Qualidade da educação: os professores são mesmo despreparados?

16/08/2012 at 10:10 94 comentários

A divulgação das notas médias que compõem o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – IDEB, divulgado no dia 14 de agosto pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa (INEP) do Ministério da Educação aponta uma melhora na qualidade do ensino, que vem se desenvolvendo ano a ano.

Devemos, no entanto, rememorar que, desde o ano de 1999 vem ocorrendo por parte de setores do Estado brasileiro um processo de culpabilização dos professores pelos problemas e deficiências da educação nacional. Somos submetidos a avaliações excludentes e tachados de despreparados por alguns governantes.

O fato, porém, é que essas deficiências e problemas da educação decorrem das políticas e medidas educacionais implementadas por autoridades e gestores educacionais em vários estados e municípios, entre eles o Estado de São Paulo, como a “aprovação automática” dos alunos, cujas consequências o nosso Sindicato denunciou e denuncia desde o início da sua implementação.

Nós, professores, defendemos que a aprendizagem dos alunos seja avaliada, não para reprová-los, mas para contribuir com o seu sucesso escolar, localizando suas dificuldades e agindo sobre elas. Da mesma forma, tendo em perspectiva a qualidade do ensino, lutamos pela valorização dos professores e demais profissionais da educação.

Para nós, qualidade do ensino e valorização dos professores são faces de uma mesma moeda. A qualidade do ensino está intrinsecamente ligada às condições de trabalho dos professores e às condições de ensino-aprendizagem dos alunos. Para nós, os resultados do IDEB evidenciam o papel dos professores e a necessidade de avançarmos em políticas que assegurem a melhoria da educação brasileira.

Devemos nos perguntar, então: ao que podemos atribuir este processo progressivo de melhoria da qualidade do ensino na educação básica?

Consideremos, em primeiro lugar, que a estrutura das escolas da rede estadual nada mudou em muitos anos. Ao mesmo tempo, diante de nossas reivindicações salariais, o governo respondeu com um reajuste escalonado em quatro anos, sendo que, na parcela de 2012, anunciou um índice de 10,2% mas, efetivamente, pagou apenas 5,2%, pois os demais 5% se referem à incorporação da Gratificação por Atividade de Magistério, objeto de lei específica, aprovada em 2009 pela Assembleia Legislativa. Finalmente, como resultado de nossa luta histórica, conseguimos a incorporação de todas as gratificações ao salário base e lutaremos para que não retorne este tipo de “política salarial” que, na verdade, corrói nosso poder aquisitivo.

O reajuste escalonado e a incorporação das gratificações significam ainda muito pouco diante da desvalorização do poder de compra de nossos salários. Nós, da APEOESP, dizemos que, apesar das condições existentes, o pouco de qualidade que existe na rede estadual de ensino se deve ao trabalho e compromisso dos professores e não às políticas educacionais do Estado. Por isto, indagamos: como esperar melhorias mais substanciais num Estado que não possui sequer um Plano Estadual de Educação.

Falta em São Paulo um Plano elaborado democraticamente por um Fórum Estadual de Educação, assim como em nível nacional existe o Fórum Nacional de Educação.

A análise dos resultados do IDEB, particularmente no Estado de São Paulo, deve se refletir em mais reajustes salariais, na democratização da gestão educacional e em tratamento mais digno para os professores, sobretudo no caso dos professores temporários, denominados de “categoria O”, que não tem praticamente nenhum direito profissional. Deve levar também à imediata aplicação da jornada do piso, com a destinação de 33% da jornada de trabalho para atividades como preparação de aulas, elaboração e correção de provas e trabalhos, formação continuada no local de trabalho. Queremos ainda, de imediato, a recomposição do reajuste de 10,5% prometido para 2012 e a reposição de 36,74% referente a nossas perdas salariais acumuladas.

No que se refere ao ensino médio, os resultados mostram que este é um dos maiores desafios educacionais do nosso país. Desta forma, deve mesmo o Estado de São Paulo insistir em implementar escolas de ensino médio de período integral ou deveria investir na melhoria de todas as escolas de ensino médio, para alavancar este nível de ensino, o que se refletirá na melhoria geral da educação?

Lançamos um desafio: se o governo se sensibilizar com nossas demandas e propostas, de valorização profissional e condições de trabalho, não teremos uma nota média de 5,4 no ensino fundamental mas poderemos chegar à nota 8,0. A nossa categoria, então, será aplaudida de pé por toda a sociedade.

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As Mãos do Meu Pai Conselho Estadual de Representantes da APEOESP aprova campanha para o segundo semestre

94 Comentários Add your own

  • 1. Mariana  |  16/08/2012 às 11:12

    Olá, Bebel…
    Hoje pela manhã em minha U.E surgiu o boato da nova grade do ensino médio, e que as disciplinas de filosofia, sociologia e Artes seriam cortadas. Isso procede? o estado tem o poder de tirar disciplinas do currículo? Obrigada

    Responder
    • 2. apeoesp  |  16/08/2012 às 13:43

      Prezada professor Mariana,
      Há uma discussão neste sentido, a partir de declarações do Ministro da Educação em face dos resultados do IDEB. Vamos aguardar informações mais concretas para podermos nos posicionar com mais conhecimento de causa, mas desde já considero que a solução não é o exugamento de disciplinas e sim a reorganização dos tempos escolares, a autonomia dos sistemas e das escolas para definirem duração das aulas, flexibilização dos cursos (no caso do ensino médio noturno), mais formação continuada para os professores, melhores condições de trabalho, aplicação da jornada do piso, melhores condições de ensino-aprendizagem, melhores salários,carreira atraente, valorização profissional.
      Bebel

      Responder
  • 3. ROSANA  |  16/08/2012 às 16:41

    OI! BEBEL

    POR FAVOR PODERIA DIVULGAR A BIBLIOGRAFIA DA PARTE PEDAGÓGICA E LÍNGUA PORTUGUESA P/ “PROVINHA” 2013.

    GRATA

    Responder
  • 5. Alexandra Adinolfi  |  16/08/2012 às 18:09

    Esta semana com a divulgação dos dados do IDEB parece que a Educação tornou-se a bola da vez, é noticia em toda imprensa. Triste é que a Educação, somente seja noticia somente nesses momentos, a mobilização da sociedade poderia em muito contribuir na modificação desses índices.

    Acredito que um dos nossos grandes problemas é que a real vocação da escola se perdeu… são tantas as outras responsabilidades atribuidas à escola que esta não cumpre seu papel primordial.

    Sou professora de Matemática, e passei os ultimos anos ouvindo falar sobre a falta de professores na rede. Porque será? Me sinto muito impotente em sala de aula e sei o quanto é dificil o avanço dos meus alunos.
    Este ano tentei colaborar com meu trabalho fora da sala de aula pois acredito que posso somar muito no trabalho de outros colegas e todas as tentativas sempre foram negativas , alegando a falta de professor de matemática, mais uma vez me sinto impotente frente a tantos obstáculos.

    Responder
    • 6. apeoesp  |  18/08/2012 às 15:35

      Prezada professora Alexandra,
      A história nos ensina que não existem situações que nunca mudem. Para que isto ocorra, é necessária a ação dos perseverantes, dos idealistas, dos comprometidos com a mudança. Nós, que queremos que as coisas mudem, como acredito ser o seu caso, assim o meu próprio, certamente morreríamos como espírito e como intelecto se desistíssemos, simplesmente, de lutar. Cada qual com seus meios; cada qual com sua capacidade de contribuir, somos muitos e muitos lutando pela transformação que um dia virá.
      Bebel

      Responder
  • 7. Ana  |  16/08/2012 às 18:47

    Para conseguir essa nota no Ideb, os professores tiveram que fazer um verdadeiro milagre, dada (i) as condições alarmantes das escolas, (ii) a desvalorização moral da nossa carreira, (iii) os péssimos salários (iv) a falta de educação e comprometimento dos alunos e suas famílias, entre outras coisas. Muito bom texto, Bebel. A senhora e sua equipe estão de parábens pelas lutas e reivindicações. Abraços. Ana

    Responder
    • 8. apeoesp  |  18/08/2012 às 15:32

      Prezada professora Ana,
      Quem está de parabéns são os professores e as professoras que conseguem dar qualidade à educação em meio a tanta precariedade. Imagine se fossem valorizados como devem ser…
      Bebel

      Responder
  • 9. Edgard  |  17/08/2012 às 09:42

    Prezada Bebel, noto que és incansável e generosa ao atender, responder a todos que comentam em seu blog, parabéns!

