Estadão defende o Governo do PSDB contra os professores

25/04/2015 at 13:55 Deixe um comentário

O jornal O Estado de S. Paulo publica hoje, 25 de abril, mais um editorial para atacar a APEOESP.

Como boa parte dos meios de comunicação, este jornal esmera-se em condenar todo e qualquer movimento reivindicatório dos professores da rede estadual de ensino. Não é a primeira vez e, infelizmente, não será a última.

O Estado de S. Paulo se notabiliza por defender teses conservadoras de direita e seu editorial repete automaticamente o que diz a Secretaria Estadual da Educação (como se dela fosse porta-voz), ignorando as informações que já lhe foram enviadas pelo sindicato, assim como foram enviadas para toda a mídia.

Classifica nossa reivindicação de 75,33% como irrealista, deixando de dizer que estamos reivindicando um plano de composição salarial para atingir este índice, que é necessário para que se alcance a equiparação com as demais categorias com formação de nível superior no Estado de São Paulo, como está determinado pela meta 17 do Plano Nacional de Educação. O PNE é uma lei aprovada pelo Congresso Nacional. Está em vigor. O Governo Estadual terá que cumpri-la.

O editorial também repete que o governo deu reajustes de 45% em 4 anos. Também já desmontamos esta farsa. Foram 29,9% em quatro anos, pois o restante diz respeito à incorporação de gratificações que já recebíamos; não é dinheiro novo. Aliás, a incorporação da GAM já havia sido negociada e transformada em lei no governo anterior.

Nós não queremos bônus; queremos salário. Em todo o caso, o Governo Estadual também falta com a verdade ao dizer que pagou R$ 1 bilhão em bônus aos professores (e nem todos recebem). Gastou R$ 606 milhões em abril e gastará R$ 305 milhões em setembro. São dados da própria Secretaria da Educação.

O Governo do Estado despreza os professores em greve e milhões de estudantes sem aulas, porque está havendo nas escolas um teatro destinado a demonstrar que está tudo “normal”, com alunos empilhados em salas superlotadas, turmas agrupada, professores eventuais que não seguem os planos de aula, mas apenas ficam com os estudantes esperando o tempo passar. O Estadão defende esse tipo de coisa?

O jornal não fala das pelo menos 3.390 classes fechadas pela SEE; da falta de condições de trabalho; da falta de materiais básicos como papel sulfite e papel higiênico nas unidades escolares; do assédio moral sobre os professores; da violência nas escolas; da falta de manutenção; da falta de equipamentos, bibliotecas e laboratórios; nada fala daquilo que vem tornado cada vez mais as escolas estaduais em “depósitos” de crianças e jovens e não em espaços educativos.

O jornal não fica indignado que o Governador e o Secretário da Educação empurrem a situação com a barriga, de forma inteiramente irresponsável, mas corre para condenar um grupo de professores que tentou ocupar a sede da Secretaria da Educação. Essa ação não foi deliberada pelo nosso sindicato, mas compreendemos, sim, que professores estejam nervosos, estressados e cansados de tantos desmandos e tanto desprezo por parte do Governo do Estado de São Paulo.

Vamos continuar lutando. Nossa greve é de resistência, uma trincheira de luta por uma escola pública de qualidade. Nenhum editorial vai nos desviar desse caminho.

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Nota de falecimento Meios de comunicação se unem contra a nossa greve

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