A greve continua!

04/05/2013 at 16:41 17 comentários

bebel assembleiaPor aumento real de salário e reposição das perdas, condições de trabalho, implantação da jornada do piso, extensão das condições da categoria F para a categoria O, não à privatização do Hospital do Servidor e outras reivindicações

Nova assembleia – 10 de maio no Vão Livre do MASP, na Avenida Paulista, a partir das 14 horas

A intransigência e a arro­gância do Secretário da Educação levaram os 18 mil professores presentes à as­sembleia estadual no Vão Livre do MASP (Avenida Paulista) na tarde de sexta-feira, 3, a aprovar a con­tinuidade da greve. Os professores aprovaram ainda um calendário de mobilizações, que prevê uma nova assembleia para o próximo dia 10 de maio (sexta-feira), no mesmo local, a partir das 14 horas.

Até agora, o governo não acenou com qualquer contraproposta. Por isso a APEOESP esteve presente na terça-feira, 30 de abril, na Assembleia Legislativa, quando participou da reunião do Colégio de Líderes. Os diretores solicitaram a realização de uma audiência pública e a constituição de uma comissão de parlamentares para abrir canal de negociação com o governador Geraldo Alckmin.

Em todas as regiões vamos in­tensificar o trabalho de convocação para a assembleia e de ampliação da nossa greve. É necessário realizar comandos nas escolas em todos os dias da semana, combinados com atividades regionais (panfletagens), diálogo com os pais e estudantes, assembleias regionais.

A assembleia aprovou também moção pela destinação de 100% dos royalties do petróleo e 50% dos rendimentos do Fundo So­cial do Pré-Sal para a educação, que será encaminhada ao Senado Federal, Câmara dos Deputados, Presidência da República, Ministério da Educação, Governador, Prefeitos, Câmaras Municipais.

Aprovou ainda moção de repú­dio aos dirigentes de ensino autori­tários, que perseguem professores e não respeitam o direito de greve, citando os nomes dos dirigentes cujos nomes forem encaminhados até segunda-feira às 17 horas para presiden@apeoesp.org.br.

Nas regiões, as subsedes devem denunciar também os diretores de escolas autoritários, que praticam assédio moral contra os professores, sobretudo neste momento de greve.

Entre as principais reivindicações (quadro), queremos aumento real, além da reposição de nossas perdas salariais. Além disso, a implantação da jornada do piso, contratação de temporários com os mesmos direi­tos dos docentes da categoria “F”, soluções para a violência nas escolas, para as péssimas condições de tra­balho, para a saúde dos professores. E não admitimos a privatização do Hospital do Servidor e do IAMSPE.

Homologação do Parecer do CNE sobre a Lei do Piso

Em audiência com o Ministério da Educação (MEC), em 02 de maio, a presidenta da APEOESP, Maria Izabel Azevedo Noronha, garantiu o compromisso do pró­prio ministro, de, em no máximo 15 dias, homologar o parecer do Conselho Nacional de Educação sobre a Lei do Piso, incluindo as especificações sobre a constituição da jornada.

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Educação básica: novo programa vai incentivar docência e carreira científica Por mais recursos para a educação pública

17 Comentários Add your own

  • 1. Fabio Andrade  |  04/05/2013 às 20:13

    Bebel estive na paulista e vi sua postura de perto!!! O pessoal da Apeoesp que vem nos motivar aqui na escola já chega falando que por vc nada aconteceria, é por esse motivo que estou apoiando a manifestação. Todas as sextas estarei aí na paulista. Espero que vc não tente bancar a ditadora que quer atrapalhar menos o trânsito, se é para incomodar que todos sintam nosso sofrimento!!!
    Caramba, vc está de que lado…seus próprios colegas de Apeoesp te detestam e só angariam apoio por isso!!!

