SP precisa de uma nova política para o ensino médio

18/05/2012 at 01:29 37 comentários

Reportagem publicada em 17 de maio no jornal O Estado de S. Paulo informa que, segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), órgão do Ministério da Educação, a taxa de reprovação de alunos no ensino médio no Estado de São Paulo atingiu, em 2011, a média de 15,4%, superior à média nacional (13,1%).

Esta média de reprovação representa um crescimento de 11% em relação a 2010. Registre-se que o Brasil teve a pior taxa média de repetência desde que as estatísticas passaram a ser divulgadas, em 1999. Por possuir a maior rede de ensino em número de alunos, os resultados do Estado de São Paulo certamente ajudaram a elevar este índice.

Embora o resultado de São Paulo, como disse o Ministro da Educação, Aloizio Mercadante, mereça um estudo mais detalhado, o fato é que ele coloca o estado mais rico da federação entre os 8 piores do país no ensino médio. Isto evidencia a existência de graves problemas, alguns dos quais já vimos apontando.

O ensino médio hoje, não apenas na rede estadual paulista, precisa definir sua identidade. Ele já não atende as expectativas e as necessidades dos estudantes. Um sintoma deste fato é que a taxa de abandono dos estudos, em 2011, elevou-se a 5,3%, contra 5,2% em 2010. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional define como finalidades do ensino médio a preparação para a continuidade dos estudos, a preparação básica para o trabalho e o exercício da cidadania, porém isto não ocorre. As escolas não conseguem realizar a formação do estudante para o trabalho, assim como não consegue formá-lo suficientemente para a continuidade dos estudos em nível superior.

Neste sentido, as novas diretrizes curriculares nacionais para o ensino médio elaborados pelo Conselho Nacional de Educação (Parecer CNE/CEB 5/2011 e Resolução CNE/CEB 2/2012) representam um avanço muito importante para que o ensino médio possa definir sua identidade. A proposta é que se garanta a simultaneidade das dimensões – trabalho, ciência, tecnologia e cultura – por meio de uma organização curricular dinâmica e sintonizada com o mundo contemporâneo, de forma a tornar o processo educativo atraente para o estudante, não apenas pela transposição do conhecimento já acumulado, mas também pela possibilidade de construção de novos conhecimentos. Uma nova concepção de ensino médio, nesta perspectiva, exige uma articulação entre o ensino médio regular, a educação de jovens e adultos e a educação técnica profissionalizante, dentro de um mesmo projeto político-pedagógico. As novas diretrizes prevêem que, atendida a formação geral, incluindo a preparação básica para o trabalho, o ensino médio pode preparar para o exercício de profissões técnicas, por integração com a educação profissional e tecnológica. É preciso construir propostas pedagógicas sobre uma base unitária para todos, mas que possibilite situações de aprendizagem variadas e significativas, com ou sem profissionalização diretamente articulada.

No Estado de São Paulo falta prioridade e investimentos no ensino médio. As escolas, com raras exceções, não possuem as condições estruturais mínimas para um ensino de qualidade. Também a organização dos tempos e espaços escolares não propicia a aprendizagem, ignorando, por exemplo, a situação específica do aluno-trabalhador, notadamente do período noturno. Para este aluno, as novas diretrizes do ensino médio propõem, por exemplo, a ampliação da duração do curso para mais de 3 anos, com menor carga horária diária e anual, garantido o mínimo total de 2.400 horas.

O governo de SP opta por um caminho diverso, que não tem trazido resultados positivos. Agora, está implantando, em um número reduzido de escolas, o ensino médio de tempo integral. Além de não atender, do ponto de vista pedagógico, as dimensões previstas pelas novas diretrizes do ensino médio e não articular devidamente o ensino regular com possibilidades de ensino técnico e profissionalizante, a proposta prejudica professores titulares de cargo, que se não optarem pelo programa serão transferidos de escola, e encontra resistências entre os alunos, sobretudo os que já trabalham ou realizam outro curso no contraturno.

