Carta às professoras e aos professores

29/06/2013 at 03:19 53 comentários

Caro professor(a)

É sempre um prazer conversar com você. Aliás, costumo dizer que é a forma como tento externar não só as questões referentes às nossas reivindicações como, também, sentir-me mais humana. Como todos somos gente, pessoas com identidades próprias, desde a ida do meu pai e a vinda da minha Manú, que hoje está com quase quatro anos, procuro potencializar este espaço de vazão de meus sentimentos.

Por exemplo, nosso país está vivendo um momento de mobilizações legítimas que recolocam questões que há muito estão na pauta dos movimentos sociais e também da APEOESP. Entretanto, infelizmente, em meio às manifestações vemos emergir às vezes atitudes que não estão de acordo com o espírito democrático que sempre norteou as nossas mobilizações.

Na APEOESP, a democracia é princípio que rege o funcionamento de todas as nossas instâncias, a começar pela própria diretoria da entidade, composta pela Chapa 1, que detém 63% dos cargos e pela Chapa 2, de oposição, com 37% dos cargos. Pelas regras estatutárias, toda chapa que obtiver pelo menos 10% dos votos válidos pode compor a direção.

Contudo, tenho que desabafar. Sou chamada de autoritária por grupos de oposição na APEOESP. Como isto é possível, se todos tem voz nas instâncias do sindicato? Sim, nós preservamos a proporcionalidade na APEOESP, mas queremos discutir a qualidade dos membros dos grupos de oposição que fazem parte da direção da entidade, pois o comportamento de parte destes tem criado sérios problemas na condução do nosso sindicato.

Em nome da disputa eleitoral, muitos destes grupos lutam não apenas contra a chapa 1, mas atuam contra a própria categoria, como no caso da greve dos professores, realizada entre 19 de abril e 10 de maio. Embora avaliássemos as dificuldades que nossa categoria enfrentaria, concluímos que era momento de reafirmar nossas reivindicações e deixar claro que o governo não poderia continuar desrespeitando as professoras e os professores e ignorando as necessidades da comunidade escolar. Entretanto, os grupos de oposição ficaram muito aquém das necessidades da nossa categoria e continuam a nos causar dificuldades.

Quando suspendemos a greve, mediante uma série de avanços conquistados em negociação com o Secretário da Educação (veja abaixo), solicitamos posterior reunião para concretizar os pontos acordados durante a greve. Nesta reunião, um diretor da oposição, ligado ao PSTU, prejudicou o andamento das negociações ao dirigir-se ao Secretário com outra pauta quando discutíamos sobre a reposição de aulas. A atitude do diretor levou o secretário a retirar-se antes que pudéssemos, por exemplo, conseguir o parcelamento do desconto dos dias parados e outras questões. Mesmo diante da situação criada, com muita persistência, obtivemos da SEE a confirmação dos pontos negociados e a informação de que os projetos de lei forma e estão sendo preparados para a concretização desses pontos. Acho importante que membros de grupos de oposição que integram a diretoria participem das reuniões com o Secretário da Educação, não pra marcar posição, mas para trabalhar em benefício da categoria. Assim devem se portar.

Como Presidenta da APEOESP, cabe-me informar aos diretores da entidade, aos conselheiros estaduais e ao conjunto dos professores sobre tudo o que ocorre nas relações institucionais que mantemos com a Secretaria da Educação e outros órgãos do governo.  Foi o que fiz na reunião do Conselho Estadual de Representantes no dia 28 de junho, quando relatei o ocorrido na reunião com o Secretário. Inconformado com o fato das informações virem a público, o setor da oposição ligado ao PSTU pretendeu tumultuar a reunião do CER, exigindo o direito de falar no momento que melhor lhe conviesse, sem respeitar as normas de funcionamento do CER e a ordem de inscrições fixada, como sempre, pela mesa diretora, de forma alternada, visando promover o debate.

Votado o encaminhamento pelo plenário, mantendo a orientação da mesa, este setor da oposição ligado ao PSTU decidiu sair do plenário, não sem antes declarar que pretendem tirar-me da Presidência da APEOESP por meios não democráticos.

Repudio firmemente este tipo de comportamento. Fui eleita com 64% dos votos válidos dos professores e professoras que participaram do processo eleitoral da APEOESP. Com o respaldo da maioria da nossa categoria presidirei a entidade até o último dia de meu mandato, em 2014. Desta forma, encaminharei as deliberações de suas instâncias com a responsabilidade que sempre tive.

Por isso, entendo que não devo ceder às pressões de grupos minoritários de oposição. Meu olhar e meu compromisso são com vocês, que constituem a base da nossa categoria e acatarei, com humildade, como sempre, o que vocês me indicarem.

Vou continuar trabalhando para construir a APEOESP junto  meus companheiros diretores da Chapa 1 e os que são da Chapa 2 e que tem compromisso com a base para defender os direitos e reivindicações da nossa categoria, como sempre resguardando os espaços democráticos da entidade. Vamos continuar nossa luta, com persistência e combatividade, pois a categoria sabe quem luta por ela e junto com ela.

Abraço carinhoso,

Maria Izabel Azevedo Noronha
Presidenta da APEOESP

Veja os avanços que a nossa greve conquistou:

– Pagamento das aulas não ministradas durante a greve e retirada das faltas dos prontuários, mediante a reposição de aulas. Todos podem repor. O Conselho de Escola decide o calendário de reposição. As aulas serão pagas na medida em que forem repostas.

– Ampliação do reajuste de julho/2013, de 6% para 8.1%.

– Negociação salarial e sobre a implantação paulatina da jornada do piso no segundo semestre.

– Fim da prova para o professor da categoria F.

– Prova classificatória para o professor da categoria O.

– Ordem de classificação na atribuição de aulas:

Efetivos

Estáveis pela Constituição de 1988

Celetistas

Categoria F

Categoria O

– Redução da quarentena de 200 dias para 40 dias, válida até 2016.

– Compromisso em conceder o direito ao IAMSPE para o professor da categoria O (Vamos nos reunir com o Secretário de Gestão Pública para agilizar o envio do projeto de lei à ALESP).

– Concurso público para PEB II, com 59 mil vagas.

– Classificação pela “Curva de Gauss” (avaliação pela média das notas do grupo e não de cada candidato individualmente. Por exemplo, se um candidato erra uma questão, mas a maioria acerta aquela mesma questão, ele poderá beneficar-se da nota média do grupo, melhorando sua classificação).

– Cursos gratuitos nas Diretorias de Ensino – parceria entre APEOESP e SEE – Os cadernos de Educação poderão ser retirados a partir de agosto nas subsedes ou junto às Secretarias de Assuntos Educacionais e Culturais (informações pelos telefones 3350.6013, com Celiany ou 3350.6020, com Solange).

– Parceria entre a APEOESP e SEE para projeto de prevenção e combate à violência nas escolas.

– reafirmação do memorial como possibilidade de promoção da carreira e não mais apenas a prova de conhecimentos.

Organizaremos:

– Encontro Estadual dos Professores da Categoria O.

– Webconferência sobre carreira.

– Publicação sobre a carreira.

– Webconferência sobre as mobilizações sociais e a conjuntura.

– Webconferência sobre maioridade penal.

– Solicitaremos audiência pública na ALESP sobre a questão da maioridade penal.

