Reflexões sobre o itinerário formativo como instrumento para a evolução pela via não acadêmica na carreira do magistério

17/04/2012 at 02:50 45 comentários

A proposição de um itinerário formativo, que vem sendo discutida na comissão paritária de gestão da carreira do magistério da rede estadual de ensino de São Paulo, para que os profissionais do magistério possam conduzir-se de forma coerente através dos processos de formação continuada oferecidos pelo próprio Estado, por universidades públicas e outras agências de formação reconhecidas e credenciadas pelos sistemas de ensino, significará um avanço importante para a qualidade do ensino.

Hoje, os profissionais do magistério participam de cursos e outras atividades de formação praticamente sem nenhum fio condutor, que estabeleça um “caminho” para sua formação. Nem sempre, assim, os conteúdos trabalhados nestes cursos e atividades revertem em melhoria da prática deste profissional, trazendo ganhos para seus alunos.

A idéia de um intinerário formativo, com repercussões na evolução funcional pela via não acadêmica na carreira do magistério, trabalha com o princípio da formação contínua dos profissionais, a fim de assegurar o progressivo avanço em seu aperfeiçoamento, tendo como parâmetros sua atuação concreta na sala de aula e em todos os demais momentos do processo educativo. Neste sentido, cabe ao Estado assegurar condições para que não haja descontinuidade na formação deste profissional, para que o itinerário formativo possa produzir resultados, tanto para o o profissional do magistério quanto para a escola e para o sistema de ensino.

Itinerário formativo e auto-avaliação

Quando pensamos em um itinerário formativo, sobretudo no caso do professor, uma primeira questão se coloca: como definir este itinerário? Como escolher, numa miríade de cursos e possibilidades, qual caminho seguir? De que forma o itinerário formativo poderá contribuir, de fato, para que o professor se beneficie dos cursos e atividades formativas e que este conhecimento adqurido reverta em mais qualidade para sua prática pedagógica dentro e fora da sala de aula, repercutindo diretamente na sua escola e indiretamente em todo o sistema?

Esta pergunta deve ser respondida considerando-se duas dimensões do problema. A primeira delas é a do desejo do professor, ou seja, suas metas, suas preferências, seus sonhos, sua relação mais íntima e pessoal com a profissão que escolheu. Um segundo aspecto, que vamos priorizar, é da sua inserção no trabalho coletivo na escola, sua interação com os colegas professores, outros membros da equipe escolar e com seus alunos, sua didática, sua capacidade e reverter sua formação e sua experiência em mais qualidade nas suas aulas e nas demais atividades que realiza na escola.

Considerando a premissa acima, cabe ao próprio profissional definir seu itinerário formativo, recebendo do sistema de ensino toda a assistência necessária para fazê-lo. Entretanto, como auxiliar este profissional a definir o itinerário formativo mais adequado? Em primeiro lugar é preciso que ele conheça e expresse com a maior clareza possível suas dificuldades, necessidades e desejos. Isto é, a auto-avaliação deve ser parte integrante, inicial e necessária, do próprio itinerário formativo. Entretanto, não é fácil para qualquer pessoa auto avaliar-se, sobretudo para os profissionais do magistério no atual momento da rede estadual de ensino, pois tal prática não tem sido incentivada e incorporada no seu cotidiano.

É preciso que se desenvolvam metodologias adequadas para esta finalidade e que os professores, e demais integrantes do quadro do magistério, bem como os gestores educacionais, sejam devidamente capacitados para apreender, dominar e aplicar tais metodologias.

Um ponto de partida, entre outros possíveis, para compreendermos a necessidade e importância do processo de auto-avaliação na definição do itinerário formativo do profissional do magistério pode ser encontrado em Edmund Husserl, um dos teóricos da fenomenologia.

A fenomenologia de Husserl busca compreender os fenômenos, ou seja, todos os objetos e acontecimentos, não como se expressam no mundo, mas como são vividos na consciência, os atos e os correlatos dessa consciência. Ou seja, os objetos estão no mundo como são, mas depende de cada sujeito apreender sua essência, depende de sua capacidade de percebê-la. A consciência, assim, é o pólo que, a partir de si mesmo, conecta e sintetiza todas as vivências. A fenomenologia trata da descrição de fenômenos, entendidos como atos de conhecimento, no sentido puramente cognitivo e não psicológico.

Para Husserl a consciência traz em si, potencialmente, todo um universo de possibilidades de existência e são as experiências vividas que dão efetividade às escolhas feitas pela consciência. Assim ele opõe seu método investigativo, fenomenológico, à objetividade cientifica. Para ele, o mundo objetivo da ciência é fundado na experiência e no pensamento pré-reflexivo ou pré-científico, tem o seu fundamento na formação subjetiva e por isto só uma investigação que remonte à subjetividade pode alcançar o sentido do ser no mundo, pois ela é fonte tanto para o pensamento pré-reflexivo quanto científico ou reflexivo.

