A greve continua. Nova assembleia no dia 03 de maio na Avenida Paulista.

26/04/2013 at 22:20 12 comentários

Queremos aumento real, além da reposição das perdas salariais

Vinte mil professores, reunidos em assembleia estadual na Avenida Paulista, vão livre do MASP, decidiram pela continuidade da greve da categoria, iniciada no dia 22 de abril. Ao final da assembleia, seguiram em passeata até a Praça da República.

Como divulgamos no boletim APEOESP Urgente nº …, o Secretário da Educação não atendeu nenhuma de nossas reivindicações e ainda teve a ousadia de propor que agendássemos uma conversa para daqui a “dois ou três meses”.

A escola pública e os professores não podem mais esperar. Queremos aumento real, além da reposição de nossas perdas salariais.

Queremos a implantação da jornada do piso, soluções para a situação dos professores da categoria O, para a violência nas escolas, para as condições de trabalho, para a saúde dos professores. E não admitimos a privatização do Hospital do Servidor e do IAMSPE.

Para tanto, a APEOESP está solicitando negociação diretamente com o governador do Estado.

A assembleia decidiu que os professores devem retornar às escolas na segunda-feira, dia 29, para conversar com os estudantes. Na segunda e na terça-feira devem ser intensificados os comandos de greve nas regiões, visitando escolas, paralisando-as e realizando manifestações em locais de grande concentração popular, com o apoio dos ônibus que participam da Caravana em Defesa da Escola Pública.

No dia 1º de maio, a categoria participará massivamente dos atos do Dia do Trabalhador, levando as bandeiras da entidade e divulgando as razões da nossa greve. Na quinta-feira, 02 de maio, serão realizadas assembleias regionais e, na sexta-feira, DIA 03 DE MAIO, às 14 HORAS, GRANDE ASSEMBLEIA ESTADUAL no vão livre do MASP.

A APEOESP estará presente na terça-feira na Assembleia Legislativa, para participar da reunião do Colégio de Líderes, onde solicitará a convocação de audiência pública para discussão do Projeto de Lei Complementar nº 11/2013, que estabelece os reajustes salariais para o magistério.

No dia 06 de maio, realizaremos vigília no TJSP por ocasião do julgamento do mérito da sentença da jornada do piso e, em data a ser definida, vigília também na Praça da República, onde se localiza a Secretaria Estadual da Educação.

As subsedes da APEOESP intensificarão também os contatos com as Câmaras Municipais, para solicitar apoio dos vereadores à nossa luta e, ao mesmo tempo, também ampliarão seus contatos com os pais, solicitando que apoiem o movimento não enviando seus filhos à escola durante a greve, garantindo assim a reposição de aulas a todos.

Estão sendo enviados novos materiais às subsedes, como cartazes e cartas-abertas à população. Também será enviado boletim com informações sobre os reajustes diferenciados que estão sendo concedidos a professores, dirigentes regionais de ensino, diretores e vice-diretores de escola e professores coordenadores pedagógicos.

Nossa greve está forte e cresce a cada dia. Para chegarmos à vitória, contamos com o trabalho dos diretores, conselheiros, representantes e cada professor e professora.

O governo quer derrotar a nossa categoria. Não Vamos permitir!!!

Todos à Assembleia Estadual – dia 03 de maio – 14 horas – vão livre do MASP – Avenida Paulista.

 passeata

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TJ marca julgamento de recurso do Estado contra a lei do piso Agora estou também no facebook: www.facebook.com/maria.i.noronha.5

12 Comentários Add your own

  • […] por Maria Isabel Azevedo Noronha, presidente da APEOESP, em seu blog, via Facebook […]

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  • 2. Lais Viajante  |  27/04/2013 às 00:58

    São Paulo, 26 de abril de 2013.
    Carta aberta ao secretário de educação do estado de São Paulo
    Herman Voorwald

