Garantir segurança pública para todos

10/07/2012 at 15:09 59 comentários

Assegurar educação, saúde, emprego, políticas públicas que resultem em mais qualidade de vida para a população são obrigações do Estado que, se cumpridas, ajudam a viabilizar outra obrigação essencial: segurança pública para todos.

A onda da violência que vem ocorrendo no Estado de São Paulo nas últimas semanas tem provocando muita insegurança na população da capital, da Grande São Paulo e em muitas cidades do interior. As sucessivas notícias veiculadas nos meios de comunicação, envolvendo múltiplos crimes, que incluem até mesmo assassinatos de policiais em momentos de folga, nos fazem lembrar o ocorrido em maio de 2006, quando a facção criminosa PCC realizou uma série de atentados e assassinatos, estabelecendo verdadeiro toque de recolher que esvaziou as ruas das cidades paulistas. Esperamos que estes fatos não voltem a ocorrer.

Pesquisa Datafolha, recém divulgada, demonstra que a segurança pública é a segunda maior preocupação dos paulistanos, com 16% de citações, atrás apenas da saúde, com 26%. Os cidadãos, sejam das camadas mais pobres, sejam os mais abastados, se sentem inseguros frente à incapacidade do Estado em impedir a atuação das organizações criminosas na sociedade, inclusive aquelas comandadas de dentro dos próprios presídios, inclusive os considerados de “segurança máxima”.

Hoje, infelizmente, assaltos e sequestros relâmpago vem ocorrendo com frequência a qualquer hora do dia e da noite. Mais recentemente, tem ocorrido “arrastões” em bares e restaurantes, sem que as autoridades consigam controlar a situação. Obviamente, este quadro se reflete na escola pública, criando ambiente de medo entre alunos, pais, professores e funcionários, já bastante vulneráveis à violência social, que provoca seguidas ocorrências no interior das unidades escolares.

Há, ainda, a desinformação. Alegando a intenção de tranquilizar a população, o que é compreensível, as autoridades da área de segurança pública divulgam dados que pretendem demonstrar eficiência no combate à criminalidade. Mas não é isto que a população sente e vê no seu cotidiano. É necessário que se encontrem soluções mais efetivas e duradouras para a questão da violência e da segurança pública.

Nesta questão, é preciso ir além das disputas eleitorais e das ideologias. A vida é o maior patrimônio da cada um e de toda a sociedade. Sua preservação e a preservação da integridade física dos cidadãos devem vir antes de qualquer outra motivação de governos, partidos, entidades e grupos. É preciso agir, e rápido, para controlar esta situação.

Conclamamos, portanto, o Governo do Estado de São Paulo a observar e absorver experiências que obtiveram êxito em outros estados brasileiros e no exterior. Exemplos como o das UPPs (Unidade de Polícia Pacificadora), colocadas em prática no Estado do Rio de Janeiro e, hoje, já reproduzidas experimentalmente em outros locais podem produzir bons resultados também no Estado de São Paulo.

Como sabemos, as UPPs pretendem promover a aproximação entre a população e a polícia, aliada ao fortalecimento de políticas sociais nas comunidades. As UPPs, juntamente com a abertura de postos de saúde, regularização dos endereços, urbanização e outros benefícios sociais, já existem em 29 comunidades da cidade do Rio de Janeiro. São territórios antes ocupados por traficantes e, recentemente, por milicianos (membros da polícia que vendem “proteção” às comunidades). Embora ainda não atinja todas as comunidades, os levantamentos demonstram a redução da criminalidade nas áreas abrangidas pelo programa, com reflexos na qualidade de vida e até mesmo no valor dos imóveis.

Não há um modelo pronto para o combate à violência, mas nós, cidadãos, esperamos que o Estado aja, não apenas com a força da repressão policial, mas também com o uso da inteligência investigativa e com a promoção de políticas sociais que assegurem a cidadania e reduzam o espaço para a atuação do crime organizado.

Assegurar Educação, saúde, emprego, condições dignas de moradia e outras políticas públicas que resultem em mais qualidade de vida para a população são obrigações do Estado que, se cumpridas, ajudam a viabilizar outra obrigação essencial: garantir segurança pública para todos. É isto que todos os cidadãos paulistas esperam do Governo Estadual.

Maria Izabel Azevedo Noronha Presidenta da APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensio Oficial de São Paulo) Membro do Conselho e do Fórum Nacional de Educação

Anúncios

Entry filed under: Artigos.