Em resumo, pode-se dizer que para a fenomenologia a consciência não é uma substância, no sentido de “alma”, ma ela é intencional, no sentido de ser “consciência de algo”, constituindo-se de atos (percepção, imaginação, paixão) com os quais visa algo. As vivências do indivíduo, suas relações com o mundo, são a sua consciência.

Desta forma, o método fenomenológico oferece ao indivíduo uma possibilidade de auto-conhecimento e auto-avaliação, a partir do exame de seu conhecimento, ou seja de sua consciência, de sua própria essência; pois, para a fenomenologia, o ser, verdadeiro, real, consiste em conhecer-se, a partir da relação do sujeito com o mundo. Ser é conhecer. Conhecer é relacionar-se, trocar informações com todos os objetos que estão no mundo. Desta teoria pode derivar um método possível para a auto-avaliação dos profissionais do magistério para fins da construção de seu itinerário formativo, lembrando, porém, que o foco do profissional do magistério, a partir de suas necessidades individuais, deve ser, fundamentalmente, melhorar seu trabalho, para agregar mais qualidade ao processo ensino-aprendizagem nas escolas públicas estaduais.

Quando realizar a auto-avaliação?

Devemos, ainda, responder a outra pergunta: em que momento deve se dar a auto-avaliação deste profissional para fins da construção de seu itinerário formativo?

Quanto ao profissional não-efetivo, acreditamos que este momento deve ser definido por ele próprio, em conjunto com o coordenador pedagógico da escola, eventualmente consultando a direção da escola. Mas nos concentraremos nos profissionais efetivos, concursados, para o quais é mais fácil desenvolver o raciocínio. Acreditamos que o primeiro momento no qual o profissional deve realizar sua auto-avaliação é o terceiro ano do estágio probatório, quando estará sendo avaliado para todos os demais efeitos. Entretanto, cremos que esta auto-avaliação para fins de itinerário formativo, não deve ser obrigatória neste momento. Trata-se de uma prerrogativa do profissional, que poderá optar por realizar esta auto-avaliação em outro momento. Entretanto, o profissional em questão deve ser alertado de que a formação continuada será tanto mais proveitosa e revertará em benefícios para a sua atuação (e para a sua carreira), quanto mais cedo for iniciada.

Quanto aos professores efetivos que já estão na rede há mais tempo, deve-lhes ser facultado determinar o momento em que desejam auto avaliar-se para esta finalidade, tendo em conta que a partir de um certo momento da carreira já não se justificará, nem será proveitoso para a carreira, iniciar este itinerário formativo.

Também deve ser facultado a todos os profissionais, indistintamente, a possibilidade de novamente auto avaliar-se, para definir temáticas e caminhos de seu itinerário formativo.

Caminhos possíveis para o itinerário formativo

Com relação ao itinerário formativo, em si mesmo, cremos que a matriz que foi discutida na comissão paritária é um excelente ponto de partida. Ela busca responder às dimensões do trabalho do profissional do magistério, particularmente do professor. A partir dela deve ser organizada a oferta de cursos e demais atividades formativas.

Para definir seu percurso, o profissional deverá focar naquela(s) dimensão(ões) de seu trabalho na(s) qual(ais) se localizam suas maiores deficiências, desejos ou possibilidades, devendo sempre ter em mente que a formação continuada visa, em primeiro lugar, suprir carências, limitações e dificuldades, pois o objetivo é melhorar o trabalho do profissional.

Aos sistemas de ensino cabe oferecer-lhe os cursos e atividades que correspondam a essas necessidades, mas de forma a articulá-los oferecendo ao profissional um verdadeiro percurso. A forma modular pode responder bem a esta necessidade, pois embora cada módulo seja uma unidade temática autônoma, com caráter de terminalidade, portanto certificável para efeitos de progressão na carreira e outras finalidades, eles podem compor unidades maiores e mais amplas, configurando cursos de maior duração.

Dito de outra forma, acreditamos que os cursos e atividades de formação continuada que farão parte do itinerário formativo dos profissionais do magistério devem combinar módulos destinados a atender necessidades práticas, pontuais e/ou imediatas com outros módulos que se destinem ao aprofundamento teórico de temáticas necessárias ao processo ensino-aprendizagem, no caso dos professores, ou a questões pedagógicas, gestão escolar e outros aspectos do funcionamento das escolas e do sistema.