    Estamos nós, professores, neste dia, reunidos a fim de tentar mais uma vez assegurar que direitos básicos nossos e daqueles que são assistidos por nós, alunos, sejam cumpridos. Poucas são as pessoas que tem a oportunidade de ocupar um cargo público de tanta responsabilidade e prestígio, como o que o senhor ocupa neste momento. Será que o senhor tem consciência de que toda decisão sua, está diretamente ligada aos inúmeros destinos de crianças e adolescentes de nosso estado?
    Não se trata aqui, de uma luta de classes, do empregado (professores) versus patrão (Estado), se trata, sobretudo, de uma força motriz capaz de mudar toda estatística, em todos os níveis mais preocupantes, nas próximas décadas. Paulo Freire em seu livro A pedagogia da autonomia confirma: “O professor tem o dever de dar suas aulas, de realizar sua tarefa docente. Para isso, precisa de condições favoráveis, higiênicas, espaciais, estéticas, sem as quais se move menos eficazmente no espaço pedagógico. As vezes as condições são de tal maneira perversas que nem se move”. E é isso, o que pedimos enquanto classe… condições favoráveis para o nosso exercício profissional.
    Há um programa estrangeiro de televisão que se chama UNDERCOVER BOSS, ou o chefe espião. A dinâmica desse programa se baseia na experiência que o dono, o responsável, o administrador principal, o prefeito de uma cidade, vai adentrar-se entre os seus funcionários a fim de descobrir o que se passa de fato, nos bastidores da empresa ou como é o caso, entre os servidores. Nesse programa, o chefe espião, passa a exercer temporariamente os diversos cargos, oferecido pela empresa ou a administração, a fim de que ocorra a inversão de papéis e a possibilidade daquele sentimento tão esquecido: a empatia, isto é, o colocar-se no lugar do outro. O resultado é que todas as vezes, em que o programa foi exibido, o chefe espião, se dava conta de quão levianas, as decisões que ele tomava na sala de reuniões, se tornavam diante da realidade. Seria uma excelente ideia, que o senhor, despido de seu cargo de secretário, atuasse um dia na pele de um servidor público, na educação. Estaria, o senhor Herman Voorwald disposto a se tornar um chefe espião? Teria o senhor coragem o suficiente para ser professor por um dia? Teria o senhor coragem o suficiente para ser professor eventual por um dia? Estaria o senhor aberto a essa possibilidade de ampliar o seu campo de visão além daquilo que o seu cargo como secretário lhe permite receber como remuneração no quinto dia útil? Estaria o senhor aberto a possibilidade de enxergar a educação, estando de fato, dentro dela? O senhor se dá conta, de que os professores do estado de São Paulo representam o capital humano a que o senhor tem obrigação de potencializar? Senhor Herman Voorwald, o quanto o senhor entende de educação além das decisões que lhe são submetidas a apreciação pelo seu chefe de gabinete Fernando Padula? Sob que efeito gerador são tomadas as decisões realizadas em sua secretaria? Teria ela como base, apenas os efeitos de receita, os efeitos na fazenda, os efeitos financeiros? Se é isso o que se dá na sua mesa de reuniões, fica claro, que pouco se entende de educação… Por que entender de educação é compreender que as decisões a serem tomadas, devem considerar acima de qualquer coisa, o fator humano, em todas elas! Nas suas aparições, não se nota absolutamente nenhuma preocupação com o capital humano que a sua secretaria tem que gerir.