Conselho Nacional de Educação com nova direção SEE publica comunicado sobre a prova de mérito

59 Comentários Add your own

  • 1. Nadja  |  10/07/2012 às 16:52

    De quanto será nosso aumento em agosto? E ouvi dizer que todos os professores receberão auxílio alimentação independente de quanto ganha, isso é verdade?

    Responder
    • 2. apeoesp  |  12/07/2012 às 02:50

      Prezada professora Nadja,
      Haverá um reajuste de 5,2% sobre os salários de julho.
      Quanto ao auxílio-alimentação, não temos nenhuma informação oficial a respeito.
      Bebel

      Responder
      • 3. Nadja  |  12/07/2012 às 15:43

        Então, a APEOESP não conseguiu a reivindicação dos 10,5%? Ou ainda há possibilidade?

      • 4. apeoesp  |  14/07/2012 às 11:57

        Prezada professora Nadja,
        Ainda há possbilidade. Temos informações de que o assunto é discutido dentro do governo.
        Bebel

  • 5. rafael  |  12/07/2012 às 02:22

    Olá Bebel, gostaria de saber de quantos porcentos será o aumento para que passa na prova do mérito.

    Responder
    • 6. apeoesp  |  12/07/2012 às 02:34

      Prezado professor Rafael,
      O reajuste é de 10,5%, passando à faixa seguinte.
      Bebel

      Responder
  • 7. Vilma  |  12/07/2012 às 09:57

    Cara Bebel,
    Infelizmente os ítens saúde, Educação, moradia, e dignidade para a população trabalhadora ainda são utópicos.
    Quero enfatizar a Saúde aqui em Campinas. Os serviços oferecidos pelo Ceama, que não atendem ás necessidades da região, a precariedade de médicos (pouquissimos conveniados) e o fato de não haver sequer um hospital para a região, pois cirurgias e especialidades ou exames mais complicados são encaminhados ao Hospital do Servidor, em SP.
    Não há, via Ceama, acesso á Unicamp e Pucc. É preciso que o postinho da prefeitura faça o encaminhamento e onde se espera meses para ser atendido…
    Quer dizer, no Estado mais rico do país sofremos o descaso…
    Como é dificil ser pobre e funcionário público por aqui…
    Abraços

    Responder
    • 8. apeoesp  |  12/07/2012 às 12:10

      Prezada professora Vilma,
      Você tem razão. Os direitos básicos da cidadania ainda são, infelizmente, vistos como concessão do Estado. Teremos ainda que lutar e caminhar muito para que sejam assegurados a todos, com qualidade.
      Bebel

      Responder
  • 9. Prof. André Luiz  |  12/07/2012 às 13:28

    Bom dia!!!
    Participei da ultima escolha de cargo Peb-ll, na qual escolhi a jornada reduzida de 9 para a cidade de Araçatuba-SP, devido de não haver o cargo de geografia na cidade de Fernandópolis ou Jales; o problema é que já tenho um Cargo no Município e posso ter acumulo, mas de inicio vamos cumprir o protocolo da terceira etapa, sendo aprovado gostaria de saber como posso proceder a remoção ou se o artigo 22 possibilita a remoção de imediato…e como é de conhecimento o tal estágio probatório proíbe estas possibilidade.
    O que fazer e como proceder está tal situação…obrigado pela atenção e bom trabalho a todos!!!

    Responder
    • 10. apeoesp  |  14/07/2012 às 11:59

      Prezado professor André,
      Após a posse, a APEOESP ingressará com ação coletiva para estes casos.
      Bebel

      Responder
  • 11. ROSANA  |  12/07/2012 às 17:16

    OI! BEBEL

    POR FAVOR QUANDO SERÁ A PROVA ANUAL PARA CANDIDATOS À CONTRATAÇÃO?HAVERÁ MESMO A “PROVINHA” P/ EXERCÍCIO EM 2013?
    GRATA

    Responder
    • 12. apeoesp  |  14/07/2012 às 11:53

      Prezada professora Rosana,
      Apesar de declarações esparsas de dirigentes da SEE, até o momento nenhuma medida concreta foi tomada para a extinção da prova dos ACTs. Nós, da APEOESP, continuamos lutando para que esta prova acabe, para que haja mais concursos públicos e para que os professores temporárioos, que precisam existir, mas em número reduzido, tenham dignidade profissional.
      Bebel

      Responder
  • 13. Vanessa  |  12/07/2012 às 17:47

    Olá Bebel tenho uma dúvida, sou antiga categoria L hoje (o), no início do ano tive aulas atribuidas em 02/2 porém logo após ter passado vários dias a diretoria disse que não poderia me pagar as aulas pois não publicaram meu acúmulo como categoria S , então somente iriam pagar como eventual até o dia 22/2 e depois receberia normalmente.
    Minha dúvida é essa se o contrato foi feito em 22/2 então não poderei participar da atribuição no inicio de 2013, fui prejudicada quanto a isso e agora o que posso fazer.
    Obrigada.