    Responder
    • 2. apeoesp  |  05/05/2013 às 12:40

      Prezado professor Fábio,
      Acho muito estranho que em plena greve dos professores o senhor se dedique a escrever comentários para me afrontar e desrespeitar. Começo a duvidar de que o senhor tenha realmente algum interesse na nossa luta. Saiba que quem propos a greve fui em mesma, contra a opinião e a vontade dos chamados “setores à esquerda” da diretoria da entidade. Muitos, talvez, dos que me acusam, sequer queriam a greve. E se passam nas escolas, em plena greve, falando mal do sindicato, isto demonstra que estão trabalhando contra o movimento e não a favor.
      Nosso objetivo, nas ruas, é mostrar nossa luta, denunciar a nossa situação, divulgar nossas reivindicações e pressionar o governo. Nosso objetivo não é atrapalhar mais o trânsito, além do que já ocorre. Lamento que este seja o seu objetivo. É muito pequeno diante da grandeza da nossa causa, que é a educação.
      Como liderança, meu papel não é agradar pessoas que, como você, tem outros objetivos além da nossa luta. Minha obrigação é conduzir as deliberações das instâncias do sindicato e, dentro do possível, preservar a integridade física dos professores e professoras ali presentes. Não sou irresponsável. Sei perfeitamente que muitos dos que, à revelia do comando da manifestação, queriam “atrapalhar mais o trânsito”, correram quando foram ameaçados pela polícia. Não serei eu a dar cobertura a pessoas que instigam os demais, mas não tem coragem suficiente para encarar as consequências.
      Bebel

      Responder
  • 3. Fabio Andrade  |  04/05/2013 às 20:32

    A senhorita não vai comentar a greve municipal e o quanto isso pode ajudar na mobilização na capital!!!
    E$$$$$$$$$$$$$$$QUI$$$$$$$$$$$ITO……

    Responder
    • 4. apeoesp  |  05/05/2013 às 12:22

      Prezado professor Fábio,
      Esquisita e lamentável é a forma desrspeitosa com que você se dirige à presidenta de seu sindicato, se você realmente é professor e filiado à APEOESP. Não condiz com a função de um educador. Somos solidários à greve dos professores municipais, assim como há manifestações de solidariedade dos professores municipais à nossa greve. Os nossos patrões, entretanto, são diferentes, as reivindicações não são idênticas e as realidades também não são iguais. No Município, há um processo de negociação, enquanto no Estado ele não existe. Temos que pensar mais na unificação com nossos colegas servidores estaduais, com quem temos pontos em comum: mesmo patrão, a precarização do trabalho (categoria O), o autoritarismo, assédio moral, condições de trabalho. Esta unificação com o funcionalismo estadual está sendo encaminhada desde o primeiro momento. Quanto aos professores municipais, realizamos um ato conjunto e vamos continuar demonstrando nossa solidarieda. No mais, cabe aos professores da rede estadual todo o empenho para paralisar as escolas estaduais, estas sim, sob nossa responsabilidade, pois é nelas que vivemos nossa realidade.
      Bebel

      Responder
  • 5. Prof. Luiz  |  05/05/2013 às 01:41

    Vamos à luta professores! Vamos em busca de nossos direitos!

    Responder
  • 6. carlos  |  05/05/2013 às 22:47

    Professores, precisamos reagir de alguma forma. Estamos lutando contra um governo fascista e que quer SEMPRE nos ver pelas costas. Parabéns a todos que se mobilizam contra a grande farsa que é o projeto de educação do estado de SP.

