Secretaria da Educação desmarca reunião com a APEOESP para discutir a reposição

15/06/2015 at 17:53 14 comentários

Queremos reposição de aulas justa para professores e estudantes!

Professores não devem assinar nenhum documento sem orientação do sindicato

Suspensa a greve no dia 12 de junho, os professores e professoras reafirmam seu compromisso com a reposição das aulas e dos conteúdos aos estudantes da rede estadual de ensino.

Entretanto, a Secretaria Estadual da Educação suspendeu reunião para esta finalidade agendada para esta segunda-feira, 15/06, sob o argumento de que haverá, no mesmo horário, reunião do Secretário com o Tribunal de Contas do Estado.

Fica patente, assim, que o firme compromisso com a reposição das aulas e dos conteúdos parte dos professores não é correspondido pela Secretaria da Educação.

Os professores estão, sim, dispostos a repor, mas querem receber os respectivos pagamentos. A SEE está disposta a resolver esse problema ou deixará que o impasse se prolongue?

Algumas escolas estão convocando professores para assinar documentos sobre a reposição de aulas. Orientamos todos e todas para que não assinem nenhum documento sobre a reposição de aulas, antes que sejam concluídas as negociações da APEOESP com o Governo, cujos resultados serão comunicados a todos/as por meio de boletins do Sindicato e de resolução ou comunicado da SEE.

Demissões

A APEOESP tem recebido informações de que professores que realizaram a greve estão sendo convocados a suas escolas para serem comunicados de exonerações e cessações de contrato, num ataque injustificável à nossa categoria, que exerceu de forma legítima o direito de greve. Sobretudo se levarmos em conta que o próprio Secretário da Educação havia declarado em reunião que isto não ocorreria.

Exigimos da SEE que cesse imediatamente este tipo de represália contra os professores que participaram da greve e orientamos todos os professores e professoras a não assinarem nenhum documento sem orientação do sindicato.

Não vamos aceitar perseguições e demissões de professores/as.

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Cartas na Folha de S. Paulo sobre a nossa greve. SEE publica Instrução sobre reposição de aulas

14 Comentários Add your own

  • 1. thiagoG  |  15/06/2015 às 19:09

    olá bebel
    Gostaria de saber como fica a situação do professor categoria o terminada a greve, o secretário havia dito que acabaria a duzentena e o contrato seria de 3 anos, essa informação procede?

    Responder
    • 2. apeoesp  |  21/06/2015 às 13:58

      Prezado professor Thiago,
      Continua afirmando que sim, mas não enviou o projeto para a ALESP ainda.
      Bebel

      Responder
  • 3. Thiago  |  16/06/2015 às 00:36

    Bebel: aqui em SBC a diretoria de ensino anda afirmando que não vai existir reposição em julho pois muitas escolas servirão como alojamento para atletas que virão para a cidade para competição esportiva? O interesse dos alunos não deveria prevalecer Bebel?

    Responder
    • 4. apeoesp  |  21/06/2015 às 13:51

      Prezado professor Thiago,
      Tomamos conhecimento dessa situação e estamos em contato com a SEE para que busquem uma solução.
      Bebel

      Responder
  • 5. Fernando "IntensoFOX" Gaebler  |  16/06/2015 às 02:32

    Republicou isso em Fernando Gaebler.

    Responder
  • 6. dirceu  |  16/06/2015 às 22:49

    deu agora no sptv hj 16/6 ás 19:30 reposição deve ser negociada com diretores e conselho e escola e pais e professores. diretorias de ensino vao acompanhar

    Responder
  • 7. Laerte Alberto Jr.  |  17/06/2015 às 20:15

    Li com atenção a resolução de reposição de aulas, do período da greve, mas como fica, as faltas, teria que repor muitas aulas, o faria, mas devido a utilização de professores PA, se quiser serão poucas aulas, disse a diretora do EE Carlos Gomes, de Campinas, logo muitas aulas que não irei repor, já foram “dadas, como fica funcionalmente e o prejuízo financeiro será enorme!?

    Responder
    • 8. apeoesp  |  21/06/2015 às 13:26

      Prezado professor Laerte,
      Não é a diretora quem decide que aulas serão repostas, e sim o conselho de escola. É preciso chamar pais e alunos e verificar nos diários de classe os conteúdos que não foram ministrados de acordo com os planos de ensino. Essas aulas precisam ser repostas, pois os estudantes tem direito a esses conteúdos.
      Bebel

      Responder
      • 9. Tatá  |  24/06/2015 às 17:12

        Bebel, você sabe muito bem que o conselho de escola não entra em conflito com direção, até mesmo porque os membros da escola são ESCOLHIDOS pela direção, FATO. Exigir convocação do conselho para provar que não houve conteúdo é uma briga travada dentro da escola, estamos sozinhos nesse momento!
        Não aceito, não concordo!
        Sindicato deveria rever esse processo das aulas eventuais.
        ABSURDO

      • 10. apeoesp  |  28/06/2015 às 13:44

        Prezada professora Tatá,
        Realizamos 92 dias de greve e este governo pouco ou nada negociou. Além disso, descontou os dias e contou até o momento com respaldo do judiciário para isto, situação que esperamos reverter no STF ou no julgamento do dissídio, no dia 1/07.
        Sequer haveria reposição de aulas. Se você acompanhou os materiais do sindicato, sabe que o Secretário desmarcou a reunião que haveria em 15/06 e que só a realizou em 17/06 porque fui pessoalmente à Secretaria e lá me postei até que a reunião fosse marcada.
        Este governo não tem o menor interesse em que reponhamos as aulas e não está nem um pouco preocupado se o aluno vai aprender ou não. Infelizmente, este é o Governo que o povo de São Paulo elegeu e este o Secretário que o Governador mantém. Já fizemos a conversa com o Secretário, já estive mais de uma vez com a Secretária Adjunta, fazemos constantes contatos por telefone e foi onde conseguimos chegar.
        Não colocar o conselho de escola é aceitar que diretores e supervisores decidam tudo. O conselho de escola é a possibilidade de, pelo menso, realizarmos uma discussão, abrir os diários de classe, demonstrar que os conteúdos não foram dados, escancarar para os representantes dos pais o descaso de toda essa gente para com os seus filhos. Talvez assim consigamos reverter algumas situações.
        A possibilidade de repor na ausência de outro docente não foi uma concessão do Secretário. Por eles, nem essa possibilidade existiria.
        Volto a dizer: 92 dias de greve não fizeram o governo negociar conosco. Não tenha ilusões de que conversas com o Secretário resolverão o problema.Temos que fazer a pressão pela base, abrir espaços e pressionar nas escolas, chamando os pais para o nosso lado. sem o apoio dos pais, nada conseguiremos.
        Estamos enfrentando um governo que não dá a mínima bola para a educação pública.
        Bebel

    • 11. Tatá  |  24/06/2015 às 17:09

      Professor Laerte, me encontro nessa situação, irei repor apenas um terço das minhas aulas. 102 aulas apenas. È ridiculo a ação do sindicato em deixar que as escolas decidam, pois todos nós sabemos que o Consellho de Escola não entra em conflito com direção. Uma luta solitária a nossa nesse momento!
      Obrigada Apeoesp

      Responder
      • 12. apeoesp  |  28/06/2015 às 13:50

        Prezada professora Tatá,
        O contrário de deixar a decisão nas mãos dos conselhos de escola é deixar nas mãos de diretores e supervisores. Você prefere? O que leva você a pensar que nós, “o sindicato”, como você diz (quando na verdade o sindicato são todos os professores mobilizados), não levamos para o Secretário a proposta de que todos possam repor todas as aulas da melhor maneira possível? Acontece, professora, que não a APEOESP que está á frente da Secretaria Estadual da Educação. Se fossemos nós, tenha a certeza de que os professores não ficariam 92 dias em greve sem negociação, sendo tratados como delinquentes, com desconto de salários e todas as pressões que houve, e ainda substituídos por eventuais.
        Não há conversa com o Secretário que resolva essa questão. Na realidade, a luta que tivemos durante a greve continua e agora o campo de batalha são as escolas. Temos que convocar a reunião do conselho, mostrar para os pais que os conteúdos não foram dados e exigir a reposição das aulas, pois não basta ter tido um eventual se o filho dele nada aprendeu.
        Bebel

  • 13. Tatá  |  24/06/2015 às 17:07

    O seu comentário aguarda moderação.
    É lamentável que depois de 92 dias de greve eu consiga repor apenas um terço das aulas, já que as demais foram ministradas por eventuais que entraram em sala sem um plano de conteúdos plausivel. E pior ainda é o sindicato junto com o governo aceitar que fica a critério das escolas e cabe a nós professores nos indispormos com direção de escola para exigir conselho de escola para rever essas aulas que eventuais professores entraram, e depois sofrer retaliações por parte dos diretores e dirigentes. Eu me pergunto, porque o sindicato não pode pedir pelo menos o direito de REPOSIÇÃO JUSTA com relação as aulas eventuais e que saia o decreto exigindo isso, e não deixando a carago dos DIRETORES DE ESCOLA achar se é viável ou não repor essas aulas. Como se o sindicato não soubesse de todos os entraves que enfrentamos com nossos diretores, além de ficar sem salario e fazer greve temos que nos indispor com toda a escola para repor nossas aulas que outros professores ministraram sem conteúdo? É justo que essa briga seja nossa dentro da escola? Obrigada APEOESP, nos encontramos sozinhos nesse momento, injustiçados e com um decreto vago que deixa as escolas decidirem sobre a reposição! Injustiça.
    Obrigada APEOESP, por nos deixarem sozinhos!
    Espero uma resposta

    Responder
    • 14. apeoesp  |  28/06/2015 às 13:57

      Prezada professora Tatá,
      O seu argumento não é verdadeiro. O sindicato não está junto com o governo, ou não teríamos feito 92 dias de greve. O que a leva a crer que um governo que pouco ou nada negociou durante 92 dias, reprimiu, descontou salários e nos desrespeitou de todas as formas garantiria agora uma REPOSIÇÃO JUSTA? Professora, o Secretário não está nem aí para a reposição das aulas. Por ele, sequer haveria reposição. Cancelou a reunião que estava marcada e só marcou outra depois que praticamente invadimos a SEE até que houvesse nova data. Não pense que conversas com o Secretário conseguem arrancar um decreto com a reposição que queremos. É um secretário duro, intransigente, não negocia. A chance que temos é nas escolas, nos conselhos, chamando os pais, trazendo-os para o nosso lado, mostrando que queremos que o filho dele aprenda.
      Você deveria “agradecer” não à APEOESP, que está lutando como pode pelos professores. Você deveria “agradecer” à maioria dos eleitores do estado de São Paulo, que elege e reelege um governo que trata dessa forma professores, pais e estudantes das escolas públicas estaduais.
      Bebel

      Responder

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