Mentiras não são capazes de quebrar a luta dos professores

20/05/2014 at 23:26 11 comentários

Têm sido veiculadas, de forma desleal nas redes sociais, afirmações de que eu teria criticado a greve dos professores municipais de São Paulo frente ao reajuste firmado pela Prefeitura da Capital. Isto não é verdade. Pelo contrário, utilizei o exemplo dos professores municipais para mostrar que, apesar da garantia do reajuste de 13,43% nos salários e do reajuste do reajuste de 15,38% no salário-base (que, na verdade, é concedido num primeiro momento como gratificação, a ser incorporada em 2015), os professores continuam sua luta. Sabemos, a luta é pela incorporação imediata na forma de reajuste salarial a todos.

Dei este esse exemplo como estímulo à nossa própria luta, num momento no qual o Secretário da Educação afirma haver uma proposta em discussão no Governo Estadual, mas não informa qualquer índice, nem estabelece uma negociação transparente com a APEOESP. A assembleia de 16 de maio aprovou indicativo de greve, e a próxima assembleia, em 30 de maio, irá definir a data de seu início, se não houver avanços.

Os que descontextualizam minha fala o fazem de má-fé, para prosseguir uma luta política na APEOESP, derrotados que foram nas eleições do dia 6 de maio.

Outros propõem a unificação das campanhas. Entretanto, é preciso considerar que cada categoria tem suas especificidades e que uma unificação é possível quando estão presentes determinadas condições. A primeira delas, evidentemente, é terem as categorias o mesmo patrão, o que não se aplica no nosso caso. Também é preciso haver uma pauta amplamente coincidente. Em 2013, as greves coincidiram e chegamos a realizar algumas atividades conjuntas.

Pertencentes a redes públicas de ensino, podemos nos unificar em torno de determinadas questões comuns, em campanhas, por exemplo, contra a violência nas escolas e pela qualidade da educação. São temas comuns que interessam a ambas as categorias, às comunidades escolares e, mais que tudo, à sociedade como um todo.

Tudo, portanto, pode ser debatido e ponderado. O que não se pode aceitar, porém, é a mentira como arma política e a calúnia como método. Este tipo de atitude envenena o debate e em nada contribui para a nossa luta.

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11 Comentários Add your own

  • 1. fabio william casagrande  |  21/05/2014 às 06:38

    bom dia…Bebel…A pós-graduação em gestão escolar…de 360 horas…me dá o direito de ser diretor…vice..ou coordenador pedagógico…qual é a legislação???,,,,obrigado

    Responder
    • 2. apeoesp  |  25/05/2014 às 15:19

      Prezado professor Fábio,
      Para ser diretor, por concurso público, é preciso Licenciatura Plena em Pedagogia ou Pós graduação na área de Educação, e ter, no mínimo, 8 (oito) anos de efetivo exercício de Magistério (LC 836/97).
      Para vice-diretor deve ser portador de Licenciatura Plena em Pedagogia ou Pós Graduação na área de Educação – está licenciatura deverá ser comprovada somente através de Diploma e histórico escolar.( Não pode ser Declaração de conclusão ou certificado) e ter mais de cinco anos de exercício no magistério. (Decreto 43.409/98).
      Para ser coordenador pedagógico, deve ser portador de diploma de licenciatura plena; contar, no mínimo, com 3 (três) anos de experiência como docente da rede estadual de ensino; ser docente efetivo classificado na unidade escolar em que pretende ser Professor Coordenador ou ser docente com vínculo garantido em lei, com, no mínimo 10 (dez) aulas atribuídas na unidade escolar em que pretende ser Professor Coordenador. (Resolução SE – 88, de 19-12-2007).
      Bebel

      Responder
  • 3. andrelps  |  23/05/2014 às 02:42

    Senhora Presidenta,
    Mais uma vez: precisamos de uma pauta simples: a) concursos públicos periódicos; b) salário digno; c) plano de carreira decente. Só isso!! Qualquer outra reivindicação não afeta tanto o desânimo dos professores estaduais quanto a falta dos itens b e c acima.
    Acho um absurdo o sindicato compactuar com essas categorias de professores A, F, O… É preciso exigir a extinção disso tudo!!
    E também não dá para vir com esse papo de que todos são professores. Não, não são. Muitos da categoria O não passam em nenhum tipo de prova. E vocês do sindicato sabem disso. Não dá para exigir benefícios para quem, com frequência, critica a obrigação de fazer uma prova.
    Aliás, o sindicato deveria exigir do governo a divulgação das “curvas” de aprovação dos candidatos do último concurso. Ouve-se na rede que foi um concurso para aprovar aqueles professores antigos que não passavam em concurso. E, acredito sim que ocorreu algo assim. É mais uma decisão “bem pensada” do governo: querem mostrar que até os professores efetivos não tem uma formação adequada para lecionar. É preciso que o sindicato revele essa suposta jogada do governo que quer divulgar que o concurso foi um sucesso: alta adesão e alta taxa de aprovação. Se realmente aconteceu isso é (mais) uma prova grave da perversidade deste governo paulista.
    Senhora presidenta, por favor, coloque um link mais claro, de fácil localização e visualização na página da Apeoesp sobre as discussões do plano de carreira. Precisamos cobrar do governo a conclusão desse plano. O secretário disse que estava em elaboração um plano de carreira que iria colocar a carreira do magistério como uma das mais atraentes de Estado, mas o governo está em fim de mandato e ainda não apresentou nada de significativo. O que seria algo significativo?? Abolir a palhaçada de evolução a cada 5 anos!!! Isso é uma aberração!!! Ninguém chega ao final dos oito níveis propostos pelo governo: todos sabem disso!