    Responder
    • 14. apeoesp  |  14/07/2012 às 11:50

      Prezada professora Vanessa,
      Não há nenhum impedimento para que participe da atribuição de aulas em 2013, visto que seu contrato poderá ser prorrogado por mais um ano.
      Bebel

      Responder
  • 15. MAZE  |  12/07/2012 às 20:49

    Não consegui ver se poderei fazer a prova de promoção QM. Por favor me oriente onde pesquisar.

    Responder
    • 16. apeoesp  |  13/07/2012 às 12:08

      Prezada professora maze,
      Popr favor, verifique em http:/drhunet.edunet.sp.gov.br/portalnet.
      Bebel

      Responder
  • 17. Vânia  |  13/07/2012 às 11:00

    Olá Bebel,
    Já saiu alguma notícia sobre a promoção por mérito?

    Responder
    • 18. apeoesp  |  13/07/2012 às 11:49

      Prezada professora Vânia,
      Você pode consultar se preenche todas as condições para a prova de mérito em http:/drhunet@edunet.sp.gov.br/portalnet.
      Ainda não está definida a data para a prova.
      Bebel

      Responder
  • 19. Vânia  |  13/07/2012 às 16:33

    Olá Bebel,
    Consultei o “drhunet”, tenho acesso apenas ao protocolo de inscrição. As condições para poder fazer a prova já poderiam ser acessadas?

    Responder
    • 20. apeoesp  |  14/07/2012 às 12:09

      Prezada professora Vania,
      Sim. A informação que temos é que, no site, o professor pode verificar se atende todas as exigências para a prova.
      Bebel

      Responder
  • 21. rafael  |  13/07/2012 às 18:17

    Bebel existe alguma bibliografia pra a prova do mérito?
    Obrigado

    Responder
  • 23. Gisele  |  13/07/2012 às 21:29

    Presidenta, gostaria de saber se categoria”O” pode deixar aulas. Tenho 32 aulas e preciso deixar 12. Aguardo resposta!!!

    Responder
    • 24. apeoesp  |  14/07/2012 às 12:14

      Prezada professora Gisele,
      Não, não é possível deixar aulas parcialmente. Informe-se melhor pelo telefone 11.33506214.
      Bebel

      Responder
  • 25. Maria  |  13/07/2012 às 22:22

    Ao consultar sobre as condições para a prova de mérito, constou que não tenho a pontuação exigida na assiduidade. Como saber qual é a minha pontuação? Pois colegas que faltavam mais que eu consegui em anos anteriores.

    Responder
    • 26. apeoesp  |  14/07/2012 às 12:16

      Prezada professora Maria,
      Você deve encaminhar requerimento à CGRH (ex-DRHU) para obter esta informação. Ou na sua escola.
      Bebel

      Responder
  • 27. Ludmilla  |  14/07/2012 às 02:34

    Boa noite,
    Tenho dúvidas quanto as férias. Não recebi férias em julho e em dezembro, janeiro de 2011. E agora? Deveria constar alguma coisa na folha de pagamento? Obrigada!

    Responder
    • 28. apeoesp  |  14/07/2012 às 12:17

      Prezada professora Ludmila,
      Você precisa ingressar com requerimento na sua escola cobrando este direito. Esta etapa é necessária para futura ação judicial.
      Bebel