Como esperar bons resultados se a jornada de trabalho do professor não cumpre a lei do piso (lei 11.738/2008), que determina a destinação de no mínimo 33% desta jornada para atividades extraclasses? Este tempo é fundamental para que o professor se atualize, participe de atividades pedagógicas coletivas na escola, realize a elaboração e correção de provas e trabalhos em local de livre escolha (geralmente em sua própria residência) e participe de cursos de formação continuada no próprio local de trabalho.

Nosso estado precisa de uma política consistente para o ensino médio, que seja resultado do diálogo e do debate com professores, demais educadores, pais e estudantes e seja implantada em toda a rede estadual. A implantação de algumas “ilhas de excelência”, com melhora de estrutura e pequeno incentivo salarial aos professores que optarem pelo regime de dedicação integral não vai resolver os problemas evidenciados pela elevação da reprovação e da evasão escolar.

Maria Izabel Azevedo Noronha
Presidenta da APEOESP
Membro do Conselho Nacional de Educação
Membro do Fórum Nacional de Educação

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37 Comentários Add your own

  • 1. ANTONIO SÉRGIO FERREIRA  |  18/05/2012 às 11:02

    Olá, Bebel!!
    Trabalho em uma das escolas que foram pré-selecionadas para esse projeto absurdo. Ainda bem que o conselho de escola e a comunidade escolar perceberam que era uma grande armadilha e vetaram sua implantação. Continuamos receosos que alguma resolução nos imponha a mudança garganta abaixo, mas, dentro da prática democrática, dissemos claramente NÃO a mais esse ataque aos nossos parcos direitos.
    Para complementar nossa renda, temos de ter dois empregos. Contudo a lei que regulamenta a escola de tempo integral exige exclusividade por míseros 50% do pífio salário base. A ausência de cargos nesse novo modelo também deixa os professores à mercê das avaliações feitas pela DE. Se não agradar, perde o RDPI (adicional de 50%) e é removido ex ofício.
    Estou na rede paulista desde 2000 e não me lembro de nenhuma mudança proposta pelo psdb que não viesse acompanhada de retirada de direitos para os professores, mas dessa vez eles se superaram.
    Nossa única força continua sendo a Apeoesp e tenho plena convicção que não deixaremos passar em branco, sem denunciar, mais esse ataque do governo.

    Responder
    • 2. apeoesp  |  20/05/2012 às 18:36

      Prezado professor Antonio,
      Segundo a SEE, só será implantado o projeto nas escolas que decidam aderir, de forma que creio não haver mais este perigo na sua escola. Parabenizo-os pela decisão tomnada, pois não queremos “ilhas de excelência” na rede estadual de ensino. Qualidade é para todos.
      Bebel

      Responder
  • 3. mimi  |  18/05/2012 às 15:35

    bebel,bom dia,por favor preciso relatar algo q aconteceu comigo,p/ q todos os colegas fiquem atentos:pois bem,com esta reformulaçao das licenças medicas,q nao sao mais no dpme(q era pessimo,mudou p/ pior)fui convocada p/ pericia esta semana,na vila matilde,zona leste de sp (moro em santana),em uma clinica particular de nome BR,de propriedade do dr. marcio clinico geral,tambem perito do estado.ao chegar no local,as 7;00hs,minha pericia seria as 8:00h,fui atendida as 10:40min,pelo perito,q nem ao menos olhou direito os exames e relatorio medico,e ja foi dizendo q eu teria q refaze-los,la na clinica,pois caso o contrario,eu teria a capacidade laborativa negada,pois os exam es nao estavam de a cordo c/ os parametros exigidos pelo estado. QDO indaguei quais seriam esses parametros,o mesmo me deixou falando sozinha e saiu da sala.AO retornar,disse a ele,que iria fazer uma denuncia ao meu sindicato,pois aquilo era um crime,um roubo,e,q eu nao iria refazer exames coisa nenhuma.O mesmo disse-me q aguardasse a resposta no diario oficial.ESTOU AGUARDANDO,POREM PEÇO:BEBEL FAÇA ALGO A RESPEITO,POIS O QUE JA ERA RUIM PIOROU.colegas PROFESSORES FIQUEM ESPERTOS,POIS AGORA AS PERICIAS SAO FEITAS EM CLINICAS CUJO OS PERITOS SAO DONOS OU SOCIOS,E ESTAO GANHANDO C/ ISSO.

