Reflexões sobre o movimento que mobilizou a cidade de São Paulo

21/06/2013 at 18:19 29 comentários

Queremos, em primeiro lugar, cumprimentar o Movimento Passe Livre pela mobilização pela redução do preço da tarifa dos transportes coletivos na cidade de São Paulo. Ao mesmo tempo, repudiamos a repressão violenta da Polícia Militar ao movimento, ocorrida no dia 13 de junho. Lembramos que nós, professores, também já fomos vítimas desta violência desproporcional, como nas greves de 2000 e 2010. Nesta última, estivemos até as três horas da manhã em hospitais em busca de notícias dos companheiros e companheiras feridos.

Sabemos que toda transformação social tem origem na mobilização da sociedade. Os movimentos sociais, portanto, são os legítimos portadores das mudanças, pois colocam em evidência as necessidades da população e, assim, reivindicam e pautam as ações do poder público. Não há democracia sem mobilização social e a mobilização social se dá nas ruas, nas praças, nas avenidas, nos espaços institucionais e em todos os demais espaços nos quais é possível conquistar direitos e qualidade de vida.

Por outro lado, toda mobilização social é política. Seja representativa de uma categoria, de um setor, de uma comunidade, ela pertence à esfera da ação política e esse caráter não deve ser negado, pois faz parte da natureza de toda mobilização da sociedade. A neutralidade de um movimento em relação aos partidos, ideologias ou organizações também é uma manifestação política, pois origina-se de uma concepção política e uma visão de mundo.

Assim, reconhecendo toda a legitimidade das mobilizações que tomaram as ruas da cidade de São Paulo nos últimos dias, chamamos a atenção para falas de setores reacionários sobre cidadãos e cidadãs que são filiados a partidos políticos, questionando o direito de também se manifestaram deseducam a juventude e não contribuem para a consolidação da democracia brasileira.

Propomos que aprofundemos este debate, pois a democracia no nosso país é uma conquista de anos de lutas do povo brasileiro e o princípio da representação política, por meio de partidos, sindicatos, associações, movimentos e outras organizações é fundamental para que seja assegurado a cada cidadão e cidadã individualmente e aos grupos sociais o direito à expressão de ideias, à apresentação de propostas à sociedade e, no caso dos partidos, à legítima postulação do poder político com base no voto livre e democrático da maioria.

Cremos também que na democracia o livre debate e o direito ao contraditório tendem a produzir sínteses que possam atender aos anseios dos setores que apresentam reivindicações e propostas, preservando, ao mesmo tempo, os direitos e necessidades da sociedade como um todo. Neste sentido, destacamos a maturidade do MPL por ter incorporado à sua agenda propostas formuladas pelo Conselho da Cidade, como a instituição de um fórum para discussão da questão dos transportes e da mobilidade urbana e o fundo público de transportes.

Queremos dialogar com o movimento no sentido de que possamos pensar juntos as questões estruturais de nossa cidade, de nosso estado e de nosso país, não como bandeiras tão somente, mas como soluções para problemas reais e concretos que se apresentam.

Até o dia 10 de maio, por exemplo, nós, professoras e professores da rede pública estadual, estávamos em greve e ocupamos as ruas de São Paulo para apresentar à população não apenas nossas demandas específicas, mas a realidade da escola estadual paulista. Durante a nossa greve, divulgamos uma pesquisa realizada a nosso pedido pelo Instituto Data Popular na qual os números mostram que quatro em cada dez professores já sofreram algum tipo de agressão dentro das escolas. Chamamos o movimento a junto conosco e com outros setores sociais pensarmos questões como essa, em busca das melhores soluções para os problemas que afligem a maioria da população. Com mobilização, mas também com diálogo, reflexão e respeito mútuo devemos nos unificar em torno de questões fundamentais para o país como:

– Educação pública, gratuita, laica e de qualidade para todos e todas.

– Transportes públicos de qualidade.

– Saúde pública de qualidade.

– 10% do PIB para a educação pública já!

– 10% dos roaylties do petróleo e 50% do Fundo Social do Pré-sal para a educação.

