APEOESP assegura avanço sobre a promoção na carreira

28/08/2013 at 15:25 46 comentários

Em mais uma reunião da Comissão Paritária ocorrida nesta terça­-feira, 27, na Secretaria da Educação, na qual acontecem os deba­tes para normatização dos níveis e faixas da carreira, a APEOESP conseguiu assegurar um importante avanço em relação à promoção na carreira.

Inicialmente, sobre este item, existiam duas propostas: a primeira determinava a realização da prova de mérito e também a constituição de um memorial com todos os projetos desenvolvidos pelos professo­res para assegurar a promoção; a segunda, apresentada pela APEOESP com concordância das demais entidades do Magistério, possibilitava ao professor optar pela prova ou pelo memorial.

Uma terceira via foi apresentada pelo Secretário da Educação: manter as duas opções, alternadamente, ou seja, em um interstício o professor realizaria a prova e no outro comporia o memorial, desta forma, permaneceria a obrigatoriedade do professor realizar sempre as duas possibilidades de promoção.

Mais uma vez, a APEOESP reafirmou contrariedade e um amplo debate foi desenvolvido durante a reunião. Após votação, por 8 votos a 3, a proposta do Sindicato foi aprovada: os professores poderão optar pelo memorial ou pela prova de mérito para promoção na carreira.

Esta foi mais uma das fases de discussão sobre a carreira do Ma­gistério. Cabe ressaltar que a constituição desta Comissão Paritária foi uma conquista dos professores e que a APEOESP tem se posicio­nado intransigentemente na defesa de uma carreira que atenda aos interesses da categoria. Haverá a necessidade, após os debates, de regulamentação dos itens acertados.

Ficou também definido que ao final da fase de regulamentação da LC 1143/11, que criou três novos níveis e três novas faixas na carreira, será rediscutido o Estatuto do Magistério, que deverá originar uma nova carreira do magistério.

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TODOS À PRAÇA DA REPÚBLICA – 27/08 – 13 HORAS APEOESP cobra da SEE concretização imediata dos pontos negociados na greve

46 Comentários Add your own

  • 1. Carla Pita  |  28/08/2013 às 19:23

    Olá Bebel.
    Quais serão os critérios para compor o memorial do professor?

    Responder
    • 2. apeoesp  |  30/08/2013 às 09:18

      Prezada professora Carla,
      Serão definidos em decreto e resolução que estão sendo discutidos.
      Bebel

      Responder
  • 3. Professor Xavier  |  28/08/2013 às 19:31

    Boa tarde, Bebel.

    Já estamos praticamente no mês 9.

    Lá se foi mais uma reunião da comissão paritária.

    O secretário da educação já reafirmou inúmeras vezes que só discute a questão da redução(ainda que paulatina) da jornada no âmbito da comissão paritária.

    A APEOESP ,por meio de suas comunicações oficiais, tem reiterado que uma das conquistas do movimento de greve foi a garantia de (pelo menos) se debater a redução no segundo semestre.

    Diante do exposto, mais uma vez pergunto: O assunto da redução foi pelo menos citado nessa última reunião da comissão????

    De maneira clara e objetiva, existe REALMENTE alguma possibilidade de AO MENOS esse assunto ser novamente debatido e o secretário cobrado de suas “promessas” antes do final do ano????

    Acompanho regularmente os esforços do sindicato em relação ao tema, mas penso que está claramente demonstrada a disposição da SEE, na figura do secretário, de “empurrar esse assunto com a barriga” até que nada mais possa ser feito ou discutido a respeito do tema já para o ano de 2014.

    Resumindo: Faz anos que o secretário afirma que só discute o tema na comissão paritária, houve compromisso firmado e amplamente divulgado de que essa discussão aconteceria agora no segundo semestre, lá se vai MAIS UMA reunião da comissão e ABSOLUTAMENTE NADA é falado sobre o tema.

    Desculpe pelo tom pessimista, mas fica difícil ter uma expectativa positiva diante desses fatos.

    Agradeço sua atenção e aguardo a resposta.