Porém, é preciso que o sistema não foque excessivamente a oferta de cursos em um menu predeterminado, inflexível. O itinerário formativo deve comportar também escolhas pessoais do profissional, desde que plenamente justificadas, para a realização de cursos destinados a outras áreas do conhecimento. A interdisciplinaridade deve ser valorizada e incentivada, por ela é a base de novas formas de apreensão, produção e transposição do conhecimento, sintonizadas com o as características e os ritmos do mundo contemporâneo.

Podemos pensar num processo de formação que combine módulos, agrupados em determinados graus de aprofundamento das temáticas, que serão percorridos pelo profissional na medida em que avalie as etapas anteriores e se sinta motivado a continuar o percurso. Cabe ao profissional, com o auxílio das estruturas que serão definidas, combinar, acelerar ou retardar seu processo de formação, desde que essas decisões estejam inseridas num percurso previamente definido (a partir de sua auto-avaliação) comportando ajustes e correção de rumos.

Formação significa mais qualificação, que pode resultar, ainda, em maior titulação dos profissionais do magistério. Mas é preciso não perder de vista que o objetivo maior não é o de aumentar a titulação destes profissionais e sim de qualificar e valorizar seu trabalho para que resulte em mais qualidade de ensino, maior motivação para o exercício da profissão e, também, combinados com estes objetivos, maior evolução na carreira. Evidentemente, a maior qualificação para o exercício de seu trabalho e o contato com novos autores e novas bases teóricas poderá motivar muitos destes profissionais a buscarem elevar sua titulação.

A formação continuada deve se dar no local de trabalho

Não se pode deixar de observar que um novo processo de formação, como o que vimos discutindo e elaborando, exigirá da Secretaria da Educação e de suas estruturas, sobretudo a Escola de Formação e as diretorias regionais de ensino, uma outra dinâmica de trabalho, não apenas para responder, com eficiência e qualidade, às novas demandas que surgirão, como, também, para realizar todo o processo de avaliação da participação nos cursos e atividades formativas e suas repercussões na carreira.

Entretanto, é na escola que as grandes mudanças devem acontecer. Os horários de trabalho pedagógico coletivos, ampliados pela aplicação correta da lei 11.738/2008 (lei do piso salarial profissional nacional), devem se constituir no lócus privilegiado desta formação continuada. No nosso entender, o sistema de ensino deve firmar convênios com as universidades públicas e demais agências formadoras reconhecidas para que ministrem cursos para os professores no interior das escolas.

Desta forma, não apenas o professor poderá expressar durante os cursos suas experiências e dificuldades concretas, bem como contribuições baseadas na sua experiência e na aplicação prática das teorias educacionais, influindo na própria formação inicial oferecida pelas universidades, como as universidades poderão contribuir diretamente para o aprimoramento da formação teórica dos profissionais do magistério. Nesta via de mão dupla, aproxima-se a escola real, aquela do dia-a-dia dos professores, daquela escola ideal, com a qual sonhamos e queremos construir.

São essas nossas contribuições iniciais para uma reflexão sobre a instituição do itinerário formativo como uma das formas de evolução não acadêmica na carreira dos profissionais do magistério. Reafirmamos a nossa certeza de que será um avanço para a educação pública e elemento motivador e enriquecedor das práticas diadático-pedagógicas dos professores e demais profissionais.

Pressupostos para o itinerário formativo

A auto-avaliação dos professores (assim como dos demais profissionais do magistério), deve conduzi-los à definição de um itinerário formativo que responda a suas necessidades e às necessidades da escola e do sistema de ensino. Para tanto, é preciso que sejam definidos pressupostos que apontem elementos para que o professor interessado faça sua auto-avaliação. Uma das possibilidades seria embasá-la com questões que o levam a este objetivo. um calendário e uma metodologia, além de materiais de suporte, para que o resultado final deste processo de auto-avaliação contribua para a demanda de cursos a serem oferecidos pelo sistema esteja de acordo com a percepção dos professores quanto àquelas questões e assuntos para os quais não se sentem suficientemente preparados.

Tomemos o exemplo de um professor de Língua Portuguesa que se depare com um aluno com dislexia. Num primeiro momento, poderá não estar preparado para reconhecer e lidar com esta questão. Muitas vezes este professor responsabiliza-se ou responsabiliza professores anteriores da criança pela existência do problema. Nas condições atuais, para trabalhar com este aluno, ele terá que buscar formação pelos seus próprios meios e, ao final, poderá descobrir que a questão é resultante de fatores externos à sala de aula. Deve-se, na verdade, a problemas familiares. A origem pode estar no pai, e não na criança. O(a) professor(a) terá que interagir com esta família, com os pais, para resolver o problema de aprendizagem daquela criança.

