Nota da CUT sobre os episódios relativos à tarifa de transporte coletivo

18/06/2013 at 00:35 30 comentários

As recentes manifestações contra as tarifas dos transportes coletivos em várias capitais brasileiras ganharam visibilidade por conta da repressão policial e da violência que deixaram centenas de feridos e um rastro de destruição, principalmente em São Paulo.

Milhares de pessoas foram às ruas reivindicar redução de tarifa inferior a cinquenta centavos. É evidente que esta não é a real razão dos atos. O que as manifestações e seus desdobramentos desastrosos revelam é uma população, em especial a paulista, cansada de ser vítima da falta de uma política de mobilidade urbana.

Os trabalhadores e trabalhadoras do Estado de São Paulo e de outras regiões do País não aguentam mais enfrentar longas e intermináveis filas de espera por ônibus, trens e metrôs sempre lotados e de péssima qualidade para ir e voltar do trabalho.

O poder público precisa criar canais de diálogo e de negociação com a sociedade para, juntos, debater e encontrar e saídas à questão da mobilidade urbana.

Nesse sentido, a CUT se dispõe a conversar com o poder público e apresentar propostas que contribuam para a solução do problema, melhorem a qualidade do transporte coletivo e, consequentemente, a vida dos trabalhadores/as e da população em geral. Sugerimos também a realização de uma conferência para discutir a mobilidade urbana.

Uma das responsáveis pela construção da recente democracia brasileira, a Central Única dos Trabalhadores reafirma a sua posição em defesa da liberdade de manifestação e destaca que a repressão policial em nada contribui com o processo.

A CUT repudia os episódios de violência entre a polícia e grupos isolados e reconhece que em todo movimento legítimo pode haver pessoas que deturpam seus objetivos, mas essas são exceções e não justificam a criminalização de manifestações e atos legítimos. Não é possível generalizar e punir todos pela inconsequência de alguns.

No final da tarde desta sexta-feira (14), a CUT entrou em contato com o prefeito de São Paulo Fernando Haddad, que se comprometeu a receber lideranças do movimento. A CUT defende a formação imediata de uma mesa de negociação e entendimento entre os atores envolvidos (movimentos sociais e os governos) nas questões de mobilidade urbana. A Central está disposta a participar dessa mesa e contribuir com o processo de solução desses conflitos e atender às necessidades básicas da sociedade, caso dos transportes públicos.

São Paulo, 14 de junho de 2013.

 

Vagner Freitas                                            Sérgio Nobre

Presidente Nacional da CUT                    Secretário-Geral Nacional da CUT

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APEOESP abre inscrições para curso de Mediação de Leitura Reflexões sobre o movimento que mobilizou a cidade de São Paulo

30 Comentários Add your own

  • 1. Prof. Clovis  |  18/06/2013 às 17:27

    As ruas provocaram a quebra do silêncio. Pobre diretoria.

    Responder
    • 2. apeoesp  |  20/06/2013 às 02:54

      Prezado professor Clóvis,
      Sua frase, para mim, é ininteligível. Refere-se à diretoria da APEOESP? Não consigo ver relação entre uma coisa e outra.
      Bebel

      Responder
  • 3. Dunha  |  19/06/2013 às 01:08

    nada a ver este post

    Responder
    • 4. apeoesp  |  23/06/2013 às 14:16

      Prezado professor Dunha,
      Gostaria muito de saber qual é a justificativa para sua opinião.
      Bebel

      Responder
  • 5. Afonso Avena  |  19/06/2013 às 02:00

    Nota da CUT sobre os episódios relativos à tarifa de transporte coletivo

    Parece que os dirigentes da CUT ainda não entenderam que o principal motivo das manifestações, nestes últimos dias, não é mais apenas a questão da tarifa de transporte, mas, sim, um enorme protesto, um enorme basta, contra a corrupção e a bandalheira que assolam este país. O Brasil precisa ser repensado através do povo e não dos políticos venais, levianos e corruptos.

    Os jovens que estão saindo às ruas, estão “lavando a alma” das pessoas honestas, trabalhadoras e honestas, que produzem a riqueza do país, e nada recebem em troca.