    Finalizando, qual é a posição do sindicato quanto a proibição para redução de jornada para a jornada reduzida?? Estou com jornada inicial e quero a reduzida. Como não posso reduzir se a jornada ainda existe (os novos concursados podem optar por ela)?? Posso pedir essa redução via o jurídico da Apeoesp??

    André Luis de Paula dos Santos

    Responder
    • 4. apeoesp  |  25/05/2014 às 17:05

      Prezado professor André,
      1) Nossa pauta contem tudo isso. Nosso problema não está na formulação da pauta, mas na nossa força para conquista-la. A diretoria da APEOESP negocia no limite de sua força e representatividade, mas quando se dá um impasse, é preciso que os professores se mobilizem. Hoje, estamos discutindo a possibilidade de uma greve. Há uma assembleia no dia 30/05 para decidir. Se os professores permanecerem normalmente ministrando aulas neste dia e não vierem para as ruas mostrar força, nada se resolverá, pois o governo se sentirá livre para impor sua vontade.
      2) O edital do concurso contém a fórmula da curva de Gauss. Ela possibilitou que 116 mil candidatos fossem aprovados. Como vê, nada tem a ver com a aprovação de “professores antigos”.
      3) O plano de carreira vem sendo discutido e seus passos vem sendo divulgados no site da APEOESP. Os novos decretos para evolução funcional pela via não acadêmica, acadêmica e promoção já foram publicados. Agora entra-se na fase de regulamentação, para edição das respectivas resoluções. Para algumas, como no caso do memorial do professor, deverá ser criada uma plataforma digital para que os professores registrem suas atividades, que serão submetidas a avaliação, em lugar da prova de mérito. Na sequencia, será discutido de fato um novo plano de carreira, com direitos equivalentes aos que nos foram tirados com lei complementar 836/97. Mas tudo isto só será possível se a categoria participar das atividades de pressão quando convocada pelo sindicato. Apenas esperar pelos resultados não resolve, pois há momentos em que é preciso mobilização.
      4) O sindicato ingressou com ação judicial pela jornada reduzida. Não obteve liminar e o processo segue tramitando. Os prazos da justiça, como sabemos, podem ser um pouco demorados.
      Bebel

      Responder
      • 5. MARILENA  |  26/05/2014 às 22:34

        BEBEL
        Conquista das categorias são anos de lutas e trabalho. Portanto quem ingressou a menos de cinco anos como podem ter os mesmos direitos? Equiparar quem já esta a nos em luta e muito trabalho e quem esta com menos de 5 anos na rede é jogar fora a dignidade de muitos professores. Devemos sim lutar por um plano de carreira digno para todos, com escalas evolutivas e com compromisso com a educação.

      • 6. apeoesp  |  01/06/2014 às 13:53

        Prezada professora Marilena,
        Nossa luta é por um plano de carreira que considere, sim, o tempo de serviço como um dos fatores para a evolução na carreira. Queremos valorizar a todos, mas a experiência conta muito e tem que ser considerada. O Secretário comprometeu-se a abrir um processo de discussão agora no segundo semestre, tomando como base a lei complementar 444/85, que nos garantia vários direitos.
        Bebel

  • 7. MARILENA  |  26/05/2014 às 22:57

    acrescentando : Bebel : bom lembrar que por anos, os professores da rede vem sofrendo indiferenças . Foram trocas de diretorias p/poder ter aulas, até 3 meses para poder receber, lutas e lutas na praça da República;. Provinhas vieram e tivemos que aceitar, nas férias estivemos na porta da SEE, pedindo com Apeoesp ajuda p/ prosseguirmos.Estive lá sim, sempre compareci e lutei a anos pelo direito de pode trabalhar. Agora pergunto é justo equiparar? Devemos mais é nos unir e lutar que seja feito um Plano de Carreira digno. Afinal muitos retornam após terem se aposentado afim de aguardar seus acertos. Agora muitos ingressam após o concurso e exoneram por não ser o que pensavam. Portando difícil agradar a todos. Um Plano de Carreira descente a todos os trabalhadores da educação, efetivos ou não trabalhamos por uma educação de qualidade.

    Responder
    • 8. apeoesp  |  01/06/2014 às 13:59

      Prezada professora Marilena,
      Respondi sua questão no comentário anterior. Claro, ainda há muito para debater e fazer esta discussão na nossa categoria.
      Bebel

      Responder
  • 9. andre  |  28/05/2014 às 20:24

    Ola Prof Bebel

    , meu nome é Andre e sou professor efetivo do estado em 2 cargos e gostaria de informações concretas sobre a obrigatoriedade do diario eletrônico nas escolas, se existe alguma legislação que nos obrigue a fazê-lo e quais as consequência caso não cosiga preenchê-lo diariamente com todas as informações que ele exige pois quem ja teve oportunidade de entrar para preencher viu que está quase impossível de utilizá-lo, onde as escolas não disponibilizam acesso a internet para todos , e como usar um laptop durante a aula , visto que não dá tempo de preenchê-lo dentro da sala de aula.
    muito obrigado

    Responder
    • 10. apeoesp  |  01/06/2014 às 13:15

      Prezado professor André,
      Ainda não existe uma legislação. O programa é experimental. O Secretário afirma que não há imposição ou punição, portanto não aceite pressão. Nossa posição é a de que o professor não é obrigado a digitar nada, mesmo porque não há condições. Com a jornada do piso e todas as condições, podemos então cumprir esta tarefa.
      Bebel

      Responder
  • 11. Max Renan  |  14/06/2015 às 23:02

    Professor Fábio, gostaria de fazer o mesmo caminho que você com relação ao processo para conseguir a jornada de “1/3” fora de sala, por favor, me passa o contato do seu advogado para que eu possa me inteirar.
    maxrenanbarrozo@gmail.com
    Grato

    Responder

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