    Responder
    • 4. apeoesp  |  30/08/2013 às 09:17

      Prezado professor Xavier,
      O assunto é falado em todas as reuniões. Teremos nova reunião na próxima semana e este assunto estará na pauta, pois cobraremos a negociação.
      Bebel

      Responder
  • 5. danielmarin  |  29/08/2013 às 00:59

    e a implatacao paulatina da jornada do piso?

    Responder
    • 6. apeoesp  |  30/08/2013 às 09:09

      Prezado professor Daniel,
      Temos reunião com o secretário na próxima semana e este assunto estará na pauta. Cobraremos a negociação. Também temos ação no STJ e STF.
      Bebel

      Responder
  • 7. Regina Maria Silva Laurenti  |  29/08/2013 às 17:24

    Bebel, isso significa que a “prova demérito” será feita se o professor quiser? Aqui na minha DE – Fernandópolis corre um “boato” que esse é o último ano dela?

    Regina Laurenti

    Responder
    • 8. apeoesp  |  30/08/2013 às 09:08

      Prezada professora Regina,
      Ela continuará existindo, mas o professor poderá optar se quer fazê-la ou apresentar seu memorial.
      Bebel

      Responder
  • 9. Silmara  |  30/08/2013 às 05:53

    Gostaria de saber se o sindicato defende apenas professores efetivos, estáveis e categoria F. No meu entendimento a categoria dos professores é apenas uma e não deve ser discriminada como tem sido feito com a categoria “O”. Ninguém fala em REVOGAR a lei que criou esta vergonha no magistério estadual segregando ainda mais uma categoria que historicamente nunca se uniu. Sou professora, trabalho muito e não quero esmolas do governo. Quero o que é de direito; Se professores que trabalham tanto quanto eu podem evoluir, ganhar mais, ter plano de carreira, estabilidade, enfim, o mínimo de tranquilidade para exercer a profissão que escolheram, por que eu não posso ter os mesmos direitos? Porque sou categoria “O”? Por acaso trabalho menos, meu trabalho não é digno, não tenho as mesmas responsabilidades que os demais? Isso é vergonhoso. O contrato do professor temporário beira à indecência, é pejorativo, discriminatório e NINGUÉM, nenhum sindicato tem olhado para nós, como se não existíssemos ou como se de fato fôssemos menos dignos de direitos e de atenção.

    Responder
    • 10. apeoesp  |  30/08/2013 às 09:03

      Creio que você está muito mal informada sobre a ação do sindicato. Os boletins, o jornal e este blog estão à disposição para que você veja que a questão da categoria O é pauta permanente da nossa luta. Quando tramitou o projeto de lei da lei complementar 1093/09 fizemos assembleias, vigílias e manifestações na ALESP contra a sua aprovação. No sábado agora realizamos o III Encontro Estadual de professores da categoria O para discutir as questões do segmento. Na greve, um dos pontos era a extensão das condições da categoria F para a categoria O. Ingressamos na justiça contra as condições de contratação da categoria O. Chegamos a denunciar à OIT esta forma de contratação. Nas negociações da greve, de nove pontos negociados, três dizem respeito à categoria O. Em determinado momento, pedimos a revogação da LC 1093/09, mas já não o fazemos, pois há pontos que dizem respeito a outros segmentos, que seriam prejudicados. Hoje lutamos para que esta forma de contratação seja alterada e nas discussões sobre a carreira, que ocorrerão ainda neste semestre, vamos colocar este ponto como uma das prioridades.
      Bebel

      Responder
      • 11. Silmara  |  03/09/2013 às 02:53

        Me desculpe o desabafo, mas apenas quem está contratado nestas condições entende o que passamos. Tenho acompanhado sim as negociações do sindicato porém sempre parece que se avança em relação aos efetivos e categoria F. O professor contratado chamado de O, fica com as migalhas. Li recentemente que 3.000 professores deixam a rede estadual por ano e isto é muito triste e se deve muito ao fato de que estão todos tão desmotivados e sem perspectivas com esta contratação absurda que simplesmente desistem. Sou PEB I e nossa situação é ainda mais difícil que do PEB II já que o governo não abre concurso para que pudéssemos tentar mudar através da efetivação, nossa condição de semi-escravos. Pelo amor de Deus, esta história de quarentena no lugar de duzentena, prova classificatória e não mais eliminatória, não receber 1/6 ou 1/3 de férias, pesa em nossos ombros, nos humilha diariamente, é ultrajante. Precisamos, suplicamos por ajuda.