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Edital de reabertura de pré-inscrição para prova de promoção

53 Comentários Add your own

  • 1. Maria  |  29/06/2013 às 15:30

    Bom dia prof Isabel.
    Li sua postagem com bastante atenção e como associada vou me atrever a fazer algumas considerações, porém deixo claro que minhas colocações não tem caráter de oposição e nem de situação, mas apenas de uma simples associada.
    Com relação as eleições do Sindicato nunca compreendi o porque os próprios representantes da entidade levam urnas às escolas para os professores votarem e o porquê eu nunca fui chamada por eles para votar mesmo sendo associada e mesmo tendo uma carteirinha da entidade, pois na última eleição decidi apenas observar e nada perguntar, pois os que levaram as urnas na escola onde eu estava nem se preocuparam em me chamar ou mesmo perguntar se sou associada, como fizeram com alguns dos que votaram.
    Minha atitude em apenas observar se deu por conta da penúltima eleição quando tentei votar, porém os representantes não tinham uma listagem dos associados e eu não estava com a carteirinha da Apeoesp, nem extrato bancário que comprovasse a mensalidade paga via débito em conta. Então não pude votar naquele momento, mas confesso que falta de uma listagem dos associados me causou grande surpresa, pois as sedes regionais podem fornecer tais listagens e os associados comprovarem sua identidade com uma simples CNH.
    O fato que relato acima, me provocou muitas reflexões sobre o direito ao voto, a organização da entidade em relação aos que são ou não associados, bem como sobre o exercício pleno da democracia que todos nós brasileiros ainda estamos aprendendo a exercer. Logo, o descontentamento de muitos em relação ao processo eleitoral e a organização dos que podem ou não votar, NA MINHA OPINIÃO, é legitimo.
    Porém, uma vez que a entidade tem participação de ambas as chapas, é necessário que AMBAS OUÇAM AQUELES QUE REPRESENTAM e haja consensos prévios entre chapas e REPRESENTADOS, antes de uma reunião com os representantes da secretaria e secretário, pois infelizmente pouquíssimos são ouvidos de maneira adequada dentro de uma democracia. Pois tanto situação e oposição sempre vão as escolas não para OUVIR o que professores (de todas as categorias) esperam, pensam, reivindicam e sentem, mas sim vão com temas e tópicos prontos e listas de reivindicações que foram votadas nas reuniões SEM ANTES fazer um levantamento dos principais pontos que seus representados almejam.
    Professora, como você utilizou o espaço para expressar seus sentimentos sinto-me na liberdade para expressar os meus: É hora de TODOS nós (representados, posição e oposição) deixarmos de lado os jogos de poder e verdadeiramente exercitarmos a democracia, pois se faz necessário que tanto posição e oposição passem a ouvir aqueles que representam e levantar os principais pontos comuns que todos reivindicam.
    Abraços e grata pela atenção.

    Responder
    • 2. apeoesp  |  30/06/2013 às 14:12

      Prezada professora Maria,
      Gostei de sua mensagem. Elas traz ao nosso conhecimento problemas reais que ocorrem nas escolas e sobre os quais temos que nos debruçar para sempre melhorar mais e mais o funcionamento e a atuação do nosso sindicato.
      Meu desejo, como Presidenta da APEOESP, mas também como professora e associada do nosso sindicato, é que cada professor e professora possa expressar sua opinião e que ela conte para as negociações com a SEE e para toda e qualquer ação da nossa entidade. Com mais de 184 mil associados e 239 mil profissionais na base, isto é algo muito complexo, mas é nas escolas que se este direito pode ser garantido da melhor maneira possível, por meio do Representante de escola. É muito importante que cada escola tenha um representante por período, que periodicamente organize reuniões, ouça opiniões, críticas e propostas e as remeta para a subsede, para que esta instância faça chegar à direção estadual.
      É muito importante, também, que os professores e professoras participem das atividades do sindicato e que, por ocasião dos congressos e conferências, não apenas participem, mas postulem a eleição como delegados e delegadas.
      Este espaço que criamos, o blog da Presidência, nos permite sentir um pouco do que pensam os professores. Mas suas opiniões podem nos chegar também pelo e-mail presiden@apeoesp.org.br.
      Não queremos uma APEOESP distante dos professores. Ao contrário, queremos que ela represente de fato o que pensa a média da nossa categoria, para que possamos bem representá-la. Vamos buscar aperfeiçoar nossa cadastro, para que todos possam exercer seu legítimo direito de voto. O descontentamento é, sim, legítimo, e vamos buscar melhorar.
      Obrigada.
      Bebel

      Responder
      • 3. Celia Moreira  |  17/07/2013 às 21:58

        Olá,
        Acredito, que algumas mudanças serão necessárias na condução da proxima eleição, para que haja uma maior “transparencia” e contenção de gastos. Tendo com isso um resgate da credibilidade da categoria. E sobrando mais com a arrecadação das anuidades, poderia oferecer aos associados(as), outros benefícos. O discurso é que o sindicato não deva ser uma instituição paternalista, concordo, mas, principalmete nas questões da saúde dos educadores(as), tantos dos ativos e inativos ( não basta fazer pesquisas, elaborar manuais, mas sim colocar em prática, não só de “medição da pressão arterial, exame de sangue para diabetes, etc, são importantes, mas dentro de um contexto mais amplo), de formação( questões de direitos, não só das reeivindicações já conhecidas, como os direitos da categoria no seu cotidiano escolar junto aos gestores e Diretoria de Ensino), e também mais amparo legal por parte do departamento juridico, que há tempo, vem deixando muito a desejar. Tantas coisas, poderiam terem feitos, sem ser “Paternalismo”. Esse momento de “mudanças”, por incrivel que pareça, já era esperando e desejado por muitos de nós profissionais da educação, por isso essa “apatia, paralisia” e a falta de adesão, credibilidade e maior participação por nós, com as lideranças e na instituição que elegemos e construimos juntos para nos representar ,muitos(as) de nós, jamais torcendo contra, mas sempre atentos(as) e em discussões em pequenos grupos, nas próprias unidades escolares e redes sociais, infelismente, tivemos que nos comportarmos como aqueles tres “macaquinhos”, nada ouvimos, enxergamos e falamos” e a “cara de paissagem”????, foi dificil?????Claro, pra nós que “vivenciamos através das nossas lutas, grandes conquistas”. Portanto, em nome da categoria que acreditaram e na instuição que construimos e confiamos as lideranças que ai estão e as que virão, “MUDEM DE CONDUTAS, PARA QUE A DA CATEGORIA TAMBÉM POSSA MUDAR”. “NÃO ESQUEÇAM,SÓ VOCES LIDERANÇAS NÃO SÃO “APEOESP”, MAS FORAM ELEITOS(AS) PARA NOS REPRESENTAR, HAVENDO DIFERENÇAS SIM!!!.
        Espero contribuir, não ofender a quer que seja.