    Quanto a sua resposta a pergunta de Mariana, faltou você ser mais enfática!
    Cortar disciplinas como “filosofia, sociologia e Artes” é um atestado de involução e bestialização, pois é justamente nestas matérias onde encontramos os saberes para formação de um cidadão consciente e criativo!

    Ratos, asnos, porcos, toupeiras, assim como determinados políticos, não possuem nem produzem arte e cultura. Arte e cultura é o que identifica uma nação, a engrandece.
    Quem sugere o corte destes disciplinas essenciais, parece estar sugerindo que andem de quatro nas escolas.

    Diversamente da esperança de Mário de Andrade, o reino do homo-imbecilis se alastra cada vez mais.

    Responder
    • 10. apeoesp  |  18/08/2012 às 15:15

      Prezado professor Edegard,
      Obrigado pelas suas palavras. Quanto à ênfase na resposta, ela virá com maior força na medida em que insistam em fazer este tipo de modificação na educação básica, imaginando-se que o problema esteja na estrutura curricular. Na verdade, ao pretenderem resolver problemas reduzindo esses conteúdos fundamentais, estarão apenas criando maiores em mais graves problemas para a nossa educação e, desta forma, atentando contra a formação de nossa cidadania, condição para uma Nação desenvolvida em todas as suas dimensões.
      Os problemas são outros e tem a ver com o engessamento dos sistemas, a precariedade das condições de ensino-aprendizagem e de trabalho dos professores, a desvalorização profissional e outros.
      Você tem toda a razão. Parabéns pela sua indgnação.
      Bebel

      Responder
  • 11. Vania  |  17/08/2012 às 18:19

    Bebel, boa tarde. Meu caso é: Fui criada pela minha avó desde os 15 dias, minha mãe faleceu. Fiquei indignada quando fui ao IAMSPE e soube que ela não pode ser agregada. Há algo que eu possa fazer?
    Outra coisa, trabalhei como cat O durante dois anos, me efetivei esse ano e nunca recebi férias. Fiz o que disse e escrevi para a direção, que respondeu dizendo que houve quebra de contrato. Não teria direito ao menos às férias proporcionais?
    Abraços.

    Responder
    • 12. apeoesp  |  18/08/2012 às 15:05

      Prezada professora Vania,
      Nos dois casos, nosso entendimento é que você tem direitos.
      Procure o departamento jurídico na sua subsede, munida de todos os documentos, para receber orientação e, eventualmente, ingressar com medidas judiciais.
      Bebel

      Responder
  • 13. Prof. Clovis  |  17/08/2012 às 20:01

    Bebel, vamos tratar a exploração da categoria com mais seriedade. Eu não sou candidato a nada para fazer promessas. Queremos o que é nosso de direito e de fato.

    Responder
    • 14. apeoesp  |  18/08/2012 às 15:02

      Prezado professor Clóvis,
      Não entendi seu comentário. Se tem propostas, por favor as apresente, mas duvide da seriedade alheia, muito menos de quem está dedicando todo o seu tempo, energia e compromisso à luta pelos direitos e interesses da nossa categoria.
      Bebel

      Responder
  • 15. vanessa  |  18/08/2012 às 01:14

    Prezada Bebel,

    Existe uma previsão certa de quando ocorrerá o concurso para PEB I, ou é apenas especulação?

    Responder
    • 16. apeoesp  |  18/08/2012 às 14:49

      Prezada professora Vanessa,
      Não é especulação. Já foi anunciado. Segundo a SEE, o edital está sendo preparado.
      Bebel

      Responder
  • 17. Renata  |  19/08/2012 às 03:01

    Bebel, alguma novidade em relação a jornada do piso?

    Responder
    • 18. apeoesp  |  23/08/2012 às 03:05

      Prezada professora Renata,
      Estamos atuando em cinco frentes:
      1 – na justiça estadual o caso está tramitando lentamente e desconfiamos que há favorecimento ao governo estadual.
      2 – ingressamos com queixa neste sentido no Conselho Nacional de Justiça.
      3 – Ingressamos com ação no Superior Tribunal de Justiça, em Brasília.
      4 – Estamos trablahando um parecer pelo Conselho Nacional de Educação normatizando esta questão. Já foi aprovado por unamimidaqde mas retornou do MEC porque entidades como CNTE, CONSED e UNDIME fizeram reparos e sugeriram mudanças.
      5 – Há compromisso do Secretário da Educação de negociar an comissão paritária a implantação paulatina da jornada do piso. Nós fazemos parte desta comissão.
      Bebel

      Responder
  • 19. Eduarda  |  19/08/2012 às 12:47

    Bom dia querida Bebel, recorro a senhora para me esclarecer uma dúvida já que a subsede a qual faço parte não soube me esclarecer: Sou categoria F aprovada e estou grávida de 6 meses, em novembro entro em licença gestante ( 6 meses), a dúvida é poderei participar da atribuição inicial normalmente e garantir aulas mesmo em licença?

    Muito grata se conseguir responder minha questão, pois, a subsede de Jaboticabal não foi capaz.

    Abraços

    Responder
    • 20. apeoesp  |  23/08/2012 às 03:05

      Prezada professora Eduarda,
      A loicença gestante é p único caso em que a professora pode participar da atribuição.
      Bebel

      Responder
      • 21. Eduarda  |  23/08/2012 às 19:12

        Querida presidenta muito, muito obrigada mesmo. O que seria de nós sem a senhora.

      • 22. apeoesp  |  25/08/2012 às 15:04

        Prezada professora Eduarda,
        O sindicato existe para organizar a luta dos professores e para auxiliá-los em seus problemas.
        Boa sorte,
        Bebel

  • 23. Cristiane  |  19/08/2012 às 14:18

    Bebel,
    Se possível, gostaria de divulgar um grupo, que administro no facebook, muito útil aos colegas de profissão. Grupo este onde debatemos sobre a Educação e compartilhamos informações, caso possa, gostaria que publicasse o endereço para quem quiser, se juntar ao nosso grupo. Não sou candidata a nada, quero deixar bem claro, neste grupo TODOS remamos ao mesmo destino e objetivo, transformar nossos alunos em seres críticos e o ensino em qualidade. É um trabalho de formiguinha, mas que possui 715 formiguinhas!
    FACEBOOK: Professores da Rede Estadual de São Paulo
    http://www.facebook.com/?ref=tn_tnmn#!/groups/141570675943625/

    Responder
    • 24. apeoesp  |  23/08/2012 às 03:02

      Prezada professora Cristiane,
      Parabéns pela iniciativa. Todo espaço sério de discussão dos problemas educacionais é bem vindo.
      Bebel

      Responder
      • 25. Cristiane  |  23/08/2012 às 16:27

        Obrigada!

      • 26. apeoesp  |  25/08/2012 às 15:17

        Prezada professora Cristiane,
        Disponha sempre do sindicato.
        Bebel

  • 27. Nanci  |  19/08/2012 às 17:27

    COORDENADORIA DE GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS

    Comunicado CGEB/CGRH de 14-08-2012

    Aos Dirigentes Regionais de Ensino, Supervisores

    de Ensino e Diretores das Escolas Estaduais

    A Coordenadora de Gestão da Educação Básica e o

    Coordenador de Gestão de Recursos Humanos, ratificando o

    entendimento e as formas operacionais que vêm norteando as

    autoridades educacionais na organização dos mecanismos de

    apoio escolar, objeto das Res. SE 02/12 e 44/12 e do Comunicado

    CGEB, de 26-07-2012, e considerando que:

    * o Conselho de Classe, se constitui, para a equipe escolar,

    não só no espaço e momento privilegiados de avaliação do grau

    de eficácia e pertinência das intervenções pedagógicas realizadas

    pelos Professores Auxiliar ao longo do bimestre, como na

    oportunidade diferenciada de levantamento de novas demandas

    de recuperação contínua e, portanto, de novos encaminhamentos

    e novas programações;

    * toda solicitação de recuperação contínua mediada pela

    atuação de Professor Coordenador, implicará ao final de todo

    bimestre letivo, na elaboração de uma nova proposta de trabalho,

    de nova ratificação pelo Conselho de Classe e, consequentemente,

    da abertura funcional de poder contar, se necessário,

    da alternância de professor;

    Comunicam:

    1. As aulas deverão ser atribuídas pelo período fechado,

    qual seja, de até 1 (um) bimestre letivo, não comportando a

    recondução de Professor Auxiliar, uma vez que trata-se de nova

    atribuição.

