Por uma aliança entre educadores, pais, Estado e comunidade contra a violência nas escolas

10/06/2013 at 21:08 7 comentários

O recente caso de agressão de um estudante contra o professor de Matemática Israel Guimarães, na Escola Estadual Alberto Graf, no Município de Caieiras, demonstra a gravidade e banalização da violência nas escolas, já apontadas na pesquisa “Violência nas Escolas: O Olhar dos Professores”, realizada pela APEOESP por intermédio do Instituto Data Popular e divulgada no dia 9 de junho. A pesquisa mostra que quatro em cada dez professores já foram vítimas de violência na sua unidade escolar. A sociedade não pode mais conviver com este tipo de situação.

O problema é complexo e exige uma tomada de posição das autoridades, mas também das famílias. É absolutamente necessário que se constitua uma aliança entre professores e pais para que se encontrem e se efetivem soluções. É preciso que a comunidade tome também para si o empenho nessa questão.

Entendemos que a complexidade do quadro de violência nas unidades escolares necessita de múltiplas medidas e soluções. Ela envolve aspectos pedagógicos e educacionais, gestão democrática das escolas, por meio dos conselhos de escola, aspectos de segurança e outros. Envolve, sobretudo, muito diálogo e muito debate de ideias para que se encontrem saídas que não derivem simplesmente para o autoritarismo ou que reduzam o problema ao aspecto disciplinar. Estamos diante de uma questão social e educacional e com tal deve ser encarada.

De nossa parte, negociamos com a Secretaria Estadual da Educação, no final da greve que realizamos de 19 de abril a 10 de maio, um protocolo para a realização de um convênio entre a APEOESP e a SEE visando desenvolver um projeto de prevenção e combate à violência nas escolas. Os termos do convênio estão sendo elaborados. Desta iniciativa, de acordo com o plano de trabalho que vier a ser elaborado, poderão derivar iniciativas regionais e locais, nas cidades e nas próprias escolas, mobilizando as comunidades escolares, as famílias e a sociedade civil organizada.

No caso presente é preciso que o Conselho de Escola seja convocado, posicione-se sobre o fato e tome medidas e que os pais do aluno sejam chamados à escola para que também assumam suas responsabilidades. A violência nas escolas afeta toda a sociedade e as soluções devem ser igualmente assumidas por todos.

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7 Comentários Add your own

  • 1. Prof. Marcos César Falsoni  |  11/06/2013 às 23:10

    JOSÉ DA EDUCAÇÃO

    José, proletário, todos os dias saia para o trabalho e deixava os filhos em casa para cuidar dos filhos da multidão. Vagava sem direção, gritando por socorro e misericórdia, a quem pudesse ouvir o seu clamor. Um dia, os operários, cansados e envergonhados, partiram para a luta. Indignados e desrespeitados pelos filhos dos operários e pelos homens do poder, não esmoreceram em prosseguir na luta e convencer a todos, a necessidade do amor e da união. Deram exemplo de cidadania, mas não houve tempo para mostrar suas mãos cansadas e calejadas. Seu rosto jaz entristecido e desanimado, foi pedir respeito e valor ao nobre patrão. O patrão, não teve tempo para ouvir ao seu pedido e este, aproveitou a oportunidade para lhe passar rasteira e um enorme sermão. Pensou então, o patrão, vamos alimentar os coronéis, oferecendo a eles melhores gratificações. “Cá entre nós”, disse José, “Eles não são operários”, irmãos de profissão?. Em troca, os coronéis manterão as escolas funcionando e reinará entre todos, a desunião. O patrão do José operário, o ignorou e disse, “Vai lamber sabão”. O filho de um outro operário, chamou José de vagabundo e cara de gay. Um outro filho de operário chamou o pobre José de idiota e burrão. A tristeza se abateu sobre ele e logo pensou em desistir do árduo trabalho. Que bom, se esse José que agora lhes conta essa história, pudesse de fato ser operário, seria um “Operário em Construção”, mas não o é. José é professor, jogado às traças pelas autoridades e ignorados pela multidão. Um dia, quem sabe, os José e Marias da Educação, montados na mulinha ou em cima da moleia do caminhão, possam agarrar a outras mãos calejadas, ergue-las para o alto e fazer essa humilde oração: “Pai nosso que estais no céu, olhe por nós, pobres e miseráveis da educação, venha ao reino da sala de aula e viva a Revolução!!!!
    Professor Marcos César Falsoni (Subsede de Jaboticabal).

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  • 2. Eliana Adilah  |  12/06/2013 às 16:28

    Olá, é verdade que o professor que desiste de aulas, pede extinção contratual a pedido, categoria O fica impedido de dar aulas durante o ano ou até cinco anos, ou o que vale á a quarentena de 200 dias?

    Responder
    • 3. apeoesp  |  12/06/2013 às 17:41

      Prezada professora Eliana,
      Pode ficar até cinco anos fora da rede. É possível questionar judicialmente, mas é um risco.
      Bebel

      Responder
  • 4. Gislenw  |  12/06/2013 às 22:38

    Por favor alguem pode me explicar sobre a lei que fala do atestado de horas, se vale apenas as horas que o médico escreveu ou se vale três horas independente do horário.

    Responder
    • 5. apeoesp  |  15/06/2013 às 12:44

      Prezada professor Gislene,
      O limite é de três horas, mas o atestado deve conter a duração da consulta. Informe-se melhor pelo telefone 11.33506214.
      Bebel

      Responder
  • 6. João do Santo Cristo  |  19/06/2013 às 11:54

    Essa é a hora dos professores aderirem o movimento! Chance única! Não é so pelos vinte centavos, agora vocês terão força, ou vocês são tão hipócritas de na perceberem essa chance?! Ah! Esqueci que vocês têm “rabo preso” com partido político.

    Responder
    • 7. apeoesp  |  20/06/2013 às 02:48

      Prezado professor João,
      Há um mês realizamos nosso próprio movimento. Temos nossa pauta e há anos lutamos por educação pública de qualidade. Estamos cumprindo nosso papel e conrtinuaremos a fazê-lo.
      Bebel

      Responder

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