O Estadão em defesa do PSDB

06/06/2015 at 12:19 7 comentários

O jornal O Estado de S. Paulo, órgão de imprensa em franca decadência, dedica na edição desta sexta-feira, 5 de junho, um editorial escancaradamente partidarizado, destinado a defender o Governador do Estado de São Paulo, exortando-o a não negociar com os professores.

Esta atitude antidemocrática condiz com a história de um jornal que apoiou a instalação da ditadura militar no Brasil (sendo ele próprio vítima da censura dos militares no decorrer dos anos seguintes ao golpe de 1964). O editorialista se vale de mentiras deslavadas para desqualificar a greve dos professores, movimento legítimo que está desmascarando uma política educacional que transforma escolas estaduais em “escolas para pobres”, desprovidas de condições de trabalho para os professores e de aprendizagem para os estudantes.

Para o Estadão, tanto quanto para o Governo do Estado de São Paulo, educação pública não é prioridade. Por isso, a grande preocupação é com o desgaste do Governador e não com a busca de uma solução negociada para a greve.

O jornal, que publicou notícias mentirosas sobre derrotas judiciais que não haviam ocorrido (talvez já informado previamente das manobras jurídicas que o Governador, pessoalmente, faria junto aos dirigentes de certos tribunais), declara-se inimigo dos professores e incentiva o Governo Estadual a endurecer ainda mais com a categoria, como se isso fosse possível.

Do início ao fim o editorial não passa de um panfleto partidário que envergonha o jornalismo brasileiro. Esse tipo de texto não nos intimida, porque conhecemos há muito tempo o pensamento da elite reacionária brasileira, carcomida e decadente, mas infelizmente ainda dona do monopólio dos meios de comunicação.

Nossa greve terminará no momento em que os professores julgarem que deva encerrar-se. Porém nossa luta por educação pública de qualidade e pela valorização do magistério não se encerrará, assim como a luta pelo fim do monopólio dos meios de comunicação e em defesa da democracia, que jornais como o Estado de São Paulo não respeitam e querem destruir.

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Pau-mandado do Governador, Reinaldo Azevedo ataca os professores novamente O Secretário da Educação quer impor a reforma do ensino médio. Somente nossa mobilização pode barrar esse ataque.

7 Comentários Add your own

  • 1. Karina  |  06/06/2015 às 14:36

    Bom dia Bebel, não estou aqui para criticar, porém, se você tomar isso como uma crítica tudo bem….Estou em greve desde o dia 13/03, sinceramente não estou aguentando mais, tenho comigo que na quarta-feira, dia 03/06/15, teria sim, como você suspender a greve, pois a grande maioria ali que defendiam a continuidade da greve eram aposentados, corretores de seguros, estudantes que estão eventuando e os pais ainda estão bancando os estudos desses estudantes, a grande maioria que vão somente nos dias das assembleias e depois voltam a trabalhar, voltam para a sala de aula. É fácil levantar a mão para a continuidade da greve quando se tem outro cargo, quando se levanta a mão para a continuidade e o professor que está a seu lado fala assim: “eu levanto a mão para a continuidade da greve, porém, eu não faço a greve, faça greve você meu companheiro”…..

    Responder
    • 2. apeoesp  |  14/06/2015 às 14:02

      Prezada professora Karina,
      Como sabe, a greve foi suspensa no dia 12 de junho.
      Entendo seu ponto de vista, mas agora sou criticada pelo fato da greve ter sido suspensa.
      As pessoas pensam que eu tenho o poder de suspender ou continuar uma greve. Isso não é verdade. Quem decide são os professores.
      Bebel

      Responder
  • 3. Pedro Laurin  |  06/06/2015 às 18:23

    Só difamação e política rasteira.

    Responder
    • 4. apeoesp  |  14/06/2015 às 14:00

      Prezado professor Pedro Laurin.
      Sim. Terrível. Indignante.
      Bebel

      Responder
  • 5. Pedro Algoz  |  09/06/2015 às 14:43

    Como uma “educadora” se auto intitula “presidenta”? Vi nesta página que vocês são a favor da “regulação da mídia”, assim como foi na Venezuela. Quem manda nestes sindicatos é a CUT e o PT – do mensalão, da Lava-Jato, do Petrolão… . Lamentável.

    Responder
    • 6. apeoesp  |  14/06/2015 às 13:47

      Prezado senhor Pedro,
      Intitulo-me Presidenta porque falo a Língua Portuguesa e ela me permite, como está bem explicito nos trechos que passo a citar:

      “Se quisesse seguir a lei com um rigor, digamos, ortodoxo para seus hábitos, o brasileiro teria de oficialmente referir-se a Dilma Rousseff como “presidenta”. Sim, a lei federal 2.749, de 1956, do senador Mozart Lago (1889-1974), determina o uso oficial da forma feminina para designar cargos públicos ocupados por mulheres. Era letra morta. Até o país escolher sua primeira mulher à Presidência da República. (…)
      Linguistas de instituições como USP ponderam. Marcelo Módolo informa que, embora pareça recente, “presidenta” é termo antigo. Ao menos desde o dicionário de Cândido de Figueiredo (1899):
      “Presidenta, f. (neol.) mulher que preside; mulher de um presidente. (Fem. de presidente.)”
      – “Presidenta” já está consignado no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp), no Houaiss; por isso, para mim, é indiferente o uso – diz Módolo.
      Sua colega, Elis Cardoso de Almeida, concorda.
      – Tanto faz qualquer uma das formas. O dicionário as aceita, embora se saiba que substantivos formados por -nte são comuns de dois gêneros, invariáveis, portanto: (o,a) estudante, assistente, etc. Por essa lógica, deveríamos ter (o,a) presidente.
      Na prática, é improvável que a questão cause crises, e é esperado que a preferência se resolva nas situações comunicativas.
      – Prefiro “a presidente” com base em outros vocábulos, como “a gerente”, “a atendente”, “a pretendente” etc. Todavia, quem quer falar “a presidenta”, “a gerenta” ou “a atendenta”, que fale. Não gosto, mas quem sou para condenar? – diz John Robert Schmitz, professor da Unicamp.(…)”
      http://revistalingua.com.br/textos/62/presidente-ou-presidenta-248988-1.asp

      “Um estudo elaborado pela equipe do dicionário Aurélio com exclusividade para o iG sobre o uso da palavra “presidenta” responde a qualquer dúvida sobre a existência e a correção do verbete. De acordo com as lexicógrafas Marina Baird Ferreira e Renata de Cássia Menezes da Silva, que realizaram a pesquisa histórica, o substantivo feminino presidenta existe na língua portuguesa desde 1872. Em dicionários, os primeiros registros da palavra ocorrem ao menos desde 1925.
      O parecer das especialistas ressalta que no passado o termo pode ter tido uma imposição de diferenciação machista, mas hoje ocorre o contrário. “Está comprometido nos dias de hoje não mais com a submissão da mulher, mas com a sua elevação, pela diferença, à igualdade de direitos e deveres, que deve existir entre homens e mulheres.”
      http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/presidenta-existe-na-lingua-portuguesa-desde-1872/n1597210547562.html

      Significado de Presidenta
      1 Mulher que preside.
      2 Esposa de um presidente.
      http://www.dicionariodoaurelio.com/presidenta
      presidenta
      pre.si.den.ta
      sf (fem de presidente) 1 Esposa do presidente. 2 Mulher que preside.
      http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&palavra=presidenta.

      Quanto às outras coisas que o senhor fala, só tenho a lamentar. Não perderei tempo com elas. Vou responder outras mensagens mais importantes.
      Bebel

      Responder
  • 7. Fernando "IntensoFOX" Gaebler  |  12/06/2015 às 20:03

    Republicou isso em Fernando Gaebler.

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