– Verbas públicas exclusivamente para escolas públicas.

– Garantia de liberdade de organização e expressão.

– Reforma Política

– Financiamento público de campanhas eleitorais.

– Reforma agrária.

– Reforma urbana.

– Democratização dos meios de comunicação.

– Valorização dos servidores do setor público.

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Nota da CUT sobre os episódios relativos à tarifa de transporte coletivo SEE prepara projetos de lei para atendimento à pauta da APEOESP

29 Comentários Add your own

  • 1. ana  |  21/06/2013 às 22:12

    BEBEL estou cumprindoo ainda os 200 dias FORA DREDE,poderei retornar a partir de 10/07(porém na verdade só em agosto,pois é período de recesso),cai nos 200 dias pq meu contrato foi extinto,lembrando q não por faltas e sim por que completei o termino do mesmo.GOSTARIA de saber sobre o fim da duzentena,o q esta sendo feito?cadê a lei q passará ela para os 40 dias???O governo diz que tem interesse nisso mas até agora estamos esperando essa mudança e nada foi feito!Sempre que alguem posta sobre isso vc explica que tem q mudar a lei ok….mas está demorando muito,não há prazo/data para isso?Pois desde que encerramos a greve houve só promessas e NADA de mudanças concretas e nessa bagunça ESTOU ACABANDO DE CUMPRIR OS MEUS 200 DIAS#

    Responder
    • 2. apeoesp  |  23/06/2013 às 12:32

      Prezada professora Ana,
      A Secretaria da Educação alega que enfrenta resistências dentro do governo, por parte da Procuradoria Geral do Estado e da Secretaria de Gestão Pública, que é autora da lei. O que está sendo definido é a volta do prazo de 40 dias até 2016, para que o governo possa realizar concursos públicos e dar oportunidade de efetivação para os professores temporários.
      Bebel

      Responder
  • 3. oliveira.  |  22/06/2013 às 14:26

    A APEOESP TERÁ MUITO QUE APRENDER, COM O MOVIMENTO PASSE LIVRE. COMO ORGANIZAR UMA MANIFESTAÇÃO, COMO CHAMAR OS MANIFESTANTES PARA UMA ASSEMBLEIA, O BRASIL DEU UM SHOW DE CIDADANIA. PARABÉNS AOS DIRIGENTES DO MOVIMENTO PASSE LIVRE.

    Responder
    • 4. apeoesp  |  23/06/2013 às 12:21

      Prezado professor Oliveira,
      Respeito sua opinião, mas não posso concordar com ela. Este movimento, na verdade, é que aprendeu muito com as mobilizações anteriores, que nunca pararam, de professores, de sem terra, de metalúrgicos, de bancários e tantas outras categorias que sempre se mobilizaram por um país melhor. Aprendeu também com manifestações cívicas por mais direitos, envolvendo cidadãos e cidadãs de variadas colorações partidárias. Este movimento não “inventou” a mobilização social no Brasil e nós nunca dormimos. Ocorre que nossa greve, que durou mais de vinte dias, não contou com nenhuma “ajuda” dos meios de comunicação. Para que ela tivesse um espaço na Rede Globo de Televisão, tivemos que pagar muito dinheiro por trinta segundos, sendo nosso texto ainda submetido a censura da emissora. Enquanto isso, este movimento, mesmo em seu início, teve espaço de muitos minutos na mesma emissora, que chegou ao ponto de realizar entradas ao vivo nos horários mais caros, suspender novelas e outras medidas para apoiar a manifestação, que leva bandeiras que são do seu interesse político e comercial. Assim, peço que não se comparem coisas tão desiguais. Heróicos são os professores, que enfrentam assédio moral nas escolas, a omissão dos meios de comunicação, a dificuldade de negociação com o governo, mas mesmo assim contaram com a simpatia da população nas ruas e souberam fazer uma greve que não foi nada fácil mas, ao final, conseguiu avanços em nove dos quinze pontos da pauta e perspectiva de negociação de mais dois. Professor, valorize sua própria luta.
      Bebel

      Responder
      • 5. Profª Ana Paula  |  23/06/2013 às 18:47

        Isso por que eles fazem protesto pq acreditam, não aceitam cala boca. Somos heróicos sim, mas não temos dirigentes que nos deem norte como esse pessoal tem. Quer aparecer na globo pare a Faria Lima ou uma rodovia. A Paulista está obsoleta, o pib está na Faria Lima. A diferença é que eles são bem informados, bebel leia…se informe!!!

