Governo do PSDB inicia sexto mandato fazendo os professores pagarem a conta

20/01/2015 at 12:33 13 comentários

Os professores estaduais começam 2015 em insegurança e sem perspectivas de reajuste salarial. Ao mesmo tempo, o Secretário Estadual da Educação diz que o governo “tem como foco valorizar os professores que atuam diretamente na rotina das escolas.”

Não há valorização dos professores na rede estadual de ensino. Não há previsão de reajuste salarial para a nossa categoria, que vem acumulando perdas salariais sem que o Estado desenvolva uma política de recuperação do poder de compra de nossos salários, por meio de reposição salarial e aumento real.

Entre as categorias com formação de nível superior no estado de São Paulo temos a menor média salarial. Para a equiparação salarial prevista na meta 17 do Plano Nacional de Educação, necessitamos de um aumento de 75,33%, mas o governo que diz valorizar os professores não abre negociação em torno de nossa reivindicação.

Direitos inalienáveis são desrespeitados, como o pagamento de férias aos professores. Primeiro, o Governo Estadual dividiu as férias em dois períodos, dividindo também o pagamento de 1/3 sobre o salário. Mesmo esse valor, dividido, não é pago a muitos professores, como os que tem licença médica (causada pelas péssimas condições de trabalho, assédio moral, violência nas escolas e outros fatores). Por isso a APEOESP está ajuizando ações judiciais para os que estão sendo prejudicados.

Classes do ensino médio noturno estão sendo fechadas em diversas regiões do estado, prejudicando os estudantes que trabalham, sobretudo nas unidades que o governo quer transformar em escolas de tempo integral, um modelo imposto de cima para baixo e que prejudica professores e estudantes, sem melhorar a qualidade do ensino.

Os professores da chamada categoria “O” (temporários) tem péssimos contratos e sofrem desemprego de 200 dias, por força de uma lei absurda imposta pelo Governo Estadual, que também extinguiu a função de Professor Coordenador de Apoio à Gestão Pedagógica (PCAGP), deixando claro seu descompromisso com o trabalho das equipes escolares e com a qualidade de ensino. O projeto de Professor Auxiliar, importante para o trabalho de apoio à recuperação da aprendizagem dos alunos está sendo colocado em xeque pela Secretaria da Educação, embora tenha sido recentemente criado.

Como se vê, o discurso de prioridade para a educação e valorização dos professores, que tão facilmente sai da boca dos governantes do estado de São Paulo, não passa de uma ilusão. O governo do PSDB gastou grandes somas de recursos em projetos eleitoreiros, deixando mais uma vez a educação estadual em segundo plano.

Por tudo isso, vamos à greve em 2015 se não houver negociação verdadeira e a apresentação de propostas concretas para nossas necessidades e reivindicações.

Maria Izabel Azevedo Noronha
Presidenta da APEOESP

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13 Comentários Add your own

  • 1. Cintia Maria  |  20/01/2015 às 12:38

    Diante disso temos que nos mobilizar e tomar uma atitude urgente!!!

    Responder
    • 2. apeoesp  |  25/01/2015 às 11:44

      Prezada professora Cintia,
      A APEOESP vai realizar um grande ato no dia 29/01, às 15 horas, na frente da SEE. É importante que todos compareçam e mobilizem seus colegas.
      Bebel

      Responder
  • 3. Prof Clovis  |  20/01/2015 às 13:15

    Bom dia, gostaria de contribuir para o debate colocando que somente a greve leverá à negociação . As negociações anteriores (levadas nos últimos anos) não resolveram nossos principais problemas salariais, pedagógicos, contratuais, carreira, violência, etc. Obrigado

    Responder
    • 4. apeoesp  |  25/01/2015 às 11:45

      Prezado professor Clóvis,
      A APEOESP está chamando a categoria para a greve em 2015. Somente com luta poderemos conquistar melhorias.
      Bebel

      Responder
  • 5. Fernanda  |  20/01/2015 às 15:25

    Boa tarde Bebel!!
    Poderia me explicar qual foi o argumento usado para fazer o pagamento dos professores que passaram na prova de mérito só em Abril?Por que tanta demora????
    O que a APEOESP vai fazer em relação a essa situação? Vai ficar assim mesmo????
    No mês de Abril começam a pagar o retroativo e a incorporar no pagamento o mérito???
    Poderia falar com mais detalhes em relação a prova de merito.

    E sobre a evolução funcional., já estou aguardando a minha a meses…………..

    Obrigada

    Fernadna

    Responder
    • 6. apeoesp  |  25/01/2015 às 11:56

      Prezada professora Fernanda,
      Este governo não argumenta, apenas impõe. Por isso, vamos à greve em 2015. Por isso vamos fazer um grande ato público no dia 29/15, às 15 horas, na SEE.
      Em relação à evolução funcional, o secretário continua a afirmar que não há nenhuma orientação para que não seja processada.
      Sugiro que procure o departamento jurídico na subsede para ajuizar mandado de segurança.
      Bebel

      Responder
  • 7. Flavia  |  21/01/2015 às 13:55

    Olá Bebel tudo bem??
    Sou Cat. O , com o segundo contrato encerrado e remanescente do concurso PEB II . Vou mesmo fazer duzentena??? Sou contratada do Estado já fazem 4 anos…. Saí do meu antigo emprego para ser professora contratada… Estou preocupada com minha situação este ano. Todo ano é o mesmo sofrimento, mas este parece que nao vai ter jeito.

    Responder
    • 8. apeoesp  |  25/01/2015 às 12:28

      Prezada professora Flávia,
      Como o Estado recusou-se a mudar a lei, estamos lutando na justiça. Aguardamos uma sentença do juiz para as próximas horas.
      Bebel

      Responder
  • 9. Elvira sivana de Aquino gardenal  |  22/01/2015 às 03:21

    Gostaria de saber em que situação esta a lei do Piso se podemos espera-lo ser implantado neste ano de 2015 e porque o Estado não diminui as aulas gradativamente. Obrigada.

    Responder
    • 10. apeoesp  |  25/01/2015 às 12:50

      Prezada professora Elvira,
      O Estado se recusa a aplicar a lei, até mesmo gradativamente.
      Nossa ação judicial está no STF, aguardando a nomeação do juiz relator.
      Estamos confiantes, mas não é possível prever prazos.
      Bebel

      Responder
      • 11. Professor Thiago  |  25/01/2015 às 20:14

        Com o STF que temos? Acho que as chances são mínimas. Só greve pode mudar isso!

  • 12. Marco Antonio  |  26/01/2015 às 10:27

    Na minha escola sou professor coordenador do ensino Fundamental e Médio onde essa mesma UE é minha sede de frequência e se encontra uma PCAGP onde a sede de frequência se encontra em outra UE ambos foram designados e reconduzidos para o ano de 2015, porem com a nova resolução o PCAGP foi extinto, gostaria de saber se o PCAGP pode requerer meu cargo por ela possuir pedagogia e eu não possuir, pois na escola vai suportar apenas um PC.

    Responder
    • 13. apeoesp  |  31/01/2015 às 13:29

      Prezado professor Marco Antonio,
      Em primeiro lugar, a resolução foi alterada: escolas com 30 classes ou mais podem ter dois PCPs. Em segundo lugar, o professor, pode, sim, se desejar, requerer a função de PCP.
      Bebel

      Responder

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