      • 4. apeoesp  |  20/07/2013 às 16:06

        Prezada professora Célia,
        Respeito sua opinião e você tem todo o direito de expressá-las, como associada e professora. Temos procurado fazer o melhor, mas sempre é possível melhorar mais ainda. Não é necessário aguardar o momento eleitoral para propor mudanças no sindicato. Todos os meses ocorrem reuniões nas escolas, ocorrem reuniões de representantes, ocorrem várias assembleias durante o ano e as subsedes funcionam durante todo o ano.
        Todos os associados e associadas da APEOESP tem os mesmos direitos e deveres. Todos os que consideram que devem haver mudanças, podem propô-las a qualquer momento, defendê-las, conquistar o apoio da maioria e implementá-las. Em setembro haverá encontros preparatórios para o Congresso Estadual, que ocorre em novembro. Todos os que tem propostas devem participar, podem ser delegados e delegadas ao Congresso e lá defender todas as medidas necessárias.
        Acredito que o local adequado para que os assuntos do sindicato sejam discutidos, sem prejuízo dos pequenos grupos e das redes sociais, é dentro do sindicato. Não há quaisquer impedimentos à participação, mas é a vontade da maioria que tem que ser encaminhada.
        Nosso departamento jurídico também pode ser melhorado. Avaliações genéricas não nos permitem fazer isto. É preciso apontar as falhas concretas, para que medidas efetivas possam ser tomadas.
        Bebel

  • 5. Profª Maria Cláudia  |  29/06/2013 às 18:55

    Nossa, estou até arrepiada de tantas conquistas. Poderia passar sem essa, se não tem o que falar se contente com sua insignificância como dirigente. Nada que vc elencou é conquista, são migalhas e só imbecis vão te agradecer por isso.
    Nesse momento de mudança do Brasil, só alguém pelega de partidos esquerdistas fica nesse lenga-lenga, deveria estar mobilizando para conseguirmos mais conquistas.

    Responder
    • 6. apeoesp  |  30/06/2013 às 13:54

      Prezada professora Maria Cláudia,
      Infelizmente sua mensagem exemplifica um certo tipo de comportamento que prejudica nossas lutas. Imagino que tipo de atuação você possa ter na sua escola ou na sua região em prol de seus colegas, alguns dos quais você quer classificar de imbecis, não porque agradeçam-me algo, já que é minha função organizar a luta dos professores, mas por valorizem algo que é conquista de todos.
      As migalhas às quais você se refere podem alterar a vida profissional de muitos professores e, também, salvar suas próprias vidas. Concretizado o direito de uso ao IAMSPE – e isto ainda providências nossas, pois o projeto não seguiu para a ALESP até o momento, professores com câncer e outras doenças graves poderão realizar tratamento. Houve caso de professora que acorrentou-se na frente da Secretaria da Educação por este direito que você chama de migalha.
      Professores não serão mais qualificados de “reprovados” nos jornais. O que você chama de migalha permitirá um pouco de dignidade a mais de 40 mil professores que poderão agora participar do processo inicial de atribuição de aulas e não ficar dependendo de uma chamada incerta ao longo do ano.
      Você chama de migalha o professor da categoria F não ter mais que realizar prova para obter aulas.
      A outra migalha é a negociação salarial e sobre a jornada do piso no segundo semestre, que podem nos permitir mais um reajuste e ter carga horária menor com alunos.
      Cinquenta e nove mil vagas para concurso podem ser migalha para você, mas não são para quem terá a chance de efetivar-se.
      Insignificante para a nossa categoria, cara professora, é alguém que desdenha daquilo que foi possível conquistar com a nossa luta; uma luta que prosseguirá apesar de pessoas que, como você, pretendem jogar-nos para baixo, beneficiando o que governo que tanto nos esmaga. Mas não conseguirão. Nossa força é maior, porque vem da nossa persistência, do nosso compromisso com a educação pública e do companheirismo que existe entre os que lutam.
      Bebel

      Responder
      • 7. Gustav  |  12/07/2013 às 18:34

        Muito sensata a colocação, as pessoas colocam a APEOESP como algo distante, e se esquecem que ela somos nós, portanto essas migalhas só acontecem porque alguns ainda se disponhem a lutar, odeio os rumos da atual direção, mas não posso simplesmentte delegar a ela o situação em que nos encontramos enquanto categoria. Essas miglhas poderiam ser fartura se tivessemos um categoria politizada e engajada, não em sua totalidade, pois é utopia, mas sua grande maioria.

      • 8. apeoesp  |  13/07/2013 às 13:07

        Prezado professor Gustav,
        Obrigada.
        Cumprimento-o pela sinceridade em expor sua divergência com a direção. Creio que um sindicato não se faz sem o debate franco e a troca de ideias. Isto nos fortalece, desde que todos lutemos pelos mesmos ideais, que são aqueles que visam o bem estar dos professores e a qualidade da educação. O que você chama de migalhas, chamo de avanços, pois a nossa luta é dura e todo passo adiante deve ser comemorado, porque ele não nos foi delegado e sim conquistado com o esforço de todos os que lutaram. Creio que é valorizando cada passo que faremos nossa caminhada.
        Bebel

  • 9. ROBERTO FERNANDES TOFOLI  |  01/07/2013 às 12:55

    Professora BeBel gostaria de tirar uma duvida o projeto de lei 15 – de 2013 que fala sobre o fim da carga reduzida de 10 aulas e o impedimento dos professores que já estão na carga reduzidas podem ou não pedir remoção para a mesma carga reduzidas de 10 aulas , pois a lei já foi aprovada na assembleia legislativa no dia 12 de junho só falta a sansão do governador que pode ser até o dia 5 de julho ….assim peço por favor tire essa minha duvida se nós professores que já estão na carga reduzidas podemos pedir remoção para a mesma carga reduzidas pois tem muitos professores que estão fora de suas cidades teriam mais chances de se removerem pois com a carga reduzidas de 10 aulas tem mais cargos ….obrigado espero a sua resposta ….vamos a justiça se for o caso pois tem muitos professores nesse caso pelo estado todo de são paulo …com 10 aulas reduzidas …

    Responder
    • 10. apeoesp  |  02/07/2013 às 21:14

      Prezado professor Roberto,
      O projeto foi aprovado apesar de nossa oposição neste ponto. Todo professor que se sentir prejudicado deve procurar o departamento jurídico para ajuizar ação individual.
      Bebel

      Responder
  • 11. Rogério  |  01/07/2013 às 21:41

    Caros Colegas da APEOESP.

    Estou com problemas no recebimento de meu salário, pois em maio/2013 tive minha categoria alterada de V para O, ocorre que aulas eventuais do mês de maio que receberia em julho não serão pagas devido a essa mudança e ninguém na escola e nem na diretoria de ensino sabe me responder. o que fazer ?

    Responder
    • 12. apeoesp  |  02/07/2013 às 21:05

      Prezado professor Rogério,
      Você deve protocolar requerimento na escola ou diretoria solicitando este pagamento. Se a resposta for insatisfatória, entre em contato com o departamento jurídico.
      Bebel

      Responder
  • 13. Adalberto  |  02/07/2013 às 06:27

    Desculpa Bebel,mas acho que a colega está correta,são migalhas sim,o sindicato exige muito pouco,se contenta com muito pouco,as vezes sejo a pensar que só pelo fato de vcs estarem afastados das salas de aula já se sentem realizados e acham que essas pequenas coisas são ago de extremo valor,sou associado ,graças a Deus nunca precisei do Sindicato pra nada,pq se eu precisasse ia ficar a mingua como muitas amigas!