      • 6. apeoesp  |  24/06/2013 às 21:33

        Prezada professora Ana Paula,
        Não creio que você acredite sinceramente nisto professora. Não pode jogar fora toda uma história de luta da nossa categoria, da qual, espero, você também faz parte, porque surgiu um novo movimento. Toda mobilização social é bem vinda, mas nós enfrentávamos bombas, cassetetes e opressão muito antes desses jovens decidirem sair às ruas e não desistimos, como não desistiremos, de nossas lutas. Não são apenas as bombas dos policiais, nós, professores, enfrentamos também a mão do Estado, nosso patrão, dentro das escolas cotidianamente. E não recuamos. Persistimos na luta, por mais dura que seja. Se não nos valorizarmos, professora, quem nos valorizará? Por que diminuirmos nosso tamanho perante a sociedade, se temos tanto ou mais valor que qualquer outro movimento? Pense nisso.
        Bebel

  • 7. Helena Christina de Almeida Andrade  |  22/06/2013 às 15:20

    Kd. Vcs que não falam e não se manifestam sobre o PL 5.500/2013. Encaminhado por Dilma para destinar 100% dos royallites do petróleo para a educação e está encontrando resistência dos deputados? É nessa hora que os sindicatos têm que conscientizar suas categorias. Esse projeto melhora a vida de todos, estudantes e professores. Kd o Sindicato na votação? Deve ser votado esse mês ainda. ? Tem uma petição no Avaaz sobre isso, coloquem no facebook, façam barulho, chamem a categoria para lutar pelo que é importante. A hora é essa que eles estão ouvindo o povo, com medo e apreensão, vamos nos manifestar

    Responder
    • 8. apeoesp  |  23/06/2013 às 12:14

      Prezada professora Helena,
      Este ponto consta em vários documentos da APEOESP, constou nos materiais da nossa greve e estamos participando de todas as iniciativas que visam a aprovação destes novos recursos para a educação, que podem assegurar financiamento que garanta qualidade de ensino e valorização para os profissionais da educação. Estivemos em Brasília em todos os atos e manifestações conduzidos pela CNTE, confederação à qual somos filiados.
      No entanto, creio que sua ideia é boa e vamos retomar a questão, chamando a atenção da categoria e de todos os que leem os nossos materiais.
      Obrigada,
      Bebel.

      Responder
  • 9. oliveira.  |  23/06/2013 às 13:57

    EU NÃO PERCO UMA ASSEMBLEIA DOS PROFESSORES, O QUE EU TENHO MAIS PRESENCIADO ULTIMAMENTE, SÃO AS BRIGAS EAS BAIXARIAS NO PALANQUE, O QUE TEM AFASTADO MUITO OS PROFESSORES DO MOVIMENTO. A NOSSA CATEGORIA É MUITO DESUNIDA, É O QUE DIFERE MUITO DE OUTROS MOVIMENTOS. OPOSIÇÕES EU SEI QUE SEMPRE EXISTIRÁ, MAS PRECISA HAVER RESPEITOS AOS PROFESSORES QUE PARTICIPAM DOS MANIFESTOS. DESCULPE; MAIS É A MINHA OPINIÃO.