    Responder
    • 7. apeoesp  |  06/05/2013 às 00:39

      Prezado professor Carlos,
      É isso. Vamos continuar e intensificar a nossa luta.
      Bebel

      Responder
  • 8. Maria da Conceição  |  06/05/2013 às 00:47

    Quero dizer que, na minha escola, aqui em Guarulhos, nós não vimos a cor de nenhum representante da APEOESP para falar sobre a greve… Na verdade, veio sim, um pessoal que entrou na sala dos professores, colou cartazes e não dirigiu a palavra a ninguém que estava lá… Só percebemos que eram representantes da apeoesp, depois que vimos os cartazes…
    Resultado: na minha escola, ninguém quis aderir à greve… Tem gente que nem sabe o que está acontecendo… Eu estou nadando contra a correnteza, mas algo me diz que posso sair perdendo e muito com isso…
    Por que não há movimento dos representantes do sindicato nas escolas aqui em Guarulhos? Por que não há piquet de greve???
    Eu sou da Diretoria Regional Norte, de Guarulhos, E.E. Padre Conrado Sivila Alsina e, por aqui, parece que não está acontecendo nada!
    Me ajudem! Estou gritando sozinha no deserto, aqui…

    Responder
    • 9. apeoesp  |  06/05/2013 às 12:36

      Prezada professora Maria Conceição,
      É importante que você nos tenha dado informações sobre isto, pois todas as subsedes devem participar com afinco e determinação da greve, mas infelizmente nem sempre acontece.
      Por favor, verifique o telefone da subsede em http://www.apeoesp.org.br, entre em contato, exija comando de greve na sua escola. A greve é de toda a categoria, e os dirigentes do sindicato, sejam eles estaduais ou da subsede, devem dar o exemplo.
      Bebel

      Responder
  • 10. Maria José  |  06/05/2013 às 11:46

    Tristes divergências num momento como este!!! Já não basta a alienação de outros sindicatos da categoria? Triste profissão a nossa!!!!!!!!!!!!

    Responder
    • 11. apeoesp  |  06/05/2013 às 12:32

      Prezada professora Maria José,
      Você tem toda a razão. O momento é de união. Questões menores devem ser deixadas de lado e nos mantermos mobilizados em torno de nossas necessidades e reivindicações.
      Bebel

      Responder
  • 12. Cleber Gomes  |  06/05/2013 às 17:21

    Bebel, estou com uma dúvida, a escola onde leciono paralisou integralmente durante uma semana, a contar do dia 19, na semana passada os professores ficaram com receio e decidiram por voltarem ao expediente. No entando eu decidi me manter na paralisação, assim como dois outros professores amigos meus. Independente dos outros professores terem voltado às atividades, eu posso sofrer alguma penalização por continuar sozinho no movimento da classe? Esses dias parados serão descontados no próximo mês, caso decidamos nos manter em greve ficaremos sem salário até que saia alguma posição judicial?

    São muitas perguntas, eu sei, mas é que preciso me programar financeiramente, pois desejo continuar apoiando.

    Um abraço.

    Responder
    • 13. apeoesp  |  07/05/2013 às 18:17

      Prezado professor Cléber,
      Sim, você poderá ter os dias descontados.Esta questão e como as aulas serão repostas, o pagamento (e o pleito para que as faltas sejam retiradas dos prontuários) também fazem parte da nossa pauta.
      Bebel

      Responder
  • 14. Prof Max  |  06/05/2013 às 18:08

    Bebel admiro sua coragem em relação a luta por uma educação de qualidade como todos nós queremos.Mas devemos repensar a greve, faze la de uma forma mais unificada, para que não haja dispersão entre os professores.

    Responder
    • 15. apeoesp  |  07/05/2013 às 18:13

      Prezado professor Max,
      Esta sempre foi minha intenção e determinação. Todas as minhas falas e atitudes vão nesta direção. O movimento está ocorrendo. Devemos conduzi-lo à maior unidade possível.
      Bebel

      Responder
  • 16. Fábio Oliveira  |  07/05/2013 às 15:38

    Prezada Bebel,

    Não será divulgado o resultado do julgamento da ação do piso que ocorreu ou deveria ter ocorrido ontem conforme nota emitida pelo próprio sindicato?

    Responder
    • 17. apeoesp  |  07/05/2013 às 17:48

      Prezado professor Fábio,
      O julgamento foi adiado para 13/05.
      Bebel

      Responder

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