Outro exemplo é o da escrita espelhada. Até que fossem divulgados os estudos de Emília Ferreiro simplesmente a criança era reprovada ou se dizia que tinha problemas de aprendizagem. Depois da descoberta de que o itinerário de alfabetização da criança passa pela escrita espelhada, e a partir da teoria desenvolvida por Emilia Ferreiro, tendo como base a neurolinguística, é que pudemos constatar o avanço que as crianças têm, se respeitada esta fase da alfabetização. Enfim, podemos demonstrar vários casos de dificuldades de aprendizagem. O desenvolvimento da neurociência permite desvendar como o conhecimento se constrói através das áreas do cérebro; quando estimuladas, a criança tende a escolher a área de seu interesse – matemática, linguagem, música etc.

São exemplos de problemas que os professores vivenciam e que devem ter respostas em seus itinerários formativos, para que eles possam cumprir o papel de suprir as necessidades dos professores e do processo ensino-aprendizagem.

Maria Izabel Azevedo Noronha
Presidenta da APEOESP Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo
Membro do Conselho Nacional de Educação
Membro do Fórum Nacional de Educação

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Artigo 22: TJ publica sentença favorável a ação da APEOESP Professores aprovam calendário de mobilizações

45 Comentários Add your own

  • 1. Sidnei Ribeiro de Moraes  |  17/04/2012 às 13:05

    Apenas acrescento que a formação precisa ser mais objetiva. Exemplo: sou professor de Física. Preciso conhecer vários métodos de abordar o mesmo assunto para atingir uma classe hetereogênea e informalmente “multisseriada”, digo, com alunos sem conhecimento prévio para frequentarem aquela série. Sem contar a inclusão de fachada, pois no ensino médio ela inexiste para alunos com alguma deficiência. Eles ficam ali, de paisagem. Ou alguém acha que um professor vai poder deixar 30 alunos calmos e tranquilos enquanto atende um aluno de inclusão, sem nunca ter sido preparado para isso?Preciso de técnicas para utilizar computadores em rede para fazer avaliações, assim como simulações de situações problema. Construir um blog interativo para atividade com os alunos. A SEE gosta de falar das iniciativas individuiais a respeito, mas e ela? O que tem feito para atingior o “grosso” da tropa? Não precisamos de excessões e sim de atividades educacionais que sejam “regra”.Em suma, preciso conhecer novas técnicas que me ajudem a atingir os alunos, preciso de técnicas de neurolinguística para influenciá-los positivamente, mas preciso disso em um curso oferecido pelo estado e que não seja no meu horário de folga. Tudo isso eu procuro por mim mesmo, mas preciso interagir com quem tem os mesmos problemas e não com pedagogos de gabinete. Será que isso vai acontecer algum dia?

    Responder
    • 2. apeoesp  |  22/04/2012 às 21:01

      Prezado professor Sidnei,
      Exatamente professor. Esta é a dicussão que estamos fazendo no âmbito da comissão paritária. Quando você identifica suas necessidades formativas, afirmando que precisa conhecer novos métodos para trabalhar nas condições objetivas de uma classe multisseriada, você está realizando uma auto-avaliação e apontando à Secretaria da Educação uma demanda. Este é a sistemática que queremos implementar, na qual os professores definam seu itinerário formativo a partir de uma auto-avaliação inicial, orientada, para que a Secretaria não ofereça cursos aleatoriamente, que muitas vezes nada têm a ver com as demandas e necessidades concretas dos professores.
      Mas não basta que exista a demanda e que existam os cursos, é preciso que os professores tenham as condições necessárias para frquentá-los, não às próprias custas, em fins de semana e feriados, mas de forma integrada à sua jornada, no próprio local de trabalho, nos espaços coletivos, sendo os cursos realizados em convênios entre a SEE e as universidades públicas, para que respondam às necessidades da escola real, mas tendo em perspectiva a escola ideal pela qual todos lutamos. Por isso estamos lutando pela jornada prevista na lei do piso, que destina no mínimo 1/3 do total de aulas para as atividades extraclasses. É nesta dimensão formativa, do trabalho coletivo, da elaboração e implementação de um projeto político-pedagógico que agreque mais qualidade ao processo ensino-aprendizaagem levando em conta o contexto real da escola e da comunidade que a cerca, que ganha sentido a jornada do piso.
      Para nós, a carreira não pode estar descolada da melhoria da qualidade do ensino, pois o professor não é um trabalhador qualquer. Ele forma pessoas e precisa, para tanto, também estar bem formado, atualizaado, valorizado, bem remunerado e com perspectivas de crescimento profissional, sem ter que abandonar seu trabalho em sala de aula. Ao contrário, se dispuser das condições adequadas para isto, seu trabalho em sala de aula será mais gratificante, mais qualificado e resultado na melhoria da aprendizagem de seus alunos.
      Bebel

      Responder
  • 3. mmaquim  |  17/04/2012 às 18:28

    Bebel, teremos alguma postagem sua essa semana falando da reunião com a secretaria de educação na segunda feira?

