Porque Reinaldo Azevedo ataca os professores

05/04/2015 at 15:48 14 comentários

53_max_1428017505779586004580Mais uma vez Reinaldo Azevedo, colunista da Folha de S. Paulo e da revista Veja, ataca a APEOESP, a greve dos professores e a mim pessoalmente.

As motivações deste senhor são claras e evidentes: tentar destruir quem desagrada o seu partido, o PSDB.

Nada tenho contra filiações e simpatias partidárias. Eu mesma as tenho. Mas não confundo minha função institucional como Presidenta da APEOESP com minha militância partidária. No sindicato, encaminho todas as decisões emanadas das instâncias e defendo os interesses da nossa categoria e da escola pública. Entretanto, Reinaldo Azevedo se vale de sua condição privilegiada de colunista em órgãos de imprensa para fazer militância político-partidária e para achincalhar pessoas que supostamente atrapalham o seu partido.

As calúnias, difamações, mentiras e ataques perpetrados contra mim e contra a nossa categoria não passarão em branco. Ele responderá judicialmente por tudo aquilo que configurar crime ou danos morais. E também pelos comentários iguais ou piores que abriga em suas colunas.

Não é por coincidência que ele diz que não há greve de professores. É o discurso oficial do Governo Estadual. Entretanto, quem visita as escolas vê que a greve cresce e ganha cada vez mais apoio entre os estudantes e pais. Nossa última assembleia, no dia 2 de abril, em plena semana santa, reuniu 60 mil professores e realizou uma caminhada por todo o centro de São Paulo em defesa da escola pública.

Não somos apenas nós, professores, que vivemos em meio ao descaso e ao abandono do Governo Estadual; os estudantes frequentam escolas sem infraestrutura e sem condições adequadas para a realização do processo ensino-aprendizagem. Eles têm aulas em salas superlotadas e passam uma série de dificuldades para aprender. Os resultados da política educacional do Governo estão aí. A vitória da nossa greve também será uma vitória de toda a comunidade escolar.

O Governo Estadual afirma não haver greve, mas diz que utiliza 35 mil professores eventuais para cobrir aulas não ministradas. Muitos desses professores, diga-se de passagem, aceitam essa condição devido à precarização da categoria, mas não tem condições de ministrar uma aula, pois estão sendo agrupadas diversas classes em uma só sala, devido à situação de greve. Em muitas escolas, mais de cem estudantes são amontoados para assistirem filmes ou um simulacro de aula, apenas porque o Governo não quer que a greve seja visível.

Sim, nós nos dirigimos aos pais porque queremos evitar que nossa greve legítima prive nossos alunos sejam privados do acesso aos conteúdos que devem receber durante o ano letivo. Como em todas as outras greves, vamos negociar com a Secretaria da Educação a reposição das aulas não ministradas. O Governo comete um crime contra o direito constitucional de greve ao substituir os professores que aderiram ao movimento por eventuais, para fingir que as aulas estão normais. É esse tipo de falcatrua que o senhor Reinaldo Azevedo apoia.

Este senhor não tem a menor preocupação com a escola pública. Suas incursões neste assunto são apenas para difamar, atacar e tentar enlamear os professores e a APEOESP com seus argumentos falaciosos. Ele até hoje não aceitou o fato de que seu grande amigo José Serra não tenha conseguido eleger-se Presidente da República em 2010 e sabe muito bem que grande parte deste fracasso pode ser debitada à forma violenta e desrespeitosa como tratou os professores.

Nossa greve de 2010 não foi malsucedida, de forma alguma.  Primeiro, porque abriu caminho para a incorporação de todas as gratificações, para concursos públicos (que não vinham ocorrendo) e para uma série de outras negociações que ocorreram com o então Secretário da Educação e no governo seguinte do PSDB. Em segundo lugar, porque mostrou a todo o país a real situação da rede estadual de ensino e do magistério no Estado de São Paulo.

Reinaldo Azevedo nada sabe da minha vida. “Burguesona” é um adjetivo que não se aplica à minha pessoa. Não me envergonho de minha origem, nem da minha trajetória, porque elas são feitas de dificuldades, mas também de muito trabalho, solidariedade, amor, família. Se hoje presido o maior sindicato da América Latina e um dos maiores do mundo e tenho a confiança de uma categoria valorosa e tão importante como são os professores, é graças a essa trajetória.

Nossa greve continua, queira ou não Reinaldo Azevedo e seus amigos. Queremos, sim, negociação já. Queremos respostas a nossas reivindicações. Mas que não sejam apenas uma sucessão de “nãos” e sim propostas que possamos discutir e sobre elas deliberar.

Nós, professores, enfrentamos muitos problemas e dificuldades para exercer a nossa profissão. Não será um sabujo como Reinaldo Azevedo que impedirá a continuidade da nossa luta.

Maria Izabel Azevedo Noronha
Presidenta da APEOESP

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Artigo interessante sobre a Petrobras. Lembrando que 75% do royalties do petróleo e 50% do fundo social do pré-sal são para a educação. Compartilhe: #governadornegociecomosprofessores

14 Comentários Add your own

  • 1. proeduc  |  06/04/2015 às 14:25

    Espero que vc entre na justiça e solicite direito a resposta em igual proporções nas mídias acima citadas.

    Responder
    • 2. apeoesp  |  11/04/2015 às 16:44

      Prezado professor proeduc,
      Estamos tomando as providências cabíveis. Obrigada.
      Bebel

      Responder
  • 3. Dilza Mari de Mira  |  06/04/2015 às 20:47

    Boa tarde, Maria Izabel,

    Muito bem respondida a sua carta, parabéns! Não vamos deixar que os colunistas da imprensa hegemônica atrapalhem a nossa luta. Vamos seguir em frente…

    Responder
    • 4. apeoesp  |  11/04/2015 às 16:43

      Prezada professora Dilza,
      Muito obrigada.
      Bebel

      Responder
  • 5. Ana Alice Marcondes Pereira  |  06/04/2015 às 21:33

    Lamento informá-la mas ficou mais do que evidente que essa greve da APEOESP que iniciou dia 13 de março tinha sim como objetivo enfraquecer o movimento contra a Dilma. O Lula mandou seu recado através dos sindicatos e os sindicatos decidiram apoiá-lo.
    Todos nós sabemos que você foi vaiada pelos professores presentes quando durante a manifestação decidiu defender o governo da Presidente Dilma.
    Sou professora aposentada e associada da APEOESP desde 1975 mais ou menos.
    Estou sócia hoje também da UDEMO, do CPP e da AFPESP também.
    Vocês faltam com a verdade quando dizem que o governo do estado não quer diálogo com vocês, quando na realidade o que vocês não desejam é sentarem-se “lado a lado” com os outras entidades para dialogarem em conjunto com o governo.

    Oras o CPP esteve em diálogo com o governo, bem como a UDEMO e vocês não compareceram.

    Por outro lado sabemos também que somente continuam liderando a APEOESP porque na época das eleições os professores pouco comparecem as urnas para votar e compreendo perfeitamente o porque dessa atitude.
    Falta de opção é uma questão séria atualmente neste país.

    Tenho contato até hoje com professores que estão na ativa e me surpreendo cada vez mais com o despreparo deles.

    Como vocês querem ser valorizados se cada vez mais estão permitindo que a qualidade e nível profissional desses professores abaixe.

    Finalmente quando é que vocês vão se desvincular da política partidária enquanto estão no sindicato dos professores.Quando vão parar de fazer o jogo do PT…..isso já ficou muito feio e está cada vez pior.

    O que mais impressiona atualmente é que a cúpula da apeoesp está tantos anos afastada das salas de aula que nem está sabendo interpretar o desejo de seus associados. Não estão sabendo interpretar o silêncio de seus professores, não estão sabendo interpretar a inércia dos mesmos.

    Ah….e como aposentada tenho que dizer que é uma aberração vocês aceitarem bônus disso, bônus daquilo. Um dia vocês estarão aposentados também. ( Será? As vezes não. Os regalos de estarem afastados contam mais forte,com motorista particular e tudo o mais.)

    Na esperança de dias melhores para o Brasil, sem os mal feitos do PT, de Lula, da Presidente Dilma e com governadores que valorizem seus funcionários e a educação de seu estado. Por sindicatos menos parciais e mais comprometidos com a ética.

    Ana Alice Marcondes Pereira
    RG 4627105.

