Educação básica: novo programa vai incentivar docência e carreira científica

03/05/2013 at 00:50 15 comentários

O Ministério da Educação está estruturando um programa de estímulo a jovens estudantes do ensino médio que pretendam seguir carreira na área científica ou na docência da educação básica. Para isso, criará incentivos a programas de formação e pesquisas de universidades, centros de pesquisas e institutos nas áreas de licenciatura e científica que envolvam professores e estudantes dessa etapa do ensino.
A proposta prevê a criação de núcleos nas instituições de educação superior, institutos e centros de pesquisas com oferta de bolsas de incentivo a estudantes e a professores da educação básica, a professores e a graduandos das universidades e a pesquisadores.
O programa terá como meta atender 100 mil estudantes do ensino médio, além de 10 mil de graduação em cursos de licenciatura do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid). Serão incorporados ao programa os estudantes medalhistas das olimpíadas de matemática e de língua portuguesa, entre outras. Os professores que participarem do programa terão direito a bolsas e poderão ser incluídos em programas de formação e pesquisa.
O programa do MEC não prevê pagamento de incentivos nem a vinculação da titulação na pós-graduação dos professores ao desempenho satisfatório dos estudantes. Decisões nesse sentido caberão exclusivamente a estados e municípios. O MEC não tem gerência na carreira docente de escolas da educação básica.
Assessoria de Comunicação Social – Ministério da Educação
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Reunião com o Ministro da Educação A greve continua!

15 Comentários Add your own

  • 1. Benedito  |  03/05/2013 às 13:34

    Pelo que dá para ver de todas as manifestações dos alunos ocorrendo por todo os estado apoiando a greve dos professores a manifestação hoje na Paulista vai ser muito grande.Aliás esta manifestação já se tornou um movimento, o movimento dos educadores e da sociedade pela melhoria na educação.Parece que os alunos que assim como nós os professores não suportamos mais as mentiras deste governo assumiu a bandeira de uma nova educação.Saudamos estes jovens estudantes e esta é a nossa melhor aula que podemos dar a vocês : a aula da cidadania , dos direitos e dos deveres;Quem estuda tem direito de ter uma educação de qualidade e tem o dever também de lutar por ela. É
    isso aí! “Quem sabe faz a hora e não espera acontecer”

    Responder
  • 2. claudia  |  03/05/2013 às 16:07

    kkkk, Desculpe mais está fácil demais dizer que são os professores o problema da educação!!! Presidenta leve ao ministro a seguinte proposta:
    – Corte as “BOLSAS” das famílias que tiver aluno com baixo rendimento,
    -Faça com que os pais comprem o material dos seus filhos
    -Cobre dessas famílias a postura correta em relação aos estudos e participação na vida acadêmica de seus filhos.
    -Abaixe a idade penal!!!
    Garanto que a educação passará a ter índices nunca antes vistos na história desse país!

    Responder
    • 3. apeoesp  |  04/05/2013 às 17:40

      Prezada professora Cláudia,
      Não vi na nota do Ministério nenhuma referência a que os professores seriam o problema da educação. Sempre reivindicamos melhor formação e acredito que é compromisso de todo educador aprimorar-se sempre.
      Não creio que suas sugestões possam melhorar a situação da educação, pois tem apenas um caráter repressivo/punitivo. Não acho que seja este o caminho.
      Bebel