      Responder
      • 29. Geraldo Rondelli  |  15/07/2012 às 13:56

        Bom dia Bebel.
        A respeito do texto “Garantir Segurança Pública a todos” considero uma ótima análise da conjuntura acrescida de sugestões, tendo como referência a iniciativa do Rio, com a implantação das UPPS. Concordo que o Governo de SP precisa de ações mais concretas, que abordem o problema da violência de forma mais abrangente e sistemática, atacando as diversas causas geradoras de tal situação. Uma das causas é sem dúvida um investimento sério, competente e ousado na Educação. O que jamais acontecerá sem a valorização e participação efetiva dos professores que são, e precisam ser tratados como tal, os principais protagonistas no processo da Educação.
        Gostaria de ouvir (ler) alguma consideração sua sobre a real situação atual da implementação da jornada definida pela Lei do Piso, ou seja, os 33% extra classe. Em que pé se encontra o confronto da decisão do Juiz que nos é favorável e o “Efeito Suspensivo” conseguido pela SEE?
        Por fim, uma sugestão, com base numa experiência pessoal: no último bimestre (maio/junho) cronometrei o tempo gasto em atividades extra sala para preparação e correção de provas e trabalhos. O tempo que precisei dedicar a essas atividades é um absurdo que extrapola de longe as quatro ou cinco horas que o Governo de SP nos paga, semanalmente, para tais atividades. Não é necessário dizer (mas é bom dizer) que foram vários fins de semana e feriados, incluindo pontos facultativos( que precisaram ser repostos nos sábados) para dar conta desses trabalhos extra classe. Se colocar na ponta do lápis o Estado me deve muitas horas extras. Aqui vem minha sugestão: solicitar aos professores para que façam esse levantamento cuidadosamente e enviem a APEOESP. Sei que o resultado vai demonstrar o óbvio. Mas o óbvio colocado no papel, certamente ajudará ilustrar o absurdo e corroborar na luta pela superação dessa situação que é, com certeza, uma das causas principais da falta de qualidade no ensino e de adoecimento de professores.

      • 30. apeoesp  |  17/07/2012 às 15:00

        Prezado professor Geraldo,
        Muito obrigada pelos seus comentários sobre meu texto. Eles enriquecem o debate que estamos querendo despertar, não apenas no nosso meio ou junto às autoridades, mas na sociedade como um todo.
        Quanto à jornada do piso, continua o embate jurídico, no TJSP e no STJ e estamos aguardando que o secretário cumpra seu compromisso de iniciar discussões com a APEOESP e demais entidades para a implementação da lei.
        Finalmente, agradeço sua sugestão. Vou levá-la à consideração das instãncias decisórias da entidade.
        Bebel

  • 31. Harley Rodrigues  |  14/07/2012 às 14:14

    Ola Bebel ..

    Me efetivei no ano ´passado fev/2011 e no final do ano não recebemos férias, e agora em julho também não existe alguma resolução que fale sobre se temos ou não direto as férias ??? temos direito?? porque pergutamos para o secretário e eles não sabem ?

    Responder
    • 32. apeoesp  |  17/07/2012 às 15:12

      Prezado professor Harley,
      Você tem direito. Protocole requerimento na secretaria da sua escola e solicite resposta por escrito. Com esta resposta, se for negativa, procure o departamento jurídico para ajuizar mandado de segurança.
      Bebel

      Responder
  • 33. MAZE  |  14/07/2012 às 16:49

    Apesar de ter entrado varias vezes no site indicado, não consegui ver nada sobre a prova de merito. O que poderá ter acontecido?

    Responder
    • 34. apeoesp  |  17/07/2012 às 15:11

      Prezada professora Maze,
      Reproduzimos informação publicada pelo jornal Agora. Por favor, ligue para a CGRH ( F 11. 33510000).
      Bebel

      Responder
  • 35. ROSANA  |  14/07/2012 às 18:20

    OLÁ! BEBEL

    ASSINEI CONTRATO COMO CAT. “O” EM 04/08/2011, DEPOIS EM JANEIRO DE 2012 PEGUEI AS MESMAS AULAS EM ATRIBUIÇÃO COMO INTERLOCUTORA DE LIBRAS COM EXERCÍCIO EM 01/02/2012.ACONTECE QUE EM AGOSTO DESTE ANO FARÁ UM ANO DE CONTRATO COMO “O”, POSSO CONTINUAR ATÉ DEZEMBRO DESTE ANO?
    REPITO MEU CONTRATO FARÁ 01 ANO EM AGOSTO DESTE ANO, HÁ COMO EU FICAR ATÉ O FINAL DO ANO?

    GRATA!
    ROSANA

    Responder
    • 36. apeoesp  |  17/07/2012 às 15:10

      Prezada professora Rosana,
      Seu contrato poderá ser prorrogado por mais um ano. Informe-se melhor na secretaria da escola ou na CGRH (F 11 33510000).
      Bebel

      Responder
  • 37. Professora Andréa  |  14/07/2012 às 20:36

    olá Bebel,

    gostaria de perguntar sobre o recebimento das férias.
    Estou em exercício como efetiva (PEBII) desde fev. de 2011, mas não recebi o 1/6 das férias, como os demais efetivos, agora em julho. Fiquei sabendo de muitos outros casos como o meu, de ingressantes de fev. de 2011 que não receberam.

    Em janeiro já não havíamos recebido, pois diziam que ainda não tínhamos completado um ano. E agora? Há desculpa legal para isso?

