do bônus em reajuste salarial para todos os professores, da ativa e aposentados.

Também reforçamos a luta em defesa de políticas educacionais consistentes, que valorizem o trabalho do professor na sala de aula, por meio de salários dignos, carreira justa, jornada de trabalho adequada e melhores condições de trabalho.

Anúncios

Entry filed under: Artigos.

Inscrições para remoção SPPREV comete ilegalidade na contagem de tempo para aposentadoria

9 Comentários Add your own

  • 1. suraya caram  |  09/04/2012 às 13:16

    Na minha escola somos 40 professores. Destes , muitos trabalham só no E. M. cuja nota foi 1.2 , ou seja : 120% de meta cumprida. Outros tantos , no E.F. que “não cumpriu” (!!!) as metas : 0,0 de nota! Pois então … no E.M. os colegas – vários deles – receberam entre R$ 4 e 6.000.00 . Houve colega que recebeu R$ 8.000 !!! Os colegas do EF NADA RECEBERAM , mas trabalharam tanto quanto ou até mais que os demais , pois só quem leciona para o Fundamental sabe como está difícil lecionar para os pequenos…Quer mais? Eu passei por cirurgia e precisei de licença longa (105 dias ). Trabalhei até setembro com os 3os. colegiais que foram avaliados!!! Leciono Português – MEU BÔNUS FOI ZERO !!!!Enquanto isso , colegas que não fazem parte do processo em si , pois estão readaptados há muito tempo , receberam bônus gordo..Nada contra eles receberem…que recebam , pois são professores também…O problema é a injustiça das regras !!! E numa categoria já tão desunida como a nossa , essa segregação se acirra com este tipo de política , dando a impressão à sociedade de que uns são melhores que os outros , que uns são mais comprometidos que os outros … A humilhação é muito grande…

    Responder
  • 2. joão  |  09/04/2012 às 23:37

    Nova pesquisa reforça o estresse dos professores no Estado
    Levantamento aponta que 58,4% dos docentes sofre com a doença

    Os principais aspectos apontados como fatores de estresse em mais de 58,4% dos professores do ensino privado gaúcho são a sobrecarga de atividades extraclasse, o excesso de demandas e os prazos estabelecidos para executar as atividades. Como forma de evitar que os números ganhem maiores proporções a pesquisa encomendada ao Departamento de Pós-graduação em Psicologia da Unisinos pela Federação dos Trabalhadores do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (FETEE/Sul) e pelo Sindicato dos Professores do Ensino Privado (Sinpro/RS) foi enviada ao Ministério Público do Trabalho (MPT), que vem intermediando as negociações com relação ao direito que os professores têm ao descanso, e ao Sindicato dos Estabelecimentos do Ensino Privado no Estado do Rio Grande do Sul (Sinepe/RS).

    De acordo com o estudo, os trabalhos extraclasses que mais prejudicam os docentes são a preparação de aulas e provas, as correções de provas e a elaboração de pareceres e relatórios. Além disso, na pesquisa qualitativa, foi destacado pelos participantes que existe uma exigência de atividades que não é proporcional ao número de horas pagas. Estes dados indicam a necessidade de se pensar em novas estratégias para diminuir o excesso de atividades do professor.

    A pesquisa foi feita com 202 professores, que atuam na Educação Infantil, nos níveis Fundamental e Médio e no Ensino Superior (graduação e pós-graduação) nas cidades de Caxias do Sul, Passo Fundo, Santa Maria, Pelotas, Porto Alegre, Canoas e São Leopoldo. A coordenadora do levantamento afirma que o número de pesquisados se justifica pela sua qualificação em relação ao universo do ensino privado e ao perfil destes professores. A escolha dos municípios se justifica por serem os principais centros urbanos do estado. Os participantes têm entre 25 e 70 anos de idade, sendo a maioria mulheres (64,9%), e 36% cumprem carga horária semanal de 20 a 40 horas. A maioria dos professores (52%) desenvolve suas atividades em uma única instituição e (71,4%) não possuem outra atividade remunerada.