    Responder
    • 4. apeoesp  |  30/05/2012 às 02:52

      Prezada professora Mimi,
      Obrigada pelo seu relato. Vamos discutir este assunto com a SEE e com a Secretaria de Gesdtão Pública.
      Bebel

      Responder
  • 5. mimi  |  18/05/2012 às 15:44

    A CLINICA CITADA ACIMA,FICA NA RUA JOAQUIM MARRA,418,VILA MATILDE,

    Responder
  • 6. Leoni R Dantas  |  18/05/2012 às 16:45

    Esse ano tenho aulas de matemática com alunos do ensino médio, 30 aulas com alunos do 3º ano do E.M. Contabilizando, tenho 210 alunos e exatos 24 dominam a matemática, ou seja tem um bom pré-requisito. 60 alunos entendem, apesar da dificuldade e os demais, 126 alunos não sabem resolver potenciação, não sabem resolver expressões com frações. Significa que esses 126 alunos não sabem conteúdos de 7º , 8º e 9º anos. Os professores perguntam: Vamos reprovar esses alunos? E a resposta é não porque eles estão sendo “empurrados” desde o fundamental 1. Se NUMA escola de São Paulo existem 55,2% (126 alunos) que não sabem nada de matemática, então é assustador, se contabilizar todas as escolas de São Paulo. Mais uma situação caótica: esses alunos estão fazendo cursos paralelos nas ETECs. Os “vestibulinhos”, se é que existem não são sérios, pois os mesmos não sabem cálculos básicos e mal sabem fazer uma redação ou conjugar um verbo na primeira pessoa. Como estimular o ensino médio? Uma sugestão é ter uma sala de aula mais atraente a começar com um número reduzido de alunos. O governo iria lucrar muito se autorizasse salas de aula com 25 alunos. Uma sala com 25 alunos faz com que o professor se estimule mais e os alunos ficarão mais entusiasmados por serem únicos e tentem se ajudar para serem os melhores…

    Responder
  • 7. Fátima  |  18/05/2012 às 22:10

    Boa noite, Presidenta Izabel e colegas
    Trabalhei numa ETI e não vi melhora. Os alunos saíam às 5h, mas depois das 3h30 eles já não queriam mais ficar na escola. Creio que as escolas do Estado não oferecem estrutura para funcionar em tempo integral nem com alunos do EF e, muito menos com alunos do EM. Muitos dos alunos do EM trabalham e fazem outros cursos no contraturno. É só mais uma experiência para o governo “dizer” que fez algo inovador.
    Fátima

    Responder
    • 8. apeoesp  |  19/05/2012 às 18:53

      Prezada professora Fátima,
      Muito importanrte a informação que você traz. Não bastar os nomes das coisas, nem fazer projetos para mostrar. Eles têm que ser verdadeiros, têm significar melhoria efetiva para os alunos, e isto só é possível com muitos investimentos na estrutura, nas condições de trabalho, nos professores e, sobretudo, alterações curriculares e na organização escolar.
      Bebel

      Responder
  • 9. ROSANA  |  19/05/2012 às 00:51

    OLÁ! BEBEL
    POR FAVOR QUANDO A APEOESP IRÁ DENUNCIAR À “OIT” ( OS ABSURDOS DA LC 1093/2009 DOS DOCENTES DA CATEGORIA “O”)?
    COMO PODE OS DOCENTES DA CATEGORIA O TER OS MESMOS DEVERES QUE OS DOCENTES DAS DEMAIS CATEGORIAS E DESIGUAIS NOS DIREITOS?

    NEM TODOS DOCENTES DA CAT. O SÃO INICIANTES!

    OBRIGADA!