    Obrigada pela atenção

    Responder
    • 38. apeoesp  |  17/07/2012 às 15:06

      Prezada professora Andréa,
      O Estado utiliza critérios com os quais não concordamos, como reiniciara contagem do exercício quando o professor muda de cargo. Procure o departamento jurídico, na subsede, ou pelo telefone 11.33506214, para verificar como proceder neste caso.
      Bebel

      Responder
  • 39. MAZE  |  15/07/2012 às 11:27

    Não consigo ver se minha inscrição foi deferida ou indeferida……clico no protocolo e nada acontece.Como devo proceder, aonde recorrer. Obrigado.

    Responder
    • 40. apeoesp  |  17/07/2012 às 15:01

      Prezada professora Maze,
      Entre em contato com o CGRH (fone 11.33510000).
      Bebel

      Responder
  • 41. Michele Zuleica  |  15/07/2012 às 15:25

    É a minha curiosidade saber se vocês todos votam no PSDB, pois na maioria dos casos, os professores que mais reclamam “efetivos”, votam sempre nos tucanos, sem nenhuma ofensa, apenas curiosidade de uma Professora, Michele Zuleica!

    Responder
  • 42. Cristhiane  |  15/07/2012 às 15:34

    Olá Bebel… sou professora efetiva ( PEB I) com 10 nos de Estado e sem faltas até o momento, e gostaria de saber sobre o artigo 22… na verdade as informações que tenho recebido são bastante controversas… gostaria de saber se caso solicite o artigo 22, é obrigatório que eu faça a escolha de outra escola e/ou compareça na atribuição desse processo.
    Por favor necessito dessa informação para futura inscrição das atribuições de aula para o ano letivo de 2013.
    Grata.
    Professora Cristhiane

    Responder
    • 43. apeoesp  |  17/07/2012 às 14:56

      Prezada professora Cristhiane,
      Para melhor esclarecimento, publico orientação do departamento jurídico publicada no início do ano sobre atribuição de aulas, no que se refere ao artigo 22:

      9 – Da Designação pelo Artigo 22 da Lei Complementar 444/1985

      Artigo 20 – A atribuição de classe ou de aulas, para designação nos termos do artigo 22 da Lei Complementar 444/1985, realizar-se-á uma única vez ao ano, no processo inicial, no próprio campo de atuação do docente, por classe ou por aulas, livres ou em substituição a um único professor, ficando vedada a atribuição de classe ou aulas, para este fim, ao titular de cargo que se encontre em licença ou afastamento a qualquer título e demais restrições previstas na legislação vigente.

      COMENTÁRIO APEOESP

      Obs.: O Decreto nº 53.037, de 28/5/2008, com redação alterada pelo Decreto nº 53.161, de 24/6/2008, impôs restrições aos docentes em ter aulas atribuídas nos termos do artigo 22 da Lei Complementar nº 444/85.

      Assim, não podem ter aulas atribuídas nos termos do artigo 22 do Estatuto do Magistério, os que:

      a) tiverem sofrido penalidade, por qualquer tipo de ilícito, nos últimos 5 (cinco) anos;

      b) tiverem, nos últimos 3 (três) anos, desistido de designação anterior ou tido a designação cessada a critério da administração;

      c) apresentarem, no ano precedente ao da atribuição de vaga, mais de 12 (doze) faltas de qualquer natureza, e

      d) estiverem em estágio probatório;

      Os que se sentirem prejudicados devem procurar o jurídico da subsede da APEOESP da sua região, para orientações.

      § 1º – O ato de designação far-se-á por período fechado, com duração mínima de 200 dias e no máximo até a data limite de 30 de dezembro do ano da atribuição, sendo cessada antes dessa data nos casos de reassunção do titular, de redução da carga horária da designação ou por proposta do Diretor da Escola, assegurada ao docente a oportunidade de defesa.

      § 2º – A carga horária da designação consistirá apenas de um único tipo de aulas, em quantidade maior ou igual à da carga horária total atribuída ao titular de cargo em seu órgão de origem e, quando constituída de aulas livres, deverá abranger uma única unidade escolar e em uma única disciplina.

      § 3º – Quando se tratar de substituição, a carga horária total do titular de cargo substituído deverá ser assumida integralmente pelo docente designado, não podendo ser desmembrada, exceto na atribuição de classes dos anos iniciais do Ensino Fundamental, de classes/salas de recurso da Educação Especial, em que o titular substituído encontre-se com aulas atribuídas, a título de carga suplementar em outro campo de atuação e do docente afastado pelo convênio de municipalização do ensino.