    Chama a atenção o alto índice de estresse entre os professores na comparação com outros estudos e com as diferentes categorias profissionais. Além do alto índice de estresse, constatou-se uma incidência de Síndrome de Burnout – identificada como um tipo de esgotamento profissional – em 16,8% dos professores abordados, enquanto que entre policiais militares e bancários, por exemplo, o índice tem sido de 47%. Segundo a coordenadora da pesquisa, a docente do Departamento de Pós-graduação em Psicologia da Unisinos Janine Monteiro, o estresse relacionado ao trabalho é classificado em quatro fases: alerta, resistência, pré-exaustão e exaustão, sendo que a maioria dos entrevistados (50,5%) se identifica com o estágio de resistência ao estresse. “Essa fase do estresse não é a mais grave, pois apesar do desgaste físico e emocional que acarreta, é possível de ser revertido com políticas preventivas”, explica Janine.

    O diretor do Sinpro/RS, Sani Cardon, acredita que os resultados reforçam as reivindicações dos professores do ensino privado por melhorias nas condições de trabalho, além de reafirmar os índices de estresse que haviam sido constatados em outro levantamento feito em 2009. “A hipótese de que os nossos professores estão adoecendo já acontecia, nós só não tínhamos a comprovação científica. A pesquisa indica a necessidade da redução do número de turmas por docente, do número de alunos por turma e a contratação de mais professores e profissionais técnicos administrativos para auxiliar nos trabalhos burocráticos”, alerta Cardon. Essas ações visam à melhoria na qualidade de vida dos professores, bem como a valorização do trabalho.

    Responder
    • 3. Fátima  |  10/04/2012 às 16:48

      Boa tarde, João
      Realmente essa profissão não tem mais jeito. “O sistema é bruto”. Só nos resta procurar outra profissão ou ficar e adoecer. Revoltante.

      Responder
  • 4. Vanessa  |  10/04/2012 às 13:29

    Prezada Bebel.

    Gostaria de saber qual é a justificativa do estado em não admitir FGTS para os professores contratados. Sim, porque os professores efetivos trocaram o direito ao FGTS pela estabilidade, mas os contratados não possuem estabilidade. Tanto é que são obrigados a fazer prova todos os anos e a assinar a rescisão contratual após certo período de tempo.
    Por gentileza gostaria de saber se o sindicato tem alguma resposta, e se pensa em fazer algo pelos contratados, essa categoria de professores que é tão esquecida por todos. O modo como somos contratados fere vários direitos trabalhistas. Será que o governo é tão soberano a ponto de cometer absurdos, e não é denunciado por isso?
    Em conversa com os professores da escola, me disseram que o governo nunca mais abriu concurso para PEB I, e por causa da municipalização das escolas de fundamental I, provavelmente nem vai abrir. Então vai ser assim a vida inteira? Somente poderei trabalhar com mais dignidade quando passar no concurso da prefeitura?
    Grata,
    Vanessa.

    Responder
    • 5. apeoesp  |  12/04/2012 às 03:04

      Prezada professor Vanessa,
      Os professores contratados o são com base em uma lei estadual (1093/09) e não pela CLT.
      Bebel

      Responder
  • 6. Vanessa  |  14/04/2012 às 21:19

    Sim, Bebel.
    Essa é uma lei muito conveniente para o estado, pois foi ele mesmo que a criou, e muito injusta para os professores. É essa a minha reclamação.

    Responder
    • 7. apeoesp  |  15/04/2012 às 01:17

      Prezada professora Vanessa,
      Você tem toda a razão. Por isto não concordamos com ela e queremos que os recursos nela utilizados sejam convertidos em reajustes salariais para todos.
      Bebel

      Responder
  • 8. Ademar de Assis Camelo  |  17/04/2012 às 18:54

    Conteúdo da Carta com nossas reivindicações, entregue ao Sr. Herman Voowald -Secretário da Educação – na noite de Sexta-feira, 13/04/2.012

    Carta da Subsede da Apeoesp de Rio Claro ao Srº Secretário da Educação do Estado de São Paulo
    Herman Jacobus Cornelis Voorwald

    Srº Herman Jacobus Cornelis Voorwald
    DD. Secretário da Educação do Estado de São Paulo