    ROSANA

    Responder
    • 10. apeoesp  |  19/05/2012 às 18:51

      Prezada professora Rosana,
      Já fizemos esta denúncia à OIT por meio de detalhado documento, mostrando todos os absurdos que ocorrem com os professores da categoria O. Estamos aguardando posicionamento daquele órgão. Ao mesmo tempo, estamos preparando campanha de denúncia sobre esta situação.
      Bebel

      Responder
      • 11. Jennifer Albuquerque  |  29/05/2012 às 21:26

        E quando vocês realizarão essa campanha?????
        Já não era pra ter acontecido, o tempo passa, e nada muda!!!!!
        A cada dia está insustentável… temos que trabalhar doentes, não temos plano de saúde, descontos no pagamento que ninguém consegue explicar e solucionar!!!!
        Vamos agir pessoal!!!!

      • 12. apeoesp  |  30/05/2012 às 02:29

        Prezada professora Jennifer,
        A campanha não é um momento. Ela já está em andamento. Já denunciamos a situação dos professores da categoria O à OIT. Já cobramos do secretário da Educação em reuniões restritas e nas audiências públicas soluções para este problema. Nossos materiais têm falado deste assunto. Nas assembleias este é um dos pontos da pauta. Já recolhemos junto aos professores as reclamações sobre descontos indevidos e falta de pagamento, encaminhamos à SEE e estamos cobrando que resolvam todos os casos. Já ingressamos com ações coletivas e individuais contra os descontos indevidos e contra o não pagamento de férias. Nos próximos dias, estaremos com anúncios em jornais, outdoors e busdoors que tratam deste e de outros problemas da categoria. Se nada mudou, não é por inação do sindicato e sim pela insensibilidade do governo. Por isso, é necessário que nossa assembleia do dia 15 de junho seja muito grande, na frente da Secretaria da Educação, para que o secretário veja que estamos unidos e mobilizados em torno de nossos direitos.
        Bebel

  • 13. alan  |  19/05/2012 às 01:35

    Boa Noite
    Professora Bebel
    No dia 15 de maio, foi publicado no diário oficial a convocação de milhares de professores readaptados ou em licença, para uma novo perícia para reavaliação. Estou readaptado a 03 meses é fui convocado para a perícia no dia 18/05/2011 ás 13:00 horas em um Centro clinico particular para a perícia é foi horrível, falta de organização e de preparo, tinha professores com problemas de voz, psiquiátrico, ortopédico entre outros. Não sei ainda o resultado da perícia, havia professores chorando ao sair do consultório, acho que o médico cancelou a minha readaptação. Gostaria que a apeoesp manifestasse sobre esta situação que milhares de professores estão passando e ouvi de muitos professores que o sindicato não estava sabendo desta situação.
    ATT
    Alan

    Responder
    • 14. apeoesp  |  19/05/2012 às 19:07

      Prezado professor Alan,
      Estou determinando ao departamento jurídico que analise a legalidade do ato. Ao mesmo tempo, a partir do resultado da nova perícia, caso lhe seja desfavorável, você deve procurar o departamento jurídico, na subsede, para verificar os instrumentos jurídicos disponíveis para contestar este resultado.
      Bebel

      Responder
    • 15. Junior  |  22/05/2012 às 23:14

      Oi Alan,tudo bem?Fui convocado para esta pericia,j’a faz tempo que o DPME vem convocando tanto professores,servidores do judiciario,sasaude etc… para aqueles que estao muito tempo em licenca saude esta pericia serve para ver se o servidor pode ser aposentado ou readaptado,ja que esta em licenca saude a bastante tempo e aqueles que estao readaptados,serao reavaliados podendo estes serem aposentados ,ja que readapatados e continuam em licenca ou se esta readapatado e esta apto ,eles estao fazendo reatornar para a funcao anterior a readaptacao,portanto e importante que o servidor ao ser convocado leve relatorio medico,exames pois se o servidor levar estes documentos e permanecer a incapacidade ele continua readaptado.Eu achei legal poder te responder ,pq leio o diario oficial todos os dias ,fui convocado ,levei os documentos que falri acima e a pericia me avaliou.