      § 4º – A carga horária total do docente, em seu órgão de origem, que for contemplado com a designação não poderá ser atribuída sequencialmente em outra designação pelo artigo 22 ou nas demais fases do processo inicial, ficando bloqueada até a vigência da designação quando, então, poderá ser imediatamente atribuída.

      § 5º – Deverá ser anulada a atribuição do docente contemplado,nos termos deste artigo, que não comparecer à unidade escolar da designação, no primeiro dia de sua vigência.

      COMENTÁRIO APEOESP

      Obs.: Será anulada, então, a atribuição de aulas do docente que não comparecer no primeiro dia de atividade escolar, seja de planejamento ou outras consideradas como de efetivo trabalho escolar.

      § 6º – O docente designado não poderá participar de atribuições de classes ou aulas durante o ano, na unidade escolar ou na Diretoria de Ensino de classificação, nem na unidade ou Diretoria de Ensino de exercício, sendo-lhe vedado o aumento ou a recomposição da carga horária fixada na designação.

      § 7º – Poderá ser mantida a designação, quando o docente substituído tiver mudado o motivo da substituição, desde que não haja interrupção entre seus afastamentos nem alteração de carga horária, ou quando ocorrer a vacância do cargo e desde que não cause qualquer prejuízo aos demais titulares de cargo da unidade escolar e da Diretoria de Ensino.

      § 8º – Não poderão integrar a carga horária da designação:

      1 – classes ou aulas de projetos da Pasta e outras modalidades de ensino;

      2 – turmas ou aulas de cursos semestrais ou outros de menor duração;

      3 – turmas de Atividades Curriculares Desportivas;

      4 – aulas de Ensino Religioso e de Língua Espanhola.”

      Para outros esclarecimentos, você pode entrar em contato com o departamento jurídico pelo telefone 11.33506214.
      Bebel

      Responder
  • 44. Valdinéia  |  15/07/2012 às 23:10

    Boa noite.
    Gostaria de saber se professor categoria O tem direito às evoluções funcionais via acadêmica ou não, como cursos de especialização, técnicos, de curta duração etc. Qual o percentual aplicado financeiramente? Acresentam-se pontos ao tempo de serviço? Cada certificado dá direito a um reajuste?
    Obrigada.

    Responder
    • 45. apeoesp  |  17/07/2012 às 14:42

      Prezada professora Valdinéia,
      Pela lógica, não. Os professores da categoria O são contratados por tempo determinado. Nossa luta é para que a carreira beneficie todos os professores, independente da sua condição funcional.
      Para mais esclarecimentos, entre em contato com o departamento jurídico da APEOESP, na sua subsede.
      Bebel

      Responder
  • 46. Renato  |  16/07/2012 às 00:13

    Oi BEBEL,
    Eu gostaria de fazer uma pergunta: como saber se eu “posso” ou não fazer a prova do “mérito”. O site drhunet não disponibiliza NADA. Nem o dia e local da prova. Caso possa me dizer, agradeço muito. (Eta governo incompetente!)
    Outra coisa, vocês da Apeoesp não acham absolutamente INJUSTO que os professores que só agora podem fazer essa provinha idiota, recebam apenas míseros 10% do salário enquanto os que prestaram a primeira (mesmo tipo!) receberam valores muito mais altos de 30% de aumento. Se todos tivessem podido prestar tudo bem, MAS ALGUNS (muitos) foram barrados nas primeiras vezes. E por critérios ridículos. Eu fui barrado até agora por ter saído pelo artigo 22 em 2009. ABSURDO TOTAL! Pode mudar as regras do “jogo” assim, impunimente. Cadê o sindicato exigindo explicações?
    Ponho agora uma opinião (registrado em blog) do que se trata realmente esse “mérito”:

    Antes de falar bem ou mal dessa provinha é preciso entender sua “lógica”.

    Imagine que você tenha uma empresa e que não queira aumentar os salários dos seus funcionários porque acredita que seu dinheiro pode ser mais bem empregado em “outras coisas”. Porém, há décadas você vem lhes pagando mal e precisa “dar um jeitinho” para fazer parecer que você vai repor um pouco do miserável salário que lhes paga. Como fazer para fingir que dá aumento de salário sem gastar muito do seu dinheirinho que já tem “outras finalidades”?

    Simples: vamos inventar uma “promoção por mérito”. O nome poderia ser qualquer outro, pouco importa, já que não há nenhum “mérito” a ser avaliado. O que importa é que você vai arrumar um jeitinho de dar um aumento 5 vezes menor do que deveria e ainda vai poder chamar de burros (ou coisa pior) os 80% dos seus funcionários que não receberão esse aumento.