    2. Após a decisão do Conselho de Classe pela necessidade

    da continuidade da recuperação ou de nova recuperação, deverá

    ocorrer nova atribuição das aulas de Professor Auxiliar, de acordo

    com o disposto na alínea anterior.

    3. Esgotada a atribuição de aulas regulares da matriz curricular,

    informamos que as aulas do Professor Auxiliar poderão ser

    atribuídas na seguinte conformidade:

    3.1. Carga suplementar do titular de cargo.

    3.2. Carga Horária aos docentes não efetivos (“P”, “N”,

    “F”) e, excepcionalmente aos docentes contratados e candidatos

    à contratação.

    4. Concluída a decisão do Conselho de Classe restando

    comprovada a superação da necessidade da continuidade de

    recuperação, haverá redução da carga horária atribuída a título

    de Professor Auxiliar, na carga suplementar do titular de cargo

    e na carga horária dos demais docentes. No caso dos docentes

    contratados apenas para esta finalidade, o contrato deverá ficar

    em interrupção de exercício.

    5. As aulas de recuperação do Professor Auxiliar não

    comportam substituição a qualquer título, devendo a unidade

    escolar reduzir essa carga horária, atribuindo-a a outro docente.

    6. Não haverá a redução da carga horária do Professor

    Auxiliar que se afastar a título de licença saúde, licença à gestante,

    licença adoção, sendo a redução concretizada ao término

    da licença que motivou o afastamento. Nesse caso, as aulas do

    docente licenciado deverão ser atribuídas como aulas livres, a

    outro docente ao início do afastamento.

    Bebel, gostaria de saber se tem algum valor este documento e os entendimentos nele dispostos, pois as resoluções mencionadas não tem explícito estes entendimentos, afinal cumprimos resoluções que devem estar de acordo com as leis, ou entendimentos de um de outro?
    e não tenho direito sobre estas aulas de PA para fins de férias, 13º?

    Responder
    • 28. apeoesp  |  25/08/2012 às 16:20

      Prezada professora Nanci,
      Vamos tratar deste assunto com o secretário da Educação em nossa próxima reunião.
      Nós, da APEOESP, lutamos sempre para que os professores tenham acesso a todos os seus direitos, mesmo de forma proporcional.
      Bebel

      Responder
  • 29. mimi  |  19/08/2012 às 22:55

    boa noite presidenta,espero que estaja bem.ouvi dizer que ainda este mes havera uma paralisaçao,c/ indicios de greve,e verdade?

    Responder
    • 30. apeoesp  |  23/08/2012 às 03:00

      Prezada professora Mimni,
      Haverá reunião do Conselho Estadual de Representantes que discutirá os passos da nossa campanha.
      Bebel

      Responder
  • 31. GEOGRAFIA  |  20/08/2012 às 01:54

    BOA NOITE BEBEL, VENHO MAIS UMA VEZ FAZER UM DESABAFO DA SITUAÇÃO EM QUE VIVO NA ESCOLA ONDE TRABALHO.
    ESTOU NESSA ESCOLA HÁ 3 ANOS E ESTOU VENDO AS COISAS PIORAREM A CADA DIA, NESTE ANO UMA PROFESSORA FOI AGREDIDA DENTRO DA SALA DE AULA, OS ALUNOS DO TERCEIRO ANO COLEGIAL (ISSO MESMO TERCEIRO ANO) JOGARAM O CESTO DE LIXO NA CABEÇA DELA, APOS A REUNIAO DO CONSELHO QUE DECIDIU UNANIMENTE PELA SAIDA DOS ALUNOS AGRESSORES A DIRETORA JUNTAMENTE COM UM PROFESSOR EFETIVO DA ESCOLA (QUE É CANDIDATO A VEREADOR AQUI EM GUARULHOS) DECIDIRAM ACEITAR OS ALUNOS DE VOLTA CONTRA A DECISAO DO CORPO DOCENTE, ACONTECE QUE OS PROLEMAS COMEÇARAM AI.
    TODOS OS PROFESSORES QUE NAO CONCORDARAM COM ESSA DECISAO ESTAO SENDO PERSEGUIDOS PELA DIREÇÃO DA ESCOLA DESDE ENTAO, CADA UM DE UMA FORMA DIFERENTE.
    EU MESMA TIVE UMA ABONADA NEGADA PELA DIRETORA QUE SIMPLESMENTE INDEFERIU O PEDIDO MESMO EU SOLICITANDO COM UMA SEMANA DE ANTECEDENCIA.
    MAS O CASO DO PROFESSOR DE MATEMATICA É PIOR, ESSE PROFESSOR É EFETIVO NA ESCOLA DESDE A SUA FUNDAÇÃO E É O QUE MAIS BRIGA EM FAVOR DOS PROFESSORES, A DIRETORA ENTAO ESTA MONTANDO UM DOSSIE CONTRA ELE VISTO QUE ELE ESTA EM ESTAGIO PROBATORIO E NAO PODE TER NENHUMA OCORRENCIA NA SUA FICHA, ALEM DISSO ESSA SEMANA ELA COMEÇOU A GRITAR COM ELE NA FRENTE DOS ALUNOS SIMPLESMENTE PQ ELE QUESTIONOU SOBRE UM ALUNO QUE FICOU A AULA TODA NO BANHEIRO, E POR FIM AGORA COMO ELA NAO PODE FAZER NADA CONTRA ELE DIRETAMENTE ESTA AMEAÇANDO A PROFESSORA AUXILIAR DE MATEMATICA DA ESCOLA DIZENDO QUE SE ELA NAO FOR CONTRA ESSE PROFESSOR ELA VAI SER DISPENSADA E COM ISSO PERDER AS AULAS.
    UMA OUTRA COISA GRAVE QUE ACONTECE É QUE A DIREÇÃO PEDIU PARA ALGUNS ALUNOS FILMAREM AS AULAS DE ALGUNS PROFESSORES E PARA ENTREGAR TUDO O QUE ACONTECE NA SALA DE AULA, DIZENDO PARA OS ALUNOS QUE VAI EXPULSA-LOS DA ESCOLA SE NAO COLAORAREM.
    JA FUI NA DIRETORIA DE ENSINO (GUARULHOS NORTE) FAZER UMA RECLAMAÇAO POR ESCRITO ENTAO O SUPERVISOR RESPONSAVEL DA ESCOLA ME DISSE QUE NAO IRIA LEVAR A DIANTE ESSAS RECLAMAÇOES PORQUE ELE NAO QUERIA TRABALHAR NUMA COISA QUE NAO VAI DAR EM NADA.
    ESSA SEMANA TB ELA DISPENSOU 3 PROFESSORES EVENTUAIS PQ ELES SE NEGARAM A IR COM OS ALUNOS PARA A QUADRA (VISTO QUE NENHUM DELES É PROFESSOR DE ED FISICA).
    A MINHA ESCOLA ESTA DESSA FORMA A DIRETORA SE TRANCA NA SALA DELA FICA O DIA INTEIRO OLHANDO AS CAMERAS DO CORREDOR, OS ALUNOS FICAM PASSEANDO PELA ESCOLA, AGRIDEM PROFESSORES, COLOCAM FOGO NO LIXO E ESSA SENHORA SÓ FICA PERSEGUINDO OS PROFESSORES QUE NAO CONCORDAM COM ESSES ABUSOS.
    BEBEL O QUE POSSO FAZER LEGALMENTE PARA ACABAR COM ISSO? ESTAMOS EM GRANDE MAIORIA REVOLTADOS COM AS ATITUDES DESSA SENHORA QUE SEQUER DA UM BOM DIA E VIVE HUMILHANDO PROFESSORES E FUNCIONARIO.
    DESCULPE MAS EU ESTOU QUASE DOENTE POR CAUSA DESSAS COISAS
    UM BEIJO E OBRIGADA