    Respeitosamente,

    Afonso Avena
    São Paulo, SP

    Responder
    • 6. apeoesp  |  20/06/2013 às 02:53

      Prezado professor Afonso,
      A CUT manifestou sua opinião sobre o assunto que pauta o movimento passe livre: o reajuste das passagens. Outras questões foram agregadas e certamente serão objeto de novos posicionamentos.
      Bebel

      Responder
  • 7. claudia  |  19/06/2013 às 13:44

    Estamos vivendo um momento histórico!!! A população sem partido ou sindicato deram um “show” de cidadania, em sua maioria jovens que clamam por melhores condições de transporte, saúde e EDUCAÇÃO!!! A internet mostrou seu poder, as redes sociais foram as armas desses jovens, e funcionou!!!! O vandalismo existe sim, mais é uma minoria infiltrada que tenta desmoralizar o movimento em vão!!! Até a mídia manipuladora mudou seu discurso frente aos fatos!!! Ai eu lhes pergunto: Já que Educação é um dos pontos exigidos, por que não colocar os professores na rua então? Vamos aproveitar o momento !!! Vamos estabelecer um dia do PARE! Vamos parar por um dia, todos os professores fora da sala de aula, em apoio a Educação e ao movimento!!!#ficadica

    Responder
    • 8. apeoesp  |  20/06/2013 às 02:46

      Prezada professora Cláudia,
      Cada movimento tem sua pauta. Nós, da APEOESP, lutamos há anos por educação pública de qualidade. Há pouco mais de um mês realizamos uma greve por uma melhor qualidade da educação pública estadual. A mídia não foi tão generosa conosco como está sendo com o atual movimento, mas cumprimos o nosso papel. e vamos continuar a fazê-lo.
      Bebel

      Responder
      • 9. djalma  |  20/06/2013 às 11:46

        A mídia não apoiou e nem os professores pois as bandeiras levantadas eram partidárias.Faça uma greve dos PROFESSORES e verá a diferença.

      • 10. apeoesp  |  23/06/2013 às 13:45

        Prezado professor,
        A pauta de reivindicações da nossa greve era:
        Reajuste salarial com aumento real, reposição das perdas, extensão dos direitos da categoria O para categoria F, direito ao IAMSPE para a categoria O, fim das provinhas excludentes, concursos públicos, não privatização do hospital do servidor público, aplicação da jornada do piso. Pode nos apontar onde está o partidarismo nessas reivindicações?
        Bebel

  • 11. Roberto Barroso de Souza  |  19/06/2013 às 14:34

    A CUT, tornou-se um dos apoiadores do Governo Federal (PT e companhia), portanto não representa o povo de São Paulo e nem do Brasil!

    Responder
    • 12. apeoesp  |  20/06/2013 às 02:40

      Prezado professor Roberto,
      A CUT é a maior central sindical do Brasil e representa mais de 12 milhões de trabalhadores e mais de 1000 sindicatos, inclusive a APEOESP.
      Bebel

      Responder
      • 13. Celia Moreira  |  20/06/2013 às 06:25

        Pena, que não conseguimos até hoje “receber nem um beneficio da maior central. Apenas, sabemos que uma parte do que pagamos ao sindicato vai para a Cut.

      • 14. apeoesp  |  23/06/2013 às 14:09

        Prezada professora Célia,
        Não cabe a uma central sindical propiciar benefícios diretos a cada trabalhador. A central coordena a luta dos sindicatos a ela filiados, colocando na pauta nacional as grandes questões que abrangem o conjunto dos trabalhadores, convocando mobilizações nacionais e negociando com o governo central e com os governos estaduais, por meio de suas seções estaduais. Isto a CUT tem feito com grande competência em nome dos trabalhadores brasileiros.
        Bebel

  • 15. djalma  |  20/06/2013 às 11:32

    Agora seria o momento de uma greve dos professores,mas por questão partidária a APEOESP se cala.Não sou PSDB e nem PT,sou um professor que viaja 180Km para poder trabalhar e que não pode ser removido por conta do estágio probatório.Para com esse negócio de falar de tarifa de ônibus que não tem nada a ver,faça comentários sobre a política corrupta que leva nosso dinheiro embora.