      • 12. apeoesp  |  03/09/2013 às 03:05

        Prezada professora Silmara,
        Você tem toda a razão. O que ocorre é que o tipo de contratação do professor da categoria O é, na origem, ultrajante. Não o é com anuência do sindicato. Lutamos desde que o projeto foi enviado para a ALESP. Nunca aceitamos esta forma de contratação. Entretanto, não podemos simplesmente ficar de mãos atadas, esperando para conquistar a revogação desta forma de contratação, sem lutar, transitoriamente, para amenizar este tipo de situação. Se são migalhas, para muitos professores significa outra coisa. Ter direito ao IAMSPE não parece migalha para quem está adoecido. Ter uma prova classificatória, que facilita a obtenção de aulas, não me parece uma migalha para quem precisa obter aulas. Não ter que ficar 200 dias fora da rede e sim 40 dias, pode parecer migalha, mas são mais de quatro meses de salário. Claro que queremos a situação ideal, mas não lutamos apenas pelo ideal e sim por tudo aquilo que pode melhorar a situação do professor.
        Bebel

  • 13. Lucineia Tavares  |  31/08/2013 às 18:54

    Olá Bebel.
    Entendei a proposta que a Apeoesp aceitou mas o correto não seria o fim da prova mérito e uma equiparação salarial, afinal foi proposto pelo sindicato que não aderíssemos a prova… e agora? Não existe também uma ação no TSJ sobre essa prova?
    Lucineia

    Responder
    • 14. apeoesp  |  03/09/2013 às 02:36

      Prezada professora Lucineia,
      Nós lutamos pelo fim da prova de mérito, mas infelizmente muitos milhares de professores aderiram a ela. Ao oferecer o memorial como alternativa, esperamos que maioria opte por esta forma, que tem a ver com a vivência e a atividade real dos professores. Existe, sim, ação de várias entidades, inclusive APEOESP, no STF contra a prova de mérito, com base na isonomia salarial, mas ainda não foi julgada.
      Bebel

      Responder
  • 15. Prof Clovis  |  01/09/2013 às 11:47

    Fizemos (na minha UE) parte da reposição da greve durante o recesso. Não receberemos nenhum centavo no próximo pagamento.
    Onde está o acordo com a SEE?

    Responder
    • 16. apeoesp  |  03/09/2013 às 09:22

      Prezado professor Clovis,
      Os pagamento de reposição tem sido feitos em folhas suplementares. Se não receber, procure o departamento jurídico.
      Bebel

      Responder
  • 17. Ariella Crispim Camargo de Souza  |  02/09/2013 às 21:49

    Bebel é com um sentimento de revolta e indignação que torno a escrever novamente sobre o meu caso, em 2006, tive meu último filho que nasceu em dezembro, na época tinha a carga completa, mas na primeira atribuição de fevereiro de 2007, nao peguei aulas e tive meu pagamento cortado, entrei em contato com o advogado da Apeoesp da minha subsede e ele me informou que eu deveria entrar com o mandato de segurança, me pediu toda a documentação para poder entrar com o processo, desde então venho entrando em contato constante com o advogado, mas não obtive resultado algum, por fim a 4 meses atras fui informada pelo advogado que a central não entrou com o meu processo, a partir dai o mesmo me informou que a apeoesp irria me ressarci todos os encargos, porém isso ja se passaram meses e ate agora nada, me sinto humilhada pois se um sindicado não respeita seus associados em quem devemos confiar, não estou roubando ninguem só quero o que é meu por direito ou não, Se for possível me responda sem mais obrigada.