    Responder
    • 10. apeoesp  |  23/06/2013 às 14:25

      Prezado professor Oliveira,
      Creio que o senhor não está acompanhando com a devida atenção o que está acontecendo nas ruas. Há vandalismo, há enfrentamentos, há agressões contra qualquer pessoa que não se enquadre na “pauta” que vem sendo apresentada. Não há união nenhuma e há pessoas pregando ditadura e golpe porque não gostam do governo que aí está, eleito pelo voto legítimo da população. A APEOESP não pretende entrar em um movimento que não define uma pauta clara. Vamos discutir a situação em nossas instâncias para decidir que atitude tomar, mas não nos deixaremos levar por nenhum movimento que questione a democracia e os avanços sociais no nosso país.
      Bebel

      Responder
  • 11. ana  |  23/06/2013 às 15:55

    Bebel vc me respondeu :. O que está sendo definido é a volta do prazo de 40 dias até 2016, para que o governo possa realizar concursos públicos e dar oportunidade de efetivação para os professores temporários.
    Bebel
    MAS não foi dito quando encerramos a greve q ACABARIA OS 200 DIAS?DO que adianta a categoria O ter o servidor e ter que ficar em casa os 200 dias???deixar para 40 dias até 2016 só vai adiar o problema….ISSO É UM ABSURDO!!!! Pelo que percebo não conseguimos nada com a greve!!!!SÓ PROMESSAS!!!!nÃO FOI ISSO QUE FOI DITO QUANDO ENCERRAMOS A MESMA…AGORA A CADA RESPOSTA UMA COISA DIFERENTE POR FAVOR BEBEL!!! QUANDO ACABAMOS A GREVE APARECEU UM

    TÓPICO COM AS CONQUISTAS PORÉM ME PARECEM QUE
    TODAS ERAM MENTIROSAS,POIS MUDAM A CADA MOMENTO E NADA DE CONCRETO APARECE!3

    Responder
    • 12. apeoesp  |  30/06/2013 às 15:08

      Prezada professora Ana,
      Sim, nossa reivindicação é pelo fim da quarentena. Na reunião com o Secretário da Educação, conseguimos o compromisso de reduzir de 200 para 40 dias, conforme todas as nossas publicações. Isto ocorre neste momento, até 2016. Até lá é possível que está forma de contratação seja bastante modificada, pois continuaremos a discussão do plano de carreira. Em 2016, caso não tenhamos conseguido alterar substancialmente esta forma de contratação, teremos que lutar novamente para reduzir a quarentena.
      Quanto a qualificar de mentirosas nossas afirmações, creio que não seja a forma correta de qualificar um luta que é muito difícil e que deveria contar com a participação de todos e todas. Se você acha não correr mais o risco de ser reprovada, poder participar da atribuição de aulas, desde o início, ter a chance de efetivar-se em uma das 59 mil vagas que serão oferecidas para concurso e ter direito ao atendimento ao IAMSPE não é nada, lamento.
      Bebel

      Responder
  • 13. Profª Ana Paula  |  23/06/2013 às 18:41

    Vc participou do protesto?

    Responder
    • 14. apeoesp  |  24/06/2013 às 21:34

      Prezada professora Ana Paula,
      Sim, juntamente com outros professores e integrantes do movimento sindical. Você participou?
      Bebel

      Responder
  • 15. Thais  |  23/06/2013 às 21:04

    10% dos roaylties do petróleo e 50% do Fundo Social do Pré-sal para a educação. Por que não 100%?

    Thais

    Responder
    • 16. apeoesp  |  24/06/2013 às 21:28

      Prezada professora Thais,
      Creio que você cometeu um engano. Nossa luta é por 100% dos royalties do petróleo e 50% do fundo social do pré sal para a educação pública.
      Bebel

      Responder
      • 17. glaucia  |  27/06/2013 às 22:50

        Não adianta investir 100% se esse dinheiro é investido errado!!! Dinheiro para a educação é investido em tudo, menos no professor. É uma pena!!!!