      Responder
      • 16. alan ueda  |  23/05/2012 às 10:33

        Bom dia Junilor
        Agradeço pela mensagem.
        Fico indignado pelo forma que é feito a perícia, no dia levei todos os atestados e relatórios do meu psiquiatra e da psicologa e o
        medico nem olhou os relatórios e a perícia levou 3 minutos para
        dar o laudo. A minha situação e do professor que pegou as minhas aulas foi decido neste tempo.
        ATT
        Alan

      • 17. Junior  |  29/05/2012 às 01:58

        entendo perfeitamente o que vc está querendo dizer,gostaria de pedir desculpas ,qdo te respondi a primeira vez eu estava em um netbook cujo teclado dificílimo de se usar .Eu lembro que ao passar nas perícias eu fui tão humilhado,teve vezes que eu senti vontade de chorar,as vezes eu perguntava pra Deus pq eu estava passando por tudo aquilo,doente e tendo que provar a marra que eu estava doente,laudos,exames e muitas vezes ouvia “vc é vagabundo”,tem que trabalhar,se está com esta doença,foi pq vc foi procurar,mal sabiam os efeitos colaterais que os rémedios me faziam,cheguei a pensar uma vez em desistir,porém pensei também que no período em que eu estava bem,com saúde eu servi ao Estado,trabalhei dignamente e pq no momento em que fiquei doente eu não iria fazer uso de um direito que eu tinha?Infelizmente qdo nós professores ingressamos no serviço público estadual como OFA,Efeivo,Categorias …etc somente são informados a nós os nosso deveres e não vamos estudar nossos direitos,eu fiquei durante quase cinco anos em licença consecutiva de 90 em 90 dias,fui readaptado ,não consegui retornar e fui aposentado,porém como faço tratamento de uma doença crônica e estou sempre no médico ,ele fazia o relatório descrevendo tudo que ocorria comigo,as minhas dificuldades,impossibilidades a evolução do quadro,limitações etc,levava sempre exames, apenas uma vez que eu fui prejudicado,foi qdo eu sai da sala o médico me entregou aquele papel em branco esperei os 90 dias e qdo saiu a publicação saiu 8 dias,entrei com recurso e aguardei e foi regularizado.Mais se vc está doente e se importa com a sua saúde ,tem família ,pessoa que dependem de vc ,seja prudente ,recolha seus laudos,receitas ,tudo que faz uso e faça valer o seu direito de cidadão.Um grande abraço.

  • 18. Sidclay Prazeres  |  19/05/2012 às 12:18

    Prezada professora,
    O estado precisa antes de mais nada de novos políticos e professores, que sejam capazes de formatar essa nova política.
    A queda de braço entre sindicato e governo ignora os estudantes e suas expectativas, consequentemente coloca em xeque o futuro da nação.

    Responder
    • 19. apeoesp  |  19/05/2012 às 17:38

      Prezado professor Sidclay,
      Acredito que não leu com atenção o que escrevi. Se ler, verá que não estou pregando nenhuma queda de braço, mas chamando a atenção para o que está errado e que tem provocado tantos maus resultados. Os professores não são corresponsáveis por esses resultados, porque nunca são ouvidos na formulação dessas políticas.
      Bebel

      Responder
      • 20. Sidclay Prazeres  |  01/06/2012 às 14:05

        Bom dia!!
        Todos somos corresponsáveis, afinal estamos no processo e elegemos nossos representantes.
        Novos políticos e novos professores, não com idéias novas mas com práticas que realmente levem em consideração os estudantes e seu futuro.