    Responder
    • 18. apeoesp  |  03/09/2013 às 02:51

      Prezada professora Ariella,
      Peço que envie os seus dados e este relato para presiden@apeoesp.org.br para que eu possa tomar as providências cabíveis.
      Bebel

      Responder
  • 19. Lucineia Tavares  |  02/09/2013 às 23:57

    Ola Bebel

    Fiz um comentário, com duvidas sobre a prova mérito mas não foi publicado….

    Responder
    • 20. apeoesp  |  03/09/2013 às 02:49

      Prezada professora Lucineia,
      Desculpe a demora. Já respondi.
      Bebel

      Responder
  • 21. Sara Gualberto da Silva  |  03/09/2013 às 01:06

    Bebel com sinceridade eu não entendo vocês. Nós da categoria O tiraram os nossos direitos adquiridos pelos anos da nosa carreira e agora pelo que li vocês estao lutando para que a prova possa ser classificaória e não vai contar mais os nossos pontos. Onde está nossa luta de tantos anos vai para o lixo como foi os nossos fireitos de 23 anos.Espero que pense nisso, pois se não será mais uma decpção do nosso sindicato para com a nossa categoria. Aguardo sua resposta.

    Responder
    • 22. apeoesp  |  03/09/2013 às 02:30

      Prezada professora Sara,
      Creio que você não tem acompanhado a luta e os materiais do sindicato. Nossa reivindicação na greve foi pelo fim desta forma precária de contratação e para que todos os professores da categoria O tivessem os mesmos direitos da categoria F. Quem definiu pela prova classificatória foi o governo, mas como resultado da nossa greve. Uma greve mais forte e mais prolongada poderia ter nos levado a conquistar a nossa reivindicação, mas não foi o que ocorreu. Certamente você participou da greve e sua escola também, com grande força. O problema é que nem todos participaram com a mesma determinação. Movimento reivindicatório depende da correlação de forças. Para conquistar, nosso movimento tem que ser mais forte que o governo. Mas sou perseverante, como você também é, e tenho certeza de que juntas, na luta e não apenas esperando, chegaremos lá.
      Bebel

      Responder
      • 23. Sara Gualberto da Silva  |  04/09/2013 às 21:45

        Prezada Bebel gostaria de informar que quando temos sangue de professor tudo se consegue veja o que aconteceu em São José dos Campos onde 6 escolas iam ser municipalizadas. Apenas uma carta de uma professora ao Secretário da Educação tudo se reveteu, veja uma das falas de uma
        professora. o Caic e outras cinco escolas entraram na lista da municipalização… a maioria se revoltou e nossa querida Solange acreditou e deu sua ultima cartada, enviou um e-mail direto para o secretario de educação, ele não somente ficou sensibilizado como veio pessoalmente ouvir e resolver o caso em sjc, enfim, a vitoria desta vez foi dos professores. Isso serve para mostra para vocês que não necessitamos de greve, porém de alguém que lutem com a alma por nós. Nos unimos e todos saberam o que aconteceu em São jos´dos Campos. E a senhora fala que nada pode gazer se não for greve. A última palavra foi de Deus!!!!!!!

  • 24. Vera  |  03/09/2013 às 03:53

    Boa Noite!

    Poderia me informar o percentual de aumento com essa prova de mérito? Seria 10,7? Confere? Outra pergunta: Quando iz minha inscrição para atribuição de aulas para 2014 não apareceu a opção carga suplementar. Mesmo não aparecendo eles podem me atribuir a carga suplementar no primeiro dia de atribuição? Sou efetiva. Grata,

    Responder
    • 25. apeoesp  |  03/09/2013 às 09:11

      Prezada professora Vera,
      O reajuste será de 10,5%. Sim, você pode obter carga suplementar.
      Bebel