      Responder
  • 4. Alex Safo  |  04/05/2013 às 14:12

    É incrível como se considera que a formação dos professores é mais prejudicial para o aprendizado dos alunos do que as condições de trabalho dos professores. Vi essa notícia em vários meios de comunicação: são medidas paliativas e que visam ludibriar os futuros professores. Exemplo real: sou professor de física efetivo do estado desde 2004. No concurso que entrei, outros 9 conhecidos meus também foram aprovados. O número de vagas para física era maior que o número de aprovados, ou seja, todos poderiam ser efetivados. Dos 10 que passaram (me incluindo nessa conta) somente 4 foram para a escolha. Os outros 6, todos recém formados, já tinham opções de trabalho melhor. Após 1 ano de cargo 2 dos 4 que foram efetivados pediram exoneração. Após 5 anos só eu continuei no estado como professor. Ou seja, além de sermos poucos os professores formados em física, a carreira docente do estado não é nem um pouco atrativa, ninguém quer ficar. E ainda dizem que o problema é a formação de professores!!
    Adoro dar aulas, estou a quase 10 anos no estado, mas não aguento mais as condições de trabalho que temos. Estou pra pedir exoneração (nem licença eu quero!!), pois oportunidades de emprego não faltam. Tenho mestrado e estou terminando o doutorado em educação e em nada isso me ajuda em sala de aula com 40 alunos que fazem o que quer nos ameaçando diariamente. O salário é pífio e eu me pergunto todo dia o que ainda estou fazendo na escola pública.
    Claro que há alguns momentos de esperança com os alunos que me dão gás para ficar, mas eles são poucos e logo vem o massacre do estado: “Professor é incompetente”, “O problema da educação são os professores”. Será que sou incompetente também com tamanha formação que tenho? Fiz bons trabalhos em sala de aula que tiveram repercussões fora da escola. Nesse momento “eles” vêm com câmera para mostrar que no estado é possível ter bons exemplos. Mentira!! Fiz tudo sozinho e com grande esforço individual, apesar das condições de trabalho que nos dão. E ainda querem fazer propaganda com o suor dos outros. Mas ainda preferem gastar milhões com caderninhos feitos por quem não conhece a realidade da escola pública. Valorizar realmente os professores que estão no dia-a-dia batalhando não faz parte do plano deles.
    Ano passado foi a primeira vez que tirei uma licença médica de 3 dias. Fui tratado como um criminoso tendo que fazer perícia estando de cama ainda. Apesar de tudo que já me dediquei
    É engraçado dizerem que querem incentivar os alunos a fazer carreira docente. A maior propaganda é o que acontece dentro da sala de aula. Uma aluna já me disse: “Eu queria ser professora de história, mas eu vejo o quanto vocês sofrem em sala de aula e desisti de ser professora”. Será que medidas paliativas adiantam?
    Não adianta políticas de formação se nós professores temos que estar 32 aulas por semana dentro de sala de aula lotada. É um dos trabalhos mais estressantes que existe. Quem tem 32 aulas por semana é um herói, pois são poucos que aguentam isso. Às vezes nos sujeitamos a isso, pois o salário é muito baixo. Mas ninguém merece. Como propôs nossa colega Laís, convido o senhor secretário a ministrar 32 aulas semanais por 1 mês com o salário de professor, sem televisão e nem imprensa por perto. Duvido que ele aguente. Se ele considera o salário tão bom (acima do piso nacional), porque não reduz o próprio salário e nos mostra como é possível viver com ele?
    Quando realmente vão fazer políticas que visem a melhora da educação e não somente falácias que em nada contribuem? Quando que vão parar de criar planos eleitoreiros e assumir a responsabilidade de serem governantes em prol da educação?
    Por que ao invés de ficar mandando emails com notícias fantasiosas e reuniões com a nata dos puxa-sacos (reuniões em polos) não criam um canal aberto para o diálogo, como, por exemplo, deixar a gente comentar as notícias que colocam no site oficial? Talvez porque não queiram ver a real situação da escola pública.
    Esse é um desabafo de um professor que não aguenta mais tanta hipocrisia do poder público e de ser responsabilizado por tudo de ruim que ocorre na educação.
    Alex Safo.

    Responder
    • 5. apeoesp  |  04/05/2013 às 17:09

      Prezado professor Alex,
      Sua análise está perfeita para o Estado de São Paulo. Esta é realmente a realidade em que vivemos. Por isso estamos em greve. Há, porém, tentativas de encaminhar soluções para os problemas. Infelizmente não partem do Governo do Estado. Partem da União. O sistema federativo brasileiro impede que medidas de âmbito nacional sejam impostas a estados e municípios. Eles devem aderir. Lutamos por um sistema nacional de educação, onde as leis e normas sejam aplicadas por todos. A genralização “poder público” muitas vezes esconde compromissos diferenciados dos governantes com a educação. Devemos valorizar as iniciativas que vem no sentido de melhorar a educação pública brasileira e cobrar que se tornem realidade. Lutamos pela implantação da jornada do piso no Estado de São Paulo, para que tenhamos tempo e condições para melhorar a nossa formação e a qualidade do ensino.
      Bebel

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  • 6. Wagner  |  04/05/2013 às 17:53

    Curso superior, mestrado, doutorado, pós-doutorado….., as universidades vão engordando suas receitas com essa formação que nada tem haver com a necessidade de um bom professor que optou em dar aulas para o ensino fundamental e médio e ninguém combate esses absurdos, tem até quem admite colocar este tipo de requisito em planos de carreira comprovando que quem participa dessas mesas de discussão nada entende de educação e se mostram míopes em enxergar o que de fato tiraria a educação do fundo do poço em que chegou. Temos é que combater e lutar nesse momento unica e exclusivamente no quesito “AUMENTO SALARIAL”, pois um salário motivador levariam as melhores cabeças de estudantes a escolher ser professor, os concursos para professor voltariam a ser concorridos, os vestibulares dos cursos de licenciaturas voltariam de fato a existir, e seguramente não teríamos mais estudantes dando aulas no lugar de professores, profissionais de outras áreas fazendo bico como professores, etc…. A volta da qualidade da educação em todos os níveis seguramente iria acontecer em níveis de excelência.