    Responder
    • 32. apeoesp  |  23/08/2012 às 02:59

      Prezasdo(a) professor(a),
      A APEOESP possui uma cartilha sobre assédio moral que está disponível no site (www.apeoesp.org.br) e nas subsedes. Esses casos precisam ser denunciados. Procure o departamento jurídico na subsede para verificar o que pode ser feito.
      Bebel

      Responder
      • 33. GEOGRAFIA  |  23/08/2012 às 22:00

        MUITO OBRIGADA BEBEL, VAMOS NOS REUNIR NA ESCOLA PARA RESOLVERMOS ESSAS SITUAÇOES.
        MUITO OBRIGADA E BJS

      • 34. apeoesp  |  25/08/2012 às 15:01

        Prezada professora “Geografia”,
        Boa sorte. Contem com a APEOESP.
        Bebel

  • 35. ENIO ROMEU DOS SANTOS  |  20/08/2012 às 13:45

    que tal apresentar um projeto que vire lei, retomando todas as ESCOLAS QUE FORAM MUNICIPALIZADAS DE VOLTA PARA O ESTADO!!!!

    Responder
    • 36. apeoesp  |  23/08/2012 às 02:56

      Prezado professor Enio,
      Já houve projetos neste sentido, mas o governo tem ampla maioria de deputados na Assembleia Legislativa.
      Bebel

      Responder
  • 37. Vilma  |  21/08/2012 às 08:56

    Prezada Bebel,
    Minha preocupação é referente á jornada de trabalho. Se não resolvermos antes de terminar o ano letivo, corremos o risco de iniciar o ano nessa mesma jornada estressante de 32 aulas.
    O governo é implacável.
    Abraços

    Responder
    • 38. apeoesp  |  23/08/2012 às 02:53

      Prezada professora Vilma,
      Estamos atuando em cinco frentes:
      1 – na justiça estadual o caso está tramitando lentamente e desconfiamos que há favorecimento ao governo estadual.
      2 – ingressamos com queixa neste sentido no Conselho Nacional de Justiça.
      3 – Ingressamos com ação no Superior Tribunal de Justiça, em Brasília.
      4 – Estamos trablahando um parecer pelo Conselho Nacional de Educação normatizando esta questão. Já foi aprovado por unamimidaqde mas retornou do MEC porque entidades como CNTE, CONSED e UNDIME fizeram reparos e sugeriram mudanças.
      5 – Há compromisso do Secretário da Educação de negociar an comissão paritária a implantação paulatina da jornada do piso. Nós fazemos parte desta comissão.
      Bebel

      Responder
  • 39. Samara Moraes  |  22/08/2012 às 03:11

    Bebel,
    Vocês da Apeoesp estão cientes da enxurrada de injustificadas que os diretores estão dando aos professores? Estão ideferindo abonadas e justificadas, além de ameaçar com mais injustificadas se caso os professores faltem.

    Abraços.

    Responder
    • 40. apeoesp  |  23/08/2012 às 02:43

      Prezada professora Samara,
      Obrigada pela informação, mas precisamos de dados concretos. Se puder, nos passe informações factuais pelo e-mail presiden@apeoesp.org.br.
      Bebel

      Responder
  • 41. Vilma  |  22/08/2012 às 07:06

    Cara Bebel,
    Concordo plenamente com o texto.
    A estrutura da escola nada mudou. Não temos condições que nos favoreçam em sentido algum, nada que atraia o aluno para que tenha vontade de ir e ficar na escola. Se ainda proporcionamos aulas diversificadas, deve-se á criatividade exclusiva do professor
    e boa vontade da coordenação.
    Não se pode ficar doente, lá vem o pagamento recheado de des-
    contos. Não temos condições financeiras dignas que supram as nossas necessidades. Nem podemos aposentar com decência sem cumprir com o tempo designado por “eles”…
    Enfim, são tantas as pedras em nosso caminho.
    Espero que possamos superar as dificuldades para dar uma educação de qualidade aos nossos alunos. No futuro.
    Abraços

    Responder
  • 42. Damien  |  22/08/2012 às 13:31

    Cara Bebel,
    Como estão as ações do sindicato sobre 1/3 da jornada docente? Não encontrei aqui mais nada a respeito a não ser notas de que o sindicato está reforçando esta questão. Não gostaria de chegar no ano que vem e ter este assunto resgatado à tona na hora da atribuição causando sempre o mesmo alvoroço. Compreendo a morosidade dos julgamentos, porém acredito que este assunto diante da importância, no mínimo, era para estar em muita evidência até o presente momento.

    Responder
    • 43. apeoesp  |  23/08/2012 às 02:41

      Prezado professor Damien,
      Estamos atuando em cinco frentes:
      1 – na justiça estadual o caso está tramitando lentamente e desconfiamos que há favorecimento ao governo estadual.
      2 – ingressamos com queixa neste sentido no Conselho Nacional de Justiça.
      3 – Ingressamos com ação no Superior Tribunal de Justiça, em Brasília.
      4 – Estamos trablahando um parecer pelo Conselho Nacional de Educação normatizando esta questão. Já foi aprovado por unamimidaqde mas retornou do MEC porque entidades como CNTE, CONSED e UNDIME fizeram reparos e sugeriram mudanças.
      5 – Há compromisso do Secretário da Educação de negociar an comissão paritária a implantação paulatina da jornada do piso. Nós fazemos parte desta comissão.
      Bebel

      Responder
  • 44. Neto  |  22/08/2012 às 15:54

    Olá Bebel, tenho 30 aulas atribuidas livres como auxiliar, é verdade que vou perder todas ou só se a escola quiser me despedir sendo assim poderei continuar com elas até o fim do ano ? É a escola que vai decidir? Mais não eram aulas livres?

    Responder
    • 45. apeoesp  |  23/08/2012 às 02:36

      Prezado professor Nweto,
      A SEE mudou a resolução. Agora as aulas para o professor auxiliar duram apenas 1 bimestre. Vamos tratar deste assunto com o secretário da Educação.
      Bebel

      Responder
  • 46. Aristela  |  22/08/2012 às 16:38

    Olá Bebel
    Desculpa-me por estar sempre postando alguma pergunta que nao é o caso da discussão. Sempre que tenho uma dúvida é aqui que consigo ter atenção e esclarecimento, já que, a escola onde estou é difícil alguém da direção que tenha boa vontade para ajudar, infelizmente, e, por muitas vezes, meus colegas professores não conseguem também esclarecer.
    Já procurei na net, mas nao ficou claro, gostaria de entender quais os prejuízos que a falta injusticada pode trazer para minha vida funcional. Estou, desistindo da minha carga suplementar devido falta de condições psicológicas para continuar com esta, sou professora ingressante e nao estou me adaptando na cidade e na escola onde ingressei. Fui orientada a dar faltas injustificadas consecutivas. Já estou faltando, porém nao sei o que isso pode acarretar ( sei que nao é bom) mas, na educação, infelizmente, nao existe diálogo. Sempre gostei e me sai bem com professora, mas desde que efetivei minha vida virou um transtorno. Penso até em exonerar, pois, sinto que hoje o sistema e algumas escolas são desumanas. Cheguei ao ponto de sentir saudade da época em que era OFA.
    Fui convocada este ano novamente para escolha de vagas novamente, dessa vez em Ciências, só que consegui a carga de apenas 9 aulas, vou troucar, por ser mais proximo da minha cidade e para ver se a escola o clima é menos insalubre, por assim dizer.