      Responder
  • 26. Prof. Renato Franco  |  03/09/2013 às 07:39

    Gostaria de me manifestar a respeito da última provinha do “mérito”. Desejo expressar minha opinião sobre a finalidade, a relevância e a acuidade daquilo que ela pretensamente se propõe a fazer: diferenciar e premiar profissionais da educação segundo o seu mérito e a sua competência. Logo virá a pergunta: esse mérito e competência abstratos, em se tratando de professores que atuam em uma rede absolutamente devastada por décadas de abandono e com péssimas condições de trabalho, são de fato quantificáveis por intermédio de uma provinha essencialmente teórica e parcial? Será que não estaria esta prova mascarando em suas agendas ocultas a realidade concreta do magistério e diluindo a responsabilidade dos verdadeiros culpados através de um jogo de “esconde-esconde” institucionalizado? Lembramos que ela, a “provinha”, tem servido a um propósito que interessa muitíssimo ao governo que a criou: separar os professores em categorias e acirrar ainda mais as rivalidades nas escolas. Professores que têm a mesma formação, que atuam nas mesmas condições e lidam com um mesmo público recebem salários diferentes; e tudo baseado nessas avaliações muito “criteriosas”. Os professores, sem se darem conta disso, aceitam a sua exploração executados por métodos hipócritas, contraditórios e incoerentes. Será que elas, as avaliações, são precisas? Destacamos algumas incongruências daquilo que foi-nos encaminhado como sendo uma avaliação:

    1- Nas primeiras vinte questões exigiu-se pura teoria acadêmica pinçada de autores que (propositalmente) nada têm a dizer sobre a realidade crua das salas de aula. Trata-se de conteúdo patentemente divorciado da estrutura caótica e bem conhecida presente nas escolas públicas. E a solução desses relevantes problemas seguramente não passa por teorias ultrapassadas e quase sempre contraditórias em sua essência. Sabemos que a cobrança desses autores, mesmo sem aplicabilidade prática alguma, legitima sutil e indiretamente a ideologia encerrada em seu conteúdo muito discutível. São mecanismos de transmissão de ideologia. Ter uma postura crítica sobre essa pedagogia sem inscrição na realidade, ou resistir de maneira embasada nessa guerra ideológica acarreta imediata perda de pontos ao candidato desse “concurso”. Outra cobrança exigida é a de que o docente deve sempre ter “na ponta da língua” a legislação que vigora na educação. Legislação essa que além de nada ter a ver com a função pedagógica per si – muito pelo contrário, pois com frequência a sabota -, está intimamente ligada à ideologia citada anteriormente. As “leis” que engessam todo o sistema foram ratificadas muitas vezes por meio de legislação secundária, as quais carecem de respaldo daqueles que conhecem os problemas reais: os que estão cotidianamente nas salas de aula.

    2- Quanto às questões objetivas, que de objetivas não têm nada, nota-se uma carga colossal de ideologias embarcadas. Uma primeira observação crítica deve-se ao volume de leitura incompatível com o tempo de prova, além do perceptível viés interpretativo contido nas notas introdutórias assim como nas alternativas. Parece que quanto mais o candidato conhecesse o “riscado”, maior seria a sua dificuldade em escolher a “correta”, tamanho era o nível de aposta subjetiva e desconsideração de outras possíveis variáveis aplicáveis, as quais igualmente poderiam ter sido consideradas naquela dada proposta. O recorte prioritariamente conteudista da prova também merece destaque. Aqui se vê perfeitamente a distância evidente entre o discurso, sempre muito “redondinho”, e a prática desviante que o desmente frontalmente. Deixo para constar apenas um exemplo: a prova de história, além de muito cansativa e densa – carregada de textos -, privilegiou um recorte absolutamente restrito em suas cobranças. De todo o espectro de conteúdos da disciplina ensinados nas escolas (são mais de seis mil anos de história multifocal e multiperspectival), fora-nos cobrados temas tais como “História da África em sala de aula” (mais ou menos um quarto da prova), História do Governo Vargas e da Ditadura Militar (mais ou menos um quarto também), e um apanhado de questões sempre remetendo-nos aos mesmos autores: Marc Ferro e Boris Fausto. Temas francamente centrais do currículo em História Antiga, História Medieval, História Moderna e Contemporânea fugiram olimpicamente das opções do “examinador”. Lembremos que na prova de 2012, muito similar a esta, os mesmos autores deram as caras: Leila Hernandez, Marina de Mello e Souza, Boris Fausto, Marc Ferro, enfim. Estes autores foram considerados, não sabemos bem o porquê, a última e definitiva instância explicativa e de compreensão da “boa” história. Sem mais comentários!