    Responder
    • 14. apeoesp  |  02/07/2013 às 20:40

      Prezado professor Adalberto,
      Primeiro, precisamos definir “Sindicato”. Se a definição é “diretoria do Sindicato” ou “estrutura do Sindicato”, não estamos definindo corretamente a nossa entidade, pois diretoria e estrutura existem para organizar e coordenar as lutas da categoria, mas o “Sindicato”, em seu sentido pleno e verdadeiro, é a própria categoria organizada, cada professor e cada professora em movimento.
      Portanto, a possibilidade de conquistarmos mais avanços é diretamente proporcional à nossa capacidade de nos mobilizarmos e pressionarmos o governo. Vinte ou trinta mil pessoas nas ruas e 30%, 40% de paralisação sem dúvida representam alguma coisa, mas 70, 80% de paralisação e mobilizações bem maiores nos tornariam muito mais fortes. Cada um de nós tem um papel a cumprir neste processo. Se não conseguimos dialogar com nossos colegas e convencê-los de que a luta é justa, como pretender com a diretoria da entidade tenha mais força diante do Secretário da Educação?
      Ainda assim, conquistamos, sim, muitas coisas, considerando o nível de dificuldade desta paralisação. Quanto mais lutadores tivermos juntos e organizados, mais conquistaremos.
      Bebel

      Responder
      • 15. Dunha  |  02/07/2013 às 21:40

        o povo está nas ruas, a população clama por educação… não seria a hora de estarmos juntos? o que nunca tivemos (apoio popular) poderíamos ter agora?

      • 16. apeoesp  |  06/07/2013 às 16:15

        Prezado professor Dunha,
        A APEOESP esteve intensamente nas ruas durante muito tempo e continuará a estar. De 19 de abril a 10 de maio, em greve, estivemos com 20 a 30 mil pessoas diversas vezes na avenida paulista. Creio que você esteve lá, não?
        Estaremos de novo nas ruas no dia 11, quinta-feira, às 14 horas, no MASP.
        Bebel

      • 17. Fabiano  |  19/07/2013 às 14:25

        Não Dunha, não dá para a APEOESP estar junto nas ruas, pois o povo “não reconhece” a APEOESP como um sindicato que luta pelos interesses do povo, e para muitos professores nem deles mesmos. Até porque como é que a APEOESP vai levantar uma bandeira lá no meio e fazer seu marketing da situação, se o próprio povo não quer bandeiras de partidos nem de sindicatos? Fato é que o povo está lutando pela educação independente de sindicato. E infelizmente sou obrigado a admitir que tem sido bem mais efetivo assim.

      • 18. apeoesp  |  20/07/2013 às 14:33

        Prezado professor Fabiano,
        Então você é daqueles que “não quer bandeiras de sindicatos e partidos”? Pois saiba que sindicatos e partidos são conquistas da democracia e que pessoas como você estão na contramão da história.
        Bebel

      • 19. Fabiano  |  19/07/2013 às 14:26

        Prof Adalberto, imagine se for colocar a lista daquilo que até hoje reivindicamos e não conseguimos, e colocar ao lado daquilo que supostamente tem sido aqui chamado de avanço. Aí sim você irá chorar. A coisa é pior do que pensamos.

      • 20. apeoesp  |  20/07/2013 às 14:32

        Prezado professor Fabiano,
        O correto não é colocar a lista do reivindicamos e não conseguimos. O correto é colocar a lista de tudo o que reivindicamos, tudo o que fizemos para conquistar, tudo o que conquistamos e o que falta fazer para reivindicar o que ainda não conquistamos. Uma coisa é certa: não é desdenhando do esforço e da luta da categoria que conseguiremos conquistar o que falta.
        Bebel

  • 21. João do Santo Cristo  |  03/07/2013 às 13:31

    SINDICATO COM ALIANÇAS PARTIDARIAS PERDE A FORÇA. Percebe -se que na APEOESP existe muita ” vaidade” por conta dos lideres. O Governo do Estado de São Paulo não aceitou vossas condições por conta dessas alianças políticas. Deixem de serem hipócritas, parem de apagar os comentários contrários as suas ideologias, como vocês disseram, aqui é uma democrácia, parem com essa vaidade, sejam humildes, trabalhe para a categoria e não para os holofotes. Vocês apagando essa minha opinião demonstra ainda mais minha indignação para a ideologia desse sindicato.

    Responder
    • 22. apeoesp  |  06/07/2013 às 15:41

      Prezado professor João,
      Este espaço é para discutir os assuntos de interesse dos professores e da educação. Sua mensagem está repleta de impropérios. Publico-a para que todos vejam que não há nela nenhuma contribuição para que nossa entidade possa desenvolver melhor as lutas em defesa dos professores, apenas juízos de valor. Sua conclusão sobre a negociação com o governo do Estado não resiste à menor análise. Temos conquistado avanços, menores do que o desejável é verdade, mas muito importantes. E vamos continuar avançando.
      Se a nossa linha de atuação não o agrada, haverá eleições para renovação da diretoria e conselho da APEOESP no ano que vem.
      Bebel

      Responder
    • 23. Fabiano  |  19/07/2013 às 14:22

      Prof João, quer que seu post seja publicado sempre e na íntegra? Elogie, elogie, elogie, elogie, elogie. Elogios “contribuem” e muiiiitoooooo!!!!

      Responder
      • 24. apeoesp  |  20/07/2013 às 14:34

        Prezado professor Fabiano,
        Dispenso elogios. Quero contribuições sérias e inteligentes à nossa luta, o que não é o caso de seus comentários.
        Bebel

  • 25. LUCILA  |  03/07/2013 às 18:37

    BOA TARDE BEBEL
    SOU CATEGORIA O ,ESTAVA LECIONANDO ,PRECISEI SAIR PORQUE ESTAVA COM MUITOS PROBLEMAS PRA RESOLVER E EXTIGUINDO O MEU CONTRATO QUE ERA DE 2012 ATE DEZEMBRO DE 2013. QUERO SABER SE POSSO NOVAMENTE PODER FAZER OUTRO CONTRATO PRA LECIONAR OU PODEREI FICAR COMO EVENTUAL PORQUE JA FAZ MAIS DE 2 MESES QUE ESTOU PARADA.SE JA PASSOU A LEI PRA QUARENTENA JA POSSO LECIONAR,POR FAVOR PEÇO ORIENTAÇAO.OBRIGADA

    Responder
    • 26. apeoesp  |  06/07/2013 às 15:22

      Prezada professora Lucila,
      Infelizmente, creio que não. Nesses casos, o estado entende que o servidor deve ficar cinco anos afastado. Por favor, ligue para 11.33506214, tire sua dúvida e receba orientação.
      Bebel

      Responder
  • 27. Juci  |  03/07/2013 às 23:36

    Sou professora pública e trabalhei como professora contratada no Estado por um ano e meio, atualmente trabalho na prefeitura, pois passei no concurso e fui chamada.
    Fiz o E.F e E.M, em escola Estaduais e meu sonho era trabalhar no Estado.
    Como disse, trabalhei como contratada (categoria O), hoje, sinto saudades da escola que trabalhei, mas fico indignada em saber que até agora, não mudou nada para os professores da Categoria O.
    Faz um ano que estou na prefeitura e nada mudou, fico pensando nos professores categoria “O” que precisam trabalhar para manter suas vidas, o que mudou?
    Nada, ainda precisam continuar fazendo prova todo ano para poder continuar a trabalhar e enfrentando todos os problemas que só os “O” enfrentam.
    Sobre os movimentos que estão balançando o Brasil afora, fico pensando, e com todo respeito Bebel, penso que a APEOESP não tem feito muita coisa pelos professores do Brasil.
    É incrível, como o Movimento do Passe Livre conseguiu em tão pouco tempo carregar uma legião de pessoas para brigar por uma causa. Não entendo, o porque o sindicato não consegue a mesma coisa, deve ser pelo fato do sindicato não ter tido conquistas reais para nossa categoria.
    Desde 2005 aguardo o concurso para PEB I do Estado, e desde o ano passado, fico acompanhando sobre esse novo concurso de PEB II que dizem que está pra sair.
    O sistema educacional no Brasil está doente e precisa de mudanças, só que pelo visto, precisaremos de nos movimentar por conta própria, quem sabe o Movimento do Passe Livre não resolva ajudar…
    Pode soar hilário, mas é a mais pura verdade!
    Quem é professor efetivo sabe como é ser efetivo, mas quem é professor categoria “O” é que sabe o que é viver e ser tratado como categoria “O”.

