Por mais recursos para a educação pública

04/05/2013 at 16:44 7 comentários

Pela destinação de 100% dos royalties do petróleo e 50% dos rendimentos do Fundo Social do Pré-Sal para a educação.

Assegurar educação pública de qualidade a todos os brasileiros é um objetivo de toda a sociedade e condição fundamental par ao desenvolvimento econômico, cultura e social da nação.

Para que possamos atingir este objetivo é necessário valorizar os profissionais da educação, garantir políticas para assegurar a permanência dos estudantes na escola e a melhoria da aprendiza­gem, melhorar as condições de trabalho para os professores e de ensino-aprendizagem para os estudantes, prover formação inicial e continuada de qualidade para todos os profissionais do setor e outros fatores estruturantes nas escolas e nos sistemas de ensino.

Alcançar essas metas exige a destinação de mais recursos financei­ros para a educação, como prevê o projeto de lei do Plano Nacional de Educação em tramitação no Congresso Nacional. A previsão da destinação do equivalente a 10% do Produto Interno Bruto para o setor corresponde a uma necessidade expressa pelos mais diversos setores sociais. Entretanto, a educação pública não pode esperar. É preciso garantir a alocação, desde já, de mais verbas para a educação.

Nosso país dispõe, hoje, de uma grande fonte de recursos, que é a exploração do petróleo, especialmente aquele localizado na camada do pré-sal. Trata-se de um recurso energético valioso, porém não renovável. A utilização das riquezas dele proveniente, portanto, deve se voltar para o melhor investimento no futuro do nosso país: a educação.

Assim, os professores da rede estadual de ensino de São Paulo, reunidos em assembleia geral, expressam seu apoio à destinação de 100% dos royalties do petróleo e 50% dos rendimentos do Fundo Social do Pré-Sal para a educação e apelam aos deputados federais e senadores para que aprovem, em caráter de urgência, a Medida Provisória que propõe esta destinação. Da mesma forma, solicitam ao Governador e aos prefeitos do Estado de São Paulo que enviem a seus respectivos poderes legislativos projetos de lei no mesmo sentido.

Por mais verbas para a educação pública.

Por 10% do PIB para a educação pública.

Pela destinação de 100% dos royalties do petróleo e 50% dos rendimentos do Fundo Social do Pré-Sal para a educação.

São Paulo, 03 de maio de 2013.

Assembleia Geral dos Professores da Rede Estadual de Ensino de São Paulo

APEOESP – Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo

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A greve continua! Professores exigem que o Secretário da Educação negocie com a APEOESP

7 Comentários Add your own

  • 1. Wagner  |  04/05/2013 às 17:35

    Não adianta pedir mais recursos para educação se continuarem a utilizar estes recursos para promoverem os tais cursos de capacitação para professores que como sabemos nunca resultou e nunca resultará em melhoria alguma da educação, pois o ensino está ruim não por falta de competência dos professores, mas por uma serie de outras razões, sendo a principal os baixos salários que expulsam os professores da rede que acabam se exonerando e causa repulsa dos educandos que estão no ensino médio em relação a escolher esta profissão. Seguindo esta mesma linha de raciocínio cabe a APEOESP ir contra medidas que vem inclusive do Governo Federal; como foi publicado no ESTADÃO esta semana ,que pretende dar cursos de pós graduação aos professores e condicionar a emissão do certificado e o aumento salarial a uma melhora do desempenho dos alunos a ser comprovada em avaliação preparada pelo governo, pois isso causaria enormes injustiças principalmente para quem leciona nas Escolas Estaduais de São Paulo, onde se adota a progressão automática, que promove alunos apenas pelo critério da frequência, onde alunos ficam vários meses de um mesmo ano sem aulas de determinadas disciplinas por não haver professores interessados em trabalhar por tão baixa remuneração ou que tiveram aulas com estudantes que nunca tiveram sua qualificação profissional avaliada antes de ser colocado em frente a turmas de alunos como professor.
    Também deve-se combater o uso das verbas para educação para confecção de apostilas, tal como faz o Governo do Estado de São Paulo, uma vez que através do PNLD todos os alunos recebem livros de excelente qualidade, estando claro aí um caso de desperdício de dinheiro público, ainda mais se considerarmos a péssima qualidade didático-pedagógica desse material se comparados aos livros didáticos fornecidos pelo PNLD.

    Responder
    • 2. apeoesp  |  05/05/2013 às 12:51

      Prezado professor Wagner,
      Por favor, informe-se melhor. O Ministério da Educação já desmentiu que seu programa de formação para incentivar jovens à carreira docente atrele seus resultados à remuneração do professor. Por outro lado, defendemos, sim, mais programas de formação para os professores. Mais formação continuada no próprio local de trabalho contribui para a qualidade do ensino.
      Precisamos, sim, de mais verbas para a educação, não para apostilas (somos contra e já manifestamos isto muitas e muitas vezes), nem para a aprovação automática, mas para dotar as escolas de estrutura e para investir na valorização dos professores.
      Bebel

      Responder
  • 3. Heitor  |  05/05/2013 às 14:14

    Cara Presidente,
    Em primeiro lugar parabéns aos professores e a vc, que à frente da Apeoesp, organizaram um movimento q mobilizou os professores e sensibiliza cada vez mais a sociedade.
    Mais $$ para a educação é muito importante, mas ela precisa chegar até a unidade escolar, até a sala de aula, percebe?. Caso contrário a $ fica no caminho; nas verbas publicitárias; nas apostilas de qualidade e utilidade duvidosa; nas assinaturas de Veja, Folha etc. A situação ideal é o controle social das verbas da educação por organismos multilaterais representativos. Quanto ao gov. federal, este precisa implementar um sistema federal de ensino. Vale a pena discutir e aperfeiçoar essa ideia.
    Obrigado pelo seu tempo!
    Heitor

    Responder
    • 4. apeoesp  |  08/05/2013 às 01:45

      Prezado professor Heitor,
      Muito obrigada em meu nome e em nome da categoria.
      Sim, é verdade, não basta que haja verbas, é preciso que haja também controle social e que os recursos cheguem às escolas, sejam aplicados em valorização dos profissionais da educação, sirvam para aprimorar a qualidade do ensino.
      Quanto ao Sistema Nacional Articulado de Educação, é imprescindível para que a educação pública possa avançar.
      Bebel

      Responder
  • 5. Cristina F C Porto  |  05/05/2013 às 14:17

    Acho também que deveríamos pedir a troca do atual vale-refeição por um auxílio refeição, a exemplo do que já acontece em outras secretarias e autarquias no estado de SP, os funcionários recebem entre 300 e 500 reais de auxílio alimentação, independente da função e do salário que possuem.

    Responder
    • 6. apeoesp  |  06/05/2013 às 12:50

      Prezada professora Cristina,
      Esta é uma luta que estamos levando juntamente com as demais entidades do funcionalismo estadual.
      Bebel

      Responder
  • 7. ALESSANDRO  |  06/05/2013 às 19:33

    ESTOU EM GREVE ….PRECISAMOS INTENSIFICÁ-LA NA REGIÃO CENTRO SUL.

    Responder

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