    Responder
    • 7. apeoesp  |  05/05/2013 às 12:48

      Prezado professor Wagner,
      Creio que o senhor está muito mal informado sobre nossa luta. Por favor, leia os materiais sobre plano de carreira publicados no site da APEOESP, a pauta da greve e todos os demais materiais da entidade. Informar-se antes de falar evita a manifestação de muitas opiniões equivocadas.
      Bebel

      Responder
  • 8. Cássia  |  04/05/2013 às 19:17

    por que somente professores e alunos do ensino médio tem acesso?
    sempre se esquecem dos professores e alunos do ensino fundamental.
    o que adianta um curso desses, se nas escolas estaduis laboratórios simplesmente não existem?

    Responder
    • 9. apeoesp  |  05/05/2013 às 12:43

      Prezada professora Cássia,
      O Ministério aponta um caminho. A forma como o Estado brasileiro é organizado não permite que a União imponha este projeto aos estados. Cabe a nós, que aqui moramos e trabalhamos, exigir e lutar para que as escolas estaduais sejam equipadas adequadamente. Este é, inclusive, um dos pontos da nossa pauta de greve.
      Bebel

      Responder
  • 10. rosa  |  04/05/2013 às 22:51

    Parabéns pelo trabalho que vem desempenhando Bebel, creio que o caminho é este: buscar junto as autoridades formas de valorização de nossa profissão, dos educandos e incentivo àqueles que venham a se interessar por essa carreira.
    Sabemos não ser esta uma profissão muito agradável no momento, mas quero crer que em um futuro não muito distante, teremos jovens orgulhosos em dizer que são professores. De minha parte, terei e tenho orgulho ainda maior em dizer que faço parte daqueles que acreditam na Educação, que acreditam na resolução dos problemas não com reclamações e conformismo, mas com luta, cobrando das autoridades ( não importa se deste ou daquele partido político) o respeito que educadores e educandos merecem, porque estes são o futuro da nação e aqueles responsáveis pela construção deste futuro.
    Quanto aos comentários da prof. Claudia, a minha opinião diverge da opinião dela, como por exemplo, quando se fala em redução da maioridade penal. Sabemos ser este um assunto muito mais abrangente, pois não se trata simplesmente de reduzir a maioridade para dezesseis anos, que os criminosos vão recrutar jovens de quatorze, quinze anos para o mundo do crime. É preciso combater as causas (com investimentos verdadeiros em saúde, educação e lazer, sem desvios de verbas para engordar as contas de muitos) e não as consequências. Não quero com isto dizer que um jovem que cometeu um crime não precise ser punido com o rigor da lei, mas que também não saia da reclusão mais perigoso do que quando entrou.
    Com relação à Bolsa-família, estive assistindo a uma reportagem sobre as cidades onde a seca castiga e alguns moradores destas regiões disseram que só conseguem comprar algum alimento graças a este auxílio.
    Bebel, me desculpe por ter explicitado aqui a minha opinião sobre estes assuntos. Sei que o momento não é este e com todo respeito à professora quis apenas expor o meu ponto de vista.

    Responder
    • 11. apeoesp  |  05/05/2013 às 12:12

      Prezada professora Rosa,
      Obrigada pelas suas palavras e por ter explicitado suas opiniões, pois este espaço existe para isto. Creio que é preciso perseverar na busca de educação de qualidade, que passa pela valorização profissional do magistério. Se não acreditarmos no futuro da educação ficaremos paralisados, apenas reclamando e deixando de agir, mesmo quando o momento se apresenta.
      O Ministério da Educação está buscando um caminho. Claro, é uma medida pontual, mas é positiva. Os problemas da educação no Brasil se agigantaram e é preciso pensar também em grandes soluções. Precisamos pensar em saídas que envolvam as famílias, a mídia, toda a sociedade.
      “Soluções” com a redução da maioridade penal, como você disse, cria um caminho sem volta que produzirá mais violência. As verdadeira soluções são mais difíceis, mas são necessárias.
      Bebel

      Responder
  • 12. Carl  |  05/05/2013 às 20:55

    O Mercadante é outro hipócrita e não passa mais de um incompetente. Esse moço saiu defendendo na Folha de SP a família Frias, sendo que a Folha financiou a ditadura.

    Responder
    • 13. apeoesp  |  06/05/2013 às 00:40

      Prezado professor Carl,
      Respeito seu ponto de vista, mas acho que não condiz com um educador se dirigir ao Ministro da Educação nesses termos.
      Bebel

      Responder
  • 14. Carl  |  06/05/2013 às 15:10

    Professora Bebel, pode observar que nem o Governo Federal nos apoia, pois também vai na mesma linha do governo de SP, nos dando bônus. A melhoria da Educação brasileira só vai melhorar se começar a dá um salário digno aos professores e melhores condições de trabalho e isso governo nenhum quer nos dar porque acha que investimento em Educação é gasto. E completo: isso é cultural.

    Responder
    • 15. apeoesp  |  07/05/2013 às 18:19

      Prezado professor Carl,
      Creio que você não leu a nota publicada. Diz justamente o contrário.
      Bebel

      Responder

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