    3- A segunda parte da provinha, a subjetiva, é de fato um equilíbrio estarrecedor de antagonismos e contradições. De um ponto de vista lógico-epistemológico, o autor escolhido (“Vasconcellos”) afirma (e cobra na prova) um método “universal” de avaliação “correta”. Espera-se que o “concurseiro”/professor aceite esse seu método sem restrições e, como um papagaio, devolva em palavras que a lição fora aprendida. Quem provou que essa teoria enquanto método de se avaliar é a melhor? Ela tem qualquer aplicabilidade na prática ou é mais uma utopia? Tenta-se ai fundamentar uma hipótese como tendo validade universal; quando na verdade é simplesmente isso: mais uma proposta passível de (muitas) críticas como qualquer outra. O professor que manifestasse uma postura mais crítica, levando em conta os problemas contingentes da dura realidade de carência das escolas; ou das múltiplas defasagens, muitas vezes invencíveis, dos seus historicamente excluídos alunos, sua apreciação crítica seria provavelmente considerada “resposta incorreta”. Espera-se que ele não ouse articular ideias – claro, com uma coerência interna – que estão no mercado das ideias. Ele deve responder aquilo e ponto! É incorreta por quê? Mas como se a questão é visceralmente subjetiva? Eles decidiram o que é aceitável e o que não é? Eles têm uma planilha do que é “correto” como resposta e do que é “incorreto” também? O paradoxo que esvazia o cerne da questão é o seguinte: o fato de esperarem que o candidato responda que deve-se contemplar diferentes instrumentos de avaliação, porém a própria avaliação que a cobra não contempla esses mesmos diferentes instrumentos pregados. Muito pelo contrário, cobra conteúdo que deve ser “vomitado” segundo regrinhas pré-estabelecidas. As duas provas (partes), dependendo do ponto de vista do observador, podem ser consideradas como objetivas ou subjetivas. A primeira – “objetiva” – tem um componente subjetivo muito presente já que é em grande medida interpretativa. A segunda – “subjetiva” – também pode ser entendida como objetiva, pois requer uma resposta restritiva e recolhida aos limites de exigência muito específicos do examinador. Eu, por exemplo, considero ambas subjetivas pelos motivos já explicitados antes. E avaliações subjetivas com essa ordem de incoerência sempre dão margem a discrepâncias inexplicáveis. Podemos concluir que essa avaliação, da forma como nos fora apresentada, é no mínimo incompleta além de profundamente contraditória.

    Responder
    • 27. apeoesp  |  03/09/2013 às 09:09

      Prezado professor Renato,
      Muito boa a sua análise. Não acreditamos e não concordamos com esta prova como avaliadora de mérito de professores. Para nós o mérito não é uma característica puramente individual, mas tem a ver com as políticas educacionais, as condições de trabalho, a valorização profissional, a jornada de trabalho e, sobretudo, o projeto político-pedagógico e o trabalha em equipe na escola. O que propusemos e a comissão paritária aprovou como opção para o professor, o memorial, deve refletir o trabalho real dos professores e valorizá-lo.
      Bebel

      Responder
    • 28. Prof. Renato Franco  |  05/09/2013 às 22:46

      Complemento com as seguintes informações que só reafirmam o argumento principal do texto – o autor que mais aparece na prova é o ilustre desconhecido pedagogo Celso Vasconcellos; o qual se faz presente em três questões da prova teórica (primeiras vinte questões da prova “objetiva”), além de protagonizar o argumento dominante da segunda parte (aquela supostamente subjetiva). Esse autor é o coordenador pedagógico da escola “Pueri Domus” em São Paulo (capital) – seguramente uma das escolas mais caras e elitizadas da cidade e do país. Sabemos agora que ele de fato conhece a realidade da escola pública POR DENTRO.