    Infelizmente, o ethos da SEE, enquanto órgão que administra a educação em nosso estado transmite a pior ideia que se tem a respeito da profissão professor. Nada é feito em termos de incentivo. Não há diálogo com a classe e nem transparência na gestão de recursos financeiros e prestação de contas. Na administração da SEE no estado de SP, não existe prestação de contas. Vamos aos números: Quais foram as empresas contempladas para a produção do caderno do aluno nestes anos? Quanto foi gasto especificamente? Quanto dinheiro foi lavado? As escolas contempladas com reforma completa e com reforma da quadra tiveram que aturar obras mal feitas e com material de baixa qualidade. Que empresas foram essas? Quanto foi superfaturado em cada azulejo de péssima qualidade colocado nas escolas? Qual é a fatia do bolo que cada empresa leva por escola? Os alunos recebem no inicio do ano o kit escolar, quem é a empresa que fornece cada lápis? O lápis é o pior, da mais baixa qualidade, nenhum se aproveita nos kits. Quem pagou quanto por cada lápis e a quem? A matemática é simples: O dinheiro público vai para o ralo, porque a SEE pouco se importa. Nos órgãos da SEE, quantos são os cargos de confiança? Quem são os prestadores de serviço terceirizados e quanto recebem pelos serviços prestados? Não é de hoje, senhor secretário que os professores sabem das ilegalidades cometidas pela SEE. Chalita que o diga. Quando que a SEE vai parar de dar esse suposto jeitinho brasileiro para mascarar os problemas de nossa educação? Quando os assessores de imprensa da SEE serão francos diante da realidade escolar? A SEE paga milhões a prestadores de serviço e não investe no capital humano, que é o professor. Esses cursinhos que a EF propõe aos professores, são financiados como e por quanto?
    Queremos mais! Queremos que toda educação seja pensada pelo ponto de vista do BEM ESTAR SOCIAL. Professor, precisa de ócio criativo. Precisamos de tempo. Precisamos que a jornada do piso, seja colocada em prática sem subterfúgios e discursinhos amarelados em apresentações de ppt, como a que vimos em 2012! Senhor secretário, joga na real! A gente sabe, que o senhor é marionete do Fernando Padula, o qual entra e sai governo, permanece com a posição intacta. Precisamos de oportunidades reais para ascender em nossa jornada. Nem o senhor, que parece não gostar muito de comer (tão magrinho!) vive com nosso salário. E o salários dos agentes de organização escolar… nem se fala, então! E não fale mal do sindicato, viu?
    Precisamos que a SEE, também seja avaliada do ponto de vista técnico. Quem garante que a SEE sabe o que está fazendo? Muita gente da SEE, precisa se aposentar, a educação precisa de sangue novo! Precisamos que nossos professores, categoria F e O, sejam respeitados como os de categoria A. As faxineiras da escola, possuem um contrato de trabalho mais digno do que os professores da categoria O. Precisamos ter um salário que nos permita vivências estéticas e culturais! O senhor já procurou se informar sobre o número de professores do estado de São Paulo que recorrem a empréstimos consignados em folha? Por que isso acontece? Atente-se a essa problemática crescente! É um problema sério para o qual o senhor deveria estar atento, já que incide de forma negativa na qualidade de vida dos seus professores! Não dá para pensar em qualidade na educação se a vida do professor, é marcada de forma diferente. E além disso, saiba que apesar de necessitarmos ainda de convênios particulares, o IAMSPE é nosso! Se possível for, gostaríamos que o senhor duplicasse o valor do vale coxinha e o estendesse para todos os professores, é claro! Enfim, dê mais sua cara pra bater, no sentido de mostrar serviço e faça essa SEE trabalhar, porque ultimamente daí, não tem saído nada criativo e nem digno de nota e nós estamos cansados desses mandos e desmandos e resoluções e carinhas felizes de emoticons!
    Atenciosamente.
    Seus professores e cordiais servidores da educação.