    Obrigada

    ARis

    Responder
    • 47. apeoesp  |  23/08/2012 às 02:34

      Prezada professora Aristela,
      Além do desconto salarial, a falta injustificada interrompe o período aquisitivo da licença-prêmio; se somarem 30 seguidas ou 45 intercaladas no ano civil, sujeitam o titular de cargo ao processo administrativo por abandono de cargo ou freqüência irregular, respectivamente. Para o docente ACT, 15 faltas injustificadas seguidas ou 30 intercaladas podem resultar no mesmo procedimento. Não são computadas para qualquer fim. (Manual do Professor, APEOESP).
      Espero que consigo resolver os problemas. Boa sorte.
      Bebel

      Responder
  • 48. Aristela  |  22/08/2012 às 16:40

    Desculpe alguns erros… não reli antes de mandar… escrevi com o coração

    Aris

    Responder
  • 49. Camila  |  22/08/2012 às 17:11

    Prezada Bebel:

    Alguém pode me explicar que palhaçada é essa que a Secretaria de Educação fez com os professores auxiliares nos tirando aulas livres e que, supostamente, seriam até o fim do ano, no meio do 3 bimestre? Deixamos de participar de atribuições pois nos falaram que isso seria até o final do ano? Não é certo decidirem uma coisa às pressas e nos tirarem todas as aulas… Ontem eu tinha 30, hoje estou em casa pois não tenho mais nenhuma.

    Responder
    • 50. apeoesp  |  23/08/2012 às 02:31

      Prezada professora Camila,
      A SEE havia dito que isto não ocorreria, mas editou esta resolução. Vamos tratar deste assunto com o secretário.
      Bebel

      Responder
  • 51. Maria Angêla  |  22/08/2012 às 19:29

    Prezada Bebel,
    A respeito do concurso para PEB I, quem é categoria F será obrigado a prestar?

    Responder
    • 52. apeoesp  |  23/08/2012 às 02:28

      Prezada professora maria Angéia,
      Ninguém é obrigado a prestar o concurso.
      Bebel

      Responder
  • 53. Elisa  |  22/08/2012 às 20:25

    Bebel o que falar deste comunicado abaixo, vários professores perderão as aulas algumas atribuídas como aulas livres.
    COORDEADORIA DE GESTÃO DE RECURSOS HUMAOS
    Comunicado CGEB/CGRH de 14-08-2012
    Aos Dirigentes Regionais de Ensino, Supervisores de Ensino e Diretores das Escolas Estaduais
    A Coordenadora de Gestão da Educação Básica e o Coordenador de Gestão de Recursos
    Humanos, ratificando o entendimento e as formas operacionais que vêm norteando as
    autoridades educacionais na organização dos mecanismos de apoio escolar, objeto das Res. SE
    02/12 e 44/12 e do Comunicado CGEB, de 26-07-2012, e considerando que:
    * o Conselho de Classe, se constitui, para a equipe escolar, não só no espaço e momento
    privilegiados de avaliação do grau de eficácia e pertinência das intervenções pedagógicas
    realizadas pelos Professores Auxiliar ao longo do bimestre, como na oportunidade diferenciada
    de levantamento de novas demandas de recuperação contínua e, portanto, de novos
    encaminhamentos e novas programações;
    * toda solicitação de recuperação contínua mediada pela atuação de Professor Coordenador,
    implicará ao final de todo bimestre letivo, na elaboração de uma nova proposta de trabalho,
    de nova ratificação pelo Conselho de Classe e, consequentemente, da abertura funcional de
    poder contar, se necessário, da alternância de professor;
    Comunicam:
    1. As aulas deverão ser atribuídas pelo período fechado, qual seja, de até 1 (um) bimestre letivo,
    não comportando a recondução de Professor Auxiliar, uma vez que trata-se de nova atribuição.
    2. Após a decisão do Conselho de Classe pela necessidade da continuidade da recuperação ou de
    nova recuperação, deverá ocorrer nova atribuição das aulas de Professor Auxiliar, de acordo
    com o disposto na alínea anterior.
    3. Esgotada a atribuição de aulas regulares da matriz curricular, informamos que as aulas do
    Professor Auxiliar poderão ser atribuídas na seguinte conformidade:
    3.1. Carga suplementar do titular de cargo.
    3.2. Carga Horária aos docentes não efetivos (“P”, “N”, “F”) e, excepcionalmente aos docentes
    contratados e candidatos à contratação.
    4. Concluída a decisão do Conselho de Classe restando comprovada a superação da necessidade
    da continuidade de recuperação, haverá redução da carga horária atribuída a título de Professor
    Auxiliar, na carga suplementar do titular de cargo e na carga horária dos demais docentes. No
    caso dos docentes contratados apenas para esta finalidade, o contrato deverá ficar em
    interrupção de exercício.
    5. As aulas de recuperação do Professor Auxiliar não comportam substituição a qualquer título,
    devendo a unidade escolar reduzir essa carga horária, atribuindo-a a outro docente.
    6. Não haverá a redução da carga horária do Professor Auxiliar que se afastar a título de licença
    saúde, licença à gestante, licença adoção, sendo a redução concretizada ao término da licença
    que motivou o afastamento. Nesse caso, as aulas do docente licenciado deverão ser atribuídas
    como aulas livres, a outro docente ao início do afastamento

    Responder
    • 54. apeoesp  |  23/08/2012 às 02:28

      Prezada professora Elisa,
      Vamos tratar deste assunto com a SEE. Porém é entendimento da Secretaria que não são aulas de caráter permanente, mas atendem a situações específicas diagnosticadas pela equipe escolar e pelos professores responsáveis das classes/disciplinas, devendo durar o tempo necessário para sanar o problema. Não faz sentido, porém, a não recondução.
      Bebel

      Responder
  • 55. Vilma  |  23/08/2012 às 16:12

    Cara Bebel,

    Soube hoje na escola que o secretário da educação virá a Campinas segunda-feira para apresentar o novo plano de carreira
    e também comunicar a contratação de psicólogos, psiquiatras nem sei pra quê, aliás, desconfio, barrar as licenças-saúde…
    Você sabe de alguma coisa?
    Abraços

    Responder
    • 56. apeoesp  |  25/08/2012 às 15:27

      Prezada professora Vilma,
      Sei que o secretário tem ido às regiões. Ao mesmo tempo em que fala do plano de carreira, na sua visão (que se limita à regulamentação dos novos níveis e faixas criados pela lei complementar 1143/2011), deixa de falar sobre o reenquadramento na carreira (para corrigir as distorções da lei complmentar 836/97), não fala da redução do tempo dos interstícios (que hoje fazem com que os/as professores/as tenhma que esperar 30 anos para atingir o topo da carreira – prejudicando mais as professoras, que se aposentam com 25 anos de magistério). Não fala da melhoria da base salarial. Também não fala da implementação da jornada do piso, uma necessidade fundamental para a valorização dos professores e melhoria da qualidade do ensino e tantas outras questões.
      Os professores precisam menos de psicólogos e psiquiatras e muito mais de melhores salários, respeito e melhores condições de trabalho. Espero que os professores presentes a este encontro, e os dirigentes e conselheiros da APEOESP que lá estarão, questionem o secretário sobre os assuntos do interesse da nossa categoria e da escola pública.
      Bebel

      Responder
  • 57. Regina néri oliveira  |  23/08/2012 às 18:27

    Bebel,
    como li aqui e como tenho presenciado com colegas, os diretores por conta da falta de professores estão injustificando falta de professor, estão indeferindo abonadas, e estão dividindo sala e fazendo o professor ficar com alunos que não são seus, uma colega minha até levou uma advertencia no livro de ocorrencias da escola por se negar a aceitar alunos de sala que foram divididas por não haver eventual. O que fazer? Isso é mais um abuso! O que o sindicato fará?

    Responder
    • 58. apeoesp  |  25/08/2012 às 15:16

      Prezada professora Regina Néri,
      Levaremos este caso ao conhecimento do secretário da Educação em nossa próxima reunião. Procedimentos como estes apenas agravam os problemas da qualidade do ensino. Em relação a qualquer abuso ocorrido, o professor deve procurar imediatamente o departamento jurídico na subsede da região.
      Bebel

      Responder
  • 59. Prof° Oswaldo  |  24/08/2012 às 15:13

    Bom dia, Bebel! Recebi hoje a informação que o governo está estudando a possibilidade de conceder um aumento de salário para os professores nos próximos meses. Você sabe algo a respeito? Quem disse foi a supervisora de ensino da minha escola, que afirmou ter ouvido da dirigente que esteve em reunião em São Paulo e disse que esse assunto foi comentado. Não é a hora da Apeoesp cobrar, para que isso não fique só na conversa.

