A repressão policial não vai intimidar nossas lutas

20/06/2017 at 20:29 Deixe um comentário

Em nome da APEOESP, repudio veementemente a brutal repressão da Polícia Militar do estado do Paraná contra servidores municipais de Curitiba, que estão em greve e protestavam nesta terça-feira, 20/6, de forma legítima e pacífica em frente à Câmara Municipal daquela capital contra medidas que o Prefeito Rafael Grecca pretende aprovar, retirando direitos das categorias que compõem o funcionalismo municipal.

Mais uma vez o Governador Beto Richa, do PSDB, mostra sua face violenta e anti-democrática, ordenando que a PM agrida servidores públicos, desta vez para a atender os interesses do Prefeito Grecca (PMN).

Infelizmente, há neste momento em todo o país uma escalada de repressão e violência contra os movimentos sociais, contra o movimento sindical e contra as mobilizações de todos os segmentos que lutam para preservar seus direitos. Nós, professores das redes oficiais de ensino do estado de São Paulo, também já fomos vítimas deste processo de criminalização em diversos momentos em que realizamos nossas mobilizações, seja com relação a nossas reivindicações específicas, seja em conjunto com nossos estudantes, com pais, movimentos sociais e centrais sindicais. Também somos vítimas de intimidação, quando o Governo do Estado recorre ao poder judiciário para nos ameaçar com multas altíssimas e diárias para impedir a utilização de algumas formas de luta.

Estamos solidários com os servidores públicos de Curitiba e não nos intimidaremos com o autoritarismo de governantes que querem nos calar.

Maria Izabel Azevedo Noronha Bebel
Presidenta da APEOESP

Reproduzo, a seguir moção de repúdio publicada pela CNTE – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação:

Moção de Repúdio à ação truculenta da Polícia Militar do Estado do Paraná que, mais uma vez, promove um massacre em Curitiba

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE, entidade representativa de mais de 4,5 milhões de trabalhadores das escolas públicas brasileiras de nível básico, vem a público REPUDIAR a ação da Polícia Militar do Estado do Paraná nesse dia 20 de junho que, de forma truculenta e extremamente violenta, agride os servidores públicos municipais de Curitiba, no Paraná, dentre os quais muitos professores e funcionários das escolas do município.

Em greve desde o último dia 12 de junho, os servidores municipais de Curitiba, em seu direito legítimo de manifestação, se concentraram em frente à Câmara Municipal de Curitiba para protestar contra as medidas que atacam os direitos dos trabalhadores municipais, afetando a vida de mais de 30 mil servidores da ativa e outros 16 mil aposentados e pensionistas. Medidas como a alteração no sistema previdenciário municipal e congelamento do Plano de Carreira dos servidores fazem parte de um conjunto de propostas que atacam os diretos dos trabalhadores sem sequer qualquer negociação ter sido iniciada com os maiores afetados desse que ficou conhecido como o “pacotaço” da maldade.

A mando do prefeito de Curitiba Rafael Greca (PMN), em conluio com o governador do Paraná Beto Richa (PSDB), a Polícia Militar do Estado agride violentamente os manifestantes que estão em luta contra os desmandos e a retirada de direitos dos servidores municipais. Não se pode admitir mais no Brasil uma polícia que sistematicamente agride o seu povo e nunca nada é feito para apurar essas atrocidades.

O esforço permanente desses governos em criminalizar as manifestações sociais, e que insistem em tirar os direitos dos trabalhadores, não porão fim à luta por garantia de direitos. As organizações sindicais sairão fortalecidas desse processo de extrema violência, cometida pelos governos e levado a cabo por suas polícias militares.

Os educadores brasileiros denunciarão mais esse caso que estarrece a todos pela brutalidade de uma Polícia Militar que, mais do que estar despreparada para lidar com manifestações de rua, parece estar, sobretudo, orientada a massacrar o seu próprio povo. Não é de estranhar que mais esse caso de violência venha a se repetir na atual quadra da História brasileira, quando vivemos claramente em um regime de exceção em que a maior vítima é a própria democracia brasileira.

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