    Funciona assim (prestem bastante atenção, senhores empresários!): você vai até a fábrica (ou manda alguém ir no seu lugar) e diz que apenas 20% da peãozada tem “mérito” (valor, importância, capacidade, competência, relevância, merecimento) e que os outros 80% são meros manés que tem mais é que ralar mesmo e calar a boca, afinal, que mérito eles têm? Daí você aplica uma provinha babaca para todos (ou quase, porque antes você já cria algumas dificuldades para que nem todos os manés possam concorrer). Apenas os 20% que forem melhor de chute (ou de fazer prova) receberão aumento, e os outros 80%, como já vimos, não merecem mesmo.

    Quando algum funcionário reclamar, basta dizer: vá estudar seu vagabundo! Você não tem mérito, não me encha o saco!

    Viu como é fácil?

    Para disfarçar um pouco melhor o fato de que você está apenas escalonando um aumento de 25% em 5 prestações, você proibe os funcionários que receberam aumento (porque têm mérito, são os bam-bam-bans do pedaço, etc.) de receberem outros aumentos desse tipo nos próximos 4 anos. Assim, no ano seguinte, você pode dar aumento para mais 20% da sua fábrica e deixar os outros 80% chupando o dedo de novo. Nessa lógica, depois de 4 anos até mesmo a ralé que nunca teve mérito em anos anteriores conseguirá os seus 25% e ficará feliz e, você, empresário esperto, dirá para o mundo que todo ano deu aumentos de 25%!!! Você é um gênio! Estúpido, realmente, é o seu funcionário que, além de ficar sem aumento, ainda ganha um broxe para pendurar no peito com a inscrição “eu NÃO tenho mérito!”.

    Bom, isso posto, e mesmo com toda a hipocrisia tucana desse sistema de não-aumentos salariais que, além de solapar os rendimentos dos profissionais da Educação, ainda os classifica em “com mérito” e “sem mérito”, eu gostaria muito de comparar a minha nota nessa provinha estupida (nota de um mero professorzinho Zé Ninguém da rede) com a nota do Sr. Secretário de Educação e do Sr. Governador para, talvez, solicitar uma troca de salários, de maneira que quem tem a melhor nota (e, portanto, muito mais mérito e capacidade) fique com o salário do outro. Será que eles têm coragem de topar a proposta? Hummm… Pergunta boba, né?

    E os prós? Pois é, NÃO TÊM NENHUM.
    (profjc – blog)
    Obridagado pelo espaço.

    Responder
    • 47. apeoesp  |  17/07/2012 às 14:37

      Prezado professor Renato,
      A APEOESP, desde o primeiro momento, se pronunciou contra a prova de mérito como mecanismo para a promoção na carreira. Para nós, ela não avalia o verdadeiro mérito, que é de todos os professores, que é sua experiência, sua dedicação, seu compromisso com a educação pública, mesmo nas graves condições adversas nas quais todos nós trabalhamos.
      Uma prova de conhecimentos não avalia essas questões, que são essenciais para a qualidade do ensino e não avalia as deficiências das políticas educacionais do Estado, muitas das quais você aponta.
      É verdade, a avaliação faz parte do processo educativo, mas não este tipo de avaliação, que é feita para segregar, para selecionar, para excluir e, finalmente, para discriminar, no pior sentido.
      Esclarecido este ponto, é preciso ver que hoje foi retirada a barreira dos 20% para o recebimento do reajuste e da promoção na carreira. Agora, todos os que obtiverem a nota mínima serão promovidos. Desta forma, o Estado justifica a redução do reajuste para 10,5%, pois o volume de beneficiados será muito maior.
      Bebel

      Responder
  • 48. Julia  |  17/07/2012 às 05:52

    Bebel eu já escrevi uma vez aqui no seu blog,não sei mais o que fazer ,fui aposentado por invalidez e até agora continuo recebendo como professora,alias o salario pelas minhas 190 aulas que eu tinha,depois te ter acesso ao meu laudo,vi que a minha doença não estava na lista das que tinha direito a aposentadoria integral,Atualmente recebo R$ 2.321,31 com os qq outras coisas,falando com a senhora responsável pela aposentadoria na DE ela me disse que meu salario vai ser aproximadamente R$ 990,00 pq vão fazer cálculos e média dos 60 últimos salários,já faz dois anos e meio que minha aposentadoria esta neste vai e volta e até agora nada,conclusão continuo recebendo o valor de R$2.321,31,sendo que na verdade eu teria que receber aproximadamente os R$990,00 ,caso minha aposentadoria saia,o que eu já não acredito mais ,terei que devolver esse dinheiro que recebi a mais?Grata Julia.