    Responder
    • 4. apeoesp  |  18/04/2012 às 03:27

      Prezado professor Mmaquim,
      Foi uma reunião ordinária da comissão paritária de gestão da carreira. Nesta reunião, além da pauta normal dos estudos da carreira, reafirmamos a necessidade de discussão imediata da jornada da lei do piso.
      Bebel

      Responder
  • 5. Felipe  |  18/04/2012 às 23:15

    Bebel, a Apeoesp entrou com coletivo para a Remoção de ingressantes?

    Responder
    • 6. apeoesp  |  19/04/2012 às 10:08

      Prezado professor Felipe,
      A ação é individual. A justiça não aceitou ação coletiva.
      Bebel

      Responder
  • 7. Vilma  |  19/04/2012 às 08:29

    Cara Bebel,
    Novamente elogio seu texto e o comentário do professor Sidnei acima.
    A fórmula mágica não existe. Sabemos dos problemas existentes
    nas escolas quanto á desestruturação familiar, a família deixou de ser, infelizmente, a base da sociedade. Convivemos com problemas sociais seríssimos de jovens e adolescentes descomprometidos e sem rumo por N motivos. Falta-nos um psicólogo nas escolas para tratar, principalmente, dos pais…

    Nossa jornada cansativa demais, salas com 35 a 40 alunos, como dirigir uma aula bem dada nas atuais condições?
    A autoavaliação é feita diante dessa situação…

    Não sobra tempo hábil para os cursos. Não temos um treinamento objetivo para lidar com as novas situações que se apresentam e com os novos papeis que estamos assumindo…

    O site da SEE é utópico…

    Abraços

    Responder
    • 8. apeoesp  |  19/04/2012 às 10:06

      Prezada professora Vilma,
      Muito obrigada.
      Bebel

      Responder
  • 9. Fátima  |  19/04/2012 às 16:39

    Prezada Presidenta Isabel,
    no ano passado o Secretário anunciou, no próprio site da SEE, que cada DE disporia de um psicólogo, um fonoaudiólogo e um médico para visitar as escolas e cuidar da saúde dos profissionais da educação, mas até agora não vi a promessa ser cumprida. O que aconteceu?
    Fátima

    Responder
    • 10. apeoesp  |  20/04/2012 às 00:33

      Prezada professora Fátima,
      É mais uma promessa deste governo que não se cumpre. Falam muito, mas pouco fazem pela educação pública.
      Bebel

      Responder
  • 11. nikinha  |  19/04/2012 às 18:50

    Então amanhã haverá a greve geral?

    Responder
    • 12. apeoesp  |  20/04/2012 às 00:34

      Prezada professora Nikinha,
      Não sei o que os professores vão deliberar. Você considera que há mobilização suficiente para uma greve?
      Bebel

      Responder
      • 13. Jogeo  |  20/04/2012 às 00:52

        Eu respondo…

        Já houve na última paralisação, mas não deram continuidade porque dizem que os professores não concordaram.

        Decidam de uma vez e deem sequência na paralisação!!!

        Ou não havia professores suficientes como afirmou o estado???

      • 14. apeoesp  |  25/04/2012 às 02:58

        Prezado professor Jogeo,
        A greve imediata foi colocada em votação e rejeitada. Os professores avaliaram que é necessário maior preparação para que uma greve seja possível. Veja, até mesmo pessoas que se dizem favoráveis à greve sequer foram à assembleia.
        Bebel

  • 15. wagner  |  19/04/2012 às 20:10

    Da forma como está a educação pública hoje, onde só a frequência a no mínimo 75% das aulas contam para que o aluno venha ser promovido para o ano/série seguinte; onde o aluno menor de 18anos conta com o amparo da lei para desrespeitar a quem bem entender, qualquer curso oferecido oferecido aos professores será sinônimo de estar jogando dinheiro fora. A melhor opção é lutar que esse dinheiro deixe de ir parar nsa mãos dessas entidades que se beneficiam destes cursos inócuos e que venha a reforçar o salário dos professores que efetivamente estão em sala de aula suportando toda diversidade de desrespeito que tanto conhecemos .

    Responder
  • 16. IZABEL  |  20/04/2012 às 03:24

    OLÁ BEBEL! TUDO BEM? SOU CATEGORIA O E TENHO AULAS EM DUAS ECOLAS, MAS EM UMA ESCOLA QUEREM COMPLETAR MINHA CARGA, POSSO DESISTIR DAS AULAS QUE TENHO NA OUTRA ESCOLA AMPARADA PELO ARTIGO13 da Resolução SE-77/2011 OU NÃO? DESDE JÁ OBRIGADA E UM GRANDE ABRAÇO! PROFª IZABEL.