    Responder
    • 60. apeoesp  |  25/08/2012 às 14:58

      Prezado professor Osawaldo,
      Sim, existe este rumor, mas que não pode ser confirmado por setores da SEE porque cabe ao governador tratar de assuntos relacionados a reajustes salariais.
      Tal rumor é resposta do governo à ação da APEOESP. Não deixamos um só dia de cobrar da SEE a recomposição do anunciado reajuste de 10,2% em 2012, dos quais recebemos somente 5,0%. A SEE nos afirmou diversas vezes que havia levado o assunto ao comitê de política salarial do governo. Portanto, o reajuste, quando vier (e estamos cobrando a mais absoluta urgência) será uma conquista dos professores e da APEOESP, pois estamos conduzindo esta luta desde o ano passado.
      Bebel

      Responder
  • 61. Sergio  |  24/08/2012 às 19:22

    Bebel,o que o sindicato vai fazer em relação aos professores readaptados?Pois agora terão que gtrabalhar 30anos?.E o ensino médio como vai ficar o ano que vem?Vai sobrar para nós professores?E as licenças saúde que estão descontando para a aposentadoria fazendo o professor trabalhar a mais?Parece que o sindicato está sem ação?.Já sei.O sindicato somos nós…..

    Responder
    • 62. apeoesp  |  25/08/2012 às 14:54

      Prezado professor Sérgio,
      O sindicato não está sem ação. Está sendo preparada ação judicial e o assunto está na nossa pauta para a próxima reunião com o secretário da Educação.
      Bebel

      Responder
  • 63. apeoesp  |  24/08/2012 às 21:41

    Prezado Professor Rodrigo,

    É por conta de toda essa situação que a nossa luta por valorização dos professores é fundamental. A redução do numero de alunos por sala de aula sempre foi uma das nossas reivindicações e é central para a melhoria da qualidade de ensino.
    É importante que todos participem das nossas lutas – Assembleia 28 de setembro!
    Contamos com você!
    Bebel

    Responder
  • 64. Rose  |  24/08/2012 às 22:53

    Bebel,
    por conta da grande falta de professores, não há mais quem queira ser professor eventual e os poucos que sobraram, os diretores dispensam, está ocorrendo uma prática abominável nas escolas, os diretores estão injustificando as faltas mesmo quando o professor tem outras faltas por dar e estão tb distribuindo os alunos das salas em que os professores faltaram em outras salas, já disse a meu diretor que não aceito e ele está me ameaçando com uma advertência no livro de ocorrências. Qual o posicionamento do sindicato quanto à essa situação? Gostaria que vc me desse a resposta sem me encaminhar para o jurídico, pois sei de muitos colegas que estão passando pela mesma situação.
    Obrigada.

    Responder
    • 65. apeoesp  |  25/08/2012 às 14:33

      Prezada professora Rose,
      Há muitas práticas na rede estadual de ensino que apenas pioram a qualidade do ensino, além de atacar os direitos dos professores. Obviamente, o sindicato é contra as práticas que você menciona, que são autoritárias e n~]ao melhoram o ensino; ao contrário. Vamos levar este assunto ao secretário da educação em nossa próxima reunião.
      Agora, seu caso particular não pode ser encaminhado de outra forma que não por meio do departamento jurídico, se alguma medida for tomada pela direção dsa escola que fira seus direitos. Neste caso não há como resolver o problema de forma coletiva.
      Bebel

      Responder
  • 66. Sebastião Miguel  |  25/08/2012 às 14:07

    Bebel, boa tarde. As aulas de apoio que são aulas livres, o professor pode ser dispensados caso entre em licença? Pelo menos é o que diz uma resolução publicada agora em julho. Procede?

    Responder
    • 67. apeoesp  |  25/08/2012 às 14:27

      Prezado professor Sebastião,
      Esta resolução tem causado dúvidas, inquietações e mesmo revolta entre os peofessores auxiliares. Este assunto está na pauta do nosso próximo encontro com o secretário da Educação.
      Bebel

      Responder
  • 68. Rodrigo  |  25/08/2012 às 15:02

    Bom tarde Bebel! outra coisa para melhorar a qualidade de ensino o que acho poderia ao invés de pagar como um ” incetivo” ao professor o bônus o qual coloca ainda mais a responsabilidade no professor e na escola seria aumentar o provento do professor e, também, incentivar o aluno pois há muitos alunos desinteressados na sala de aula. Acho bacana um vínculo com empresas e o esporte, principalmente com as olimpíadas chegando.

    obrigado!

    Responder
    • 69. apeoesp  |  25/08/2012 às 15:54

      Prezado professor Rodrigo,
      Articular o ensino com cultura e esporte é muito importante, mas não vejo com bons olhos vincular a escola pública com empresas. Quanto ao bônus, você tem razão: queremos melhores salários.
      Bebel

      Responder
  • 70. Roseana  |  25/08/2012 às 19:02

    Boa Tarde, Bebel!

    Preciso urgentemente de sua orientação. Eu, também fui advertida no livro de ocorrências por não ter aceitado ficar com alunos de colegas que faltaram. Saí da escola passando mal, fui parar no Pronto Socorro.Isso é ASSÉDIO MORAL! Existe alguma legislação que apoie esse abuso de poder? Soube que meu diretor recorrerá ao Conselho de Escola para nos obrigar a mudar nossas convicções. Nesse sentido há algo que ele possa fazer contra nós professores que não concordamos em ajudar a esconder o que está acontecendo dentro da escola? Que medidas ele poderia tomar dentro da escola para minimizar essa falta de professores, mas sem prejudicar o trabalho de quem está em sua sala de aula, desenvolvendo seu planejamento diário?
    Obrigada por sua atenção

    Responder
    • 71. apeoesp  |  29/08/2012 às 14:15

      Prezada professora Roseana,
      Você deve procurar o departamento jurídico na sua subsede para verificar se o caso se enquadra como assédio moral e que providências tomar.
      Bebel

      Responder
  • 72. Jogeo  |  26/08/2012 às 15:38

    Alguns diretores podem ser autoritários, mas escolas em que, simplesmente em uma segunda-feira, 80% dos professores não comparecem, que tipo de atitude ele deve ter a não ser o braço de ferro?

    As medidas precisam ser ponderadas sim, só que está faltando colaboração dos docentes, pois como dar aula para 500 alunos com 3 professores na escola?

    Simplesmente é isso que os diretores alegam quando mandam justificadas e injustificadas mesmo o professor tendo faltas para abonar.

    Responder
    • 73. apeoesp  |  29/08/2012 às 14:07

      Prezado professor Jogeo,
      Eu acredito sempre no diálogo e no trabalho coletivo. Diretores de escolas assim devem procurar envolver toda a comunidade na discussão das razões do problema e na busca de soluções. Braço de ferro, por si só, nada resolve; apenas agrava a situação.
      Bebel

      Responder
  • 74. ENIO ROMEU DOS SANTOS  |  26/08/2012 às 21:58

    Maria iZABEL É legal perante a lei ou não existir cameras dentro da sala de aula? AQUI EM MINHA ESCOLA NA REGIÃO DE ITARARE-SP EXISTE. GOSTARIA DE um parecer seu ou da propria apeoespe, sobre esse assunto.

    Responder
    • 75. apeoesp  |  29/08/2012 às 14:05

      Prezado professor Enio,
      Não há ilegalidade, mas é inadequado do ponto de vista pedagógico e de gestão democrática.
      Sugiro que a comunidade se movimente e o assunto seja pautado no Conselho de Escola. Procure também a subsede da APEOESP.
      Bebel

      Responder
  • 76. Camis  |  27/08/2012 às 21:34

    Boa noite Bebel…
    O problema quanto às aulas de professor auxiliar foi que quando foram atribuidas NÃO FOI DITO QUE SERIAM FEITAS ATRIBUIÇÕES BIMESTRAIS. Nos foi dito que seriam aulas livres até o final do ano, pegamos com essa certeza já que ninguém pegaria isso por apenas um bimestre… Agora perdemos TUDO e não poderemos ser reconduzidos… Que desrespeito é esse? Como ficamos?

    Responder
    • 77. apeoesp  |  29/08/2012 às 12:59

      Prezada professora Camis,
      Este assunto está na pauta da nossa próxima reunião com o secretário da Educação.
      Bebel

      Responder
      • 78. Elisa  |  29/08/2012 às 16:05

        Mas tem que ser uma medida urgente, pois já está programado para todos perderem estas aulas no fim de setembro, milhares de professores vão ficar desempregados.

