Governador de São Paulo é inimigo dos servidores

10/04/2017 at 02:44 14 comentários

Leia: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/04/1874056-alckmin-e-perillo-defendem-reforma-da-previdencia-para-servidor-publico.shtml

A posição divulgada pelos Governadores tucanos Geraldo Alckmin, de São Paulo. e Marconi Perillo, de Goiás, por meio do jornal Folha de São Paulo (9/4/2017), exigindo que o Governo Federal mantenha os servidores estaduais na PEC 287/2016 (reforma da previdência) está baseada em dados falsos e demonstra o quanto esses Governadores e o PSDB estão descompromissados com o serviço público e com a população.

Alckmin e Perillo dizem que as previdências estaduais não podem bancar aposentadorias de 30 mil e 40 mil reais, mas não dizem que não é a enorme maioria dos servidores públicos, inclusive os professores e as professoras, que impactam os sistemas de aposentadoria, pois recebem valores irrisórios e contribuem mensalmente, com grande sacrifício, para terem direito a suas aposentadorias. Geraldo Alckmin não diz que o que causa impacto nas contas públicas e no sistema previdenciário estadual são os altos salários, como o seu, dos Deputados, juízes e desembargadores e de outros altos cargos que estão na cúpula do Estado. Estes realmente custam caro para o Tesouro.

Nós, professores e professoras, assim como outras carreiras, somos de fato servidores, no sentido lato. Nós servimos ao Estado, servimos à população, e não nos servimos do Estado, como a maior parte desses que usufruem altos rendimentos. Nós somos pagos pelo Estado, com os impostos recolhidos da população, e os devolvemos na forma de serviço público, das aulas que ministramos diariamente nas escolas estaduais em todo o estado, nas mais distantes regiões, nem sempre com as melhores condições para o exercício da nossa profissão. No final da carreira, recebemos aposentadorias de baixo valor. E até mesmo isso o Governador Geraldo Alckmin quer nos tirar.

Não podemos ser culpabilizados, senhor Governador, pela má gestão das finanças públicas, se no período eleitoral governadores gastam mais do que podem e deixam deficitários os cofres dos Estados, penalizando a população e o funcionalismo. Somente para citar um exemplo, os/as professores/as no Estado de São Paulo estão há quase três anos sem reajuste salarial. Como os senhores falar em nome das classes mais pobres, se essas nunca foram prioridades de seus governos e se nós, servidores, inclusive professores e professoras, dela fazemos parte?

O Governador Geraldo Alckmin, a quem conhecemos muito bem, não está realmente preocupado com a coisa pública. Mais uma vez, volta-se contra os milhares de funcionários públicos estaduais que recebem salários baixíssimos e que não têm a menor condição de pagar planos de previdência complementar administrados por banqueiros. O Governador quer nos fazer trabalhar mais, contribuir mais e usufruir aposentadorias de valores ainda mais baixos, para compensar a má gestão e as farras eleitorais que o Governo Estadual faz com o dinheiro público. O Governador quer manter o Estado a seu serviço e de meia dúzia de privilegiados e não a serviço da população.

 

Não aceitamos que mexam nos nossos já escassos direitos, assim como não aceitamos que mexam nos direitos de nenhum trabalhador brasileiro, já muito sacrificado. Vamos continuar lutando pela retirada da PEC 287/2016 do Congresso Nacional e, para tanto, vamos participar com toda a nossa força da greve geral, juntamente com toda a classe trabalhadora e os movimentos sociais, no dia 28 de abril.

Maria Izabel Azevedo Noronha
Presidenta da APEOESP

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14 Comentários Add your own

  • 1. Carolina  |  11/04/2017 às 00:14

    Boa noite Bebel,

    Estou pelo art. 22 em uma escola com Ale, até o momento não recebi nada do Ale desde fevereiro. Na escola recebi a informação que talvez eu só receba em junho. Caso isto aconteça, o salário irá acumular e eu posso perder o vale alimentação. Gostaria de saber se tenho direito de recuperar este Vale?
    Outros profs amigos, tbm pelo art.22 estão recebendo normalmente o Ale. Ano passado não aconteceu isso, no primeiro mes entrou em folha suplementar.
    Já não basta o salário baixo, somos ainda prejudicados.
    Obrigada

    Responder
    • 2. apeoesp  |  15/04/2017 às 13:30

      Prezada professora Carolina,
      A administração pública comete muitos erros que nos prejudicam e que só podem ser revertidos judicialmente. Para prevenir, sugiro que peça informações sobre o pagamento do ALE e exija resposta por escrito. No momento em que for pago, se implicar em perda de algum outro benefício, solicite, sempre por escrito, a regularização. Finalmente, caso não consiga, de posse de todos os documentos por escrito, procure o departamento jurídico na subsede da APEOESP para acionar o Estado judicialmente.
      Bebel

      Responder
  • 3. REIS  |  11/04/2017 às 22:04

    Boa tarde Presidenta tudo bem?
    No periodo Noturno a adesão da greve foi 100% na minha U.E, no entanto foram colocadas ausencias injustificadas.Tivemos uma reunião com o diretor, segundo ele foi por orientação de SEE ficando assim impossibilitado de retirar as faltas.A Apeoesp esta vendo algo neste sentido?Pelo que foi observado aqui na SUL 2 varias escolas tiveram esta mesma atitude.A apeoesp esta vendo algo neste sentido?Obrigado

    Responder
    • 4. apeoesp  |  15/04/2017 às 13:23

      Prezado professor Reis,
      Sim. Já solicitamos reposição dos dias da greve. Estamos aguardando resposta, mas certamento será autorizada a reposição, para pagamento e retirada das faltas.
      Bebel

      Responder
  • 5. Márcio  |  12/04/2017 às 10:59

    Reeleição zero para deputados e senadores que votarem a favor da reforma da previdência!