      • 18. apeoesp  |  29/06/2013 às 13:01

        Prezada professora Glaucia,
        Por isso temos lutado, no Plano Nacional de Educação, para que dinheiro público seja investido exclusivamente na educação pública. E também por vários dispositivos que destinam pelo menos 60% dos recursos para a valorização dos profissionais da educação.
        Bebel

  • 19. Jones Freitas  |  24/06/2013 às 11:27

    Bebel já temos tantos descontos para entrarmos com qualquer recurso ou processor contra o estado, quando vc chama para procurar a sede da Apeoesp temos que pagar 50,00 reais, sem contar com que já pagamos na folha. O movimento passe livre se torna legitimo por não ter que pagar nada e nem se afiliar a nada, são independentes e democrático. Somos um estado democrático por direito, mas sempre quando queremos falar mais alto em relação ao governo, precisamos se afiliar a vocês. Estamos cansados disso!!!! Sei que vai falar sobre os gastos que tem com advogados e funcionários na Apeoesp, mas enquanto nós Brasileiros não entendermos que temos que ajudar o próximo sem pensar somente na necessidade por esta busca, ou seja com o amor, não buscaremos nada. É lindo ver todos aqueles jovens como o amor pela Pátria, para ver um País melhor. Se quisermos ver as pessoas nas ruas por uma boa educação, vamos buscar isso com amor e não só pela necessidade desse objetivo.
    Desculpe o desabafo.

    Responder
    • 20. apeoesp  |  30/06/2013 às 15:01

      Prezado professor Jones,
      A APEOESP nada cobra por ações coletivas e os custos são altos. São altos também nas ações individuais. O valor de R$ 50,00 é praticamente simbólico frente a esses custos, mas ele existe porque não seria justo que todos os associados, que já pagam pelas causas coletivas, tivessem que pagar também pelas individuais.
      Quanto ao Movimento Passe Livre, respeito-o como a qualquer outro, entretanto eles nada mais fazem que manifestações de rua. A APEOESP há décadas luta nas ruas e nas praças por uma educação de melhor qualidade para todos, pela valorização dos professores e por uma sociedade mais justa. Nossa luta não começou agora e vai continuar, sustentada pelos professores e professoras que acreditam que ela é justa e necessária.
      Bebel

      Responder
  • 21. ROSANA  |  24/06/2013 às 19:38

    BOA-TARDE!
    BEBEL

    O PROFESSOR” INTERLOCUTOR DE LIBRAS” É CONTRATADO COMO PEB I de acordo com a “resolução 38/2009”, mas no meu caso FIZ PÓS-GRADUAÇÃO EM LIBRAS , ELES DEVEM ME CONTRATAR COMO PEB II, NÃO É MESMO?? ATENDO A ALUNA COM SURDEZ NO 9º ANO(CICLO II ENSINO FUNDAMENTAL.

    SOLICITO ORIENTAÇÕES A RESPEITO!
    GRATA!
    ROSANA

    Responder
    • 22. apeoesp  |  30/06/2013 às 14:56

      Prezada professora Rosana,
      Creio que sim. Para uma melhor orientação, ligue para 11.33506214. Boa sorte.
      Bebel

      Responder
  • 23. Abelacio dos Santos Silva  |  01/07/2013 às 23:21

    Olá Bebel,
    Eu preciso de informações, me formei em 2005 em Letras e Literatura, entrei no estado como professor de língua portuguesa lecionando como professor eventual no ano de 2006, e sempre continuei lecionando para o SeeSP. No entanto, a minha segunda Licenciatura foi em Geografia.
    Em 2007, eu lecionava como estudande de Geografia, mesmo depois de formado em duas licenciatura minha situação salarial é de professor PEB I. A secretaria da escola onde eu leciono afirma que não tem como mudar a minha função para professor PEB II, pois se isso acontecer eu perderei a estabilidade de professor OFA e irei para a categoria O.
    Por favor Bebel, isto está correto? Me responda, Prof. Abel (Guarulhos).