      • 79. apeoesp  |  02/09/2012 às 00:37

        Prezada professora Elisa,
        Discutiremos este assunto como o secretário na reunião que manteremos na segunda semana de setembro.
        Bebel

  • 80. Ester  |  29/08/2012 às 20:06

    Ola Bebel, sei que posso contar novamente com você . Sou categoria F acertei 38 questões, estou usando tempo de serviço.Fui fazer minha inscrição para dar aula e não sai que estou aprovada.Preciso fazer a prova novamente.Tenho medo de não fazer a prova e ficar na lista dos reprovado.Desde já agradeço!Um abraço!Ester

    Responder
    • 81. apeoesp  |  02/09/2012 às 00:22

      Prezada professora Ester,
      Você está aprovada.
      Bebel

      Responder
  • 82. Sidnei Ribeiro de Moraes  |  31/08/2012 às 01:50

    O IDEB paulista melhorou porque diretores não deixam reprovar alunos, assim podem receber bônus. É a prostituição da educação. Os alunos continuam a ser analfabetos funcionais e científicos e o ENEM desmascara esta situação. Precisamos parar com essa superproteção ao aluno. A vida real não é assim. Quem não se esforça é demitido ou nem consegue emprego. Mas a escola está ensinando a impunidade e incentivando o ócio (por que alguém se esforçaria para aprender se receberá o diploma de qualquer jeito? Acreditar na consciência, maturidade e caráter dos adolescentes? Tem de ser muito ingênuo). Liberem diploma só para quem tiver 50% de aproveitamento no ENEM e 80% de frequência na escola, então veremos as coisas realmente acontecerem. Mas essa frequência é para todos: gestantes, doentes, trabalhadores…enquanto não completarem 80% da carga horária não recebem diploma, nem que demore .8 anos para completar. Tem de radicalizar, pois a situação é de emergência. Tem analfabeto recebendo diploma de ensino médio e até sendo eleito deputado…e depois não sabem porque faltam técnicos. Só formamos especialistas em conversa fiada, tendo como retaguarda os pedagogos de gabinete que ficam tendo idéias para os outros aplicarem e, assim, garantirem seus cargos de aspones. todo diretor, coordenador, supervisor e aspones das secretarias de educação, deveriam ter pelo menos uma sala de aula para tomar conta, Aí poderiam ter noção do que falam.

    Responder
    • 83. apeoesp  |  31/08/2012 às 10:05

      Prezado professor Sidnei,
      As questões que você levanta podem ser verdadeiras, e sabemos que muitas são mesmo. Mas o IDEB é decorrência de uma prova prestada pelos estudantes. Sendo assim, ele reflete uma melhora na aprendizagem. Não é o que queremos, mas houve um avanço lento.
      Bebel

      Responder
      • 84. Sidnei Ribeiro de Moraes  |  31/08/2012 às 14:22

        Bebel, mas é isso que estou questionando: o IDEB leva em conta mais o fluxo (reprovação) do que o aproveitamento dos alunos. Isso para não comentar a aplicação “discutível” das provas. Quem aplica não é neutro. Façam uma prova dissertativa de português e matemática e levem em conta apenas esse resultado. Será assustador. Quem está em sala de aula sabe do que estou falando. Nossos alunos chegam ao ensino médio semi-analfabetos e o professor em vez de aprofundar o assunto tem de remediar 8 anos (agora 9, pois transformaram o prezinho em 1ºano, para diminuir 1 ano nas creches públicas) de educação destrutiva.

      • 85. apeoesp  |  01/09/2012 às 23:52

        Prezado professor Sidnei,
        Não defendo as avaliações externas, por si sós, como critérios para medir a qualidade da educação. Essas provas são discutíveis, porém, seus resultados, comparados entre si (série histórica) nos dão uma ideia da evolução da aprendizagem dos estudantes. Quanto ao ensino fundamental de nove anos, você está enganado: o objetivo não é diminuir um ano na pré-escola, mas permitir o ingresso de milhões de crianças que não tem acesso a creches e pré-escolas (pela sua insuficiência) no sistema escolar, para que tenham maior possibilidade de sucesso escolar.
        Bebel

  • 86. Alvaro  |  03/09/2012 às 19:38

    É como sempre de novo, o professor é culpado pelo aluno não conseguir essas médias, pois não tém o hábito de estudar que seria o mínimo, vejo na escola onde estou que pros alunos se fazer qualquer avaliação, seja de olimpídas, diagnósticas ou até mesmo o saresp, precisa-se força-los a comparecer, senão não aparece ninguem, pois eles mesmo falam prá que tanta prova se não vai mudar sua nota bimestral, para também responder essas provas que eles não levam a sério, por ser alternativas é puro chute. Não vejo como essas avaliações vai avaliar alguém que não quer ser avaliado, eu acho é um dinheirão gasto prá preencher papel nada mais,e como disse aqui no começo tem ter um culpado e é fácil apontá-lo, OOOO PROFESSOOOOOOOOOOOOOR.
    Sobre o Tema do blog o certo é; QUALIDADE DA EDUCAÇÃO: OS PROFESSORES ESTÃO DESESPERADOS?
    – Lei do Piso, cadê jornada de trabalho,
    – Direito a um convênio médico, que funcione,
    – Salários baixos, apesar de ter recebido um aumentão (5%),
    – Vale alimentação de R$ 4,00, isso porque se deu um aumento de 100%, depois de uma década,
    – Sistema de progressão continuada (desde 1997), alunos estão passando sem nenhum conteúdo, só não pode faltar, mas ainda tém a compensação de falta e a falta da presença familiar na escola,
    – Falta de segurança nas escolas, brigas, alunos indisciplinados e ainda uma questão que é a realidade e muito importante que é as drogas presentes nas escolas,
    – Escolas em reformas o ano inteiro,
    – Falta de professores principalmente nas áreas de EXATAS, (ex: qual químico formado vai encarar uma sala de aula, com esse sálario que ai está),
    – Direitos iguais para todos.
    – etc,………………………………………………………………………….

    Responder
    • 87. apeoesp  |  05/09/2012 às 03:06

      Prezado professor Álvaro,
      Sim, você tem razão, há uma série de fatores a nos empurrar para o desespero. Mas somos uma categoria enorme e temos uma força equivalente, que nem sempre usamos. Nosso trabalho tem qualidade, apesar do “carimbo” de incompetentes que querem nos colocar. Preferi acentuar nossas qualidades e demonstrar nosso valor, pois o desespero não nos levará a nenhum lugar. Este pouco que você assinalou e, ainda assim, resultado da nossa luta. Quanto mais poderemos conquistar se cada professora e professor vier para as nossas mobilizações? No dia 28 de setembro, às 14 horas, temos assembleia na Praça da República. Que grande demonstração será se formos muitos milhares de professores e professoras lá, gritando nossa indignação e nossas reivindicações para o secretário ouvir!
      Bebel

      Responder
  • 88. Sidnei Ribeiro de Moraes  |  04/09/2012 às 02:27

    Permita-me discordar, faz parte da democracia. Não houve evolução. Nos quase 30 anos que milito na educação posso afirmar: os alunos estão chegando ao ensino médio sabendo cada vez menos. Meu filho está terminando o 9ºano de uma escola particular e tem conhecimento muito superior ao dos meus alunos do 3ºano do ensino médio da escola estadual. Meus alunos de 1989 tinham conhecimento muito superior aos meus alunos atuais. Aliás, estou na mesma escola desde 2009 e posso afirmar que os formandos de 2009 estavam melhor preparados que os deste ano. Sou professor de Física e posso afirmar que a capacidade de ler, escrever e resolver problemas está cada vez pior. Dou aula em duas escolas estaduais, numa delas a disciplina é um pouco melhor, mas o nível de conhecimento é o mesmo. Quando um aluno da 3º série pergunta o que significa propagar, ou não sabe resolver uma equação do primeiro grau, nem mesmo aplicar regra de três, ou discernir que metro é medida de comprimento…não dá para dizer que as coisas estão melhorando. Quanto à pré-escola, continuo com minha opinião, o governo quer aumentar o número de alunos em escolas regulares e economizar em monitores de creches e construção de creches por conseguinte, mas a quantidade de professores, assim como seus salários…sem alteração.Aliás, a inclusão inexiste em ambos os casos (com ou sem pré-escola). É apenas uma questão econômica. Classes heterogêneas, alunos de inclusão, 9º ano, caderninhos-apostilas de padronização de ensino, compensação de ausências com trabalhos, reprovação só se ficar retido em 4 disciplinas, direito a 300 faltas por ano,…são idéias de pedagogos de gabinete que não melhoraram em nada a educação. Diploma só para quem atingir 50% de aproveitamento no ENEM e 80% de frequência (sem direito a trabalhinhos), assim como aplicação da justiça restaurativa. Basta isso e a educação dará um salto de qualidade de 110%. A Dilma diz que temos que priorizar a produção e o conhecimento científico. Como? Formando especialistas em conversa fiada?Desculpe o desabafo, mas é que tenho pena de ver mais uma geração perdida e fico preocupado ao ver pessoas ligadas à educação, acreditando que houve melhora no aprendizado.