    Responder
    • 28. apeoesp  |  06/07/2013 às 15:01

      Prezada professora Juci,
      É incrível com que facilidade imputam à APEOESP as responsabilidades que são do governo do Estado. São mais de 40 mil professores da categoria O neste momento na rede estadual. Pois bem, realizamos assembleias e passeatas com 20 a 30 mil professores na avenida paulista durante nossa greve, entre 19 de abril e 10 de maio, reunindo a maioria de efetivos. Muitos professor da categoria O participaram e deram a sua contribuição, mesmo correndo o risco de perderem seus empregos. Porém, se todos os professores da categoria O tivessem comparecido para defender seus direitos, poderíamos ter nas ruas 70, 80 mil pessoas. Mas fizemos a luta e conquistamos, sim, melhorias. Se você não considera melhorias o que está expresso nesta carta, aí temos realmente uma divergência muito grande,
      Também não entendo porque você usa exemplo de outro movimento e não o movimento dos próprios professores. Enquanto os demais movimentos “dormiam”, nós estávamos nas ruas. E tosos sabemos que o movimento iniciado pelo Passe Livre, com toda a legitimidade, recebeu uma “ajudinha” dos meios de comunicação, com sucessivos boletins ao vivo em pleno horário nobre, enquanto nós tivemos que pagar por oito anúncios de apenas 30 segundos.
      Quem decide os rumos da APEOESP são as instâncias da APEOESP. Não teria sentido sermos comandados por entidades de fora.
      A grande contribuição que os professores da categoria O podem dar para melhorarem a sua situação é virem à luta junto com todos os demais professores. Isto, sim, nos tornaria uma força imbatível.
      Sindicato, professora, não é sua diretoria. Sindicato é a categoria organizada, mobilizada e em luta.
      Bebel

      Responder
      • 29. Fabiano  |  19/07/2013 às 14:21

        Sempre a velha resposta. Sindicato é a categoria organizada? Só se esquece de quem “organiza” faz muito aquém de uma boa organização. E isto é fato!

      • 30. apeoesp  |  20/07/2013 às 14:36

        Prezado professor Fabiano,
        As respostas verdadeiras não mudam. Quem organiza faz o esforço para que a categoria conquista sempre mais. Quem não deseja isto faz comentários destrutivos para tentar desorganizar a categoria, mas não conseguirá.
        Bebel

  • 31. Daniel  |  04/07/2013 às 02:11

    me explique uma coisa com relação a atribuição do O, a partir do ano que vem vai ser uma lista só, formados, estudantes, bacharéis e tecnólogos, todos concorrer no mesmo dia por ordem de pontuação da prova?
    ou sera em dias separados?

    Responder
    • 32. apeoesp  |  06/07/2013 às 14:49

      Prezado professor Daniel,
      Todos participam da mesma lista, mas de acordo com o artigo 62 da LDB e de acordo com as regras da atribuição, um professor habilitado pode requerer as aulas de estudantes, bacharéis e tecnólogos.
      Bebel

      Responder
      • 33. FLavio  |  29/07/2013 às 04:47

        Mas isso antes da aula ser atribuida né? Pq depois de atribuida, a aula é do prof sendo estudante ou não, certo?

      • 34. apeoesp  |  31/07/2013 às 13:55

        Prezado professor Flávio,
        Pela LDB, o professor habilitado pode requerer as aulas a qualquer tempo.
        Bebel

  • 35. Fred  |  04/07/2013 às 16:41

    Querida Bebel… não são migalhas. Num país repleto de injustiças como o nosso, toda conquista deve ser aplaudida. Enfim, gostaria que me tirasse uma dúvida. Sou categoria “O” e, não entendi muito bem essa situação de prova classificatória. Significa que terei que fazer a prova novamente, mesmo tendo sido aprovado na última? Caso tenha que fazer, se tirar menos pontos não participarei da atribuição? Como fica a situação dessa categoria tão injustiçada? Por gentileza, responda minhas dúvidas.
    Desde já agradeço.
    Att. Frederico.

    Responder
    • 36. apeoesp  |  06/07/2013 às 14:47

      Prezado professor Fred.
      Obrigada.
      Continuamos lutando pelo fim da prova. Ela se tornou classificatória. Significa que todos participam da atribuição de aulas inicial. A nota determina o lugar na classificação. Se reduzir a nota, muda a classificação.
      Bebel

      Responder
  • 37. Joe  |  04/07/2013 às 18:51

    E quem era categoria L, que desde 2010 não recebeu férias… o juiz determinou o pagamento e até agora nada… ainda veremos esse dinheiro???

    Responder
    • 38. apeoesp  |  06/07/2013 às 14:42

      Prezado professor Joe,
      Vimos cobrando do TJ que determine a execução da sentença, mas há recurso do Estado. Você pode ingressar com ação individual. Procure o departamento jurídico.
      Bebel

      Responder
  • 39. Cristiano  |  04/07/2013 às 23:26

    Olá Bebel, gostaria de saber se as aulas dos professores auxiliares serão interrompidas agora nas férias

    Responder
    • 40. apeoesp  |  06/07/2013 às 14:19

      Prezado professor Cristiano,
      O Secretário da Educação determinou à CGRH que não executasse esta medida, orientando todas as DREs. Se persistir o desligamento, peço que informe pelo e-mail presiden@apeoesp.org.br.
      Bebel

      Responder
  • 41. cristiano  |  05/07/2013 às 22:37

    Olá Bebel, será que agora no 2º semestre já podemos acumular cargos como temporários?

    Responder
    • 42. apeoesp  |  06/07/2013 às 14:02

      Prezado professor Cristiano,
      Uma vez sancionada a lei, passa a ter validade. Em todo o caso, sugiro que ligue para 11.33506214 para um opinião jurídica.
      Bebel

      Responder
  • 43. Rose  |  10/07/2013 às 19:32

    Boa tarde;
    Por favor me explique; não poderemos mais optar por 10 aulas ( jornada reduzida ) para o próximo ano ? Pois não posso ministrar mais que 10 aulas senão terão que me exonerar do Estado. Aguardo resposta

    Atenciosamente

    Responder
    • 44. apeoesp  |  13/07/2013 às 13:56

      Prezada professora Rose,
      Consideramos esta medida ilegal e dissemos isto ao Secretário da Educação. Apresentamos emenda ao projeto, mas não foi aprovada. Todos os prejudicados devem procurar o departamento jurídico, mediante a inscrição indeferida, para ingressar com ação judicial.
      Bebel

      Responder
  • 45. lia  |  10/07/2013 às 23:14

    Quanta conquista hem???
    Em vez de melhorar a situação dos professores cat. O, sancionam essa barbaridade…e com o apoio do Sindicato…

    Responder
    • 46. apeoesp  |  13/07/2013 às 13:52

      Prezada professora Lia,
      Não entendi seu comentário. Parece-me estar incompleto.
      Bebel

      Responder
  • 47. Rose  |  15/07/2013 às 16:16

    Acho que faltaram alguns dados. Eu NÃO VOU PEDIR REMOÇÃO,, tenho carga reduzida ( 10 aulas desde 2011 quando me efetivei) mesmo assim, em 2013 não posso optar por carga reduzida? Obrigada pela atenção.