      Responder
  • 29. francielli  |  03/09/2013 às 17:36

    Boa tarde BEBEL, goataria de mais informações a respeito do exposto abaixo:
    N° 50 – APEOESP cobra da SEE concretização imediata dos pontos negociados na greve do magistério
    XIII – Desligamento de Professores Auxiliares
    Foi informado, novamente, à SEE caso que ocorreu na região de São Carlos, onde professores auxiliares foram desligados da função no recesso de julho, apesar da orientação contrária da SEE. Ficou acertado que a SEE fará contato com a DRE para verificar uma solução para o problema.
    Na diretoria de Tupã também há desligamento em julho e no fim do ano, isso vem ocorrendo desde 2012.
    Boa tarde, gostaria de mais informações sobre desligamento de professores auxiliares, na diretoria de Tupã os professores auxiliares estão sendo desligamos nos meses de julho e no fim do ano, isso vem ocorrendo desde 2012, também na região de São Carlos ocorre o mesmo , estou sendo prejudicada , e a diretoria de ensino de Tupã alega estar seguindo a lei da SEE , e que todas as outras diretorias estão erradas, ao meu ver não pode haver duas interpretações para uma mesma lei, aguardo retorno , obrigado..

    Responder
    • 30. apeoesp  |  09/09/2013 às 01:35

      Prezada professora Fracielli,
      A DRE de Tupã não está seguindo a orientação do Secretário da Educação. Vamos comunica-lo deste fato.
      Bebel

      Responder
  • 31. Marcia  |  03/09/2013 às 18:48

    Boa tarde?
    Gostaria de saber sobre o projeto de lei, nada ainda de enviar a Alesp?

    Responder
    • 32. apeoesp  |  09/09/2013 às 01:32

      Prezada professora Marcia,
      A SEE afirma que os projetos estão com o governador para envio à ALESP.
      Bebel

      Responder
  • 33. Iride  |  04/09/2013 às 12:04

    Ola Bebel, gostaria de saber como está as negociações a respeito das aposentadorias, quem já esta com o tempo de 25 anos, mas tem licença saúde. Li o último boletim da reunião do dia 02/09 e não vi nada a respeito. Obrigada espero informações.

    Responder
    • 34. apeoesp  |  09/09/2013 às 01:16

      Prezada professora Iride,
      Não há negociações. O governo mantem sua posição, por meio da SPPrev. Temos ação judicial, mas não conseguimos liminar e o mérito ainda não foi julgado. Solicitamos audiência pública na ALESP, mas ainda não há data.
      Bebel

      Responder
  • 35. Prof Clovis  |  04/09/2013 às 20:04

    Espero que o memorial não aponte para a participação obrigatória em projetos esdrúxulos da SEE e também não sirva de patrulhamento e controle dos professores pela secretaria

    Responder
    • 36. apeoesp  |  08/09/2013 às 18:22

      Prezado professor Clóvis,
      Não há – nem admitiríamos – nenhum dispositivo neste sentido. O memorial é para beneficiar e não para prejudicar os professores.
      Bebel

      Responder
  • 37. Silvio  |  06/09/2013 às 23:09

    Bebel preciso muito de uma informação: Se eu optar pela jornada reduzida para atribuição 2014, eu poderei participar do concurso de remoção? Pois ouvi dizer que somente quem está na jornada inicial em diante poderá participar do processo de remoção…Outra coisa: se eu indicar artigo 22 eu sou obrigado a pegar aulas na D.E mesmo se estas aulas não me interessarem???Por favor conto com a sua ajuda pois estou em dúvida e a inscrição de atribuição de aulas acaba já na terça. Obrigado.Silvio.