  • 21. claudia noronha  |  19/05/2012 às 13:43

    Não é apenas o ensino médio que precisa de uma reformulação, me perece que tudo na educação precisa mudar. Isso é fato, falado em todos os campos da sociedade, mas, na minha modesta opinião, a mudança tem que ocorrer é na sociedade, e (utópicamente) na politica. Estar atuando na educação nos da uma visão desastrosa de como a família esta desestruturada e joga nas costas da escola a responsabilidade de educar seus filhos, escola hoje se tornou sinônimo de depósito de gente! É muito comum, em reuniões de pais, ouvir das famílias a seguinte frase: “Eu não dou conta desse menino ou Já não sei mais o que fazer com ele(a)!! E cabe a escola saber??? Não há punição, não há cobrança e mesmo se houver, eles não cumprem com seus deveres, bom… a minha escola é só de ensino fundamental l, crianças de 6 a 11 anos!! Pasmem!! E é o ensino médio que tem que mudar? São os professores os culpados? É a escola que não funciona? Ou é tudo isso temperado com a falta de responsabilidade da família?
    Bom… e o governo continua a dar suas “BOLSAS”, seus “kits”…A sociedade continua a cobrar, e o professor…….Bem o professor continua a sua saga carregando a culpa do mundo nas costas.

    Responder
  • 22. Sandra M. Rossi  |  19/05/2012 às 15:11

    Eu não sei o que é pior: a Secretaria da Educação com suas regras abritárias e declarações do secretário que parece se referir à educação do Canadá (lousas digitais, 40% do conteúdo informatizado…) ou a APEOESP cujos representantes (da presidente até os conselheiros) não sabem ler (tome o exemplo da Lei do Piso) ou preocupam-se somente em defender os direitos dos professores contratados (muitos que não tiveram ao menos a capacidade de passar em concurso).
    É complicadíssima a situação do professor do estado de SP que tem boa formação (porque se esforçou para isso) e continuou estudando ao longo dos seus mais de vinte ano no magistério. Isso porque o aumento de 20% a cada três anos (que o professor sabia que conseguiria, pois já tinha tirado 9,5 na primeira prova) agora só é possível sabe-se lá quando. Afinal,para cada prova somente 10%. Mas 10% para todos…Todos que tirarem 6 ou 7!!!
    Seis ou sete!?!! Para uma escola pública que precisa de qualidade para atender uma população cuja única oportunidade de vida melhor é a educação!
    E o Sindicato acha que deve lutar pelos direitos dos professores que não querem estudar! Como um professor que não estuda pode fazer com que alunos aprendam? É lamentável!!!
    É uma pena que tenha me associado APEOESP e contribuído tantos anos para a manutenção da imbecilidade na educação de São Paulo.

    Responder
    • 23. apeoesp  |  19/05/2012 às 16:47

      Prezada professora Sandra,
      Sua crítica é injusta e despropositada. O sindicato luta pelos direitos de todos. Nós queremos que todos tenham as mesmas condições de trabalho, de contratação, de salário. Formação igual signfica salário igual e a mesma valorização. Nós somos contra a prova de mérito como único critério para a promoção na carreira e estamos discutindo isto na comissão paritária. Nós queremos mais reajuste salarial para todos e estamos cobrando do governo a integralização do reajuste de 10,2% previstos para este ano, pois ele embutiu neste índice a última parcela de incorporação da GAM, que já era prevista em outra lei. Nós queremos uma nova carreira, justa e atraente, para todos.
      Em tempo: a redução do reajuste, com a retirada do limite de 20% dos professores para concessão do benefício foi feita pelo governo. Se a senhora quer a volta das condiçõea anteriores, dirija-se ao secretário da Educação. Não culpe o sindicato por medidas tomadas pelo governo, a quem a senhora parece apoiar, seja a criação desta prova, seja as modificações feitas em seus critérios. Tais medidas são tomadas sem nenhum diálogo com a nossa categoria ou com o sindicato.
      Sua mensagem é muito agressiva e não coaduna com a postura que uma educadora deveria ter. Não é ofendendo o sindicato e nossos colegas que conseguiremos melhorar a educação no Estado de São Paulo.

