Governo lança reforma da Previdência. Com luta, podemos derrotá-lo.

06/12/2016 at 13:45 2 comentários

 

Aí está: o governo ilegítimo de Temer cumpre o que já prevíamos; ou seja, envia hoje o texto da PEC 287/2016 à Câmara dos Deputados. Agora os trabalhadores brasileiros, do setor público e do setor privado, vão trabalhar mais para se aposentar. De acordo com o que já foi apresentado, todos, homens e mulheres, terão que aguardar a idade mínima de 65 anos e terem contribuído no mínimo 25 anos para poderem se aposentar.

O governo segue à risca o roteiro de reformas neoliberais previstas no documento Uma ponte para o futuro, programa sobre o qual se apoiou o golpe que depôs a Presidenta Dilma Rousseff. De um lado, o congelamento de investimentos públicos, sucateamento dos serviços públicos (para justificar sua transferência ao setor privado) e privatização de empresas estatais (Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal já anunciaram o enxugamento de sua rede e demissão de milhares de funcionários e há indícios de que a Petrobras está em processo de preparação para a privatização). De outro, corte de direitos trabalhistas e sociais, sobretudo, no momento, para os servidores públicos, mas aguarda-se a qualquer momento o anúncio de uma reforma trabalhista. Setores do empresariado, do setor produtivo, já se voltam contra o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, porque percebem que o país está estagnado e pode passar da recessão à deflação e,. depois, à depressão. Mas o governo segue com seu plano, porque atende a interesses do setor financeiro, dos banqueiros, que vivem da especulação e cobram o pagamento da dívida pública, ou seja, querem receber o que o governo continuará a recolher da população e não investirá em benefício dela.

Como mudar esta situação? Atitude, unidade entre os trabalhadores e os movimentos sociais, mobilização, muita luta e a greve geral como um momento de demonstrar aos governantes e banqueiros que não aceitamos pagar a conta desta crise.  Para nós, professores e professoras, o ano de 2017 vai começar com organização, mobilização e um debate imprescindível sobre a greve da categoria. Estamos há mais de dois anos sem reajuste salarial, nossos direitos vem sendo constantemente desrespeitados e a tendência é piorar. Depende de nós dar o basta e mudar este cenário.

Veja, abaixo, uma análise publicada no site 247.

Brasil 247:

REFORMA DA PREVIDÊNCIA DE TEMER CASTIGA POBRES E MANTÉM PRIVILÉGIOS

temer

O Presidente Michel Temer anunciou nesta segunda-feira, 5, as bases da reforma da Previdência que pretende enviar nesta terça-feira, 6, ao Congresso Nacional; um dos principais pontos destacados pelo presidente é adoção de uma idade mínima para aposentadoria, que deve subir para 65 anos de idade; “É preciso postergar a concessão da aposentadoria. Se o sistema se mantiver nos parâmetros atuais, a conta não fecha”, disse Temer, que se aposentou aos 55 anos; reunião com os presidentes da Câmara, Marco Maia (DEM), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB), discute o trâmite da PEC que será enviada; resumo da ópera da reforma da Previdência; para os mais pobres, mais tempo de contribuição, benefícios menores e por menos tempo, enquanto mantém privilégios para os mais ricos

Paulo Victor Chagas e Ivan Richar Esposito, da Agência Brasil – O presidente Michel Temer defendeu a adoção de uma idade mínima para que a aposentadoria continue a ser paga aos trabalhadores nesta e nas próximas gerações.

Em um discurso firme sobre a necessidade de se fazer uma reforma ampla, Temer disse a senadores e deputados que a reforma da Previdência a ser encaminhada amanhã (5) ao Congresso será “amplamente debatida” durante sua tramitação no Legislativo.

“Manter sustentável a Previdência exige induvidosamente uma reforma, sob pena de colocar em risco recebimento de aposentadoria, pensões e demais benefícios previdenciários desta e das próximas gerações. Temos longa experiência no Parlamento e sempre fizemos pequenas reformas. Chega de pequenas reformas”, disse Temer. “É preciso postergar a concessão da aposentadoria. Isso só pode ser feito pelo estabelecimento de uma idade mínima. Se o sistema se mantiver nos parâmetros atuais, a conta não fecha”.

Citando exemplos econômicos e políticos para a necessidade das mudanças, Temer disse que a idade média de aposentadoria por tempo de contribuição é hoje de 54 anos. “O segurado permanece mais de 20 anos recebendo e ainda pode deixar pensão para os seus dependentes. Em alguns grupos o tempo de gozo do benefício é superior ao tempo de contribuição”, disse.

De acordo com o presidente, as novas regras valerão “integralmente” para os mais jovens, mas haverá uma transição para os trabalhadores com 50 anos ou mais. Temer lembrou também que os que já completaram o tempo de serviço mínimo “não precisam se preocupar”, porque não serão atingidos.

Temer e a equipe econômica do governo conduzem neste momento uma reunião com os líderes da base aliada na Câmara e no Senado para apresentar a reforma da Previdência. O texto com a proposta será encaminhado nesta terça-feira (6) ao Congresso Nacional. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, também participa do encontro.

No início da noite, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, vai comandar uma reunião com as centrais sindicais para apresentar a elas o texto. Antes, estava previsto que Temer também presidiria a conversa com os representantes dos trabalhadores, mas de acordo com a assessoria de imprensa do Planalto, há a possibilidade dele participar, mas a condução dos trabalhos será feita por Padilha. No fim de outubro, por meio do porta-voz Alexandre Parola, Temer havia dito que só encaminharia o texto após “diálogo amplo” com a sociedade.

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VIANA DECIDE SUSPENDER TETO DE GASTOS E TODA A PAUTA DO SENADO Não à reforma da Previdência!

2 Comentários Add your own

  • 1. proeduc  |  06/12/2016 às 14:26

    Quer saber este cara golpista nem deveria ter seu nome mencionado e nem foto postada. Abaixo td que lembra golpe e retrocesso

    Responder
  • 2. Márcio  |  08/12/2016 às 11:23

    Não, não, não à reforma da previdência!
    É uma canalhice este país.
    Porque ninguém fala que a previdência tem superávit?
    No nosso lombo tem uma àrvore de dinheiro, onde quando o governo precisa, ele vem, chuta nosso traseiro e pega o quanto quiser.
    Chega, chega, chega de ser gado, povo, de ser massa de manobra.
    Enquanto, o governo joga trabalhador público contra trabalhador da iniciativa privada quem realmente se serve de nós, trabalhadores que acordamos todos os dias, para ir trabalhar e contribuir para no final nao ter nada, ao invez de nos servir, passa desapercebido e continuará com benefícios e salários indecorosos que muitas vezes não basta, é preciso mais e mais dinheiro… Acorda povo!

    Responder

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