    Responder
    • 16. apeoesp  |  23/06/2013 às 14:01

      Prezado professor Djalma,
      Os professores realizaram um greve entre os dias 19 de abril e 10 de maio e conquistamos avanços em nove dos quinze pontos da pauta, além de compromisso de negociação em outros dois pontos. Gostaria de que o senhor me apontasse onde disse que “esse negócio de falar de tarifa de ônibus não tem nada a ver”. Quanto à corrupção, nosso sindicato luta contra todo tipo de desvios de dinheiro público. Por isso apoiamos a CPI da Educação, que constatou o desvio de seis bilhões de reais realizado pelo governo Mário Covas (PSDB). Apesar de decisão judicial, este dinheiro nunca foi devolvido para a educação. Queremos a apuração de todos os crimes de corrupção e a punição de todos os culpados, seja de que partido forem. Sempre lutamos por isso e nossas próprias instâncias decidem quando e como participar de qualquer movimento.
      Bebel

      Responder
  • 17. djalma  |  20/06/2013 às 11:40

    Nossa Bebel,nunca senti o que estou sentindo agora.Como afiliado da Apeoesp tenho vergonha de saber que vocês fazem parte com um partido político e que o professor fique em segundo plano.
    Comente o que realmente esta causando as manifestações,pois você presidenda da apeoesp sabe o motivo real das manifestações.GREVE JÁ…Teria força pra isso ou não é bom para o partido ?

    Responder
    • 18. apeoesp  |  23/06/2013 às 13:49

      Prezado professor Djalma,
      Creio que o senhor esteja um pouco confuso. Todo cidadão brasileiro tem direito a ser filiado a partidos políticos. Isto não é crime ou motivo de vergonha. Pelo contrário, deve sentir vergonha aquele que pretende extinguir partidos, pois este é o caminho para uma ditadura.
      Não reconheço no senhor autoridade alguma para dizer que a APEOESP fica em segundo plano na minha atividade. O que conhece da minha rotina? O que conhece da minha atividade na APEOESP?
      O senhor chegou um pouco atrasado com sua proposta de greve. Já a realizamos durante 23 dias em abril e maio e conquistamos nove dos quinze pontos da pauta e compromisso de negociação em mais dois. Certamente, combativo com é, o senhor deve ter tido grande participação, paralisando sua escola e participando das passeatas com vinte ou trinta mil pessoas que realizamos durante três semanas na cidade, não é verdade?
      Bebel

      Responder
  • 19. LUIXX  |  20/06/2013 às 12:49

    CADÊ A APEOESP NAS MANIFESTAÇÕES????
    ONDE ESTAVA A REPRESENTAÇÃO, O PROTESTO E A INDIGNAÇÃO DE VOCÊS?

    Responder
    • 20. apeoesp  |  23/06/2013 às 13:41

      Prezado professor Luixx,
      Nosso protesto, representação e indignação estiveram durante 23 dias expostos nas ruas de São Paulo durante a nossa greve. Certamente você participou ativamente, paralisando sua escola e convencendo seus colegas a participar do movimento, certo? Lá nós apresentamos nossa pauta de reivindicações e nossa luta por educação e serviços públicos de qualidade. Foram vinte, trinta mil pessoas nas ruas em cada passeata. Nosso sindicato tem suas instâncias e toma suas próprias decisões. Apoiamos todo movimento pela melhoria da qualidade de vida da população, mas participamos de movimentos com pauta definida e que não promova confrontos e distúrbios nas ruas da cidade.
      Bebel

      Responder
  • 21. LUIXX  |  20/06/2013 às 12:51

    VAMOS COMEÇAR NOSSA GREVE BRANCA?
    CADÊ AS ORIENTAÇÕES?

    Responder
    • 22. apeoesp  |  23/06/2013 às 13:52

      Prezado professor Luixx,
      Já realizamos nossa greve de 19 de abril a 10 de maio e conquistamos vários pontos da nossa pauta de reivindicações.
      Bebel

      Responder
  • 23. Patrício  |  20/06/2013 às 16:57

    Cadê vc sua covarde, vai para rua. Não fique esperando a decisão de Cut e Pt para vc tomar partido. Pipoqueira, vai pipocar como na greve? Cade a pauta dos professores, carro de som etc??