      Responder
      • 24. Junior  |  22/05/2012 às 23:25

        Oi Bebel,tudo bem?Seria interessante falar para professora Sandra ,caso ela fique doente ou fique invalida trabalhando no servico publico estadual e sua aposentadoria for proporcional estes premios ,bonus etc nao entrarao para o calculo da mesma,sendo esses “premios” apenas ilusao do momento, valendo para o periodo em que se pode trabalhar pq para o calculo da aposentadoria ,sera calculado o salario base.Temos que lutar por salarios dignos nao por bonus ,premios que apenas previlegiam alguns,independente de serem efeivos,estaveis,lei 500,categoria O,P .

      • 25. apeoesp  |  22/05/2012 às 23:57

        Prezado professor Junior,
        É isso mesmo, Muito obrigada pela sua colaboração. É hora de todos nos unirmos por uma carreira decente, salários justos e verdadeira valorização dos professores.
        Bebel

    • 26. Leoni R Dantas  |  19/05/2012 às 18:36

      Estudar para concurso é fácil, passar no concurso é fácil. É só estudar… Quero ver ministrar aulas nas escolas onde os jovens não tem estrutura estudantil e nem familiar. A culpa não é do professor, a maior dificuldade está em competir com os atrativos tecnológicos e os brinquedos que encantam as crianças, e que na escola não existem.

      Responder
    • 27. Jennifer Albuquerque  |  29/05/2012 às 21:40

      Não me surpreende que a educação esteja no nível em que chegou!!!! Com professores soberbos, mesquinhos e egoístas!!!!
      Que comentário mais infeliz o desta professora, Sandra. Sou professora contratada, passei em todas as malditas provas em que o governo nos enfiou goela abaixo. Passei no concurso, porém sou de uma disciplina em que a demanda de professores é alta para a minha região!! Não sou diferente de nenhum efetivo, e em grande parte vejo muito mais capacidade em contratados do que efetivos… aliás, existem excelentes profissionais em ambas as situações, só que em alguns efetivos vejo a acomodação pela certa “estabilidade” que o Estado proporciona…. E outra, rendimento, êxito e um 9,5 em prova objetiva é fácil de ser conquistado!!!! Encher a boca pra falar algo inútil como isto, é a mesma coisa que tomar veneno e esperar que outra pessoa morra!!!!
      Os professores devem estudar sim, buscando inovar, se informar naquilo que lhe é proposto, sobre a sua disciplina!!!! Agora, estudar a bibliografia que nos impõe desses arcaicos autores e se vangloriar!!! Isso sim é o que pode-se chamar de ” manutenção da imbecilidade na educação de São Paulo.”
      A cabeça que não pensa, o corpo padece!!!!!
      Boa noite

      Responder
      • 28. Leoni R Dantas  |  30/05/2012 às 22:07

        Concordo plenamente.

  • 29. tais  |  19/05/2012 às 23:02

    Boa noite…li em alguns posts que tem um grupo de professores que já ganharam em última instância a volta para a categoria F…gostaria de saber se este grupo abre jurisprudência para os demais…pois há casos iguais ao meu no grupo que voltou…desde já agradeço…

    Responder
    • 30. apeoesp  |  20/05/2012 às 18:09

      Prezada professora Tais,
      É necessário um número bem expressivo de decisões para criar jurisprudência. Não tenho, neste momento, informação sobre o número total de sentenças favoráveis. Vou solicitar este levantamento ao departamento jurídico.
      Bebel

      Responder
  • 31. Elsa  |  20/05/2012 às 16:50

    Quando um adolencente chega aos 15anos, ele começa a se interessar por coisas que só o trabalho pode dar, neste sentido o ensino médio deveria focar o mercado de trabalho, não estou falando de métodos exclusivamente tecnicista, estou dizendo que o ensino médio deve, alem de orintar, dar oportunidades para o trabalho qualificado, que neste momento é o grande problema do país.