    Responder
    • 17. apeoesp  |  25/04/2012 às 02:51

      Prezada professora Izabel,
      A APEOESP defende a livre escolha do professor. O Estado não respeita este direito e dificulta a desistência de aulas. Procure o departamento jurídico na sua subsede para melhor orientação.
      Bebel

      Responder
  • 18. professores  |  20/04/2012 às 09:41

    Bebel, ontem, em minha escola o assunto era a “desaposentadoria” dos professores que se aposentaram contando o tempo de licença saúde, no site da UDEMO existe um documento que foi enviado ao antigo DHRU, dizendo que o mesmo quando sugere que não seja contado o tempo de LS para o fim de aposentadoria, contraria a própria orientação dada há tempos atrás.
    Conversei com minha secretária de escola e ela disse que ele restão certos, só que fui pesquisar e existe a lei que determina que o tempo de LS deve ser contado.
    O que fazer agora, mais uma vez este governo está passando por cima da lei e não menção alguma sobre isso aqui e no CPP.
    O que está acontecendo? Estamos estarrecidos!
    Por favor, nos esclareça!

    Responder
    • 19. apeoesp  |  22/04/2012 às 20:03

      Prezados professores,
      A APEOESP tem reunião agendada com a SPPrev no dia 26 de abril e está agindo judicialmente contra esta ilegalidade.
      Bebel

      Responder
  • 20. marcelo  |  22/04/2012 às 16:18

    Bebel, este calendário é uma vergonha. Cada vez terá menos gente nas assembléias, e por uma razão bastante óbvia: não há mobilização por parte do sindicato. Até hoje, ninguém da Apeoesp foi a escola onde trabalho. Vocês estão contando com uma vitória meramente jurídica, e assim, alimentam esperanças dos professores , alienando-os cada vez mais os professores de sua luta concreta. Lamentável…
    Marcelo

    Responder
    • 21. apeoesp  |  22/04/2012 às 19:41

      Prezado professor Marcelo,
      Gostaria de saber qual é a sua região. A orientação para todas as subsedes é visitar as escolas, conversar com os professores e manter a categoria mobilizada.
      Bebel

      Responder
    • 22. Luciene  |  23/04/2012 às 23:51

      Concordo plenamente com seu comentário, professor Marcelo. Deixar a mobilização e a conscientização dos docentes nas escolas sob a responsabilidade dos REs não ajuda a agregar mais colegas à mobilização. O sindicato não deve ser um fim em si mesmo para uma elite sindical, que brigam entre si e ignoram seu real motivo de existir.Todos devem deixar seus pedestais e carros de som e botar a mão na massa, como verdadeiros líderes devem fazer. Quantos piquetes Lula não fez em portas de fábricas? Dirigir sindicato não é privilégio, é responsabilidade. Espero que meu comentário não seja censurado.

      Responder
      • 23. apeoesp  |  24/04/2012 às 10:09

        Prezada professora Luciene,
        O sindicato não “deixa” a mobilização para os REs. Os REs são parte fundamental da estrutura sindical. A razão de sua existência é fazer a interlocução entre os professores e a direção do sindicato e vic-versa. Asseim como os conselheiros estaduais e os diretores estaduais e regionais têm a função de organizar a vida sindical e mobilizar as regiões, dentro de cada escola cabe ao RE debater as questões de interesse dos professores e ajudar a mobilizá-los nos momentos decisivos. Isto não significa desconhecer as dificuldades que existem. Estamos falando do funcionamento tal como deveria ser, mas sabemos que existem obstáculos. Por isso a orientação é que as subsedes, por meio de seus conselheiros, assim como os diretores do sindicato, visitem as escolas, reúnam os REs para orientá-los, debatam com os professores e os esclareçam. Ninguém está em pedestal. Leia os boletins, acompanhe o site da entidade, informe-se e verá tudo o que está sendo feito. Não passamos um dia, um minuto, sem lutar pela nossa categoria.
        Bebel

  • 24. mimi  |  23/04/2012 às 16:45

    ola bebel,concordo c/ o prof. marcelo.aqui na zona norte em sp,ninguem sabia da paralisaçao.leciono na ee.judith guimaraes,e aqui como em outras escolas da regiao,o sindicato nem aparece,a nao ser em epoca de eleiçao.quando ligamos p/ a subsede,atende uma moça muito educada chamada alda,que e a secretaria,porem nunca conseguimos falar c/ ninguem,p/ tirarmos duvidas.somos todos associados ha muito tempo(eu ha 25 anos)e quando precisamos do sindicato,nao temos respaldo(falo isso pela subsede norte).por favor cobre mais desempenho dos conselheiros aqui da zona norte.quem sabe assim nas proximas paralisaçoes tenha um numero maior de professores,p/ enfrentarmos este governo mentiroso.abs

