Artigo de minha autoria publicado no jornal Folha de S. Paulo.

12/06/2015 at 13:04 10 comentários

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Entry filed under: Artigos.

Sobre o Fundo de Greve Assembleia suspende a greve. Construir movimento social em defesa da escola pública.

10 Comentários Add your own

  • 1. Prof° Oswaldo  |  12/06/2015 às 19:19

    Fico triste que mais uma vez uma greve chegou ao fim e não conseguimos o que almejávamos, o que será de nossa sofrida categoria agora? A truculência desse governo fascista venceu novamente, temos que enfiar o nosso rabinho entra as pernas e voltar quietinhos para nosso acoite diário da sala de aula! Você acha que após o fim da paralisação, como todos dando aula, eles irão oferecer algum aumento? Será que vão permitir a reposição das falta e a devolução de nossos salários? Meu Deus, tenho muito medo do que vem pela frente. Deixo aqui meus sinceros cumprimentos a todos os abnegados professores que lutaram incansavelmente durante praticameente 3 meses, parabéns! Por favor Bebel, lute com todas as forças para que possamos repor esses dias e para que nossos salários sejam devolvidos!!

    Responder
    • 2. apeoesp  |  14/06/2015 às 13:24

      Prezado professor Oswaldo,
      Lamentaria muito se algum professor ou professora que lutou durante 92 dias por valorização do magistério e ensino público de qualidade voltasse às escolas com o rabinho entre as pernas. Não é assim que voltam os lutadores, se estão convictos da justeza de sua luta. A volta será de cabeça erguida. Deve ficar quietinhos e com o rabinho entre as pernas o que se submetem voluntariamente aos desmandos do Governo e não tem brios para defender sua própria condição profissional. Esses, sim, são derrotados de antemão, porque sequer se levantam para lutar.
      Já nesta segunda-feira vamos discutir com a SEE a reposição das aulas, o pagamento dos dias parados e a retirada das faltas dos prontuários.
      Nossa greve foi suspensa. É uma forma de luta. Vamos continuar com mobilizações, inclusive com outros setores sociais, pois escola pública de qualidade é interesse de toda a sociedade.
      Bebel

      Responder
      • 3. Prof° Oswaldo  |  15/06/2015 às 17:16

        Você se apegou a uma parte do meu comentário e tirou conclusões erradas sobre o que quis dizer, em momento algum critiquei a greve ou o sindicato, simplesmente desabafei, e disse como estava me sentindo, pois lutamos como nunca e perdemos como sempre, aliás nessa carreira colecionamos muito mais dissabores do que alegrias, ou você acha que foi fácil voltar para a sala de aula e ouvir gracejos de alunos e de outros colegas que sempre foram contra a greve, e saber que tivemos salários descontados, lutamos mas padecemos diante desse governo fascista e desleal, pior ainda, as pessoas acreditam em tudo o que ele diz, tive que ouvir que estamos chorando de barriga cheia, que tivemos um grande aumento do 45 % e ainda um bônus de 1 bilhão de reais, e não adianta rebater, esse canalha é visto como rei pela população paulista. Isso tudo dói muito, Bebel. Algo precisa ser feito pela nossa categoria, temo pelo futuro. Sinto orgulho de ser professor e de lutar pelas melhorias da categoria, mas te confesso, tá muito difícil. Precisamos muito da atuação do sindicato, contamos com você!

        Ps: tem outro professor Oswaldo postando aqui que não sou eu, confere os emails para que não haja confusão, obrigado!!

      • 4. apeoesp  |  21/06/2015 às 14:02

        Prezado professor Oswaldo,
        Sinto e peço desculpas se houve alguma confusão. São muitos comentários e algum engano pode ter ocorrido.
        Entrando no assuntos, parece claro que nós e a educação só podemos ter alguma esperança se houver engajamento da sociedade, de nossos alunos, de seus pais. Temos que buscar esse caminho. É único que pode trazer mudanças.
        Vai requerer paciência, saber diferenciar quem está disposto a lutar e quem não está. Não outra possibilidade.
        Bebel

  • 5. Flávia  |  12/06/2015 às 20:09

    Nem o Secretário e nem o sindicato possuem moral alguma e pior, ambos não nos representam. Fiz greve por 90 dias, com corte no salário e para quê? Se antes vocês estivessem aceitado a proposta do Secretário, nós estaríamos no lucro. Não mais salas reduzidas, não mais várias outras coisas. ]
    Greve, nunca mais.

    Responder
    • 6. apeoesp  |  14/06/2015 às 13:15

      Prazada professora Flávia,
      Acho realmente impressionante que você coloque o sindicato e o Governo em pé de igualdade em relação à greve. Quem tem o poder de conceder o reajuste salarial? O Sindicato? Não, o Governo. Se você fez a greve, suponho que seja porque concordou com a pauta de reivindicações. Não foi obrigada por ninguém a aderir. Não conseguimos – ainda – o atendimento das reivindicações por culpa do Governo, não do sindicato. E quando você se refere a “vocês”, está se referindo a quem? As decisões, professora, foram todas tomadas em assembleias. Foi votado se deveríamos aceitar ou não a proposta do Governo e sessenta mil professores decidiram que não. Você estava presente? Se estava, votou pela aceitação da proposta? Defendeu isto na sua região? Se não estava, por que não, se o sindicato ofereceu transporte para todos os que quisessem vir às assembleias.
      Nossa luta vai continuar. A greve é uma forma de luta. Há outras. Nós vamos chamar outros setores sociais, porque a luta por escola pública de qualidade não é só nossa. Mas para lutar é preciso ter vontade, é preciso querer. Se tivéssemos certeza de que tudo em uma greve vai dar certo, na realidade a greve nem seria necessária.
      Muitos professores e professoras não vão desistir. Muitos professores e professoras não se apressam em desqualificar quem está lutando junto com eles.
      E vou dizer mais: o reajuste virá; mudanças na contratação da categoria O virão; vamos conseguir ainda desmembrar muitas salas de aula; ainda vamos conseguir promover, com muita luta e sacrifício, várias mudanças na educação estadual. Infelizmente, quem vem agora julgar e condenar o sindicato certamente não voltará para reconhecer nenhum mérito na nossa luta. Mas a vida é assim e o que nos move não são elogios, mas a satisfação das necessidades da nossa categoria.
      Bebel

      Responder
  • 7. Thiago  |  12/06/2015 às 23:51

    Bebel, saímos de cabeça erguida. Uma greve não é derrota pois mostramos a nossa força.

    Sobre a reposição, gostaria que a apeoesp solicitasse a flexibilização das férias para podermos repor aulas. Tenho ouvido colegas dizer que só poderemos repor na segunda quinzena de julho durante o recesso. Eu realmente não me importo em repor durante os 15 dias de férias, mas dizem que isso é ilegal. Se não tivermos o mês de julho inteiro para repor será impossível fazer essa reposição até o fim do ano letivo.

    Segundo ponto: a apeoesp deveria ajudar pais e denunciar o Alckmin ao ministério público por não negociar e permitir que a greve se alongasse pro tanto tempo. Não é possível que ele não se responsabilize por isso.

    Responder
    • 8. apeoesp  |  14/06/2015 às 13:06

      Prezado professor Thiago,
      Penso como você. Nossa luta é permanente. A greve é um episódio. O Governo foi truculento, sujo, autoritário. Não podemos fazer como alguns que culpam a vítima pelas ações do criminoso. Vamos em frente.
      Quanto à reposição, já na segunda-feira estaremos procurando a SEE para discutir o assunto. Acredito que há restrição legal à reposição nas férias e acho que haveria muito resistência dos estudantes e pais, além dos próprios professores, mas vou pensar no assunto.
      Quanto à sua proposta, concordo com ela e vamos trabalhar nisso. Obrigada.
      Bebel

      Responder
  • 9. Virginia  |  13/06/2015 às 03:03

    Pois é… mas fomos derrotados só mais uma vez, né? Para variar! Ainda hoje já vi alunos e pais tirando sarro da nossa cara… Vontade de morrer! Somos a piada deste país. O mundo tucano comemorando nossa derrota histórica.
    NUNCA teremos a jornada do piso… e JAMAIS seremos respeitados! Depois disso… Estamos derrotados definitivamente!
    Nossa que vontade de largar tudo!!!

    Responder
    • 10. apeoesp  |  14/06/2015 às 13:02

      Prezada professora Virginia,
      Não fomos derrotados porque ainda não paramos de lutar. Se pretende aceitar que alunos e pais tirem “sarro” de sua luta por escola pública de qualidade, é porque talvez não esteja convicta de que sua luta é justa e de que eles sim, estão dando tiro no próprio pé. Pais e alunos estão gostando de classes superlotadas? De aprovação automática? De escolas com problemas estruturais e sem equipamentos? De aulas ministradas por professores cansados, desvalorizados, mal remunerados? Se estão, é preciso mostrar-lhes que eles estão tirando “sarro” de si mesmos.
      Não tenho como convencê-la a fazer o que não deseja. Não é verdade que colecionamos derrotas. Com a truculência desse governo, não acha que nossa greve e resistência barrou coisas ainda piores? Onde está a alteração do estatuto do magistério que estavam preparando? Por que ainda não fizeram, simplesmente, a reforma do ensino médio que pretendiam e que agora o Secretário volta a falar. Não tenha dúvida, terão que dar algum reajuste salarial. Você acha que sairia algo sem a nossa greve.
      Cada um de nós que desanimar e sair por aí falando em derrota e aceitando tiração de sarro dos que nada fazem também estará contribuindo para facilitar a vida do Governo. Estamos em guerra, nossa luta vai continuar sob outras formas. Quem quer melhorar a escola pública estadual não o direito de vacilar.
      Bebel

      Responder

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