Homenagear e lutar

14/10/2016 at 15:49 6 comentários

assembleia-26Quinze de outubro é o Dia dos Professores e das Professoras.

É uma data comemorativa na qual celebramos o privilegio, o prazer e a responsabilidade a nós conferida pela sociedade de educar crianças e jovens e formar novos cidadãos e novas cidadãs.

É uma data na qual deveria haver apenas alegria. E, no entanto, estamos tristes e contrariados com tantos ataques contra a educação pública e contra a nossa categoria. E estamos também indignados, revoltados e dispostos a não permitir que destruam a possibilidade de deixarmos para as novas gerações o maior legado de que uma nação pode dispor: o conhecimento.

Sim, porque obstruir o conhecimento é o que pretendem os que hoje comandam o governo federal. Por meio da PEC 241, congelam os investimentos do Estado em educação e demais áreas sociais por vinte anos! Por meio da reforma do ensino médio, encaminhada como medida provisória, querem rebaixar de tal forma os conteúdos curriculares que este nível de ensino deixaria de ser uma etapa educacional para se tornar mero treinamento de mão de obra.

E tem mais: a reforma da previdência, o fim do Piso Salarial Profissional Nacional, a abertura para que profissionais sem licenciatura ministrem aulas e outras medidas do atual governo federal e dos governos estaduais, tornarão a profissão docente mais desvalorizada e isto afetará irremediavelmente a qualidade da educação brasileira.

Apesar de tudo isso, comemoramos o Dia do Professor e da Professora. Sim, porque o nosso papel social não é uma concessão benevolente de governo algum.

Por isso, nossas subsedes promovem bailes dos professores em todo o estado, ao mesmo tempo em que convocamos para o dia 11/11 uma grande assembleia na Avenida Paulista, para debater a greve, continuar mobilizando a categoria por reajuste salarial e demais reivindicações e para dizer ao governo Alckmin que ele até pode nos negar o atendimento destas reivindicações, mas jamais nos colocará de joelhos.

Feliz Dia do Professor. Feliz Dia da Professora. Parabéns a todos e a todas pela garra, pela luta e pelo compromisso com a escola pública.

Maria Izabel Azevedo Noronha
Presidenta da APEOESP

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6 Comentários Add your own

  • 1. Thiago  |  15/10/2016 às 05:37

    Bebel: sei que a Apeoesp, assim como eu, é contra a prova do mérito. Precisamos de outras formas de evolução da carreira. Mas é um absurdo o governo tratar com diferença os professores. Desde que ingressei, seria a primeira vez que eu poderia fazer a prova, mas a oportunidade não será dada. Isso não é ilegal? O governo pode aplicar a prova quando bem entender?

    Outra coisa: a nossa situação, sem reajuste salarial, está muito aflitiva. Esta´desesperadora… Não está dando para pagar nada e tem conduzido a categoria à miséria.Poderia, ao menos, tentar negociar por hora o reajuste do auxílio alimentação e sua extensão a todos os professores, já que nem todos recebem… Não é o ideal, mas são necessárias medidas urgenciais… Como está a ação pelo dissídio movida pela Apeoesp?

    Responder
    • 2. apeoesp  |  16/10/2016 às 13:44

      Prezado professor Thiago,
      Em primeiro lugar, nossa ação não é propriamente um dissídio (que perdemos em 2015), mas a exigência de cumprimento do artigo 37 da Constituição Federal (reajuste anual dos salários). Como tudo o que incomoda o governo estadual, está parada no Tribunal de Justiça.
      Quanto á prova de mérito, nós queremos que a alternativa a ser implementada, de imediato, é o memorial do professor, pelo qual a evolução se dá em razão das atividades, cursos e iniciativas do professor. Mas a razão para o governo segurar a prova de mérito não tem a ver com isto e sim com alegados problemas financeiros. Nós cobramos que o professor tenha direito á evolução, não necessariamente a prova de mérito.
      Em relação a nossa situação salarial, ou a maioria dos 230 mil integrantes do magistério (veja que número espetacular) se conscientiza de que é preciso lutar, ou o governo poderá continuar ignorando nossa reivindicação. Temos nas mãos uma força extraordinária, mas muitos pensam que essa luta não tem nada a ver consigo e que o reajuste poderia vir de reuniões e conversas com o Secretário. Aí culpam o sindicato, sem perceber que a solução passa por todos nós.
      Bebel

      Responder
      • 3. Thiago  |  20/10/2016 às 15:23

        Infelizmente essa é uma verdade: os professores culpam o sindicato, mas não se movem. Participei de comandos de greve ano passado e é desesperador var a anestesia da categoria… Mas enfim, se possível, acho que seria mais fácil negociar com o governo, ao menos emergencialmente, um reajuste do auxílio alimentação. Por que não tentar mobilizar deputados estaduais (os de esquerda) para tentarem colocar em pauta alguma lei estadual que estenda o benefício do auxílio alimentação a todos os servidores e a aumento do valor desse auxílio?

      • 4. apeoesp  |  22/10/2016 às 14:47

        Prezada professor Thiago,
        O aumento do auxílio alimentação está na nossa pauta, mas este assunto não é negociado setorialmente, pois o auxílio é o mesmo para todo o funcionalismo. Está também na pauta das demais entidades. De toda forma, pressionaremos o Secretário da Educação.
        Bebel

  • 5. Felipe  |  18/10/2016 às 12:33

    Aproveitando a fala do professor Tiago, nosso vale alimentação é uma vergonha. Acredito que não existe no mercado de trabalho um valor inferior. Além disso não recebemos nas férias, como a grande maioria dos trabalhadores. Esse assunto, assim como a luta pelo reajuste deveria ser emergencial. 180 reais por mês, quando recebemos e se recebemos, como o professor disse, num momento como esse toda e qualquer ajuda é bem vinda.

    Responder
    • 6. apeoesp  |  18/10/2016 às 16:49

      Prezado professor Felipe,
      Sim, este assunto consta na nossa pauta, que é muito extensa, bem maior do que a que publicamos nos cartazes. Ocorre que a negociação não é setorizada, por secretaria, pois o vale-alimentação é o mesmo para todo o funcionalismo público. Há anos as entidades do funcionalismo tentam conseguir um reajuste mais substancial, mas isto ainda não foi possível.
      Bebel

      Responder

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