    Nós professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, aqui representados pela Subsede da Apeoesp de Rio Claro, vem através desta, apelar para que o discurso de posse de Vª Sª como Secretário da Educação do Estado de São Paulo, a todo custo, seja mantido.
    Sr. Secretário,
    como podemos ter qualidade de Ensino, se ao longo de vários anos e principalmente de 16 anos para cá, nós professores somos alijados das decisões tomadas nos Gabinetes da Secretaria da Educação? E como justamente, nós professores que somos os legítimos e os verdadeiros responsáveis pelo Ensino Oficial do Estado de São Paulo e os responsáveis pela educação dos filhos da classe trabalhadora, não somos consultados e não participamos da articulação e criação das propostas pedagógicas desta Secretaria, propostas estas sempre empurradas de cima para baixo, de forma muito antidemocrática?
    Sr. Secretário,
    o Sr. acredita que um professor com todos os problemas que ocorrem nas Escolas Públicas de nosso estado possa desenvolver um ótimo trabalho pedagógico, se o mesmo não vê perspectiva nenhuma de futuro ao se deparar com leis absurdas que tantas vezes nós da Apeoesp alertamos e que não fomos ouvidos e que os resultados estão aí!!?
    Sinceramente Sr. Secretário,
    gostaríamos que muitos filhos dessa tão massacrada classe de trabalhadores, tivessem a oportunidade de galgarem ótimas posições na sociedade como uma minoria privilegiada tem. O Sr. sabe, e aqui vamos repetir, que muitos países só saíram da situação de desigualdade social depois que investiram de fato e com rigor na educação, levando-a como máxima para o desenvolvimento social, científico e tecnológico. Há este compromisso por parte do Sr., de lutar conosco por uma educação de qualidade para todos, mas valorizando aqueles que são verdadeiros artistas na arte de educar – os Professores!? Lemos toda sua biografia. E Vª Sª só chegou lá, evidentemente com sua competência, mas antes de tudo passou pela Educação dada por um Professor, da rede pública!!!
    Diante de tudo isso, nós Professores de Rio Claro, aqui legitimamente representados pelos Conselheiros da Subsede da Apeoesp, pedimos que nossas reivindicações sejam respeitadas e atendidas, não ficando apenas em promessas:
    Implementação da Jornada do Piso – 33% para atividades extraclasses (em 40 horas – 26 aulas e 14 horas de atividades extraclasse);
    Reposição salarial imediata de 36,74%;
    Integralização do reajuste salarial previsto para 2.012 (Lei 1.143/11);
    Incorporação dos recursos do bônus aos salários, por meio de reajustes;
    Extensão dos direitos dos Professores “F” aos da categoria “O”;
    Condições dignas de contratação;
    Fim das provas excludentes;
    Revogação da Resolução 44/11 (fim das férias repartidas);
    Plano de carreira que atenda as necessidades da categoria;
    Pedimos ainda, que seja mantida a Comissão Paritária com o Governo e todas as Entidades Representativas do Magistério Oficial do Estado de São Paulo, para construirmos caminhos para a melhoria da Educação Pública de qualidade no Estado de São Paulo.
    Nós professores e Conselheiros da Subsede da Apeoesp de Rio Claro, lhe agradecemos.

    Rio Claro, 13 de Abril de 2.012

    Pelo Conselho de Representantes
    Url das imagens:

    Ademar de Assis Camelo
    Coordenador e Diretor da
    Subsede de Rio Claro

    Responder
  • 9. Maria Izabel Pereira Sant´Anna  |  22/04/2012 às 15:03

    Isto é o que chamamos de abuso!. Ok, a previdência estar sem dinheiro para pagar aposentadorias; sabemos, mas usar a mal administração disto para penalizar quem já trabalhou e contribuiu por toda sua vida é sacanagem!. Mais uma vêz o povo, pelas “equipes de administradores publicos”, que desejam agradar ao governo sem diminuir os ganhos extraordinários de seus mestres Marajas prejudicam os pobres e humildes trabalhadores.Outra vêz teremos que apelar ao já inchado e moroso sistema judiciário e pedir que estes iluminados decidam, o que já éra direito adquirido.

    Responder

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Trackback this post  |  Subscribe to the comments via RSS Feed


Mensagem da Presidenta da APEOESP às professoras

Clique no play para ouvir.

Blog Stats

  • 4,931,922 hits

%d blogueiros gostam disto: