EXIGIMOS A VOLTA DAS PERÍCIAS MÉDICAS AO DPME!

25/08/2014 at 17:36 24 comentários

Há uma crise na rede estadual de ensino de São Paulo. Isto se comprova no cotidiano de professores e estudantes e nos resultados de avaliações promovidas pelo próprio Governo do Estado,
como o SARESP.
As más condições de trabalho nas escolas se combinam com a ocorrência de crescentes casos de violência dentro das unidades escolares, de alunos contra professores, com a rotatividade dos
professores; com a contratação precária dos docentes da categoria O e eventuais, com os baixos salários, com a ausência de uma carreira justa que valorize os professores e atraia mais profissionais
para a rede estadual de ensino.
A desvalorização dos profissionais do magistério, as condições de trabalho e a violência nas escolas geram altos índices de adoecimento na categoria, mas o Estado não reconhece esta
realidade. Sucessivos governos desumanizaram o trabalho nas escolas. Professores e estudantes passaram a cumprir ordens emanadas dos gabinetes da Secretaria da Educação, não há uma
relação dialógica no processo ensino-aprendizagem. Prevalece a lógica dos quartéis, assédio moral, autoritarismo, ausência de perspectivas.
O Governo Estadual se mostra incapaz de resolver os problemas que criou. Não provê as condições para que a educação melhore e, ao mesmo tempo, pretende combater a falta de professores,
gerada por essas situações adversas, criando novas situações que afastam os professores das salas de aula. A Secretaria Estadual da Educação, o mesmo tempo em que não cumpre suas funções precípuas,
ligadas ao oferecimento de condições para a melhoria do processo educativo, arvora-se no direito de avocar para si o serviço de perícias médicas, tentando combater com adoecimento dos professores com
uma ordem absurda para negar licenças e readaptações a professores flagrantemente doentes.
O problema começa já no agendamento das perícias. Sem uma rede adequada e ampla o suficiente para o atendimento de todos os casos afetos à psiquiatria, por exemplo, professores que
residem na capital devem fazer perícias em Presidente Prudente. Outros são remetidos da Grande São Paulo para outras regiões igualmente distantes. Um desrespeito total.
Há casos de professores cujas licenças foram negadas e que, com problemas neurológicos, foram atendidos por pediatras. Há outros casos de professores que, de posse de exames médicos
que comprovam suas enfermidades, foram enviados de volta às salas de aula. Professores são atendidos em alguns minutos, sem que os médicos sequer lhes toquem e são obrigados a relatar suas
situações pessoais com a presença de terceiros, em apertadas salas adaptadas para consultórios.
Finalmente, uma coincidência intrigante: os profissionais médicos contratados para o atendimento aos professores nos “polos” de perícias médicas criados pela Secretaria Estadual da Educação são
oriundos da Universidade Estadual Paulista. Nada temos contra a contratação de médicos da UNESP, mas perguntamos: qual foi o critério? Houve seleção pública? Quem pode concorrer? Há alguma razão
especial para se priorizar a contratação de profissionais ligados à UNESP?
O Estado precisa oferecer a seus servidores programas de prevenção e atendimento à saúde. Ampliar o atendimento do IAMSPE e aportar os recursos financeiros previstos em lei, equivalentes a
2% da folha de pagamento do funcionalismo. Mass não vemos isto acontecer. Ao mesmo tempo, o serviço de perícias médicas deve voltar para o âmbito do Departamento de Perícias Médicas do Estado (DPME) e o seu atendimento deve ser humanizado, ampliado e melhorado. Os professores e as professoras exigem e merecem ser respeitados e valorizados. Chega de descaso, chega de mau atendimento e discriminação!

Maria Izabel Azevedo Noronha
Presidenta da APEOESP

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Faleceu o companheiro Vitor Gilberto Ferreira Professor Vagner, amigo e companheiro da APEOESP, assassinado em frente à escola. Até quando tanta violência?

24 Comentários Add your own

  • 1. CARLOS OLIVEIRA  |  25/08/2014 às 20:06

    FONTE UOL,

    PREZADA BEBEL,

    BOA TARDE!!!

    ACHO QUE ESSA MATÉRIA DEVERIA SER DIVULGADA NO SITE DA APEOESP, POIS E O QUE VIVEMOS TODO DIA.

    ATENCIOSAMENTE,

    CARLOS OLIVEIRA

    Professora tenta suicídio duas vezes após agressões de alunos 127
    BBC Ricardo Senra e Renata Mendonça

    Da BBC Brasil, em São Paulo 25/08/201410h13 > Atualizada 25/08/201413h17
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    BBC Brasil

    A professora Liz*, que diz ter sido atacada diversas vezes por alunos, pediu para não se identificar por medo de represálias
    A professora Liz*, que diz ter sido atacada diversas vezes por alunos, pediu para não se identificar por medo de represálias
    “Dou aula de porta aberta por medo do que os alunos possam fazer. Não dá para ficar sozinha com eles”, diz Liz*, professora de inglês de dois colégios públicos da periferia de São Paulo.

    Em 15 anos de aulas tumultuadas e sucessivas agressões (de ameaças de morte a empurrões e tapas na frente da turma), a professora chegou a tentar suicídio duas vezes – primeiro por ingestão de álcool de cozinha, depois por overdose de remédios.

    “Me sentia feliz quando comecei a dar aulas. Hoje, só sinto peso, tristeza e dor”, diz.

    A violência contra professores foi destacada por internautas em consulta nas redes sociais promovida pelo #salasocial, o projeto da BBC Brasil que usa as redes para obter conteúdo original e promover uma maior interação com o público.

    Em posts no Facebook e no Twitter, leitores disseram que a educação deveria merecer mais atenção por parte dos candidatos a cargos públicos.

    Segundo o psiquiatra Lenine da Costa Ribeiro, que há 25 anos faz sessões de terapia coletiva com educadores no Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual, o trauma após agressões é o principal motivo de licenças médicas, pânico e depressão entre professores. “Mais do que salários baixos ou falta de estrutura”, ressalta.

    O problema, de acordo com especialistas consultados pela BBC Brasil, seria resultado da desvalorização contínua do professor, do descompasso entre escolas e expectativas dos alunos e de episódios de violência familiar e nas comunidades.

    Lápis afiado

    A primeira tentativa de suicídio aconteceu assim que Liz descobriu que estava grávida. “Quando vi que teria um filho, fiquei desesperada. Eu não queria gerar mais um aluno”, diz a professora, que bebeu álcool de cozinha e foi socorrida pela mãe.

    A segunda aconteceu em abril do ano passado, após agressões consecutivas envolvendo alunos da primeira série de uma escola municipal e do terceiro ano do ensino médio de um colégio estadual, ambos na zona sul de São Paulo.

    “Começou com um menino com histórico de violência familiar. Ele atacava os colegas e batia a própria cabeça na parede. Um dia, para chamar minha atenção, ele apontou um lápis bem apontadinho e rasgou o rosto de uma ‘aluna especial’ que sentava na minha frente”, relata.

    Ela conta que o rosto da aluna, que tem dificuldades motoras e intelectuais, ficou coberto de sangue. “Violência gera violência”, diz Liz, ao assumir ter agredido, ela mesma, o menino de 6 anos que machucou a colega com o lápis.

    “Empurrei ele com força para fora da sala. Depois fiquei destruída”, conta. Na semana seguinte, diz Liz, um aluno de 16 anos a “atacou” após tentar mexer em sua bolsa.

    “Ele disse que a escola era pública e que, portanto, a bolsa também era dele. Eu tentei tirar a bolsa, disse que era minha e então ele pulou em cima de mim na frente de todos”, relata.

    O adolescente foi suspenso por seis dias e voltou à escola. O mesmo não aconteceu com Liz, que pediu licença médica e se afastou por um ano. “Não me matei. Mas não estou convencida a continuar vivendo”, diz.

    Quadro negro e giz

    A professora de inglês diz que a gota d’água para buscar ajuda de um psiquiatra foi quando percebeu que estava se tornando “muito severa” com a própria filha, de 6 anos. “Ali eu vi que estava perdendo a vontade de viver”, diz. “A violência na escola é física, mas também é moral e institucional. Isso acaba com a gente”, afirma.

    A educadora diz que, nas duas oportunidades, não procurou a polícia por “saber que nada seria feito e que os policiais considerariam sua demanda pequena perto das outras”.

    Para a educadora, o modelo atual das escolas estaria ultrapassado, o que tornaria a situação mais difícil. “Na sala de aula, eu dou aula para as paredes. E se o aluno vai mal, a culpa é nossa. Essa culpa não é minha, eu trabalho com quadro negro e giz. Enquanto isso, os alunos estão com celular, tocando a tela”, observa.

    Em tratamento contínuo, ela diz que está, aos poucos, se afastando do ensino na rede pública. “Dou aulas particulares também. E estes alunos eu vejo crescendo, progredindo”, diz.

    Abandonar a escola, diz a professora, seria o caminho para resgatar sua autoestima. “A alegria do professor é ver o progresso do aluno. É gostoso ver o aluno crescer. A classe toda tirar 10 é o maior prazer do mundo, vê-los entrando na faculdade é a nossa alegria”, diz. “Mas não é isso o que acontece”.

    *A pedido da professora, o nome real foi mantido em sigilo.

    Responder
  • 3. Magali de Cássia Merenda  |  26/08/2014 às 16:02

    Olá Bebel
    Esse texto sobre o DPME e as consequências danosas das licenças negadas encaixa-se perfeitamente no meu caso. Estava de licença saúde até 14.08, mas tenho 2 licenças negadas em nível de reconsideração e no aguardo do recurso. Tudo que você esclareceu no texto acima é verdadeiro: perícias distantes do local de residência do periciado; más condições para as perícias; muitas vezes, nem os atestados médicos são sequer olhados pelo perito, colocam-no de lado e fazem algumas perguntas e mesmo assim, sem conhecer o profissional a ser periciado e nem observar o que diz o médico que cuida desse paciente, ainda negam as necessárias licenças.Estive na subsede da APEOESP de minha cidade – Mogi das Cruzes e solicitei às secretária que muito gentilmente enviou no email presiden@apeoesp, os meus dados e os das licenças negadas. Gostaria de saber se tais informações chegaram até você.
    E gostaria de agradecer pois assim como eu, existem muitos professores precisando de seu apoio nessas situações. Obrigada pela ajuda.
    O email foi enviado dia 12.08.
    Profª Magali de Cássia Merenda

    Responder
    • 4. apeoesp  |  30/08/2014 às 13:44

      Prezada professora Magali,
      Sim. Uma comissão técnica foi formada entre a APEOESP e o DPME para tentar reverter esses casos. Nem todos serão possíveis, mas estamos lutando por todos.
      Boa sorte.
      Bebel

      Responder
      • 5. vera  |  03/12/2014 às 21:45

        Somente um comentário: Em 02/12/2014 fui ao DPME e a atendente disse que não são eles que negam as licenças. Assim, não está bem claro, e parece ser um jogo de empurra pois quando a perícia era feita no DPME e se negada, a reconsideração era feita e muitas vezes também negada. Agora, pelo que estou lendo em alguns casos, o DPME continua com mesmo procedimento, pois nas reconsiderações está acatando a posição dos peritos dos pólos, seguindo o que SEE pede?

      • 6. apeoesp  |  06/12/2014 às 12:33

        Prezada professora Vera,
        Sim, há esse jogo, e os prejudicados são os professores. Estamos realizando uma campanha “Pelo Direito à Vida: professor doente não consegue ministrar aulas”. Queremos que as perícias médicas voltem ao DPME, pois o número de licenças negadas triplicou. Querem obrigar os professores a trabalhar doentes. A saída é a via judicial. A APEOESP tem vencido 80% dos casos.
        Bebel

  • 7. Paulo  |  26/08/2014 às 20:27

    Bebel, mudando um pouco o assunto, quanto a jornada do piso que está no STF, há alguma previsão de ser julgada, ou mesmo do estado implantá-la já em 2015???

    Responder
    • 8. apeoesp  |  30/08/2014 às 13:39

      Prezado professor Paulo,
      Infelizmente, não temos ainda previsão neste sentido. O escritório que cuida da ação está tentando agendamento com o Presidente do STF para tratar do assunto.
      Bebel

      Responder
  • 9. Keli  |  11/09/2014 às 14:41

    Eu não sou professora sou agente, estive afastada desde o mês de março pela psiquiatria e desde então já tive três pedidos de reconsideração negados, um deles também tive que recorrer, ou tive que recorrer e depois reconsiderar, sempre me confundo com os dois, enfim, é um descaso mto grande. Sempre que entrei de licença e meu pedido foi negado me senti um lixo, pior do que eu já estava, o que mais preciso fazer?? Tenho todos os documentos, receitas, declarações da psiquiatra afirmando que eu não possuia condições, o que mais querem? Minha vida? Querem uma prova, pq não existe prova maior do que a morte não é mesmo? Mas parece que não, eu tentei o suicídio e mesmo assim me negaram a licença. A quem possamos recorrer, pq me vejo num beco sem saída, devo desistir de tudo, perder meu salário dos dias em que fiquei afastada? Não sei, não vejo perspectiva positiva alguma.

    Responder
    • 10. apeoesp  |  13/09/2014 às 13:07

      Prezada Keli,
      Lamento profundamente o que ocorre com você. Infelizmente, neste estado, essas coisas ocorrem com frequência. Você deve procurar o sindicato da sua categoria, a AFUSE (fone 11.5574-8288) para que possa recorrer judicialmente.
      Boa sorte.
      Bebel

      Responder
  • 11. OM  |  18/09/2014 às 21:33

    Entendo que vale refletir que há casos e casos! Quem tem o direito a licença médica esses devem receber o benefício, agora se a pessoa não tem o direito e quer se beneficiar ilicitamente do benefício destinado à aqueles que realmente estão doentes por favor né já chega! Outro ponto é não se deve julgar o todo pela minoria, se a pessoa não esta contente com o seu trabalho ou com os seus colegas de trabalho que procure outro emprego. É mais justo e o correto a ser feito. Afinal ninguém o obrigou a ingressar no estado! Ética e Moral no trabalho também faz parte do trabalho na hora de se exigir a licença médica por parte do interessado também! Nem sempre o problema é o sistema e sim nós que o fazemos!

    Responder
    • 12. apeoesp  |  20/09/2014 às 09:39

      Prezado(a) professor(a) OM,
      Lamento que se manifeste de forma anônima para expressar uma opinião.
      A APEOESP não defende ilícitos, mas defende que o professor seja atendido em seus direitos. Há dezenas de casos que nos chegam ao conhecimento de professores que são maltratados ou obrigados a voltar às salas de aula mesmo doentes. Não aceitamos e não aceitaremos isto.
      Bebel

      Responder
  • 13. Regiane  |  15/12/2014 às 01:45

    Bebel,

    A reinvidicação de nossas perícias médicas serem feitas no DPME realmente devem estar entre as prioridades, mas principalmente devemos exigir que o perito que fazer o exame seja realmente especialista do que se está periciando. Por exemplo, eu quando passo em perícia na norte 1, a médica é ginecologista sendo que meu problema é ortopédico. Eles alegam que todos os médicos são formados clinicos gerais e por isso podem fazer perícia médica em qualquer área. Pois bem, se fosse assim, não estariamos vendo tantos absurdos em perícias. O correto é que cada Perito seja colocado para periciar naquele tipo de doença em que ele é especialista além de ser etico. Acredito que é algo para se pensar sériamente em colocar entre as exigencias no que tange ao DPME.

    Responder
  • 14. Gicele Rodrigues Cerqueira  |  31/03/2015 às 00:49

    Olá Bebel,também estou com muitas licenças negadas,recorri a APEOESP,que enviou e-mail para presiden@,estou no aguardo de respostas,minhas licenças são psiquiátricas,estou acabada.Não concordo com o anônimo que opinou sobre servidores que fingem estar doentes,ninguém aguenta a pressão psicológica do DPME e peritos que negam as licenças.O perito fala que é o DPME que nega e vice -versa.Por Deus lute por nós,que estamos doentes,mentalmente doentes.Cobre desse secretário desumano que as perícias voltem para o DPME. Obrigada pela atenção!

    Responder
    • 15. apeoesp  |  05/04/2015 às 12:27

      Prezada professora Gicele,
      Temos levado os casos ao Secretário, que diz nada poder fazer no caso de licenças negadas, pois os recursos e pedidos de reconsideração são dirigidas ao DPME. Solicito, portanto, que você procure diretamente o departamento jurídico na subsede para providências judiciais cabíveis.
      Temos, sim, cobrado do Governo a volta das perícias ao DPME. Não aceitam. Nas negociações para a saída da greve recolocarei este ponto, mas estão irredutíveis.
      Bebel

      Responder
  • 16. marli de oliveira  |  05/05/2015 às 03:09

    O andamento da minha aposentadoria parou desde quando minha licença saúde foi negada.Gostaria de saber se demora muito a resposta do recurso.

    Responder
    • 17. apeoesp  |  10/05/2015 às 15:03

      Prezada professora Marli,
      Na consulta que fiz, não encontrei um prazo para a resposta, mas apenas para a interposição do recurso. Por favor, para melhor informação, ligue para 11.33506214.
      Bebel

      Responder
  • 18. silvinafatimaramos  |  04/06/2015 às 02:38

    Boa noite
    Estou afastada da sala desde fevereiro por depressão e pânico. Desde então minha licença foi negada, assim como s reconsideração. Em outra perícia n compareci pois estou c tanto pânico q n consigo sair de casa. Entrei c reconsideração p novo agendamento. Até agora n tive resposta, nem do recurso. Nem da reconsideração.estou c medo de ter w voltar p escola. Por favor, me ajude, o que tenho que fazer? E se pegarem novamente. Posso perder meu cargo? Vai ser considerado abandono de cargo? Por favor, me ajudem.

    Responder
    • 19. silvinafatimaramos  |  04/06/2015 às 02:40

      E se negarem novamente o que faço?

      Responder
      • 20. apeoesp  |  06/06/2015 às 12:43

        prezada professora Silvina,
        Você deve recorrer ao departamento jurídico para entrar com ação judicial.
        Bebel

    • 21. apeoesp  |  06/06/2015 às 12:44

      Prezada professora Silvina,
      Você deve recorrer ao departamento jurídico. Agende na sua subsede ou ligue para 11.33506214.
      Bebel

      Responder
  • 22. Vanda  |  07/04/2016 às 23:06

    Boa Noite Bebel, estou afastada em licença saúde por depressão recorrente, pânico, psicose, paranoia etç tomo muitos medicamentos, meus irmãos q me dão pq eu esqueço, e odeio tomar remédio, olha o q a educação fez em minha vida, estou doente, desde 2013 tiro licença, sou readaptada, em 2011 até começo de 2013 eu trabalhei, mas sempre com medo e sempre com cautela para ninguem da Escola preceber meu medo de alunos de tudo, pois nós readaptados somos motivos de chacota. Em 2012 perdi uma irmã com 59 anos de idade ( minha âncora), a vida se acabou, ela era doente tbm com esquizofrenia, nome dela Neuza Rodrigues, trabalhava na Saúde, mas tirou muitas licenças, inclusive foi duas vzs no DPME. Enfim ela faleceu em 23/10/2012 engasgada com pedaço de carne q a sufocou., ela sofreu muito eu e meu pai ficamos na sala por alguns minutos, ela demorou mais de 1 h para vir a óbito. Eu, depois dessa tragédia fui levando. Qdo chegou abril de 2013 não aguentei mais a angustia, a falta dela, fiquei mal, muito mal,, minha família qse me internou, eu via minha irmã, ouvia ela me chamar.Agora com medicamentos, vou levando, queria msm q tudo acabasse. Não aguento mais essa corja de hipócritas, antes as perícias eram no dpme q descentralizou. Em 2014, tive q fazer perícias em Campinas, marilia, Americana, etç, depois eles da secretaria fixaram só em São Jose´do Rio Preto. Agora o agendamento é online feito só no dpme,e na hora já sai o lugar, horario etç e já me avisaram hoje q os readaptados terão q voltar a sala de aula, q surto psicóticoe ouutros males psíquicos não é motivo para tirar licença. Como assim??? fiz perícia em Andradina, a 1 vez tem 60 dias a Dra uma moça novinha fez muitas perguntas, a licença saiu favorával 60 dias. E dia 28/03/2016, o moço da Escola agendou outra licença,já pro dia seguinte 29/03/2016, e hoje 7/04/2016, saiu 15 dias, uma licença de 60 dias a Dra me deu 15. Ela me sabatinou, Bebel praticamente ela uma Dra nova ruiva, nem olhou pra minha cara, mandou eu voltar para a Escola me deu vontade de dar umas porradas nela, eu lhe disse q não volto nem morta, tomo remédios de manhã, tarde, noite, meio do dia tbm. como trabalhar?? assim grogue?? Hoje telefonei na Delegacia de Ensino e eles falaram q o bicho vai pegar, q vão negar, cortar o pagamento se a licença sair negada, eu não entendi direito q com agendamento em andamento até publicação teremos pagamentos cortados, se sair favorável eles repoe depois, se negarem continuam descontando. Como podem fazer isso, temos q pagar dr, comprar medicametos viajar meu irmão me leva de carro??? Bebel por favor faça alguma coisa, se eu pudesse me aposentava proporcional, pois tenho uns tempos de INSS, e em outro lugar q trabalhei qdo mocinha por uns 4 anos. Não aguento mais essa pressão, ninguem brinca de ficar doente. Como uma pessoa citou ai em cima. ADra nao é psiquiatra, é clinica geral, ruim, capeta, e hoje meu irmão olhando o diario oficial me mostrou licenças de 2 dias, 12, 15( meu caso), negadas montes, O q este tirano do Alkimn quer??? aquele fdp??? ainda vou acabar com este cara, ainda vou lascar um tabefe na cara de médicos na perícia não aguento mais me ajudaaaa!!! Por favor, estão pressionando a gente a voltar, ajuda a gente Bebel, por favor, tem dias q só desejo uma coisa morrer. Bjos, desculpa o desabafo, nos tratam como lixo e somos educadores, se estamos doentes foi por causa desses governadores q desde 95 (psdb) estão no poder com esta maldita progressão automática, e salário q é bom ele não aumenta , o dele ele aumentou essa desgraça de governo q perde filho e fica possuido pelo capeta, ficou mais ruim ainda q ódio, ele me paga, Bebel ajuda a gente leva isso ao secretário q é outro pau mandado, até qdo eles vão negar e nos dar 15 dias de licença de um atestado de 60?? Obrigada!!

    Responder
    • 23. apeoesp  |  09/04/2016 às 16:14

      Prezada professora Vanda,
      Um drama como o seu emociona e revolta a gente. Mostra a desumanidade como o Estado trata a categoria que mais deveria valorizar. Nós vamos realizar um ato no DPME e na Secretaria da Saúde contra toda essa situação. Vamos marcar a data e vamos divulgar. Espero que todos os que estão revoltados e indignados com situações como esta estejam lá para protestar e pressionar o governo.
      Quanto ao seu caso, particularmente, você precisa de uma orientação jurídica contra toda essa prepotência. Você deve imediatamente procurar o departamento jurídico na sua subsede ou ligar para 11.33506214 para verificar o que pode fazer para defender seus direitos.
      Vou encaminhar seu caso também para o Gabinete do Secretário da Educação, pedindo para que interfiram nesta situação.
      Bebel

      Responder
  • 24. Vanda  |  25/05/2016 às 14:28

    Obrigada Bebel não aguento mais!!!

    Responder

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