    Responder
    • 6. apeoesp  |  11/04/2015 às 16:38

      Prezada professora Ana Alice,
      Não a conheço, mas pelo tom de seus argumentos, creio que é possível estabelecermos um diálogo civilizado.
      Em primeiro lugar, como a senhora bem sabe, por ser associada, nosso sindicato existe e luta muito tempo antes de existir PT e do ex-Presidente Lula chegar a essa condição.
      Nosso sindicato possui suas instâncias deliberativas, que são plurais em sua composição. Há professores filiados ao PT, ao PCdoB, ao PSB, ao PSOL, ao PSTU, ao PCO, PDT, PMDB, PSDB, enfim, toda a gama de partidos, a maior parte deles de oposição ao governo da Presidenta Dilma. Não é este o critério que guia nossas deliberações. A maioria dos professores que frequente nosso sindicato e participa das assembleias não é filiada a nenhum partido.
      Aqui na APEOESP não manda a Presidenta da República, não manda o Governador, não manda ex-Presidente, nem Ministro, nem partido. Aqui mandamos nós, os professores e as professoras. A senhora está muito mal informada. Na última eleição da APEOESP quase 70 mil professores votaram. Fui reeleita com 62% dos votos válidos. Parece pouco?
      A qualidade dos professores pode ser questionada, sim, mas 116 mil deles foram aprovados no último concurso de PEB II para 59.500 vagas. Isto é ruim? São mesmo despreparados? Não, senhora, são desvalorizados, desrespeitados, não tem condições de trabalho, seus salários são indignos e ainda sofrem com assédio moral, agressões e todo tipo de ofensa, inclusive da senhora nesse momento.
      Não fui vaiada na assembleia do dia 13 de março por defender a presidenta Dilma, mesmo porque não o fiz. Não cabia naquele momento, mas a defendo em muitos outros. Fui vaiada por um pequeno grupo de radicais, como sou vaiada por esse mesmo grupo em todas as assembleias, por causa de uma luta interna. Eles se opõem a mim, porque não concordam comigo em nada. Não defendi a Presidenta Dilma; defendi a democracia e o Estado de Direito. Não aceito golpes, nem no Brasil, nem no Estado de São Paulo; nem na APEOESP.
      O CPP, a UDEMO, a APASE e a APAMPESP fizeram uma reunião às escondidas com o Secretário da Educação e excluíram a APEOESP. No dia da reunião, 17 de março, estive durante cinco horas na reunião do Fórum Estadual de Educação, na sede da Secretaria da Educação, e nada me foi dito pela Vice-Presidente do CPP, professora Loretana Pancera, que esteve sentada ao meu lado. Foi um jogo de cena para constranger a APEOESP. Nada se avançou nesse pretenso “diálogo”. Os professores nada ganharam com essa traição. E continuamos a nossa luta.
      A história dessa greve começa muito antes do dia 13 de março. A senhora não precisa acreditar em mim: consulte os boletins que são publicados em nossa página (www.apeoesp.org.br).
      Nossa assembleia, com indicativo de greve, agendada para 13 de março, foi marcada por cinco mil professores no dia 29 de janeiro. Essa história de que foi feita para desviar os protestos contra a Presidenta Dilma não tem pé nem cabeça. A manifestação da CUT e outras entidades para o mesmo dia 13 de março foi marcada mais de um mês depois. E nós participamos, sim, porque nosso sindicato é filiado à CUT e também porque somos contra o golpe que querem dar na democracia para tirar do poder alguém legitimamente eleita somente porque não concordam com o seu governo. Aqui na APEOESP também há pessoas que querem me tirar da Presidência porque não concordam comigo. Isto é um absurdo. Aguardem a eleição, candidatem-se e elejam-se. Assim funciona a democracia.
      Nenhum professor foi obrigado a participar da manifestação do dia 13 de março. Fizemos nossa assembleia, deliberamos a greve e outras providências e cada um foi cuidar de sua vida.
      Vínhamos falando em paralisar nosso trabalho desde o segundo semestre de 2014, em função de nossos baixos salários. Dizíamos que buscaríamos a reposição de nossa perdas salariais e após a aprovação do Plano Nacional de Educação, que determina em sua meta 17 a equiparação dos nossos salários à média das demais categorias com formação de nível superior (cujo índice necessário foi calculado em 75,33% pelo DIEESE), passamos a dizer ao Secretário da Educação que o governo precisava apresentar um plano para cumprir a lei.
      Ora, nada nos foi apresentado. O Secretário chegou a dizer que havia um projeto em discussão no governo para um reajuste, mas se recusava a dizer o índice. Depois disse que o governo estava no fim e que tínhamos que procurar o novo Secretário, a partir de janeiro. Talvez não soubesse que seria ele próprio.
      Pois bem, os meses se passaram, e nada. Mas a gota d´água foi a forma selvagem como o governo se portou neste início de ano. Fechou pelo menos 3.390 classes, gerando uma superlotação de alunos nas salas de aula insuportável para qualquer sistema de ensino. A qualidade do ensino, que já não é nada boa, cai vertiginosamente. Um desrespeito absoluto com os professores, com os estudantes, com os pais.
      O governo estadual cortou verbas, chegou a faltar papel higiênico, não há manutenção nas escolas. Está tudo um horror.
      Isto não é invenção minha, da APEOESP, do Lula, do PT, de quem quer que seja. Visite as escolas estaduais. Veja como está a situação.
      Agora, a senhora nos pede para aceitarmos tudo isso, apenas para que não nos confundamos com o PT? Eu não tenho nada a ver com o que o PT fala ou deixa de falar. Sim, sou filiada ao partido, mas minha função é a de ser Presidenta da APEOESP e eu encaminho aquilo que o Conselho e a Assembleia dos professores aprovam. E volto a dizer: são instâncias que tem filiados e muitos partidos e uma enorme maioria que não é filiada a partido algum.
      Gostaria muito que esse seu interesse nos rumos da escola pública e no destino da nossa categoria se transformasse em atitudes concretas, como dirigir ao Governador do Estado um apelo para negocie conosco e nos apresente propostas.
      Bebel

      Responder
  • 7. Cesar  |  06/04/2015 às 21:55

    Maria Izabel Azevedo Noronha
    Presidenta da APEOESP

    “presidentA” você foi estudantA????? kkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Discípula da dilma eleita com dinheiro tungado da Petrobras.

    Responder
    • 8. apeoesp  |  11/04/2015 às 15:58

      Prezado professor Cesar,
      Em primeiro lugar, duvido que seja professor. Se for, mão merece ser. Você deveria ir aos dicionários, para não expor desta forma sua ignorância.

      http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/presidenta-existe-na-lingua-portuguesa-desde-1872/n1597210547562.html:
      “Um estudo elaborado pela equipe do dicionário Aurélio com exclusividade para o iG sobre o uso da palavra “presidenta” responde a qualquer dúvida sobre a existência e a correção do verbete. De acordo com as lexicógrafas Marina Baird Ferreira e Renata de Cássia Menezes da Silva, que realizaram a pesquisa histórica, o substantivo feminino presidenta existe na língua portuguesa desde 1872. Em dicionários, os primeiros registros da palavra ocorrem ao menos desde 1925.”

      Dicionário Aurélio:
      “Significado de Presidenta
      1 Mulher que preside.
      2 Esposa de um presidente.”

      Dicionário Michaelis:
      “presidenta
      pre.si.den.ta
      sf (fem de presidente) 1 Esposa do presidente. 2 Mulher que preside.”

      http://revistalingua.uol.com.br/textos/62/presidente-ou-presidenta-248988-1.asp:
      “Se quisesse seguir a lei com um rigor, digamos, ortodoxo para seus hábitos, o brasileiro teria de oficialmente referir-se a Dilma Rousseff como “presidenta”. Sim, a lei federal 2.749, de 1956, do senador Mozart Lago (1889-1974), determina o uso oficial da forma feminina para designar cargos públicos ocupados por mulheres. Era letra morta. Até o país escolher sua primeira mulher à Presidência da República.”

      Agora, veja se para de falar tanta bobagem.
      Bebel

      Responder
  • 9. Alex  |  07/04/2015 às 01:25

    Vai trabalhar sua desocupada.

    Responder
    • 10. apeoesp  |  11/04/2015 às 15:47

      Prezado professor Alex,
      Se admiradores de Reinaldo Azevedo, como você, agora entram no meu blog para atacar-me, é porque as verdades que eu digo atingiram o alvo. Muito obrigada.
      Bebel

      Responder
  • 11. João Carlos Peçanha da silva leme  |  07/04/2015 às 01:28

    Bom dia!
    Hoje ao chegar para trabalhar em minha escola, fui surpreendido pela informação de que uma equipe da APEOESP de minha cidade, envolvida na GREVE havia se deslocado até lá no período da manhã!
    A surpresa não foi por causa desta atitude, mas sim pela maneira agressiva, mal educada, desmedida, ar-rogante, etc. pelas quais integrantes da comissão de greve, se dirigiu aos professores que ali estavam!
    Em especial à prof. Dulce Maria, que conta por todo nós de elevada estima, pela sua trajetória pessoal como pessoa humana e em especial pela sua conduta exemplar como PROFESSORA! Fôra ofendida no mais alto nível, sendo chamada de hipócrita, entre outros adjetivos pejorativos! Esta professora sempre foi engajada nas questões deste sindicato e de nossa classe, inclusive me convenceu a ir até a Capital!
    Juntos acompanhamos a reunião do CR na Praça de República! Observando que nem conselheiro sou! Nesta ocasião fiquei incomodado com a atitude de algumas pessoas que lhe ofendiam, quando a Srª to-mou o microfone! São essas pessoas que nos guiam?? Que nos representam??? Espero que não!!!
    Mas depois atitudes tomadas, pelos responsáveis pela APEOESP/ITAPETININGA, ficou uma imagem bem desgastada!
    Não seria nós os professores, as pessoas que deveriam dar exemplos de educação e boas maneiras????
    Que imagem ficou impregnada em nossos alunos, ouvindo pessoas de posse de equipamento de som, es-bravejar ofendendo quem estava trabalhando???? Essa é a forma de convencimento correta????
    Nossa escola é de ensino fundamental I, com crianças pequenas! Temos professores readaptados com síndrome de pânico, que ficaram muito nervosos! Sem contar com a repercussão negativa que este ato impensado causou na imagem de NOSSA ESCOLA e de TODOS OS PRPFESSORES! Pois verdadeiros educadores jamais agiriam assim!
    Escrevi anteriormente para que fosse enviada uma pessoa engajada na greve, para auxiliar aqueles repre-sentantes da APEOESP, para que EDUCADAMENTE e DEMOCRATICAMENTE convencessem aque-les que estavam com medo de entrar em greve!
    Nossa escola decidiu democraticamente retornar ao trabalho, mas deixando em aberto a possibilidade de retornar-mos a paralisação, se houvesse a adesão de mais professores e escolas! Para isso era necessário que a comissão fosse até as escolas e explanassem as razões de se aderir a greve!
    O que conseguiram é que eu João Carlos, não mais irei em passeata alguma, nem mais irei entrar em GREVE, por achar que estes representantes não mais me representam e em desagravo a prof. Dulce Maria e a todos que entraram em greve em nossa escola!

    Grato pela atenção!

    João Carlos P. S. Leme

    Responder
    • 12. apeoesp  |  11/04/2015 às 15:39

      Prezado professor João Carlos,
      Lamento profundamente o ocorrido. Não é orientação do nosso sindicato, minha particularmente, que essas atitudes ocorram e que os professores, nossos colegas, sejam tratados com desrespeito.
      No momento da greve, apelamos, sim, para a consciência de todos, para que ampliem o movimento. A greve não é minha, não é do sindicato; ela visa o benefício de todos. Se chegamos a este ponto, é porque não houve alternativas de negociação. Desde o segundo semestre do ano passado vimos participando de reuniões e mais reuniões com o Secretário da Educação, sem que nada nos tenha sido oferecido.
      Peço novamente desculpas pelo ocorrido. Uma parte disso pode ter sido causado pela tensão da greve, mas não se justifica.
      Espero que repensem o posicionamento, pois a luta é de todos.
      Bebel

      Responder
  • 13. Roder Rock (@RoderRock)  |  07/04/2015 às 22:07

    Bebel, a nossa “Chacrete” da APEOESP, mostra que é “presidenta” da “PTAPEOESP”.
    Definitivamente, professores são desunidos; se todos votassem, Bebel nunca seria eleita ou reeleita para o cargo. Será que professor estadual só vota e acredita no PT? Os números dizem que não.

    Responder
    • 14. apeoesp  |  11/04/2015 às 15:44

      Prezado professor Roder,
      Reinaldo Azevedo merece admiradores como você e você merece um ídolo como Reinaldo Azevedo. Se entram no meu blog para me atacar, é porque as verdade que eu digo acertaram o alvo. Muito obrigada.
      Bebel

      Responder

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