    Responder
    • 32. apeoesp  |  22/05/2012 às 02:46

      Prezada professora Elsa,
      Acreditamos que é possível articular a formação geral do aluno com sua formação para o trabalho. Para tanto, é preciso uma organização curricular flexível, criativa e atraente e sólidos conteúdos, além, evidentemente, de todas as condições de trabalho e estrutura para o processo ensino-aprendizagem.
      Bebel

      Responder
  • 33. Sidnei Moraes  |  21/05/2012 às 14:53

    Minha escola vai se tornar uma ETI (era isso ou fechar). Questionei a Dirigente de Ensino sobre capacitação dos professores (as escolas anteriores tiveram de se preparar em 2 meses e correr atrás dos alunos, pois foi tudo a toque de caixa…), aceitação pelos alunos (diz ela que em Praia Grande tem até lista de espera…), início de obras de infraestrutura, como seriam as disciplinas eletivas, critérios de escolha de professores (cabe a ela escolher Diretor e professores, sendo que será dada prioridade a quem já é da escola, mas todos terão de ser removidos, pois não há cargos efetivos neste tipo de escola). A experiência tem apenas 4 meses e, claro, é cedo para dizer se vai dar certo. Na minha escola se ficarem 10 alunos dos atuais vai ser muito. Os bons alunos fazem SENAI e ETEC, pois são próximos e os outros, que mal conseguem ficar 5h na escola, vão ficar 9h30? Para os pais que querem que o ensino médio vire creche é uma maravilha, mas do jeito que está sendo implementado este projeto…a escola tinha de parar agora e começar a viabilizar os laboratórios, capacitar os professores que já deveriam estar sendo selecionados. Mas pelo jeito vão empurrar com a barriga até às eleições ( um dos candidatos a prefeito de Santos foi adjunto do Chalita: Paulo Alexandre Barbosa) e deve usar essa ETI, no papel, e a USP com 10 vagas como plataforma de campanha.
    Nossa escola já está selecionada. Só o tempo dirá se a escolha foi acertada. Pelos relatos que li aqui, parece mais uma experiência de pedagogo de gabinete…

    Responder
    • 34. apeoesp  |  22/05/2012 às 02:34

      Prezado professor Sdinei,
      Este projeto tem problemas conceituais e de execução. Nosso departamento jurídico tem condições de questioná-lo judicialmente, porque designação de professores é inconstitucional.
      Se tiver interesse, procure o departamento jurídico na subsede ou na sede central da APEOESP.
      Bebel

      Responder
  • 35. Sandra Mara de Melo Bandoni  |  05/06/2012 às 22:56

    Oi bebel
    Gostaria de saber se já saiu alguma novidade sobre os descontos nas férias dos professores cat O, aquele que foi descontado referente aos últimos dias de dezembro.

    Responder
    • 36. apeoesp  |  07/06/2012 às 12:59

      Prezada professora Sandra,
      Embora tenhamos obtido liminar, o juiz não determinou a imediata devolução do que foi descontado. Houve recurso do Estado e o processo está em andamento.
      Bebel

      Responder
  • 37. PAULA  |  06/06/2012 às 14:21

    BOM DIA !
    É ALARMANTE SABER QUE ESTOU NESTE BARCO A 26 ANOS E A CADA ANO QUE PASSA A COISA PIORA CADA VEZ MAIS, INFELIZMENTE ESTOU NA CATEGORIA O E POR UM DIA E A CADA DIA QUE PASSA TUDO PIORA AO INVÉS DE MELHORAR NA EDUCAÇÃO, PASSEI NAS 3 PROVINHAS ELABORADAS PELO GOVERNO E COMO TUDO ESTA DEFAZANDO-SE 2 MESES DEPOIS OCORREM OS CADASTROS EMERGENCIAIS DEVIDO A FALTA DE PROFESSORES ATÉ PARA COBRIREM UMA FALTA ABONADA DE EFETIVOS QUE SE ACHAM O MÁXIMO POR TER A SORTE DE TER PASSADO E CHAMADO NUM SIMPLES CONCURSO…E QUANDO ENTRAMOS E DEPARAMOS COM A REALIDADE DE UMA SALA TUDO MUDA-SE COMPLETAMENTE. HÁ PROFESSORES QUE PRECISAM POR A MÃO NA CONSCIENCIA!!!!

    Responder

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