    Responder
    • 24. apeoesp  |  02/07/2013 às 20:50

      Prezado professor Abelacio,
      De fato, pelo entendimento do Estado, isto significaria um reingresso. Porém, não é o nosso entendimento. Procure o departamento jurídico na sua subsede para orientar-se e, eventualmente, ingressar com ação judicial.
      Bebel

      Responder
      • 25. Abelacio  |  23/07/2013 às 01:56

        Ok Bebel…
        Grato pela respota…

  • 26. Roberta Gloder  |  02/07/2013 às 18:48

    Sinto falta da presença das lideranças sindicais dos professores nas manifestações atuais. Será que não está hora de sair às ruas e cobrar o que o governo prometeu na última reivindicação e que não cumpriu? Ele prometeu o fim das provas para o categoria “O” que já estava na rede e que tenha passado …E o que ele nem quis conversar? Será que não teríamos uma maior adesão da população? O Governo está divulgando que o salário do professor com 30 aulas é de R$ 2.200,00, eu tenho 30 aulas e encontro o valor de R$ 1.983,85 no meu holerit. Será que o meu salário está errado?…E a educação irá receber verbas de uma coisa que nem existe ainda, como o pré-sal ?…Temos que ficar felizes com isso? Então o que dizer disso tudo?…

    Responder
    • 27. apeoesp  |  02/07/2013 às 19:52

      Prezada professora Roberta,
      A APEOESP tem estado nas ruas por muitas e muitas vezes em defesa dos direitos dos professores, da escola pública e da educação de qualidade. Em abril-maio, realizamos uma greve que levou sistematicamente para as ruas de 20 a 30 mil pessoas. Talvez nosso movimento tenha ajudado a inspirar, inclusive, as atuais manifestações. Realizamos uma reunião do Conselho Estadual de Representantes no dia 28/06 e não houve uma só proposta de aderirmos ao movimento que hoje ocorre, porque sua pauta é ampla e genérica, enquanto a nossa pauta é definida e está sendo negociada. Já foram aprovados na ALESP projetos para aumentar o reajuste de 6 para 8.1% e para a realização de concursos públicos. Serão negociados salários e implantação da jornad do piso no segundo semestre. A reposição de aulas está ocorrendo. Estão sendo preparados projetos para tornar a prova do professor categoria O classificatória, pelo direito ao IAMSPE e a redução da quarentena de 200 para 40 dias até 2016, quando voltaremos a discutir a questão. A prova do professor categoria F será extinta.
      Ademais, vamos participar da mobilização das centrais sindicais no dia 11 de julho e continuaremos nossas lutas.
      Bebel

      Responder
  • 28. Roberta  |  03/07/2013 às 01:28

    Pelo que entendi a Apeoesp faz-se satisfeita com o que o Governo quis conceder. Bom saber para ter uma noção de como proceder nas próximas paralizações.
    Sou categoria “O” ainda, por falta de concurso que está sendo prometido desde o ano passado. Passei em todas as provas para atribuição de aulas e terei que continuar provando para o Estado que estou apta a dar aulas, quando lutávamos pelo fim delas em se tratando de professores que já estavam aprovados para trabalhar na rede e está tudo bem? Para quem?
    Ganhamos o direito de usar o IAMSP e ainda estão preparando projetos para depois sim, podermos pensar em ficarmos doentes?
    E, quanto ao reajuste de 8,1%, é o que lutávamos na época?
    Acredito que tem muita coisa errada nessa história e mais, sei que se agíssemos agora receríamos o que nos é de direito.
    Posicionamento é tudo em uma hora dessas e é isso que eu estou sugerindo.
    POsicionem-se e mostrem de que lado estão, pois pelo discurso acima parece que você está do lado deles.

    Obrigada!

    Responder
    • 29. apeoesp  |  06/07/2013 às 15:48

      Prezada professora Roberta,
      Em que momento escrevemos que ficamos satisfeitos? Relatamos o que conquistamos, mas a luta da APEOESP é permanente.
      Não basta que cada um paralise, é preciso convencer mais e mais professores a paralisarem, para que tenhamos forças para conquistar mais coisas.
      Quanto ao direito ao IAMSPE, hoje ele não existe. Passar a existir no segundo semestre é avanço ou retrocesso?
      A prova hoje é eliminatória (e vamos continuar lutando para que deixe de existir). Ela passa a ser classificatória. É avanço ou retrocesso?
      O reajuste era de 6%. Passou a 8,1%. 6% é maior que 8,1%. Vamos continuar lutando por reajuste maior.
      Agir agora significa o que? Nova greve? Sua escola paralisaria quantos dias fossem necessários?
      Bebel

      Responder

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