    Responder
    • 89. apeoesp  |  05/09/2012 às 02:59

      Prezado professor Sidnei,
      Devemos, sim, reconhecer os problemas e trabalhar sobre eles, mas não temos unicamente problemas. Há um esforço sendo feito e nós professores, fazemos esse esforço diariamente nas nossas escolas, contra todas as condições adversas, para melhorar a educação. Há, sim, resultados. É verdade, estão muito aquém do necessário e do desejável, mas existem. Reconhecê-los é nos incentivar a prosseguir e a lutar por mais avanços.
      A reprovação não é remédio para nada, se não dermos as condições para que o processo ensino-aprendizagem ocorra com qualidade. Reprovar, simplesmente, é apenas aumentar a exclusão de grandes parcelas da nossa população e manter os privilégios de quem tem acesso às melhores escolas. A avaliação é necessário e somos contra a aprovação automática. Mas não necessárias uma série de outras medidas educacionais, entre elas a valorização do magistério e demais profissionais da educação.
      Bebel

      Responder
      • 90. Sidnei Ribeiro de Moraes  |  05/09/2012 às 03:37

        Veja bem, Bebel, não estou falando em reprovação. Apenas em não entregar o diploma de segundo grau para quem não detêm o conhecimento necessário para tal.Para ter diploma teria de passar no ENEM. Não se pode banalizar o diploma entregando para analfabetos funcionais com a desculpa da inclusão. Não podemos formar engenheiros que não sabem cálculo. Nem técnicos em eletrotécnica que não sabem medir tensão, corrente e resistência elétricas. Temos de acabar com essa cultura do “coitadinho”. Não existe aprendizado sem esforço, nem melhora de condição social sem superação. Não podemos nivelar por baixo, como já está acontecendo, por causa desta cultura da inclusão a qualquer preço. E essa mentalidade parece estar chegando às universidades federais. Aí será o fim. A burguesia está rindo à toa, pois somente ela vai continuar a deter o conhecimento e a informação.É hora de mudar e tem de ser agora.

      • 91. apeoesp  |  05/09/2012 às 12:16

        Prezado professor Sidnei,
        Não se trata de “coitadinho”; trata-se de ter políticas de inclusão com qualidade de ensino. Não podemos culpabilizar professores e estudantes, que são vítimas e não responsáveis pelos problemas e deficiências da educação pública.
        Bebel

  • 92. Sidnei Moraes  |  06/09/2012 às 02:33

    Respeito sua opinião, mas a atual política já se comprovou ineficaz. 99% dos professores que estão em sala de aula concordam com meu pensamento: a não responsabilização dos alunos (sempre os outros são culpados, nunca eles, são sempre vítimas), a não participação e responsabilização também dos responsáveis (não vão à escola em uma reunião sequer, mas se o filho é retido, ou suspenso, a casa cai), a desmotivação dos professores pela falta de respaldo da direção, coordenação, supervisão, diretoria de ensino, SEE, enfim o sistema jogando contra, todos esses fatores trabalham pela destruição da educação, mas nenhum é tão nefasto quanto dar um certificado sem mérito. É a banalização do diploma, do trabalho do professor. Por que alguém se esforçaria por algo que sabe lhe será dado mesmo que não estude? Não me diga que não é bem assim, pois aluno só não pega diploma se estourar em faltas e mesmo assim pode arrumar um atestado, fazer uns trabalhinhos de compensação de ausência, ou entrar com recurso na DE, mesmo sem razão e o certificado será entrague.O Estado é responsável, mas o público alvo é conivente e só reclama quando é retido ou “transferido” por indisciplina, no mais transformaram a escola em ponto de encontro. Estudar pra quê? De cada classe de 40 alunos que tenho só 10% são cônscios da importância de aproveitar essa fase da vida para aprender e não para se entregar à cultura do entretenimento. Sei que vc não vai mudar seu modo de pensar, assim como eu e a maioria dos meus colegas. Mas a educação nunca irá melhorar se arrumarmos apenas a política salarial e a estrutura das escolas. O aluno precisa voltar a valorizar o aprendizado (e não vai ser com conversa ou equipamento que isso vai acontecer). Sem esforço não há aprendizado .E os alunos não estão se esforçando porque não precisam. Ainda não perdi a fé.

    Responder
  • 93. Wlad Sousa  |  25/09/2012 às 21:04

    Temos a cultura de culpar sempre o governo por todos os problemas.Com professores não é diferente.Que ha desvalorização na educação, não temos o que contestar.Mas,entendo que a falta de capacitação do professor ,é a responsável por boa parte do fraco desempenho dos alunos do ensino fundamental.Uma pesquisa recente , comprovou que quase metade dos professores, sequer sabe ligar um computador.Outra pesquisa mostra que os professores não utilizam as redes sociais para fins educacionais.Venho durante um certo período em meu facebook, o que professores da minha rede andam postando em seus faces.Pois, só vejo coisa futeis , e sempre que convoco para uam discussão sobre educação, eles se esquivam.O fato, é que boa parte dos professores,não se atualizam, não pesquisam, não se informam sobre as coisas importantes para fins educacionais.Sempre escutei,professores reclamando da aprovação automática,das classes multiseriadas,das condições das escolas,da violência contra eles, da falta de acompanhamentos dos pais, dentre outras.Entretanto, nunca ví a classe docente paralisar as suas atividades, sem que seja em prol de salários.Então fica a pergunta…Professores, estão realmente preocupados com a qualidade da educação, ou apenas lutam por maiores salários?
    A qualidade dos discurso da classe docente, deixa a desejar.Pregam uma coisa, fazem outra.Falam em preparar os alunos para serem pensantes, críticos, éticos, cidadãos, mas não aceitam críticas, quando essas são direcionadas a eles.Precisamos de uma mudança geral ana educação, onde não só o estado, mas a familia e a classe docente, estejam unidos e determinados em melhorar a educação.

    Wlad
    Pedagogo

    Responder
    • 94. apeoesp  |  26/09/2012 às 12:21

      Prezado professor Wlad,
      Considerando que tenha razão em boa parte do que diz, devemos perguntar: a qualificação e atualização profissional dos professores não deveria ser parte essencial das políticas educacionais? O que tem feito o Estado, particularmente o Estado de São Paulo, por ser a maior rede de ensino do país, nesta direção?
      Como pode o Estado cobrar dos professores e realizar seleções para professores temporários (quando há falta de professores na maioria das disciplinas) sem oferecer condições a esses professores de se atualizar e de se qualificar durante a jornada, no próprio local de trabalho, como é a conduta normal em todos os sistemas de ensino que almejam a qualidade?
      Iniciativas individuais dos professores são importantes e devem ser estimuladas, mas elas não podem obscurecer o fato de que as autoridades educacionais são as responsáveis pela melhoria da qualidade da educação e não podem ser isentadas. Devemos, sim, cobrar do governo o que é sua obrigação. Com a atual jornada de trabalho (32 aulas em classe), salários muito baixos e condições de trabalho sofríveis (para dizer o mínimo), vamos melhorar muito pouco. O compromisso dos professores com educação pública é fundamental, mas não produz milagres.
      Bebel

      Responder

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