    Responder
    • 25. apeoesp  |  25/04/2012 às 02:54

      Prezada professora Mimi,
      Para esta nova fase de mobilização faremos uma ampla campanha de esclarecimento, utilizando muitos instrumentos. Vamos trabalhar para que toda a categoria tome conhecimento de todos os passos do movimento.
      Bebel

      Responder
    • 26. Luciene  |  25/04/2012 às 03:17

      Pois é, professora Mimi, parece que alguns membros do sindicato não estão cumprindo suas funções, deixando não só seus associados, mas os professores de um modo em gera com um sentimento de abandono. Essa distância entre os docentes e o sindicato é que causa a baixa adesão às mobilizações da categoria. Enquanto o sindicato não reconhecer estas falhas, os professores continuarão dispersos em suas dificuldades. Fazendo olhos de cego, a Apeoesp está perdendo oportunidades de crescer.

      Responder
      • 27. apeoesp  |  28/04/2012 às 12:53

        Prezada professora Luciene,
        Como toda organização, a APEOESP também comete falhas. Nossas subsedes são dirigidas por pessoas de diversas correntes de pensamento e há, sim, disparidades entre uma e outra. Mas nosso sindicato luta sempre. Não com críticas persistentes à entidade que ela irá melhorar, embora a crítica seja necessária e benéfica. É com o trabalho de todos, conversando, esclarecendo e mobilizando os colegas. Não há outra forma de movimentar uma gigantesca categoria de mais de 200 mil professores.
        Bebel

  • 28. Marcos  |  24/04/2012 às 18:59

    Muitos professores acumulam cargos em outras redes, portanto, os cursos não podem apenas atender a uma rede, devem ser chancelados por universidades para que possamos evoluir na duas carreiras. Inclusive a DE de Carapicuiba recusou meus titulos de psicomotricidade de 30hs e 180hs feitos pela FAPI, Faculdade de pinhais, pedi recurso pedindo justificativas. Pois a rede municipal aceitou os mesmos.
    Então é preciso estar atento a isto, me como o mestrado que estamos impedido de ter bolsa por termos acúmulo, é preciso ser revisto e serem oferecidos pelas Universidades Estaduais de forma gratuita para os professores sem tanto apadrinhamento para acesso.

    Responder
    • 29. apeoesp  |  25/04/2012 às 03:15

      Prezado professor Marcos,
      Os aspectos que você levanta são importantes e devemos observá-los quando da operacionalização do itinerário formativo. Entretanto, devemos lembrar que estamos falando da carreira do magistério da rede estadual de ensino e que os entes federados são autônomos em função do pacto federativo.
      Bebel

      Responder
      • 30. Marcos  |  26/04/2012 às 19:56

        Quero agradecer sua resposta, mesmos com discordâncias percebo sua disposição em atender nossas indagações, parabéns pela atuação no CNE.

      • 31. apeoesp  |  28/04/2012 às 12:15

        Prezado professor Marcos,
        Muito obrigada. As divergências são naturais, mas todos temos pontos em comum, que nos permitem caminhar juntos.
        Bebel

  • 32. Luciene  |  26/04/2012 às 13:54

    Hoje liguei para o Depto. de Legislação e Defesa do Associado para tirar dúvidas sobre jornada de trabalho, se nós trabalhamos e recebemos por quatro ou cinco semanas, e a resposta que obtive foi “depende do mês, tem mês que tem quatro semanas e tem mês que tem cinco semanas”. Isto é óbvio; então quer dizer que há meses que trabalhamos e ganhamos por quatro semanas, outros cinco semanas. Ora, então nossa jornada diária mudem a dependendo do mês ou trabalhamos mais? Este é um tipo de problema que afasta os professores do sindicato, pois, se questionamos a competência da Apeoesp para questões simples e corriqueiras, que dirá para as grandes questões de interesse da categoria? Enquanto isso, aqui no blog temos nossos comentários críticos censurados. O governo faz a mesma coisa: rebate as críticas, afirma categoricamente estar trabalhando para melhorar as coisas, ignora e combate autoritariamente as críticas.

