Dois por cento é muito pouco. Todos à Assembleia!

19/04/2013 at 09:31 2 comentários

O Governo encaminhou à ALESP proposta de reajuste de 2% sobre os 6% já previstos para julho de 2013, perfazendo 8,1% de reajuste total.

Reafirmamos: o reajuste novo é de 2%.

Estima-se que, com estes 2%, fique contemplada a inflação de junho de 2011 (data de vigência da Lei Complementar 1143/11) a junho de 2013. Entretanto, nossa reivindicação é de um reajuste salarial de 36,74%, para reposição de nossas perdas acumuladas desde fevereiro de 1998.

Há três aspectos a destacar:

1)    A proposta é insuficiente e não atende nossa reivindicação.

2)    Por outro lado, na prática ela “descongela” a política salarial do governo, dando margem à nossa pressão por um reajuste maior.

3)    Não houve, porém, negociação com as entidades, como prevê o artigo 5º da Lei Complementar 1143/11, uma conquista da APEOESP.

O governo deveria, no mínimo, conceder além dos 2% mais 5% referentes à recomposição do reajuste prometido para 2012. Como se recorda, o governo anunciou 10% de reajuste para julho de 2012, mas embutiu o percentual referente à incorporação da GAM, objeto de outra lei. Na prática, o reajuste de 2012 foi de 5%.

Reafirmamos, portanto, a luta pelas nossas reivindicações. Todos à Assembleia Estadual, 19/04, 14 horas, Vão Livre do MASP, Avenida Paulista.

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A Apeoesp representa todos os professores Professores em greve!

2 Comentários Add your own

  • 1. Prof. Claudio  |  20/04/2013 às 20:23

    Não acredito que a educação estadual esteja bem. Não acredito que seja culpa dos professores e de suas metodologias de ensino. Acredito que melhores condições profissionais como um salário mais atrativo e um maior tempo para estudo e formação profissional, com o cumprimento da “jornada do piso”, possam melhorar substancialmente este quadro. Não entro em greve por nenhuma questão sindical ou partidária. Entro em greve por entender inaceitável a perda salarial obtida pela falta de reajustes, pelos desníveis salariais entre os profissionais da educação básica e outros servidores públicos tais como os do judiciário e legislativo (os quais podem ser facilmente acessados pela internet com a concretização da Lei de Acesso à Informação) ou mesmo os professores do ensino superior (sendo que estes também necessitam de valorização em sua carreira). Entro em greve por não admitir a existência de milhares de professores, no estado mais rico da federação, sem direito a férias, décimo terceiro e os mais básicos direitos trabalhistas.

    AO FALAR QUE A GREVE É POLÍTICO-PARTIDÁRIA, sr herman voorwald:
    “VOCÊ NÃO ME REPRESENTA!”

    Prof. Claudio
    Professor da Rede Pública do Estado de São Paulo

    Responder
    • 2. apeoesp  |  21/04/2013 às 14:16

      Prezado professor Cláudio,
      Parabéns pela sua manifestação. Todos à greve.
      Bebel

      Responder

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