    Responder
  • 6. dirceu de mello  |  12/04/2017 às 17:31

    a propósito como estamos com defasagem salarial há quase 3 anos, alguem sabe informar se teremos bonus em 20 de abril conforme anunciado pelo governador?

    Responder
    • 7. apeoesp  |  15/04/2017 às 13:20

      Prezado professor Dirceu,
      Sim. De acordo com informações extraoficiais, será pago.
      Bebel

      Responder
  • 8. dirceu de mello  |  12/04/2017 às 17:39

    como tivemos ultimo reajuste salarial em 2014, há forma jurídica para reivindicar na justiça a reposição inflacionária? porque só assim, obrigado por lei o governador autoriza, como fez com a reposiçao obrigatoria aos peb I, por causa do reajuste do piso salarial nacional.

    Responder
    • 9. apeoesp  |  15/04/2017 às 13:19

      Prezado professor Dirceu,
      Já temos este processo em curso no TJSP desde junho de 2016. Havia julgamento marcado para meados de março, mas foi adiado ainda sem data.
      Bebel

      Responder
  • 10. Rodrigo  |  26/04/2017 às 04:10

    Olá Bebel boa noite ,venho por meio desta ,descrever a minha insatisfação que reflete na insatisfação da maioria dos professores assim como eu categoria O. Gostaria de saber se é correto e adequado o procedimento da diretoria de ensino Leste 1 situada na av. Caetano de Campos no começo de Março quando começaram as atribuições marcavam sempre às quintas feiras como de costume desde o ano anterior atribuições de classes e aulas a todas categorias efetivo,F e O- que ficávamos como sempre por último sendo muito difícil de “sobrar”, algum saldo para todos nós, mas acabamos infelizmente nos acostumando com isso, porém de uns tempos para cá aconteceram coisas que me deixaram intrigado. No final de Março nas últimas atribuições do mês, fizeram chamadas apenas para os chamados categoria F, que já ‘pegam” aulas na nossa frente, quando ficamos impedidos de participar e o saldo disponível apenas a eles. Depois no começo desse mês misteriosamente atribuição voltou a ser a “todos “,porém em horários diferentes, mas havia uma grande mudança: o dia semanal de atribuição que sempre foram as quintas-feiras, mudou para sextas –feiras à tarde,no que prejudicou mais ainda aos categoria O ,pois existem professores que tem compromissos ou aulas que ministram as sextas a tarde, o que faz ficarmos mais ainda impedidos de participar, coloco o meu exemplo que faço o curso de aprimoramento dos professores de língua inglesa na cultura inglesa ,por bolsada Cogesp,que acontece todas às sextas a tarde,bem no’ novo’,dia semanal das atribuições de aula,como faço para estar em dois lugares ao mesmo tempo,pois esse curso não posso faltar possui regras rígidas que se forem descumpridas perco a bolsa,por outro lado preciso ,participar da atribuição de aulas,senão posso perder o meu contrato se não conseguir atribuir aulas.Ficarei no aguardo.

    Responder
    • 11. apeoesp  |  30/04/2017 às 14:28

      Prezado professor Rodrigo,
      Anotei o seu caso para levar ao conhecimento do Secretário da Educação, para que seja verificado o que ocorre na DE em relação aos dias e horários de atribuição de aulas. Quando à precedência do professor da categoria F na atribuição, faz parte das regras.
      Bebel

      Responder
      • 12. Rodrigo  |  16/05/2017 às 05:10

        Agradeço a atenção Bebel e espero que tenha resultado satisfatório ao reunir-se com o secretário ,pois ao entrar em contato com a ouvidoria da SE,quem me respondeu foi a própria DE com o descaso de sempre ,dizendo que essa mudança ocorreu para cumprir uma legislação que entrou em vigor em Dezembro de 2016,mas achei estranho começarem a cumpri-la apenas em meados de abril/maio,sendo que alegaram ter sido decretada no final do ano.Espero de verdade que você consiga alguma resposta concreta do que ocorreu ,pois parece que não existe funcionário naquela DE, e não sei mais a quem recorrer,por isso nós os cat. O contamos para isso também com você ,Bebel.Ficarei no aguardo.

  • 13. Santana  |  30/04/2017 às 12:14

    Olá, presidenta!
    Externo minha satisfação em lutar juntamente com a categoria e por termos uma líder fantástica e que vai a frente em busca de melhorias para nós, profissionais da educação do estado de SP.
    Em relação ao cadastro emergencial, a senhora acredita que haverá inscrições para este ano? O sindicato tem feito alguma intervenção para que exista contratação de professores cat. O?

    Um grande abraço!

    Responder
    • 14. apeoesp  |  30/04/2017 às 14:04

      Prezado professor Santana,
      Muito obrigada pelas suas palavras.
      Quanto ao cadastro emergencial, preciso ser sincera em dizer que me sinto desesperançada, se depender apenas da iniciativa do governo. Não pretendem gastar com a educação. Vamos continuar pressionando, como temos feito a todo momento. Já denunciamos ao Ministério Público a falta de professores e salas superlotadas, mas isto ainda não resultou em nenhum efeito concreto.
      Bebel

      Responder

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