    Responder
    • 48. apeoesp  |  20/07/2013 às 17:25

      Prezada professora Rose,
      Neste caso, sim.
      Bebel

      Responder
  • 49. Ladin  |  15/07/2013 às 20:07

    Sou professor em estágio probatório que aderiu às duas últimas greves. Muito decepcionado com as relações essenciais que me representam: sindicatos, governo e minha própria categoria.

    É notório, que há mais interesse político, entre situação e oposição, em disputar e manter o poder do que trabalhar em prol da categoria. Prova disso foi à fraca divulgação da mais recente greve decretada pela situação e deliberadamente boicotada pela oposição através das subsedes. Uma direção (situação) que não, unifica, consegue trabalhar com a oposição: ambas se anulam. Nessa, recente ocasião de greve, perdeu-se uma grande oportunidade de conquistarmos melhorias efetivas e relevantes para a categoria, o momento era mais que propício dado o apoio da sociedade e até da mídia.

    Tenho notado que a presidente do sindicato tem reclamado da não participação dos professores nas reivindicações. As políticas e atividades organizadas pelos sindicatos dos professores têm sofrido derrotas constantes, há tempos não tem conquistado nada de relevante. O que explica o descrédito e a falta de participação dos professores quando convocados pelos sindicatos. Explica, mas não justifica a atitude dos professores. Nesse sentido, podemos também notar que boa parte do professorado não é tão esclarecida como deveria ser.

    A história nos mostra que uma “minoria mobilizada (organizada) comanda a maioria imobilizada (desorganizada).” Assim, a Apeoesp é paga pela categoria para ser, constantemente, essa “minoria mobilizada” e representá-la diante do governo. Cabe à competência da sua gestão presidente, comandar, ou seja, dar motivos plausíveis para quando necessário convocar e mobilizar os demais. Nesse sentido, a Apeoesp não pode dividir e atribuir igualdade de responsabilidade e fracassos, a ausência e/ou baixo número de professores envolvidos nas últimas manifestações/reivindicações. Aliás, pelo tempo que a presidente milita como sindicalista já era para ter conquistado essa confiança, no entanto os seguidos fracassos das últimas convocações para greve só fizeram desgastar ainda mais sua imagem e o modelo político que rege o sindicato.

    O mais recente acordo feito com o governo não tem status de “conquistas” que a presidente tanto quer imputar, mas sim “antecipação” de ajustes naturalmente contraditórios a lei. Dessa maneira, o sindicato não pode ser um mero intermediário de uma categoria ou se dar o luxo de fazer o trabalho, leva e traz, de um garoto de recado ao governo. O sindicato tem de ser diretamente a voz de todos os profissionais que ele representa. E essa voz solitária que vos escreve, profissionalmente a beira da indignidade, necessita de mais!

    Responder
    • 50. apeoesp  |  20/07/2013 às 17:23

      Prezado professor Landin,
      As decisões na APEOESP são tomadas de forma democrática pelos professores e professoras convocados para esta finalidade. Hoje em dia, com a internet e com as muitas inserções que fizemos na mídia convocando a categoria para as assembleias e para a greve, todos tomaram conhecimento da nossa mobilização. Seu raciocínio de que a APEOESP quer dividir com os professores a responsabilidade tem um defeito de origem, qual seja, supor que a APEOESP é uma estrutura que pode ter uma existência e obter êxitos independente dos professores. Não, o sindicato é a apenas uma estrutura que os professores criaram para organizar suas lutas, mas ele não substitui a própria categoria nos momentos decisivos. Isto não apenas na APEOESP, mas em qualquer outro sindicato; metalúrgicos, bancários e outras categorias tem maiores ou menores conquistas de acordo com a maior ou menor mobilização que realizam.
      Obviamente, não se pode minimizar o papel da oposição. Se a categoria verifica que parte da direção percorre o estado falando contra o próprio sindicato, lançando descrédito, semeando discórdia, ela fica precavida. Muitas vezes não vem para a luta.
      O pior, professor, é quando os próprios professores desdenham de suas conquistas. O professor da categoria O que terá o direito ao IAMSPE, não acha que foi pouca coisa. O professor da categoria F que não terá mais que fazer a prova e será classificado em faixa própria, também não. Os 2% que foram acrescentados ao reajuste salarial (e queríamos mais) terão repercussões futuras em quinquênios, sexta-parte etc. Devemos desprezá-los?
      Todos queremos mais. O que me deixa triste, de fato, é que sejam imputados ao nosso sindicato medidas que são tomadas pelo governo e contra as quais o sindicato luta. Quando chama o sindicato de garoto de recado do governo, você inverte de forma maldosa a situação. Sim, nosso sindicato não tem o menor problema de levar constantemente ao governo as demandas da categoria e trazer de volta as respostas. Se você considera que está num estágio mais avançado e que não necessita deste tipo de ação do sindicato, saiba que milhares de professores precisam, sim, que o sindicato defenda cada uma de suas questões, por menores que pareçam
      Para ter mais, professor, não tem jeito: tem que parar a escola, tem que vir para a rua, tem que suar a camisa, porque está para aparecer governo que ceda apenas com uma boa conversa.
      Bebel

      Responder
  • 51. Fabiano  |  19/07/2013 às 14:17

    Minha nossa, que coisa mais pedante esta sua carta sra. presidente. Mas não é nada novo, para quem até hoje trabalhou mais em pro da sua própria situação presidencial (fazer propaganda) do sindicato do que para os afiliados a ele. E não me venha com a velha e repetitiva conversa de que a conquista X ou Y é “avanço” e quem discorda é um professor do tipo demônio. Isto é ignorar um debate e crítica séria. Será que mesmo depois de tantas reivindicações por aí afora em São Paulo (e Brasil) você não aprendeu que o que vocês do sindicato chamam de “avanço” para a maioria de nós professores, que é quem está todos os dais em sala de aula, soa como “resto”? Já sei, você vai usar o discurso de alguns professores, como vi em suas respostas aos comentários acima, que para estes “alguns”(?) professores é avanço. Sabe para quem isto é avanço? Para professores que passam tanta necessidade, vivem tão mal, estão em situação empregatícia tão ruim, que “qualquer coisa” é chamado de avanço para eles. Me desculpe, não é porque um mendigo ganha um pedaço de pão e fica contente com isto, que os demais cidadãos vendo a situação precária do mendigo vai concordar com quem lhe deu o pedaço de pão de que isto é um avanço (e por favor, não use minha analogia de forma pejorativa, aviso antes para não desvirtuar o que estou falando). É apenas um pedaço de pão, é esmola sim, é muito pouco, por mais boa intenção que quem deu o pão tenha, não devemos achar que isto é o que deveria ser feito em relação ao mendigo, pois aquele pão é paliativo, é resto, é enganação, pois não muda a vida do mendigo.