    Responder
    • 3. apeoesp  |  27/04/2013 às 10:23

      Prezada professora Lais,
      Publiquei sua carta como colaboração. Muito obrigada. Parabéns.
      Bebel

      Responder
  • 4. fabio  |  27/04/2013 às 03:41

    Desculpa, mas dia 03 de março acaba a greve. pois o Holerite com descontos vai estar no sistema. Professor não tem folego $$ para manter infelismente.

    Espero que o judiciario decida a nosso favor dia 06/05. boa sorte a todos.

    Responder
    • 5. apeoesp  |  27/04/2013 às 10:22

      Prezado professor Fabio,
      Creio que quis dizer 03 de maio. E espero que nossa greve só acabe quando os professores s esentirem satisfeitos quanto ao atendimento das reivindicações.
      Muito ajuda quem não atrapalha.
      Bebel

      Responder
  • 6. junior  |  27/04/2013 às 04:01

    bom diaaaaaaaaaaa!!! Bebel é uma vergonha…uma vice diretora da escola carolina cintra sul 2 foi agredida por alunos , nesta semana…e a diretoria proibiuuuu a escola divulgar para imprensa…isso é um absurdo…a populaçao , em geral tem q ficar sabendo disso… procura mais informaçoes….e divulgue para todos….e olha essa vice ficou ate internada…pelas agressoes sofridas!

    Responder
    • 7. apeoesp  |  27/04/2013 às 10:12

      Prezado professor Junior,
      É assim que age este governo. Quer sempre esconder da opinião pública os problemas da rede estadual de ensino. A APEOESP, por meio da subsede, está pronta a auziliar esta professora do ponto de vista jurídico e político. Nossa greve também é contra a violências nas escolas, para que este governo tome medidas efetivas para contê-la.
      Bebel

      Responder
  • […] por Maria Isabel Azevedo Noronha, presidente da APEOESP, em seu blog, via Facebook […]

    Responder
  • 9. raimundo  |  27/04/2013 às 12:17

    Bebel, tenho três colocações:
    1º Por que os dados presentes ma assembleia do Masp é tão diferente do da Policia militar. Muitos Professores estão confiando mais nos dados da PM. Seria bom esclarecer para termos argumentos para convencer os professores de que o movimento não esta perdendo força.
    2ª Vocês esqueceram de colocar em pauta , auxilio transporte , que é um direito do trabalhador para os professores que recebem mais de R$ 3.000,00 ( três Mil reais mensais ) . exemplo neste novo Projeto de Lei os Diretores terão gratificação de 15% sobre o salario base como auxilio transporte. vamos convencer os deputados na reunião do colégio de líderes colocar esta gratificação também para os professores citados na condição acima. Vocês liberam o jurídico a nos apoiarem a entrarmos com um mandado de segurança para garantir este direito trabalhista?
    3ª Quanto ao auxilio alimentação , a mesma coisa , não é justo o professor que ganha acima de R$ 2.700,00 por mês perder este direito.
    Sou APEOESP E VOCÊS ME REPRESENTAM. AGUARDO RESPOSTA. ATÉ A VITÓRIA

    Responder
    • 10. apeoesp  |  28/04/2013 às 12:13

      Prezado professor Raimundo,
      Basta que os professores olhem as fotos e imagens das assembleias e passeatas e verão quem está mentindo. Nenhuma estimativa é exata, mas temos muitos anos de experiência para sistinguir 3 mil pessoas de 20 mil. Acreditar é questão de fé. Não pedimos que tenham fé em nós, mas que vejam as imagens, raciocinem e lutem junto conosco. Professor que fica trabalhando e comentando o movimento, apenas, enfraquece a luta que é dele também.
      Quanto aos demais itens, vou levar como sugestão. Apenas lembrando que o departamento jurídico só pode ajuizar ações requerendo o que está na lei.
      Bebel

      Responder
  • […] por Maria Isabel Azevedo Noronha, presidente da APEOESP, em seu blog, via Facebook […]

    Responder
  • 12. Valdecy Alves  |  05/03/2014 às 14:16

    Assista ao documentário gravado por Dr.Valdecy Alves em que debate as principais violações à Lei do Piso do professor, Lei Federal nº 11738/2008, gravado na manhã de 06/03/2014. Além da análise de cada uma das violações desde 2008, demonstra as principais fraudes praticadas contra direitos dos professores contidos na lei e da educação de qualidade. http://valdecyalves.blogspot.com.br/2014/03/documentario-sobre-lei-do-piso-violada.html

    Responder

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