    Responder
    • 33. apeoesp  |  28/04/2012 às 12:37

      Prezada professora Luciene,
      Não é verdade que os comentários críticos sejam censurados no blog. Não são publicados comentários com ataques pessoais ou que incentivem desunião, desfiliação do sindicato, fragmentação da nossa luta.
      Quanto à sua crítica, ela procede. Nenhum departamento da APEOESP pode dar respostas evasivas, sobretudo se for aquele especializado, como é o departamento jurídico. Mas você se equivoca ao comparar o sindicato ao governo. O governo não trata mal o professor devido a uma falha, mas porque tem uma política e a aplica a qualquer preço e quer manter o professor submisso. O sindicato, ao contrário, tem no professor sua razão de existir. As falhas ocorrem, mas não alteram esta realidade.
      Em relação à questão que você levanta, os salários são calculados sobre cinco semanas, incluindo o descanso semanal remunerado.
      Bebel

      Responder
  • 34. CLAUDIA FREITAS  |  03/05/2012 às 13:45

    A última evolução que tivermos foi em 2007 e de acordo com a LEI COMPLEMENTAR Nº 1.143/2011, dispõe sobre a reclassificação de vencimentos e salários dos integrantes do Quadro do Magistério da Secretaria da Educação que alterou o Artigo 22 da Lei Complementar nº 836/1997 (Evolução Funcional). Todos os docente passam a ter direito a uma nova evolução. Como fica esta questão? Temos que cobrar mecanismos para isso!

    NOVA REDAÇÃO
    I – para as classes de Professor Educação Básica I e Professor Educação Básica II:
    a) do Nível I para o Nível II – 4 (quatro) anos;
    b) do Nível II para o Nível III – 4 (quatro) anos;
    c) do Nível III para o Nível IV – 5 (cinco) anos;
    d) do Nível IV para o Nível V – 5 (cinco) anos;
    e) do Nível V para o Nível VI – 4 (quatro) anos;
    f) do Nível VI para o Nível VII – 4 (quatro) anos;
    g) do Nível VII para o Nível VIII – 4 (quatro) anos

    Responder
    • 35. apeoesp  |  05/05/2012 às 13:13

      Prezada professora Cláudia,
      A comissão paritária de gestão da carreira, da qual eu participo, juntamento com o professor Fábio de Moraes, secretário geral da APEOESP, está discutindo novos critérios para evolução na carreira e também para promoção. O trabalho deve ser concluído até final de junho.
      Bebel

      Responder
      • 36. Mara  |  10/02/2014 às 13:01

        Olá
        Qual a situação atual da evolução funcional via acadêmica?
        Grata

      • 37. apeoesp  |  16/02/2014 às 15:42

        Prezada professora Maria,
        Foi publicado o decreto do governador. Agora é preciso a resolução do secretário para ser operacionalizada.
        Bebel

  • 38. Marcos  |  13/02/2014 às 11:57

    A secretária levou entre envio a DE, devolução etc quase 8 meses para sair minha evolução pela via não acadêmica, então pergunto: Tenho que esperar quatro anos a partir da publicação, ou independe disto, pois já estou a um ano de poder pedir novamente se fosse considerado apenas a o interstício de 4 anos.

    Responder
    • 39. apeoesp  |  16/02/2014 às 12:41

      Prezado professor Marcos,
      Não. O prazo conta desde a data em que você completou o último interstício.
      Bebel

      Responder
      • 40. Marcos  |  16/02/2014 às 14:20

        Agradeço a atenção, esta informação é muito importante. Abs

      • 41. Marcos  |  16/02/2014 às 18:38

        ]Sra Presidenta

        Desculpe, mas ainda não ficou claro para mim, hipoteticamente se eu tiver 15 anos e nunca pedi e tiver pontuação para evoluir do I para II, II para III eu poderia fazer isto de uma única vez?
        Sei que faz sentido, pois do contrário eu passaria uma vida inteira sem poder evoluir se contasse a publicação e não o interstício como Sra bem colocou.

        Att,

      • 42. apeoesp  |  23/02/2014 às 16:17

        Prezado professor Marcos,
        Nosso entendimento é que pode evoluir se tiver cumprido o interstício. Oriente-se melhor pelo telefone 11.33506214.
        Bebel

  • 43. Marcos  |  13/02/2014 às 11:59

    Essa comissão está se reunindo a quase três anos em não vemos nada de concreto até o momento.

    Responder
    • 44. apeoesp  |  16/02/2014 às 12:41

      Prezado professor Marcos,
      Foram publicados, em novembro e dezembro, os decretos do governador sobre a promoção e das evoluções funcionais pelas vias acadêmica e não acadêmica. Faltam, agora, as respectivas resoluções do Secretário da Educação para a operacionalização dos decretos. Com o recesso, não houve mais reuniões da comissão paritária, que devem ser retomada para que as resoluções entrem em vigor.
      Bebel

      Responder
  • 45. Marcos  |  16/02/2014 às 14:23

    Tenho acompanhado a reunião da comissão pelo site, estamos na expectativa. Abs

    Responder

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