    Responder
    • 38. apeoesp  |  08/09/2013 às 17:44

      Prezado professor Silvio,
      A SEE está extinguindo a jornada reduzida, mas consideramos isto ilegal. Vamos recorrer judicialmente. Informe-se pelo telefone 11.33506214.
      Bebel

      Responder
  • 39. Silvio.  |  09/09/2013 às 14:30

    Bebel segundo o Decreto 59447 “Artigo 6º – A remoção de docentes poderá se efetivar pela jornada de trabalho em que o professor esteja incluído ou por qualquer uma das Jornadas de Trabalho Docente previstas para a classe, exceto pela Jornada Reduzida de Trabalho Docente.”; (NR). Pelo que entendi o professor pode se remover pela jornada a que estiver , ou seja se eu já me encontro na jornada reduzida então eu posso me remover pela reduzida…é isso ? Eu posso manter a jornada reduzida e me remover????? Estou em ´dúvida por que a Apeoesp me disse que não e a supervisão me disse que sim….O que fazer??

    Responder
    • 40. apeoesp  |  14/09/2013 às 11:15

      Prezado professor Silvio,
      A redação dá margem a dupla interpretação. Defendemos o direito de opção do professor. Procure o departamento jurídico ou ligue para 11.33506214.
      Bebel

      Responder
  • 41. maria regina  |  22/09/2013 às 00:07

    bebel, gostaria de obter mais informações a respeito do memorial. onde posso obter? como é o nome e o número do artigo que versa sobre o assunto? isso passa a valer a partir de quando? acho que uma proposta como esta é de extrema importância para todos. a educação iria lucrar muito com isso, no melhor sentido. mas não vejo manifestações a respeito. fala-se brevemente de algo que pode ser até formativo, dependendo de como for encaminhado. aliás já está definido algum roteiro de memorial? quantas vezes por ano estarão abertas as possibilidades de entrega do memorial? quais restrições? etc, etc, etc…

    Responder
    • 42. apeoesp  |  23/09/2013 às 00:28

      Prezada professora Maria Regina,
      O memorial é ideia recém aprovada pela Comissão Paritária. Já consta da minuta de decreto encaminhada ao governador e da proposta de resolução. Estamos preparando material explicativo que será distribuído à categoria. Está em fase de definições os procedimentos a serem adotados para que o professor possa construir o seu memorial e apresenta-lo para avaliação.
      Também acredito que ele poderá significar um salto de qualidade para as escolas públicas estaduais.
      Bebel

      Responder
  • 43. Marcelo da Silva  |  28/09/2013 às 20:12

    Olá Bebel,
    Boa tarde
    Gostaria de saber se nas próximas reuniões está na pauta a reformulação do plano de carreira, principalmente no que diz respeito aos professores com doutorado, com o atual plano, um professor que tiver mestrado (no nível D) e fizer o doutorado vai para o nível E, isto é, avança apenas 1 nível. Esse plano precisaria ser revisto pois não valoriza o curso de pesquisa (mestrado e doutorado) e nem o professor que o fizer . Grato pela atenção.

    Responder
    • 44. apeoesp  |  01/10/2013 às 13:15

      Prezado professor Marcelo,
      O plano de carreira será rediscutido na fase seguinte dos trabalhos da comissão paritária tomando-se como base a lei complementar 444/85 (Estatuto do Magistério). Até o momento a discussão feita é no sentido de que não se deve, na carreira, valorizar excessivamente o aspecto acadêmico. O que dever ser valorizado e incentivado é o trabalho na escola. Por isso, a formação acadêmica não deve conduzir o professor ao último nível.
      Bebel

      Responder
  • 45. Maria  |  11/11/2013 às 14:28

    “STF manda pagar perdas de servidor por conversão irregular da URV.” Oi Bebel gostaria que a APEOESP falasse sobre este tema e mais, se nós professores mesmo que aposentados teremos direito a receber esse dinheiro e como fazer para saber sobre este direito?

    Responder
    • 46. apeoesp  |  15/11/2013 às 13:31

      Prezada professora Maria,
      A APEOESP está preparando ação coletiva sobre este assunto. Está recebendo também ações individuais. Por favor, procure sua subsede ou ligue para 11.33506214.
      Bebel

      Responder

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