    Responder
    • 49. apeoesp  |  17/07/2012 às 12:34

      Prezada professora Julia,
      Seu caso necessita de uma análise jurídica mais aprofundada, não apenas para que seja verificada a correção ou não dos procedimentos adotados, mas também para que sejam analisados possíveis recursos ou eventuais medidas judiciais para resguardar seus direitos. Para tanto, você precisa entrar em contato com o departamento jurídico, na subsede da APEOESP de sua região. Provavelmente será agendada uma conversa pessoal, na qual você deverá levar os documentos comprobatórios. Você encontra os telefones das subsedes em http://www.apeoesp.org.br.
      Boa sorte.
      Bebel

      Responder
  • 50. andre  |  17/07/2012 às 19:00

    Ola professora Bebel… sou seu fã parabéns

    Bebel quanto a lei do piso você crê que para 2013 já estará tudo resolvido ..

    Responder
    • 51. apeoesp  |  18/07/2012 às 16:39

      Prerzado professor André,
      Muito obrigada. Sou movida pelo compromisso que tenho com a nossa categoria e com a educação pública, e reconhecimento comos este me incentiva muito a continuar lutando.
      Quanto à lei do piso, estamos lutando para que tudo se resolva o mais urgente possível. Acredito, sim, que possamos iniciar 2013 já com uma nova configuração da jornada de trabalho.
      Bebel

      Responder
  • 52. ROSANA  |  17/07/2012 às 21:10

    OLÁ! BEBEL
    EM 2010 EU ERA CAT. “L” PEDI DEMISSÃO DO ESTADO E NESTE MESMO ANO FOI PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL ” MINHA EVOLUÇÃO FUNCIONAL PELA VIA NÃO ACADÊMICA.OCORRE QUE EM AGOSTO DE 2011 RECOMECEI COMO CAT. “O”.
    VIREI “O” PERDI QUINQUÊNIO E A EVOLUÇÃO FUNCIONAL, HÁ COMO EU CONSEGUIR NOVAMENTE A EVOLUÇÃO FUNCIONAL PELA VIA NÃO ACADÊMICA E O QUINQUÊNIO?

    GRATA!

    ROSANA

    Responder
    • 53. apeoesp  |  18/07/2012 às 16:40

      Prezada professora Rosana,
      Seu caso necessita de uma orientação jurídica. Por favor, entre em contato com o departamento jurídico na sua subsede ou ligue para 11.33506214.
      Bebel

      Responder
  • 54. ROSANA  |  17/07/2012 às 21:14

    OI! BEBEL
    NÃO CONSEGUI FALAR NO CGRH COMO VC DISSE, MAS VOLTANDO AO ASSUNTO DO MEU CONTRATO COMO CAT.”O” ASSINADO EM AGOSTO/2011 E NESTE ANO DE 2012 CONTINUO COM AS MESMAS AULAS…
    PERGUNTO HÁ COMO EU FICAR ATÉ DEZEMBRO DESTE ANO, VISTO QUE MEU CONTRATO VENCERÁ NO MEIO DO ANO OU SEJA, AGOSTO/2012??

    OBRIGADA!

    ROSANA

    Responder
    • 55. apeoesp  |  18/07/2012 às 16:36

      Prezada professora Rosana,
      Sim, seu contrato poderá ser prorrogado.
      Bebel

      Responder
  • 56. Renata  |  18/07/2012 às 16:20

    Olá Bebel,
    Era para ser publicado hoje (18/07), o local da prova de promoção. Porém, entrei no site da Vunesp e não consegui localizar.
    Será que ainda não foi divulgado?
    Obrigada

    Responder
    • 57. apeoesp  |  18/07/2012 às 16:32

      Prezada professora Renata,
      Acredito que não. Pode ocorrer durante o dia.
      Bebel

      Responder
  • 58. kely  |  23/07/2012 às 17:25

    Boa tarde Bebel!
    Sou categoria O,gostaria de saber o que muda para nós Decreto 58.140 de 15.06.2012…,aguardo resposta!

    Responder
    • 59. apeoesp  |  25/07/2012 às 00:41

      Prezada professora Kely,
      Ele permite o direito de defesa, pois, até então, cancelamentos de contratos vinham sendo feitos à revelia, sem qualquer possibilidade de defesa ao professor.
      Bebel

      Responder

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Trackback this post  |  Subscribe to the comments via RSS Feed


Mensagem da Presidenta da APEOESP às professoras

Clique no play para ouvir.

Blog Stats

  • 4,911,314 hits

%d blogueiros gostam disto: