O que você quer de 2017?

20/12/2016 at 15:09 2 comentários

Tradicionalmente, quando se aproxima o final do ano, todos temos uma tendência a imaginar um novo ano mais feliz, com mais realizações e novas alegrias.
Não seria diferente agora. Todos queremos que 2017 seja infinitamente melhor que o ano que finda. O ano de 2016 foi muito difícil para todos nós, para o Brasil, para a educação, para a nossa categoria, para os trabalhadores e as trabalhadoras. E segue difícil, pois mesmo nesses últimos dias, notícias ruins se multiplicam.
O que devemos pensar é que a mudança de ano, por si só, não tem a capacidade de transformar a realidade. Sim, gostamos de imaginar esta mágica. Eventualmente isto nos fortalece em nossas resoluções e nos impele a mudar o que precisa ser mudado. Porém, o que verdadeiramente muda a nossa realidade somos nós mesmos.
Quanto mais tomo conhecimento de tudo o que está ocorrendo no nosso país, mais indignada fico e mais disposta a não permitir que um pequeno grupo de privilegiados, em relação aos milhões de brasileiros trabalhadores que constituem a maioria da nação, imponha tantos retrocessos e tanta infelicidade.
Pense bem: um congresso nacional que se notabilizou ao longo dos anos pela lentidão e desinteresse em aprovar matérias em benefício do povo e do desenvolvimento nacional, agora trabalha com velocidade impressionante para destruir o que foi conquistado desde 1988, e mais particularmente desde 2003, durante os governos Lula e Dilma.
E aqui no estado de São Paulo? Como um Governador pode imaginar que professores e professoras, com a responsabilidade que têm perante o futuro deste país, fiquem anos sem nenhum reajuste em seus baixo salários? Isto é inaceitável, revoltante, indefensável.
Perdoem-me se utilizo este tom, numa época do ano em que as pessoas talvez falem de coisas mais amenas e agradáveis. Eu quero que você reflita, professor e professora, sobre quem poderá fazer de 2017 um ano melhor.
Se individualmente não podemos mudar o mundo, podemos mudar nossa atitude diante dele. Nós somos muitos e cada um de nós é importante, faz a diferença, é fundamental para a mudança.
Cada professor e professora, quando se torna indiferente à luta de sua categoria, está contribuindo, infelizmente, para que a situação se torne ainda pior.
Lutar não conduz necessariamente à vitória, pois vencer não é apenas uma questão de vontade. Não lutar, porém, traz a certeza da derrota.

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2 Comentários Add your own

  • 1. Edinei nogueira  |  21/12/2016 às 10:39

    Com certeza, Bebel, se não formos às ruas, já logo nas primeiras semanas de janeiro, gritar, protestar, seremos aniquilados, estamos sendo aniquilados.
    E enquanto professor, fico tão decepcionado e até revoltado com a passividade da minha classe, há professores, que nem sabem o que está acontecendo.
    É muita alienação, é muita passividade.
    Me lembro diante de tudo o que estamos vivendo, muito, um colega que trabalhou comigo, e pediu exoneração de seu cargo, por não suportar ao que somos submetidos, ele dizia que não nascemos para fazer carnezinho nas casas Bahia, e ele estava repleto de razão, coberto dela.
    Enquanto, nós, povo não dermos um basta, eles vão colocar grilhões em nossos tornozelos.
    Só se fala em crise, estados quebrados, governo quebrado, mas ninguém lembra que o Brasil é um país que arrecada imposto como países de primeiro mundo, cadê este dinheiro? Cadê?
    Eles querem que o estado seja mínimo, mas com arrecadação máxima!
    Não devolvem nada, saúde, educação, segurança mobilidade urbana, lazer… e agora eles querem que o povo pague também a previdência, e tem gente que não é o pato da fiesp, caindo que nem patinho na lagoa, já está até fazendo as contas.
    Nós estamos diante de um pesadelo, não tem natal, não tem ano novo, não tem carnaval…
    Não tem coxinha, nem mortadela.
    Tem o povo e aqueles que querem aniquilar com nossos sonhos, projetos de vida, com o futuro de nossos filhos, eu não quero esse Brasil para o meu filho, não, não, por favor, não!

    Responder
    • 2. apeoesp  |  31/12/2016 às 11:25

      Prezado professor Edinei,
      Em janeiro teremos o Congresso da CNTE, onde a delegação da APEOESP estará defendendo mobilizações nacionais, a greve nacional dos professores e a greve geral. Em São Paulo, vamos à greve no início do ano letivo. Somente com muita mobilização poderemos enfrentar esta avalanche de ataques que estão nos atingindo.
      Bebel

      Responder

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