    Fato é que temos um PSDB no Governo de SP há anos, e todos nós professores, os que têm o mínimo de senso político ou mesmo partidário, sem tapar o sol com a peneira, sabe que este governo possui ideologias e posicionamento político avesso às demandas do professorado paulista(no). Por outro lado o sindicado (muito antes da sra. assumir o posto de presidente dele) vem falhando na sua atuação representativa com os professores. O Sindicato vem perdendo sua força ao longo dos anos. E comumentemente leio em seus comentários e de outros professores, que a culpa é sempre dos professores que criticam ou não aderem a greves mal organizadas feitas pelo Sindicato? Absurdo, mentira!
    A culpa não é destes professores (pode até ser de uma pequeníssima parcela), pois o problema é que professores, como eu, que não se sentem representados devidamente pelo Sindicado (não só o da APEOESP, infelizmente este é o maior, apenas isto). Reclamam não só da ação do Sindicado em relação ao Governo, mas do Sindicato em relação aos próprios professores. O Sindicato em sua gestão, em sua forma de governo é democrático, como li alguns posts anteriores? Faça-me o favor! É a mesma democracia que vemos no Brasil? Deve ser! E se é a mesma, esta democracia esta longe de ser uma democracia legítima e representativa de fato. Tanto é verdade que o Sindicato não consegue nem uma direção única (ainda que com divergências) para se organizar diante das famigeradas últimas greves em SP.

    É claro que para um bom sabedor do que ocorre atualmente em sindicatos, não só a dos professores, sabe porque as greves de um dos maiores sindicatos de professores (a APEOESP) do Brasil não surte o efeito desejado há quase 20 anos. E não é pela velha e falaciosa desculpa de que professores não aderem às greves, pois se professores não aderem à greve dos sindicatos, o problema é outro, é mais grave ainda. Significa simplesmente que “não há” representatividade de fato, só de direito dos sindicatos.
    É sempre fácil jogar sempre a culpa nos professores que criticam não só a atual diretoria da APEOESP (e de outros sindicatos), pois isto esconde outro problema que está por trás de tudo isto, aliás um problema que existe na maioria dos nossos representantes por todo o Brasil: é o fato de que a maioria desses nossos representante, infelizmente eleitos por nós mesmos, são mal preparados, são péssimos em gestão, são egocêntricos, são bons de retórica (e olha lá!), mas horríveis em ações públicas, políticas e organizacionais. Não ouvem o povo como deve, ouve apenas o que quer e quando o elogiam (isto lembra alguém?). O problema dos nossos sindicados é o mesmo que enfrentamos nas urnas em todas as eleições: a oferta de candidatos é uma pior do que a outra.

    Então o que temos pra hoje é isto o que tem aí: um presidente da APEOESP fraco, que se vangloria de ações mínimas da qual se gaba em chamar de avanços (?). Que não consegue um debate franco à altura com seus representados sem desviar para a velha culpabilidade do professorado, apenas consegue ouvir e passar a mão na cabeça daqueles professores que trazem elogios (o pão do mendigo!). O que temos é uma cúpula sindical que ouve só os do “cabide de emprego”, pois o professor que de fato está na sala de aula este não tem sido ouvido, pelo menos não sua maioria (não há mais representantes nas escolas, como antes, do Sindicado há tempos). São ex-professores despolitizados (ou fingem ser), péssimos para uma representação digna das reivindicações que nós professores tanto exigimos.

    É mentira! Longe está deste tipo de representação ser democrática, e para nós professores que estamos nas escolas todos os dias sabemos disto, pois até mesmo os métodos fomentados para as eleições da presidência da APEOESP há tempos tem sido massa de manobra de alguns, só cego não vê, pois os representantes que vão às escolas, quando vão, não discutem nada de relevante sobre nossas petições. Como bem disse uma professore aqui, nem listas corretas existem para votação, nem informação da pauta, dos debates, das datas são informadas aos associados, é tudo uma grande massa de manobra. E é claro que a sra. que está na presidência, ainda que tenham a maioria como é a situação hoje, não se mexeu um milímetro nos últimos anos para mudar a atual condição partidária e a forma representativa, que não pode só ser a direto na APEOESP, mas de fato (e nem vou entrar aqui quais seriam estas formas e mudanças, pois daria outro livro escrito aqui).

    Sra Izabel, seria ótimo que um dia a sra. parasse de se fazer de vítima e assumisse alguma vez que sua ação como presidente da APEOESP está aquém das reivindicações que nós professores fazemos de você e do alto cargo que você exerce para um sindicato de tamanha importância e tamanho no Brasil. Claro que você talvez nunca admitirá que você tem errado e muito nos últimos anos, afinal de contas a culpa para você é sempre a do professor, certo? Pode até ser nossa culpa, mas culpa em aceitar presidentes de sindicatos como vocês, tanto tempo presidindo com ações tão pífias, e achando que estão fazendo muito por nós. Sim, nisto somos culpados mesmos. Mas a culpa de uma má “representação” (representante = presidência, para ficar bem claro) é sua sim (e de seus correligionários).
    Mas dizem que podemos ter esperança, então eu “espero” que um dia você passe a ter outra postura diferente dos tantos milhares de representantes que temos neste Brasil afora, que usam o mesmo discurso que você tanto tem usado aqui neste espaço e em outros lugares, para culpabilizar a todos, menos a você mesma.

    Infelizmente não acho que vai mudar muito a partir de 2014 com nossas eleições da APEOESP, se for levar em consideração o tipo de oposição que temos aí. Por incrível que pareça sou obrigado a concordar que eles são muiiiitoooo piores do que vocês da situação. Mas uma coisa é fato, se é para dirigir mal do que jeito que vocês fazem atualmente, pelo menos que não se perpetue o “poder” de um grupo, afinal isto é democracia, ou não? Quem entre outro seja pior ou não, fazer o quê?

    Na verdade o problema é muito pior: não dá para exigir de vocês mais do que vocês tem dado (é exigir que o jogador Mané seja o Neymar). O mesmo desgosto que tivemos daqueles que um dia acreditaram no PT é o mesmo que temos tipo com vocês da situação na APEOESP. Acreditávamos que o PT iria enfrentar tudo e todos no Brasil, ainda que precisasse “fechar” o país, mas que teríamos um governo não só do assistencialismo, não só de ações locais, pontuais, eleitoreiras, empurrando o problema do Brasil com a barriga. Mas um governo que uma vez que tivesse sob seu comando a maioria no Congresso brasileiro, fizesse as reformas políticas e econômicas tão quistas por nós há anos no Brasil. Mas não! Eles apenas inventam agora em final de mandato esta baboseira de plebiscito, que é coisa para “inglês ver”, porque o povo foi às ruas, e só por isso. Quando na verdade tiveram muitos anos para fazer tudo isto que estamos reivindicando nas ruas, e não fizeram.
    É o que ocorre na APEOESP. Vocês tiveram anos para representar de forma consistente o professorado em São Paulo. Não adianta simplesmente jogar a culpa em cima dos professores, pois seria o mesmo que os governantes fazem quando querem culpar a população pelas mudanças que não ocorrem no Brasil. Brasileiros sempre apoiarão um governo que luta por seus interesses de forma legítima, objetiva, sem retroceder, com garra, com expertise, inteligência, transparência, etc. O povo brasileiro um dia colocou o PT no poder crendo que assim seria, e não tem sido. O mesmo serve para as críticas feitas à APEOESP.
    Pare então sra. Izabel com a mania de falar que as críticas feitas à sua presidência é de professores rebeldes, oposicionistas e desagregadores que não lutam pelos mesmos interesses dos demais. Isto é simplista e pequeno demais para quem tem o mínimo de conhecimento político ou sindicalista. Muito menos a de criticar os professores para tirar toda a responsabilidades da má eficiência do sindicato nos últimos anos. Vocês têm culpa sim, e isto é fato! Assumam algum erro pelo menos uma vez na vida. Vocês tem errado em diversas ações em relação ao Governo sim. Principalmente quando acha que uma greve deve ser cessada quando “parte” ou poucos pontos da pauta são fingidamente atendidas pelo Governo. Estamos pedindo 36% de reajusto salarial (não é nem aumente hein!) há anos, e isto é que é avanço sra. Izabel. Ainda que tantos outros pontos sejam importantes na pauta, nada, repito, nada é mais importante do que um salário decente para o professor, pois caso a sra. não se lembre, vivemos num país capitalistas, onde mora em São Paulo é um dos lugares mais caros do Brasil, onde a maioria das coisas se resolvem com DINHEIRO! Então pare com este discurso fajuto que o Governo gosta de usar, falando de curso, de apostila, de especialização, de convênio, de plano de carreira, e todo este discurso chato. Todos sabem que estas coisas são importantes, mas NÃO SÃO mais importantes do que é ÓTIMO salário. Até porque um ótimo salário resolve grande parte desses outros problemas em um país capitalista. Qualquer criança sabe disto, pelo amor de Deus!