    Responder
    • 24. apeoesp  |  23/06/2013 às 13:28

      Prezado professor Patrício,
      Decidi publicar sua mensagem após relutar um pouco, tal o baixo nível. Quero lhe dizer que quem decide o que a APEOESP fará ou não são as instâncias do sindicato. Não será pela sua opinião, que de resto não é melhor que a de qualquer outra pessoa, que a APEOESP irá ou não participar de qualquer manifestação. A APEOESP realizou há pouco mais de um mês uma greve de 23 dias, sem qualquer espaço na mídia, como a Rede Globo faz com o atual movimento. Isto é covardia? Você certamente participou deste movimento e deve ter paralisado 100% da sua escola, não é mesmo? A APEOESP defende a pauta dos professores quando e onde suas instâncias decidem. Não é a CUT ou outra entidade ou movimento quem toma a decisão de quando e como será nossa mobilização, mas nós próprios, por meio dos órgãos decisórios competentes. Na greve, nossa categoria decidiu quando começar e quando terminar. Os derrotados deram um show de selvageria na avenida paulista e, pelo jeito, ajudam também a promover atos de vandalismo neste movimento. Deixe com a direção e com as assembleias, CER e congressos da APEOESP a tarefa de tomar as decisões. Você pode participar das reuniões na sua escola, nas reuniões de representantes e nas assembleias para defender suas opiniões, mas não será com ofensas e baixarias que irá conseguir convencer ninguém. Sua postura não condiz com o que se espera de um educador.
      Bebel

      Responder
  • 25. leo_std@uol.com.br  |  20/06/2013 às 18:37

    Bebel,

    Assumi um cargo de PEBII em 2008 e passei por tres avaliações no estágio probatório, em 2008, 2009 e 2010. Assumi outro cargo em 2011 e até a agora a diretora não me procurou para realizar nenhuma etapa de avaliação do estágio probatório. As regras mudaram? Não há mais essas etapas para quem entro pelo consurso em 2011?

    Leo

    Responder
    • 26. apeoesp  |  23/06/2013 às 13:13

      Prezado professor Leo,
      Desconheço que tenha havido mudanças nas regras do estágio probatório. Haverá em uma nova lei a ser remetida à ALESP, para que seja realizado o curso de formação no período do estágio.
      Para melhor esclarecimento, ligue para 11.33506214.
      Bebel

      Responder
  • 27. Prof. Sóbrio dos Reis  |  21/06/2013 às 14:34

    Só podia ser!!! Esse é um dos motivos pelo qual as manifestações da apeoesp não vingarem.

    Responder
    • 28. apeoesp  |  23/06/2013 às 13:11

      Prezado professor Sóbrio,
      Realmente não sei do que está falando. Durante três semanas levamos às ruas de São Paulo vinte mil pessoas em cada assembleia e passeata que realizamos. Ao final, conseguimos ser atendidos total ou parcialmente em nove dos quinze pontos da pauta e negociação em mais dois no segundo semestre. Creio que sua avaliação não tem nenhum lastro na realidade e desvaloriza os professores que lutam.
      Bebel

      Responder
  • 29. Renata  |  27/06/2013 às 20:30

    Sou professora auxiliar em uma escola, porém fico exclusivamente cuidando de uma aluna autista, agora a coordenadora quer chamar uma cuidadora pra ficar com essa aluna, estou preocupada em perder estas aulas, uma vez que tenho a minha carga completa e ainda completei com mais 8 aulas no período da manhã. A minha dúvida é, existe a possibilidade de ter uma cuidadora e eu continuar com a mesma carga horária, porém auxiliando a professora regente da sala de aula.? O que é melhor eu fazer, sair desta escola e tentar uma sala normal…ou arriscar e perder tudo.?

    Responder
    • 30. apeoesp  |  29/06/2013 às 13:06

      Prezada professora Renata,
      Tudo depende de como a escola irá se posicionar. Sugiro que converse com a coordenação pedagógica e com a diretora a respeito, para “sentir” o que pode acontecer e tomar uma decisão. Se se sentir prejudicada, procure o departamento jurídico na subsede para verificar como proceder.
      Bebel

      Responder

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