    O grosso das reivindicações que mudaria a vida e a profissão dos professore em São Paulo ‘nunca’ foi atendida pelo atual Governo de SP. É mentira falar qualquer coisa diferente disto. E não é preciso blog para isto, basta visitar escola por escola e verá isto (venha visitar a Z. Leste com mais frequência sra. presidente). Aliás, basta perceber que muitos que aderiram às paralisações em São Paulo eram professores descontentes, como eu, não só com o Governo, mas com os próprios sindicatos. Faça um teste e tente levantara bandeira do sindicato dos professores quando houver manifestações como estas em São Paulo e verá o número de professores nas ruas que não acreditam mais nos sindicatos.
    E como eu disse o problema não está só na APEOESP, mas em todos estes envelhecidos (não falo de idade, mas de ideias) representantes sindicais. Quem viu a tentativa ridícula de paralisação de alguns na Av. Paulista percebeu isto. Não dava nem para fechar a avenida direito com tão poucos grevistas, tiveram até que pagar pessoas para irem às ruas, ridículo! É exatamente o que ocorre também com a APEOESP, os professores não se sentem representados à altura. E não queira fazer o teste PRA VALER, para saber disto. Pois uma coisa é o número de filiados ao sindicato, que são pelos MAIS DIVERSOS motivos (há outros interesses para pessoas serem sindicalizadas e todos sabemos disto), outra é uma meia dúzia que aparece aqui no blog para ficar elogiando algumas ações da APEOESP para a sra. usar isto como se fosse o pensamento da maioria dos sindicalizados, e outra bemmm diferente é ir de escola em escola e perguntar para os filiados (e aos não afiliados) o que eles pensam da atual representação dos professores, seja da APEOESP ou de outros sindicados.

    Bom… não preciso mais me estender, e nem sei se a sra. irá ler tudo o que escrevi, mas é só para a sra. tirar do meio do bolo aqueles que criticam sua postura diretiva achando que todos que discordam da sra. são uns desavisados ou apenas oposicionistas, não! Sou mais um entre tantos que simplesmente não concorda com suas ações nem dos atuais representantes sindicais dos professores por acharem vocês mal preparados para tal cargo. Talvez vocês até sejam bons professores em sala de aula, talvez (!), mas representantes não!
    Grato pelo espaço cedido. Nada do que foi escrito por mim aqui é de ordem pessoal, até porque não a conheço pessoalmente (apenas de perto). É uma crítica bem objetiva, e mesmo quando falo mal de suas ações enquanto representante é apenas isto, enquanto presidente, nada além. Se não estivesse aí no cargo, para mim você não faria diferença alguma, apenas isto. Então para provar a objetividade das minhas críticas é bem simples: 1) vocês não possuem força representativa de fato, só de direito; 2) vocês não conseguiram diante do Governo levar e mudar as principais reivindicações feita por nós professores; 3) vocês não conseguem organizar uma paralização com efeito profundo; 4) vocês negociam muito e agem de menos; 5) vocês são fracos para um debate político diante do Governo e não possuem força a altura do atual Governo, enquanto sindicato, mesmo fazendo parte de um dos maiores sindicatos do Brasil; 6) o sindicato não fez e não faz reformas estruturantes que melhores sua representação diante dos próprios professores; 7) a atual presidente culpabiliza os professores pelas más atuações em relação à ações má sucedidas diante do Governos, sem fazer uma auto-crítica pertinente sobre sua própria gestão e a atual situação do sindicato, se aproximando e muito da mesma condição de todos representantes governantes do atua Brasil.
    Viu, é isto! Simples assim!
    E obviamente você não precisa publicar este livro todo que escrevi caso não queira (até porque não publicou outros bem mais sucintos), não vou ficar melindrado. A não ser que queira um debate de verdade neste blog (lugar que você vive dizendo que não é para isto, é claro!)
    Att.
    Prof. Fabiano

    Responder
    • 52. apeoesp  |  20/07/2013 às 14:48

      Prezado professor Fabiano,
      Você tem todo o direito de discordar, mas o leitor deste blog é inteligente e saberá perceber quem é pedante. O “livro” que você escreveu é presunçoso e desprovido de qualquer compromisso com as lutas da nossa categoria. Você destila rancor e seu posicionamento simplesmente nos levaria à paralisia perante o governo.
      A avaliação de meu mandato quem faz é a categoria, no processo eleitoral. Fui presidenta entre 1999 e 2001 e fui novamente eleita presidenta do Sindicato entre 2008 e 2011 e desde 2011 até o momento. Meu mandato se encerra em 2014 e o cumprirei integralmente, porque fui legitimada pela minha categoria para isto. Uma trajetória como esta não demonstra falta de representatividade, muito ao contrário. Não sei quais são suas motivações, mas elas não me interessam. Interessa-me apenas realizar o trabalho para o qual fui eleita e o farei.
      Os avanços existem e estão listados. Toda a categoria toma conhecimento deles. Se você quer se dedicar a negá-los, nada posso fazer. Os professores sabem que 8.1% é maior que 6%, que não fazer prova todo ano é melhor que ter que fazê-la (no caso dos professores da categoria F); que a não privatização do IAMSPE é uma conquista; que concursos públicos para 59 mil vagas é conquista; que prova classificatória e não eliminatória é avanço; que ter direito ao IAMSPE, para quem estava excluído, é avanço. Fique à vontade para negar a realidade, ela existe independentemente de sua opinião.
      Se você discorda dos rumos do sindicato e se é associado (o que seria uma contradição, porque em outro comentário você rejeita todos os sindicatos) deve vir ao processo eleitoral e concorrer. No mais, não perderei mais tempo debatendo suas opiniões. Elas são raivosas e nada constroem.
      Bebel

      Responder
  • 53. Emerson Arquimedes  |  20/07/2013 às 03:51

    Olá, Bebel fico impressionado como esse governo de PSDB consegue arrumar manobras “como sempre” de tapar o sol com a peneira e assim o que ganham em prejudicar professores e para eles estarem lá; basta que façamos um “x” que o sujeito está eleito por 4 anos, esse tipo de escolha deveria mudar para PROCESSO SELETIVO DE POSTULANTE AO CARGO PARA SER PROPRIETÁRIO DO PALÁCIO DOS BANDEIRANTES, já que gostam tanto de mostrar a essa sociedade que há culpados e que querem atribuir aos profissionais da educação, ora uma vez que profissionais não podem nem utilizar a saúde pública, o nosso IAMSPE QUE É NOSSO E PONTO, NÃO ADIANTA ESSES SENHORES PENSAR EM ACABAR COM PRECARIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO QUE DEVERIA SER A MAIS BEM PAGA DESSE PAÍS.
    ABRAÇOS, E VAMOS A LUTA.

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